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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

A Missão das Quatro Estações - Capítulo VI - Fatos Históricos -


FATOS HISTÓRICOS

A Europa no inicio do século XX vivia um tempo de mudanças. Muitos valores ainda eram ignorados, a exemplo do papel que a mulher desempenhava na sociedade.
Movimentos feministas erguiam-se, levantando bandeiras que falavam de liberdade de expressão, reconhecimento da mulher como pessoa e igualdade de condições.
As mulheres passaram a reconhecer a sua força e competência. Percebiam que seu trabalho era importante e que, assim como os homens, existiam e sabiam trabalhar. Obviamente este movimento causou incômodos, resistências, mas as mulheres, tomadas por forte determinação e coragem, passaram a lutar por seus direitos. Aos poucos, elas foram conquistando seu espaço.  Em 1917, Emily Murphy e Louise McKinney trabalharam juntas no processo que viria a estabelecer as leis de direitos da mulher dentro do casamento.
No mundo inteiro, o início do século XX foi marco decisivo para a emancipação da mulher. Algumas se tornaram advogadas, outras jornalistas e poucas, como as já mencionadas, ocupavam cargos realmente importantes.
No Canadá, a Senhora Emily Murphy defendia os direitos da mulher com pulso firme e também os direitos das crianças. Engajada no movimento feminista lutou pelo direito de voto da mulher, bem como pelo seu reconhecimento como cidadã. Foi a primeira mulher canadense a ocupar o cargo de juíza. Além dela, outras mulheres vinham ocupando cargos importantes antes reservados apenas aos homens.
Os homens relutavam em ceder seus postos. Com o tempo, perceberiam que esse era um processo irreversível. Um novo horizonte surgia. O papel feminino, na sociedade e nos lares, nunca mais seria o mesmo.
A evolução humana, embora algumas vezes pareça lenta, nunca deixa de acontecer. É lei Divina.
Podemos imaginar quanto preconceito estas mulheres pioneiras sofreram. Quantas dificuldades tiveram em provar sua capacidade. A luta certamente foi árdua.
Todo este processo trouxe ao mundo feminino uma série de mudanças, inclusive no seu vestuário que já passava a ser diferente.
Na Inglaterra, desde 1885, a mulher já contava com uma peça nova de roupa, o tailleur. Criado na época para a Princesa de Galles, esse traje passou a ser utilizado pelas mulheres do mundo inteiro. No início, o tailleur era composto de jaqueta, colete, calça e gravata, ou seja, um traje masculino para a mulher. Durante a primeira guerra mundial, seu criador, o inglês John Redfern, resolveu dar à sua nova coleção, ares mais delicados. Criou o tailleur composto por saia no lugar da calça.
O comprimento da saia era de um palmo abaixo dos joelhos e acompanhava botas de cano alto. Sucesso na ocasião. Sinônimo de elegância e bom gosto. Essa modernidade incomodava muito os conservadores e a igreja. Anos foram necessários para que essas conquistas fossem aceitas.
De uma forma muito resumida, se deu assim, o início da liberdade da mulher.
Por certo algumas confundiram seus papéis, mas isso não vem ao caso.

Muito antes do evento de emancipação da mulher, mais precisamente no ano de 1857, surgia em Paris, pelas mãos de Allan Kardec, o Espiritismo. Através de “O Livro dos Espíritos”, Kardec trouxe ao mundo uma nova visão dos ideais de Cristo.
Obviamente a Igreja Católica reagiu à Doutrina de forma agressiva. Perseguiu seus adeptos, queimou em praça pública os livros de Kardec e difamou o quanto pôde o Espiritismo. Apesar da fúria da Igreja Católica, a nova Doutrina fortificou-se e espalhou-se pelo mundo conquistando muitos adeptos e simpatizantes.
Podemos perceber que os acontecimentos citados fazem parte da evolução humana e que, na verdade, a evolução é como uma roda que gira sem parar, cabendo ao ser humano, fatalmente, acompanhá-la. É claro que, em paralelo aos eventos citados, outros tantos aconteciam. Sempre no sentido de esclarecer e auxiliar o ser humano a viver melhor, a descobrir maneiras e objetos que tornassem sua vida mais prática. Assim caminha a humanidade. Sempre descobrindo, experimentando.



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