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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Rituais de Umbanda - Casamento –




Rituais de Umbanda - Casamento –

O casamento é um ritual de força, poder e magia pra vida dos noivos, que querem se consagrar diante de Deus e dos Orixás, o casamento é um ritual no qual se pede o amparo para a vida a dois, é um ritual de passagem.

Rituais de passagem são aqueles que marcam momentos decisivos e importantes na nossa vida. O batismo é um ritual de passagem que marca o nascimento ou a conversão de um religioso.

O casamento é um ritual de passagem em que os noivos estão dizendo para a sociedade que dali para frente eles caminham religiosamente, socialmente e emocionalmente juntos. É um ritual em que dois se tornam um, é um ritual em que é feita a aliança.

 O ritual do casamento é também um momento social, tanto que hoje em dia muitas pessoas contratam um mestre de cerimônia para fazer um evento social de casamento sem o peso da ritualística religiosa.

 Muitos casais não têm religião, mas querem fazer um evento social, querem fazer um ritual social de casamento, contratam um mestre de cerimônia, esse mestre de cerimônia vai fazer uma preleção, ele pode falar em nome de Deus porque qualquer pessoa pode falar em nome de Deus, não só um sacerdote.

Pode-se falar em nome de Deus independente das religiões, das pessoas que estão ali num contexto social perante o que é sagrado para cada uma das pessoas presentes, o mestre de cerimônia diz que esse casal está ali para compartilhar com todos esse momento tão especial onde eles vão fazer a troca de votos, os seus votos perante o que é Deus, o que é sagrado, o mundo, a natureza seja lá ou aquilo que você entende que é sagrado para você.

Hoje existem casamentos ritualisticamente realizados por força da vontade, da necessidade ou do desejo de realizar o evento social. A mulher, a noiva, ela não tem uma religião, mas ela sonha em entrar de noiva no dia do seu casamento, mas não quer a hipocrisia de entrar de noiva no Templo de uma religião que não é a sua, então, para isso se fazem hoje rituais de casamento não segmentado fora do contexto desta ou daquela religião, mas que tem um valor espiritual, um princípio.

Independente de ter ou não religião, as pessoas querem unir os amigos e marcar aquele momento como o momento do enlace cerimonial, essa vontade é independente até de você ter ou não uma religião e com o mestre de cerimônia você tem a liberdade de fazer como você achar melhor para realizar um ritual de passagem social e simbólico.

Isso é ancestral no ser humano, os rituais de casamento existem em todas as religiões, em todos os segmentos, até os Espíritas que são formalmente contra toda e qualquer forma de ritual, eles costumam fazer uma reunião social, fazer uma preleção sobre os valores dessa união, do casamento e anunciar que aquelas pessoas se casaram no civil e estão ali compartilhando a sua felicidade. Logo, não foi esta ou aquela religião que inventou o ritual do casamento, é ritual ancestral, antropológico, desde que o homem é homem ele se une a uma mulher e isso se torna algo marcante na sua vida, ele ritualiza tudo que é importante, quando você quer marcar a importância de algo na sua vida você ritualiza, você organiza um ritual.

Na Umbanda quem realiza o casamento costuma ser o sacerdote que tem investidura, outorga pra realizar o ritual do casamento na Umbanda. Em alguns Terreiros de Umbanda um Caboclo, um Preto Velho, às vezes outra entidade que realiza o ritual, mas, o sacerdote é aquele que deve realizar o ritual, nenhuma religião criou o ritual do casamento, ele é algo ancestral. É sim um ritual então tem uma simbologia, força, poder.

Quem faz o casamento?

São os noivos. Porque o casamento acontece de fato no momento em que há uma troca de votos, de aliança perante Deus, é isso que faz o casamento acontecer.

Que mistério acontece no casamento?

 O mistério da união em que dois se tornam simbolicamente uma única pessoa.

O que é que propicia essa união? O que permite que essa união aconteça? Que dois se tornem um?

É o amor, o amor é o que propicia essa união, é o sentimento de amor mais profundo, sincero e mais transparente que torna essa união um fato, que torna isso real, é estar ali na sua verdade, na sua transparência para o outro, se unindo, querendo, desejando que essa vida a dois seja uma única vida e para isso é preciso ter muita maturidade.

