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Annapon ( escritora e blogueira )

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Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O SUBLIME PEREGRINO

Olá!
O tempo não desfaz a mensagem Dele. Continuam seus ensinamentos sendo bússola segura, oásis de paz para a alma que crê, confia e espera Nele!
Annapon





RAMATÍS:

 — Não foi a condição excepcional da "Filho de Deus", como um ser divino e acima da
contextura humana dos terrícolas, nem o efeito de uma assistência privilegiada, o sustento de
Jesus na sua obra redentora, mas a sua fé ardente e convicção inabalável em favor da
humanidade terrena. Ele já possuía em si mesmo, por força de sua hierarquia espiritual, a ventura
ou a paz tão desejadas pelo homem terreno. O êxito absoluto na sua tarefa salvacionista não
dependeu de proteções celestiais privilegiadas, do seu amor intenso e puro, de seu afeto
desinteressado e incondicional para com o homem! Essas virtudes expandiam-se naturalmente
de sua alma e contagiavam quantos o cercavam, assim como o cravo e o jasmim não podem
evitar que o perfume inerente à sua natureza floral também se desprenda sobre as demais flores
do jardim!
Jesus não tinha dúvidas quanto à realidade do "Reino de Deus" a ser fundado entre os homens,
porque esse ideal era manifestação espontânea de sua própria alma, já liberada da roda viciosa
das encarnações planetárias. Nada mais o atraía para os gozos e os entretenimentos da vida
carnal! Todo o fascínio e convite capcioso do mundo exterior não conseguiam aliciá-lo para o seu
reinado "cesariano", ou fazê-lo desistir daquele "reino de Deus", que ele pregava ao homem, no
sentido de "salvá-lo" da ilusão e do cativeiro carnal!
A tarefa messiânica de Jesus desenrolava-se sem quaisquer hesitações de sua parte,
sustentada pela vivência superior do seu próprio espírito. A sua presença amiga e o seu
semblante sereno impressionavam a todos os ouvintes, quer fossem os apóstolos, discípulos,
simpatizantes, homens do povo ou até inimigos!
Assim como o calor revigora o corpo enregelado, sua presença semeava o ânimo e a esperança,
fazendo as criaturas esquecerem os próprios interesses da existência humana. A fonte que
mitiga a sede dos viandantes não precisa de "interferências misteriosas" para aliviar os sedentos;
ela já possui o atributo refrescante como condição inerente à sua própria natureza. Jesus
também era uma fonte sublime e abençoada de "água espiritual", sempre pronta a mitigar a sede
de afeto, de alegria e de esperança dos peregrinos da vida terrena, sem usar de armas agressivas, de moedas, de recursos políticos, de credenciais acadêmicas para divulgar a "Boa
Nova" ! Em vez de recrutar os seus discípulos entre os doutos e os ricos, escolheu-os entre os
pescadores rudes e Ignorantes, porém honestos e sinceros. Espírito magnânimo e sábio, embora
humilde, ninguém poderia superá-lo ou vencê-lo no ambiente terráqueo, pois sua aura excelsa,
radiante de luz, embora imperceptível aos sentidos dos que o cercavam, traçava fronteiras
defensivas contra as más intenções e os maus pensamentos dos seus detratores.

Do livro O SUBLIME PEREGRINO

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