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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

Clara e Fernando ( Romance mediúnico )

Clara e Fernando (Quando a Guerra Acabar) primeiro romance mediúnico psicografado por Annapon ditado pelo espirito Nicolau ...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"Elementais, Encantados e Naturais", Alexandre Cumino.



 "Elementais, Encantados e Naturais", Alexandre Cumino

Sei que é complicado conseguirmos fontes confiáveis de informação a respeito de assuntos como este proposto (elementais e encantados da natureza). 

Dentro da literatura kardecista me limito a fazer menção de uma obra de Chico Xavier, não pela quantidade de informação mas pela autenticidade e valor incontestável da mediunidade deste verdadeiro “apóstolo” encarnado.

André Luiz em suas obras psicografadas na mão de Chico Xavier, não perde oportunidades em citar o valor e as benesses adquiridas no contato com a natureza, como em “Os Mensageiros” cap 41(entre árvores), por exemplo, e vai além no livro “Nosso Lar”, cap.50 pg.279, temos este texto:

 “Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não podia compreender. Daí a momentos oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo . 
Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou: 

- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam...”. 
Olhando de fora fica claro que André Luis conhece e muito bem este assunto, mas talvez para não criar polêmica ou até mesmo, simplesmente, por não ser prioridade no enfoque da doutrina Kardecista ele faz apenas esta pequena referência aos nossos irmãos que estagiam na natureza.

 Exitem ainda autores que vão além no assunto, ainda numa abordagem kardecista, como é o caso de Rochester que no seu “Narrativas Ocultas”, editado pela “Boa Nova”, escreve:

 “As ondinas, as libélulas e as almas das flores”.

 Agora pulando toda aquela febre, de duendes e gnomos, vamos à Umbanda, onde temos uma realidade imensuravelmente rica , com incorporações de entidades na qualidade de Orixás, que vêm especialmente para trazer o axé dos reinos da natureza e suas dimensões, como o caso das “Oxuns”, “Nanãs”, “Oguns” (os encantados )... e as tão faladas “sereias”. Quem nunca ouviu “o canto da sereia em terreiros” de Umbanda, “o canto que a todos encanta”?
São entidades que estagiam nas mais variadas dimensões da natureza.

 Agora o que nos resta é classifica-los e entende-los dentro de nosso contexto, ou de um todo. 

Na “Gênese Divina de Umbanda Sagrada”, livro psicografado por Rubens Saraceni, o espírito de Seiman Hamiser Yê (um espírito integrado às hostes de Ogum Mêge) nos explica que nós também já fomos elementais e encantados da natureza uma vez que faz parte do caminho da evolução, pois fomos criados por Deus que nos dá nossas qualidades primevas e natureza original e onde somos como que estrelas da constelação do criador.
Somos então “seres essenciais”, somos apenas um mental totalmente inconsciente mas qualificados em uma das sete qualidades essenciais do Criador. 

Para nossa dimensão, seria como estar em um parto divino onde estamos sendo gerados para as dimensões onde habitam os filhos do Criador, passamos a absorver as energias afins com nosso padrão vibratório tornando-nos “seres elementais”.
A partir de nossa essência original se forma o primeiro elemento e com o amadurecimento passamos a absorver um segundo elemento como que instintivamente.

 A partir da absorção do terceiro elemento começa a se formar um corpo já estruturado com centros de energia, que darão origem aos chacras em si e é neste estágio em que começamos a adquirir certa consciência, somos considerados “seres encantados”, onde somos conduzidos por nossos sentidos, onde nossas faculdades relacionadas a tal sentido afloram e amadurecem, de tal forma que passam a expandir nossa capacidade mental.
Daí para frente nos tornamos “seres naturais”, podendo ou não entrar no ciclo encarnacionista, que serve para acelerar nossa evolução rumo de volta ao Criador, onde voltaremos a deixar de ter um corpo (como nós o entendemos na matéria), até que nos tornaremos outra vez um mental ou “estrelas de Deus” e da criação, como no plano virginal, só que agora não mais inconscientes mas hiper conscientes, não precisando nada além da mente para tudo realizar. 