Um dos maiores crescimentos que o ser humano pode ter é dentro de um casamento, quando os dois estão interessados em crescer, quando os dois estão interessados em ouvir.

Há um mistério que se manifesta, há algo que acontece na cerimônia, estamos diante de Deus e dos Orixás, diante de um altar. O mestre de cerimônia faz o casamento como lhe convier, como convier aos noivos. Na Umbanda nós fazemos o ritual diante de um altar, no templo da religião ou na natureza, no templo dos Orixás: na praia, na cachoeira, no rio, na mata ou no Terreiro, no Templo.

Lá as divindades estão presentes simbolicamente e energeticamente, vibratoriamente por meio do altar pela presença de nossos Guias e Orixás, diante desse poder, desse mistério, um noivo e uma noiva estão trocando os seus votos de amor.

Casamento é para a gente aprender um com o outro, casamento não é para amarrar, para segurar, pra prender, quem está junto está porque quer quem ama não agride.

Qual o objetivo de casar? Para que o casamento?

 As pessoas dizem: “O casamento, a família é uma instituição falida, ninguém mais quer se casar”, o problema não é que ninguém mais quer se casar, do ponto de vista religioso, a questão é: Você tem uma religião? A Umbanda é a sua religião? Você ama essa pessoa? Você é amado? Você quer aprender a viver essa vida do lado de alguém? Junto com alguém? Você está disposto a isto? Você está pronto e preparado para viver com as dificuldades do outro? Você está pronto e preparado para aprender a ouvir? Porque é algo que a gente tem que aprender. Você está pronto para exercitar a paciência, você quer tudo na vida com essa pessoa? Além da sua paixão, existe um amor? Para que quando os anos passarem, a juventude for embora e esse fogo diminuir ainda haja um amor para que essa pessoa continue sendo sempre o seu namorado e a sua namorada, seu homem, sua mulher, seu marido, seu amante, seu companheiro, sua companheira, seu irmão, seu amigo.

Você está pronto e disposto para ser tudo isso para o outro e o outro para você? Está disposto a viver a aventura da vida ao lado de alguém? De saber que você vai magoar a pessoa que você ama? Porque é impossível não magoar, mas que você deve saber pedir desculpas, deve ter humildade de ouvir, deve aprender a ouvir o outro dizer “Você me magoou”, sem ficar se defendendo e justificando porque você magoou simplesmente ouvir “Você me magoou”, pedir desculpas e tentar fazer melhor.

O propósito do casamento, de uma união, é querer aprender a viver ao lado de alguém porque essa pessoa é muito especial, o casamento é a base dos valores de uma sociedade, no momento que há essa união sincera, esse amor e no momento que junto dessa vida existe uma religião, uma religiosidade, você comunga os valores da espiritualidade, você compartilha a presença de Deus, dos Guias e Orixás na sua vida, então, é natural que você queira uma benção oficializada dos Orixás e Guias da Umbanda, a benção da sua religião, a benção do seu pai de santo, da sua mãe de santo, do seu dirigente, do seu sacerdote.

 Você quer chamar todos os parentes para naquele momento realizar um ato ritualístico, você quer pedir proteção e força aos poderes, as forças da natureza de Deus, força e proteção para afastar toda e qualquer influência negativa dessa união, pedir que todas as ligações negativas passadas suas, do noivo ou da noiva sejam cortadas, anuladas para não influenciar o presente, pedir essa benção, esse amparo para realizar esse ritual de casamento.

Temos um modelo de casamento Católico que influenciou a Umbanda, no modelo de casamento Católico o casamento é realizado dentro da igreja, há troca de votos, há a troca de alianças, temos um modelo de ritual em que você tem noivo, noiva e padrinhos.

Não faça o casamento religioso por uma convenção social, faça um casamento religioso como quem realiza um ritual de força e poder para a sua vida, como quem chama uma proteção pra essa união.

Há o casamento civil e o casamento religioso. O casamento civil é realizado num cartório e é regulamentado pelas leis, estaduais e municipais, o correto é: realizar o casamento religioso para quem já fez o casamento civil.

