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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

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A Missão das Quatro Estações - Capítulo XI - O DESPERTAR ESPIRITUAL DE FREDY

O DESPERTAR ESPIRITUAL DE FREDY

Fredy acordou na espiritualidade muito confuso. Sentia dores. As últimas impressões de seu sofrimento ainda eram muito fortes. Aos poucos compreendeu o que se dera e pôde se reunir aos pais. A alegria do reencontro foi imensa e, o auxílio por eles prestado, de grande valia e esclarecimento.
Orientado, esclarecido e, porque possuía nobres ideais, obteve permissão para unir-se à equipe a qual Ananda vinha trabalhando. Foi por todos recebido com alegria. Era mais uma força que a eles se unia. Comovido ao encontrar Ananda, Fredy chorou qual criança que sente muita saudade de um carinho, de um afago amigo.

Por que Anne Mary necessitasse de auxílio urgente, a equipe concentrou suas energias na moça. Com o passar dos dias passou a se sentir confortada. Não entendia porque se sentia tão mais forte, tão mais firme e corajosa. Em pouco tempo, exigiu que a irmã ficasse noiva de Simon o quanto antes. Sentia-se mal por ser a razão do pesar dos apaixonados. Sinceramente, sentia necessidade de sabê-los felizes.
A reação de Anne Mary comoveu a equipe espiritual que, agradecida a Deus, devia seguir seus propósitos. Anne já estava amparada e seria amada por Fredy sempre.
O noivado de Simon e Loraine transcorreu sem pompas. Um jantar íntimo foi oferecido. Para os mais sensíveis, a presença de Fredy foi notada.
Eliza, após perceber a sua real situação, após cair em si, quis fugir da clínica. Arquitetou um plano. Mesmo ciente da dimensão do prejuízo que causou, da morte do irmão e da perda de seu único amor, ao invés de compreender o seu erro, revoltou-se contra tudo e contra todos.
Em seu devaneio, Eliza acreditava ter razão. Pensava que o mundo conspirava contra ela. Conseguiu fugir, vagou a esmo de cidade em cidade na condição de mendiga. Simon nem mesmo quis tomar conhecimento da fuga da irmã. Fredy, compadecido, tentava inspirá-la a sair das ruas. Suas tentativas eram vãs. A amargura e a vibração da irmã não se afinavam com as vibrações dele. Irmãos, que ainda se demoravam nos sentimentos inferiores, inspiravam Eliza a vagar a fim de atraí-la para si, para onde o sofrimento é constante e a Luz, jóia rara de se ver, só se dá com o arrependimento verdadeiro, com a vontade sincera de progredir.
Fredy sofria, mas era amparado e compreendia as provas de Eliza.
Em seu devaneio, Eliza não reconhecia os lugares por onde passava, apenas caminhava sem rumo, sem pouso. Numa dessas caminhadas, foi reconhecida por algumas mulheres por ela prejudicadas que, aos berros, reuniram outras e, num ato de ódio, apedrejaram a então mendiga. Novamente coberta de sangue, Eliza foi socorrida, mas desta vez alguém muito especial estaria com ela: Ambrozina.





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