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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Selfies intermináveis




A que ponto pode chegar a vaidade?
Conheci alguém esteticamente bonita, mas não tão bonita quanto seu narcismo crê.
Horas no salão de beleza, em frente ao espelho em selfies intermináveis, segue nossa protagonista vivendo encastelada, crendo no poder das imagens e das palavras quase sempre mal escritas, mas, como todo elogio é bem vindo, sorri essa mulher ignorando as falhas graves da língua portuguesa, afinal elogio é elogio e jamais se dispensa, pensa ela, é claro.
Quando participa de reuniões sociais, sai de casa enfeitada, perfumada, sem deixar nenhum detalhe para trás e, fatalmente, armada de um bom celular capaz de registrar sua presença, mesmo que fria, mesmo que seja presente ausente, tem de registrar.
Chegando ao evento, alguns ela cumprimenta, outros, simplesmente ignora, talvez porque selecione os que possam, eventualmente, curtir suas "belas" imagens de selfies intermináveis, talvez.
Cumprimentos feitos, senta-se rapidamente buscando a melhor posição para navegar em seus castelos de areia, em seu falso mundo virtual, ignorando a tudo e a todos, afinal seu corpo está ali, presente, isso é o que importa, pensa ela sem se dar conta que é alvo de comentários maldosos e irritadiços por conta de sua atitude.
Ela não se importa, mesmo porque não se dá conta do mundo real a sua volta, o que na verdade para ela importa é navegar, surfar, se distrair talvez para esquecer de quem é ela mesma na realidade dura e fria de sua virtual vida inerte.
E passa e repassa páginas, sorri, intenta uma boa pose para mais uma selfie, enquanto isso, a sua volta espreita a vida querendo que ela viva e saia do estado vegetativo no qual se encontra.
Algumas vezes, essa mulher abre o guarda roupas, escolhe um belo vestido de festa, capricha na maquiagem, borrifa até perfume e com cuidado se penteia diante de seu "melhor" amigo, o espelho, só para mais uma de suas intermináveis selfies caçadoras de curtidas e comentários que massageiam o seu mega ego.
Mas é tudo mentira, é ilusão, porque depois da selfie vem o vazio, a frustração, é como um vicio, a sensação de saciedade tem efeito rápido e necessita de mais e mais doses.
Enquanto isso a vida passa, o tempo, tido por ela como maior inimigo, vai deixando suas marcas, tecendo linhas ingratas em seu rosto tão bonito que a levam à mesas frias onde bisturis milagrosos tentam reverter a implacável ação do tempo.
A sua volta a vida segue, mas ela já não ve. Os filhos crescem, os pais envelhecem, adoecem, mas ela não vê.
Tudo o que essa pobre mulher vê é um enorme espelho a lhe seduzir a alma e a tela de seu celular que a faz sentir viva mesmo que morta para a vida e suas reais possibilidades ela esteja.
E quando porventura lhe chegue a doença, ou a limitação, o que será dela? 
Afinal selfies só querem mostrar a beleza, a ilusão da felicidade virtual que na realidade não existe, e então? O que fará? Buscará seus amigos? Será que em meio a tantas curtidas e comentários bajulatórios algum amigo, real, restará?
E então? O que fará sem a beleza artificial à qual dedicou sua vida e seu precioso tempo?
Quem estenderá em sua direção a mão amiga a fim de ajudá-la?
Pessoas que negligenciou talvez? É, pode ser uma possibilidade, mesmo porque nem todos sofrem do mesmo mal e ainda há gente boa ao seu redor mesmo que ela os tenha esquecido num canto escuro e sombrio de seu coração.
Vida não pode ser desperdiçada, pessoas não podem ser descartadas como um velho celular ou uma selfie mal tirada, é bom pensar nisso porque o tempo passa e não volta jamais.
Desejo a essa mulher a cura e a firme vontade de viver, pois há muita coisa boa a se fazer além de selfies que, na medida certa, não deixam de ser boas também.
Annapon