A Umbanda faz casamento homossexual desde que o Estado realize casamento homossexual a Umbanda pode realizar também.

É importante que antes do casamento religioso seja feito o casamento civil porque se vai casar, então, case de fato e de direito e não só apenas de forma religiosa. É muito fácil chegar ao Terreiro e falar “Ah eu quero fazer meu casamento”, mas a pessoa não toma as atitudes civis com relação a isso perante a lei, perante a legalidade. Então, o correto é: faça o casamento de fato.


E quem já foi casado a Umbanda realiza um segundo casamento?

Desde que a pessoa tenha se separado e esteja casada outra vez, não há problema para a Umbanda. Mas, é correto que aquele que quer fazer o casamento religioso faça também o casamento civil, esse é o correto para que esteja tudo de acordo.

Então, você vai estruturar o casamento religioso. Perante a legalidade a questão é essa: para casar basta estar solteiro, certo? Perante a religião, se é uma situação que o casal não tem como realizar seu casamento civil por algum impedimento como, por exemplo, o casal de homossexuais ou alguém que não consegue ter a separação formal ou por alguma razão não faz o casamento civil, mas quer um casamento religioso, recomenda-se não fazer o ritual de casamento,  e sim dar uma benção.

Quem realiza o casamento de fato são os noivos. Mas, os noivos ficam tão nervosos que é importante que o sacerdote vá conduzindo o ritual porque os noivos não saberiam se conduzir sozinhos porque eles estão nervosos, eles querem ser conduzidos.

O mestre de cerimônia pode conduzir uma celebração religiosa de casamento, a religiosa ou a segmentada, pode ser uma cerimônia espiritual, mas que não pertence a nenhuma religião.

O que é o ritual do casamento?

 É essencialmente troca de votos, troca de aliança perante Deus e a sua espiritualidade.

 Durante algum tempo não era possível fazer casamento civil de homossexuais, em contrapartida se você não pode fazer o casamento civil é complicado fazer o religioso.
Você pode declarar o seu amor diante da espiritualidade, diante das pessoas que você ama, chame só as pessoas que você ama que são queridas, declare o seu amor, reze, evoque, chame a força, evoque Deus e os Orixás.

E há um modelo de casamento Umbandista, ou melhor, há muitos modelos de casamento Umbandista.

 No modelo de casamento Umbandista, o sacerdote realiza o casamento.

Como pode ser o ritual de casamento no modelo Umbandista?

 Ele pode ser num modelo de uma Gira em que todos estão de branco, vestidos com a roupa de Terreiro, com atabaque, com defumação, com hino da Umbanda, cantando para abrir a Gira, o sacerdote recebendo os noivos e realizando ali o casamento.

O casamento, mesmo num Templo de Umbanda, pode ser num dia especialmente dedicado a isso, o qual estará o sacerdote, os noivos e a família dos noivos, podendo ou não ter alguns médiuns como convidados, depende de qual é a relação que existe dentro do Terreiro entre os médiuns.

Qual a relação desses noivos com os outros médiuns? Até onde eles querem compartilhar com os outros médiuns? O casamento pode ser feito no Templo, pode se feito no salão, mas é importante construir um altar nesse salão – bacana ter uma imagem de Cristo, colocar um altar, o altar pode ser a mesa, tem que ter no mínimo uma vela para o pai Oxalá, é bacana que tenha uma vela para Oxum, uma vela para Oxumaré, representando o amor no seu aspecto feminino e o amor no seu aspecto masculino – o amor universal e o amor cósmico, o amor que ampara o amor que corrige – então, pode ser um dia dedicado a isso.

As pessoas não precisam obrigatoriamente vir de branco, você monta um ritual de casamento.

O ritual do casamento tem que ser montado, deve-se saber o que acontece em cada momento.

Preparar o Templo ou um salão para realizar o casamento, esse lugar deve ter sido arrumado, enfeitado, o ideal é que esteja com flores, bonito, cheiroso, gostoso, as pessoas vão ser recebidas, deve ter uma recepção orientando onde elas vão sentar uma musiquinha, o sacerdote é o primeiro a se posicionar atrás da mesa de altar e então é feita a entrada do noivo, tem que ter a música da entrada do noivo.