É todo um universo a ser estudado, para quem quiser entender melhor existem passagens em alguns livros que relatam a experiência de algumas entidades como os encantados: No livro “Cavaleiro da Estrela da Guia” Simas de Almoeda, o “Pagé Branco”, entra em contato com encantados do fogo dentro da dimensão deles. 

No “Guardião do fogo Divino”, o personagem entra na dimensão de uma “Oxum do fogo” e tem o prazer divino de conhecê-la e ajudá-la na orientação dos encantados sob sua tutela.

 No “Hash Meir”, ele entra em contato com encantadas do reino da mãe Iemanjá. 

Bem, para completar, todos nós Umbandistas também entramos em contato com os encantados e encantadas da natureza e naturais, pois damos passagem a sua incorporação durante nossos trabalhos, o que vem a engrandecer e ajudar mutuamente aos dois lados.




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MEDIUNIDADE DE CURA - Ramatis



Trecho do livro: MEDIUNIDADE DE CURA - Ramatis

O médium enfermo "deve" ou pode transmitir passes?

Não recomendamos a ninguém que receba passes mediúnicos ou magnéticos de criaturas com moléstias contagiosas, de moral duvidosa ou de costumes viciosos e censuráveis.


 É tão absurdo alguém pretender dar aquilo que ainda não possui em si mesmo, qual seja a saúde física ou espiritual, quanto ensinar aquilo que desconhece.

E isso ainda se torna mais grave no caso do passe mediúnico ou magnético, pois desde que o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projetará algo de suas próprias condições enfermiças sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória "psicofísica". 


Nos contágios acidentais entre pessoas sadias e enfermas, que ocorrem na vida cotidiana, aquelas que são assaltadas pelos germens, às vezes, ainda conseguem mobilizar à última hora as suas energias defensivas e então reagir em tempo, eliminando o potencial virulento alheio.

Conforme há milênios ensina a velha filosofia oriental, "aquilo que está em cima também está embaixo", ou então, "assim é o macrocosmo, assim é o microcosmo", ou seja, a mesma coisa ou a mesma verdade está no infinitamente grande e da mesma forma no infinitamente pequeno. As leis que regem as atividades do mundo físico são equivalentes das leis semelhantes do mundo oculto, tal como no caso do equilíbrio dos líquidos nos vasos comunicantes, em que o vasilhame mais cheio flui o seu conteúdo para o mais vazio. 


Entre o médium enfermo e o paciente mais vitalizado, a lei dos vasos comunicantes do mundo "etereoastral" transforma o primeiro num vampirizador das forças magnéticas que porventura sobram no segundo, ou seja, inverte-se o fenômeno.

Em vez de o médium transmitir fluidos terapêuticos ou vitalizantes, ele termina haurindo as energias alheias, em benefício do seu equilíbrio vital. Assim acontece quando certas pessoas sentem-se mais enfraquecidas depois de se submeterem aos passes mediúnicos ou magnéticos, ignorando que, em vez de absorverem os fluidos vitalizantes para recuperar a saúde, terminaram alimentando a própria fonte doadora de passes, pois esta encontrava-se mais debilitada.


Deste modo, seria absolutamente contraproducente o fato de uma criatura submeter-se aos passes magnéticos ou fluídicos do médium tuberculoso, epiléptico, variolado ou com febre tifoide, malgrado justificar-se a mística de que "a fé remove montanhas". O próprio Jesus assegurou que não viera derrogar ou subverter as leis do mundo material, por cujo motivo não basta uma atitude emotiva de fé ou confiança incomuns para essas leis serem alteradas e semearem a perturbação na estrutura íntima do próprio homem.

Ramatís
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