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Annapon ( escritora e blogueira )

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

– Allan Kardec e a Codificação – Diferenças entre Umbanda e Espiritismo




Curiosidades
– Allan Kardec e a Codificação –
Diferenças entre Umbanda e Espiritismo

A doutrina espírita, codificada por Kardec, é de extrema importância.
Seu estudo é fundamental  para que possamos conhecer as razões pelas quais aqui estamos além de nos revelar de onde viemos e para onde vamos depois do desencarne, contudo, espiritismo é uma doutrina e Umbanda é uma religião. Existem muitas diferenças e poucas semelhanças entre uma e outra.
Uma das semelhanças entre espiritismo e Umbanda é a mediunidade e a comunicação com os espíritos.
Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, criou a palavra espiritismo para identificar a doutrina que é composta por cinco livros.

“Para coisas novas é necessário que se crie novas palavras”.

A frase acima é de Allan Kardec e justifica a criação da palavra espiritismo para identificar a doutrina por ele codificada.
Todos que crêem em espíritos e em algo além da matéria são espiritualistas e espíritas são os seguidores da doutrina de Kardec.

Hippolyte Léon Denizard Rivail, era o nome de Allan Kardec.

Ele foi cientista na França na época pós Revolução Francesa.

Positivista, Allan Kardec acreditava que tudo tinha uma explicação científica e que a ciência substituiria as religiões.
O Positivismo foi um movimento que acreditava na ciência em substituição às religiões, magias e mitologias.

Nessa mesma época alguns teóricos acreditavam que a magia era pura superstição de efeito inócuo e que o mago era alguém que encontrava, na magia, fuga para seus medos e utópico poder de controle sobre algo ou alguém.

Nós, Umbandistas, não aceitamos a teoria acima citada, pois cremos na magia como manipulação de forças, energias, poderes e mistérios tanto no plano natural quanto no astral, já os espíritas, seguidores de Kardec, pensam assim.

Na época que Kardec viveu, a comunidade científica divulgou fortemente a ideia que religião era pura e simplesmente superstição em nada colaborando com o homem, portanto, o perfil de Allan Kardec era esse, o de cientista cético, metódico, especialista na criação de métodos de ensino.

Apesar da aparente frieza de homem da ciência, Kardec ministrava aulas em sua casa para as pessoas que não podiam frequentar o Instituto no qual lecionava.

Esse cientista francês e cético, um dia foi convidado por um dos seus amigos, a visitar um grupo de pessoas que “criavam” o intrigante fenômeno das mesas girantes.

 O fenômeno acontecia a partir do seguinte procedimento:

Algumas pessoas sentavam-se em torno de uma mesa, faziam perguntas para a “mesa” e esta respondia ora girando para um lado, ora para outro sem que ninguém a movimentasse, ou seja, a mesa girava sozinha, sem intervenção de nenhuma pessoa ali presente.

O então cientista Allan Kardec presenciou o fenômeno certificando-se que não havia ninguém que interferisse no giro da mesa, além de girar, a mesa ainda flutuava, estalava, até que alguém teve a idéia de colocar letras na mesa e esta, por sua vez, começou a responder perguntas feitas pelas pessoas ali presentes.

Descartada a hipótese de fenômeno promovido pela força mental dos ali presentes por conta de a mesa responder sobre assuntos não dominados por ninguém, a mesa revelou então se tratar de um espírito, ou seja, o espírito é quem promovia a movimentação da mesa e respondia às perguntas elaboradas. Esse mesmo espírito revela aos participantes quem fora, como e quando desencarnara.

Diante do fato Allan Kardec conclui que os espíritos podiam sim se comunicar e que tal fenômeno nada tinha a ver com religião, era independente. Passou então a estudar sobre o assunto a fim de comprovar a veracidade do fenômeno.

 Hippolyte Léon Denizard Rivail, ( Allan Kardec ) a partir de seus primeiros estudos, recebe a revelação de um espírito que lhe diz ter sido ele, em outra encarnação, um sacerdote Druida.

Os Druidas pertenciam à cultura Celta que é voltada à natureza, com religião, magia, culto às Divindades e outros ritos mais, contendo em sua cultura, algumas semelhanças com a Umbanda.

Na França, esse antigo Druida, agora chamado de Allan Kardec, é  cientista, cético,  positivista e se depara com o fato de que os espíritos se comunicam e sobrevivem, portanto, à morte.

Percebe ainda que os espíritos se comunicavam de diversas formas através das pessoas, sendo que algumas delas davam comunicação direta, outras ouviam os espíritos e outras ainda os viam. Havia ainda aqueles que escreviam as mensagens dos espíritos. A partir disso, Kardec selecionou pessoas confiáveis para fazer suas perguntas aos espíritos comunicantes.

Especialista em metodologia, Kardec aplicou método científico para levar a todas as pessoas as palavras/orientações dos espíritos.

Frente a frente com o maior questionamento do ser humano, vislumbrou a possibilidade de responder às seguintes questões:

“ De onde venho?”
“ Por que estou aqui, na Terra?”
“ Para onde vou depois da morte?”

Kardec dava especial importância ao fato de não estar atrelada a nenhuma religião a comunicação com a espiritualidade, mesmo porque considerava magia, símbolos e signos meras superstições.

E sucederam-se vários questionamentos elaborados por Kardec e respondidos pelos espíritos através de pessoas selecionadas.

Seu primeiro livro é “ O Livro dos Espíritos”.

Entre outras, perguntas sobre Deus, Anjos, relacionamento entre espíritos, céu e inferno, fazem parte do conteúdo do “Livro dos Espíritos”.

Essa obra veio confortar a humanidade, pois desvenda o “mistério” da vida e da morte a partir das palavras daqueles que vivem no mundo espiritual.


Surge então, nessa época, depois do lançamento de “O Livro dos Espíritos”, a Sociedade Espírita na França fundamentada nos estudos de Allan Kardec, nome que usava quando sacerdote Druida.

Annapon

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