domingo, 13 de dezembro de 2015

Sobre histórias das entidades





Olá!
Navegando por algumas páginas, na Internet, encontramos posts com os seguintes títulos:
" História da Pomba Gira ..." História do Caboclo ..." História do Exu ...", muito bem, encontramos ainda, nos comentários dos mesmos, as seguintes frases mais comuns:
" Quero saber qual é a história da Pomba Gira..." "Qual é a história do Exu ..." e assim por diante.
O que não fica claro, nem tampouco se explica nesses posts é que entidades usam o mesmo nome sem com isso serem as mesmas, por exemplo: Quantos Joões existem no Brasil? E Marias? Quantas são? A resposta é milhares. Acontece o mesmo com as entidades que, no mais das vezes, usam um determinado nome para que sejam facilmente identificadas dentro das linhas/falanges de trabalhos.
Assim como as histórias de vida das pessoas encarnadas, cada espírito tem a sua própria história de vida e de morte, cada uma viveu numa determinada época e morreu em circunstancias únicas, mesmo que, nos grupamentos das falanges, todos os espíritos que ali se reúnem tenham histórias parecidas e muito em comum, por isso mesmo é que se juntam nesses determinados grupos, por terem histórias semelhantes e pela afinidade que os une e reúne no plano espiritual, porém sempre conservando a sua individualidade e personalidade únicas.
Pelo acima exposto é que não se pode afirmar que determinada entidade tenha uma historia unica para todas as suas manifestações, ou seja, Maria Padilha, por exemplo, que incorpora em minha comadre, pode não ser a mesma que incorpora na dirigente espiritual da casa que frequento, só para dar um exemplo, mas o contrário também ocorre, médiuns não são donos das entidades e elas podem muito bem e tranquilamente incorporar em outros médiuns inclusive ao mesmo tempo por conta de sua elástica presença e por estarem atuando num tempo diferente do nosso, fato que lhes possibilita um deslocamento desdobrado, como se fossem vários num único.
Há algum tempo, escrevi sobre a hipótese de a falange de Maria Padilha ter sido iniciada a partir de uma história de vida real, tal escrito causou estranheza a alguns que talvez não tenham lido com atenção o artigo, aos interessados sugiro que busquem aqui mesmo, no blog, a postagem de nome Maria Padilha.
O fato é que cada entidade que se manifesta na Umbanda ou em outras doutrinas/religiões
 mediúnicas são únicas assim como somos únicos nós que estamos encarnados apesar de sermos espíritos vivenciando uma experiencia na matéria.
Seria, e ai vai um outro exemplo, como pessoas que trabalham numa grande empresa, nesse momento, de trabalho, representamos tal empresa eventualmente sendo chamados pelo seu nome apesar de termos o nosso próprio, como nesses casos:
- alô, bom dia, aqui quem fala é fulano da empresa tal.
ou
- alô, bom dia, aqui é da empresa...
Várias pessoas com histórias diferentes a serviço da mesma empresa que em seu horário de expediente se identificam como fossem a própria empresa, pois que durante algumas horas do dia a representam.
O que fazem fora da empresa fica por conta de sua inquestionável identidade.
Caso decidam não servirem mais àquela empresa, ou, se evoluem o bastante ao ponto de se tornarem custosos, buscam outra empresa e essa outra então terá outro nome que fatalmente irão representar, apesar de isso acontecer, espiritualmente falando, de forma muito lenta e gradual cujo nome é evolução, alcance de grau, ascensão.
Sugiro aos que buscam saber sobre a história de vida das entidades às quais servem de aparelho mediúnico, que perguntem às mesmas. Caso se neguem, no primeiro momento, aguardem com paciência, pois nada se constrói nem se revela sem que o tempo devido e necessário assim o permita.
Convivam com as entidades buscando nelas os exemplos, as palavras, os ensinamentos e aos poucos conhecerão suas histórias e as razões pelas quais estão juntos trabalhando pelo bem nessa vida.
Muita paz,
Annapon

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