É uma música de Umbanda? É uma música com curimba, sem curimba? Vai ter um coral? Vai ter violino? Vai ser o som a música trazida no DVD, tem que ter uma música para entrada dele.

Depois vão entrar os padrinhos, tem que ter a música de entrada dos padrinhos. Quem são os padrinhos? Os padrinhos são aquelas pessoas especiais na vida dos noivos.

Os padrinhos são aquelas pessoas que o noivo e a noiva escolheram para no momento de dificuldade eles lhe amparar, são aqueles que você confia para lhe dar uma palavra, para lhe dar uma orientação. Quando você convida alguém para ser seu padrinho de casamento não é porque ele vai dar um presente melhor, quando você convida alguém para ser seu padrinho de casamento é porque você está dizendo para aquela pessoa: “Quando eu tiver dificuldade eu vou lhe procurar”, é isso que você quer dizer. Seus padrinhos são pessoas queridas do relacionamento dos dois, pessoas presentes na vida dos dois, são aquelas pessoas a quem você vai recorrer, são os seus padrinhos.

Vai ter a entrada de um pajem?

 Eles entram antes da noiva representando a pureza de quem vem aí, não é?

Hoje em dia raramente alguém se casa virgem, não é a virgindade no nosso simbolismo não é mais a virgindade, não é o simbolismo da pureza porque está inviolada porque está virgem, o que importa aqui é a pureza de sentimento, essa pureza existe.

O branco vai representar a pureza de sentimento, mas não obrigatoriamente tem que entrar de branco, a noiva entra com a cor que ela se sentir melhor e quem concede essa liberdade ou deixa de conceder é o sacerdote.

Depois da dama de honra vai ter entrada da noiva, a noiva entra junto de seu pai ou de alguém que lhe é querido ou sozinha.

O ritual está humanamente configurado, o altar foi previamente arrumado, os elementos que o sacerdote vai precisar para o casamento estão no altar, ele vai usar o quê? Mel? Água? Vinho? Pão? Pode pemba? Erva? O que o sacerdote vai usar nesse casamento esta na sua mesa, no seu altar, iluminado, pelo menos uma vela para o pai Oxalá.

 Sugestão:

 Uma vela para o pai Oxalá e mais uma para Oxum, Oxumaré, o noivo é de Ogum, a noiva é de Yemanjá. Quer colocar uma vela pra Ogum e pra Yemanjá? Simbolizando a benção dos seus Orixás?

 Tudo configurado, o sacerdote está ali na frente é o momento da preleção, o sacerdote vai falar: a importância do casamento, o que é o casamento, porque fazer o casamento deve dizer: “Isso aqui é um ritual”, “Estamos aqui para realizar um ritual”, “Isso não é apenas um evento social, é também um evento social, mas estamos aqui para o ritual”.

O sacerdote recebeu os noivos, configurou a estrutura do seu ritual, fez uma preleção, falou da importância do amor Leia algum texto se quiser sobre o amor, fale sobre o amor, fale sobre Oxum, Oxumaré, sobre os valores da Umbanda, da religião, sobre a importância de fazer um ritual, de pedir a benção perante Deus, fale da importância de tudo isso e ali vai proceder ao ritual de casamento.

 O que não pode faltar: a troca de votos e a troca de aliança.

Em algum momento pode ser perguntado: “Fulano, é de livre e espontânea vontade que você está aqui para receber ciclano como seu legítimo esposo para amá-lo e respeitá-lo por todos os dias de sua vida, etc, etc, etc” e coloque o mais você quiser nessa fala, o sacerdote fala isso e a noiva responde “Sim”, o sacerdote fala isso e o noivo responde “Sim” e só.

Mostre que é um ritual para celebrar o amor, a união, mostre que a Umbanda é linda e que a Umbanda te dá liberdade de fazer um casamento maravilhoso, encantador, mostre a liberdade que você tem de fazer isso na sua religião, é um ritual de Umbanda.

Você quer simbolicamente enriquecer o casamento, você pode fazer um ato ritual, o sacerdote pode colocar na mesa, por exemplo, o pão, o mel, alguma bebida amarga, pode colocar o sal, pode colocar o pó de pemba, pode colocar as ervas, o sacerdote pode oferecer esse pão para que a noiva coma um pedaço do pão e ofereça para o noivo dizendo: “Que desejam por todos os dias dessa vida eles possam comer do mesmo pão” e o noivo come aquele mesmo pedaço de pão, o noivo pega do mel e dá de comer com esse mel nos seus dedos para a noiva, dizendo e ele come do mesmo mel na mão da noiva, dizendo “Que vão compartilhar dos momentos doces da vida” e depois toma um pouco de algo amargo, dizendo “Nos momentos amargos também estaremos juntos” ou passa um pouco de sal na boca dizendo “Mesmo nesses momentos difíceis estaremos juntos”, o sacerdote pode abençoá-los com as ervas sagradas da Umbanda, o sacerdote pode defumá-los, o sacerdote pode pegar o pós de pemba previamente consagrado a Oxalá.

 Como se consagra?

 Do mesmo jeito que se consagra água de batismo, com o círculo de velas se consagra o pó de pemba – e esse sacerdote pode soprar o pós de pemba representando a magia da Umbanda, abençoando a união desse casal.

O sacerdote pode com duas espadas oferecidas a Ogum e Yansã pedir a proteção deles e o corte de toda influência negativa externa. O sacerdote pode lhes oferecer vinho e com duas taças de vinho tinto, ele tomar um pouco de uma taça, ela tomar um pouco da outra taça e trocar as taças dizendo “Que este é o meu sangue, que eu bebo do seu sangue, que o meu sangue é o seu sangue e que o seu sangue é o meu sangue e que agora nós somos um por meio desse ritual”, o sacerdote pode chamar médiuns da sua corrente para incorporar os Orixás, Orixás que vem abençoar esse união, ele é de Ogum toca para Ogum, ela é de Yemanjá toca para Yemanjá, os Orixás podem vir em Terra, os noivos podem incorporar os seus Orixás, o sacerdote pode finalizar depois incorporando – depois de feito o ritual – incorporando um Guia, um Caboclo, um Preto Velho que venha conversar com os noivos nesse momento importante e dar uma palavra sobre o ritual, sobre o casamento, sobre a vida.

A Umbanda nos permite enriquecer o ritual do casamento, só depende de nós, que valor, que importância você dá para esse ritual, o quanto é importante para você esse ato ritualístico na sua vida, como que isso está sendo feito naquele momento. Em alguns rituais de Umbanda para simbolizar a presença do Espírito Santo, da força de Ifá, de Olorum, de Oxalá, o sacerdote solta um pombo branco ou um casal de pombos brancos.

Em alguns rituais o sacerdote une as mãos do noivo e da noiva e ali em cima coloca a sua guia pedindo para abençoar, pode vir a entidade incorporada no sentido de abençoá-los, muitas coisas podem ser feitas nesse ritual, o mais importante é fazer algo que vá ao encontro do coração dos noivos, ao encontro do coração, principalmente da noiva e explicar a ritualística para os demais.

Feito isso, os declaro marido e mulher e procede a saída dos noivos  que cumprimentam os padrinhos e os demais convidados.

Durante esse ritual podem ser feitas orações, rezas, pode cantar o hino da Umbanda, cantar para Oxum, para Oxumaré, cantar e tocar para os Orixás deles ou para outros Orixás enriqueça o ritual, faça algo bonito, faça algo diferente.

Um ritual é algo que pode e deve ser enriquecido.

O sacerdote pode fazer e falar mais, intervir mais.

 O noivo e a noiva podem interagir.

O ritual do casamento é lindo, é uma celebração do amor e nesse momento por meio desse ritual, esse casal também está compartilhando o seu amor com todos ali presentes.

A Umbanda nos permite coisas incríveis, realizar um casamento dessa maneira é algo lindo, fascinante, encantador.

Quem deve fazer o seu casamento é o seu sacerdote do Terreiro que você frequenta, o correto é isso: Você frequenta o Terreiro, o sacerdote deve realizar o seu casamento.

Se você é o sacerdote, você mesmo pode fazer o seu casamento.

Annapon


(Texto baseado no Curso de Teologia de Umbanda Sagrada – Desenvolvido por Rubens Saraceni – Ministrado por Alexandre Cumino)

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