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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

IANSÃ, A RAINHA DA COROA DE XANGÔ.


Cavaleiros de Aruanda

IANSÃ, A RAINHA DA COROA DE XANGÔ.

Oiá foi a primeira e a mais fiel das três mulheres de Xangô – que era seu primo – e ajudou-o a conquistar os reinos que foram anexados ao império ioruba. Porém quando ele tentou invadir Nupe e Tapa, onde Oiá havia nascido, ela o abandonou e postou-se na entrada daquelas cidades disposta a enfrentá-lo. Como nem mesmo Xangô ousou desafiá-la, ninguém passou. Oiá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, a única divindade que entra no Ibalé de Egum (mortos), por seu poder e omnisciência. Oiá foi a primeira entidade feminina a surgir nos cultos ******. Quando Xangô morreu, antes de se transformar num orixá, sua mulher chorou tão copiosamente que as lágrimas formaram o grande rio Oiá (Niger) do qual ela se tornaria deusa.

Como foi relatado atrás, Oiá era antes mulher de Ogun, encarregando-se de acionar o fole que atiçava o fogo da forja. Seduzida por Xangô, Oiá fugiu com ele. Ogun perseguiu os fugitivos e, quando tocou Oiá com sua vara mágica de ferro, ela foi dividida em nove partes e recebeu o nome de Iansã, "a mãe (transformada em) novo".

Embora tenha sido esposa de Xangô, Oia percorreu vários reinos. Foi paixão de Ogum, Oxaguian, Exu. Conviveu e seduziu Oxóssi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaiê. Em Ifê, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio da espada. Em Oxogbo, terra de Oxaguian, aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo.

Deparou-se com Exu nas estradas, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxóssi, seduziu o deus da caça; aprendendo a caçar, tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-Edé e com ele aprendeu a pescar.

Oyá partiu, então, para o reino de Obaluaiê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto, mas nada conseguiu pela sedução. Porém, Obaluaiê resolveu ensinar-lhe a tratar dos mortos. De início, Oiá relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los. Partiu, então, para Oió, reino de Xangô, e lá acreditava que teria o mais vaidoso dos reis, e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Oiá aprendeu muito mais. Aprendeu a amar verdadeiramente e com uma paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração. O fogo é o elemento básico de Oiá. O fogo das paixões, da alegria, o fogo que queima. E aqueles que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, são dignos de pena e mais dignos ainda, do perdão de Oiá-Iansã.

Recebendo de Xangô, para guardar, o restante do poderoso alimento mágico dado por Oxalá, Iansã também comeu dele e, como o marido, passou a expelir labaredas pela boca, quando falava. Este mito une Iansã e Xangô, fazendo dela também um orixá do fogo."

//Tania D'Oyá









sexta-feira, 22 de novembro de 2013

“QUEM NÃO VEM PELO AMOR, VEM PELA DOR.”



“QUEM NÃO VEM PELO AMOR, VEM PELA DOR.”

Por Alexandre Cumino


Esta é uma das frases mais ouvidas dentro de um Templo* de Umbanda, no entanto poucos conseguem entender sua profundidade.


“Vir pelo amor” é fácil de entender, vêm pelo amor para a Umbanda todos aqueles que se apaixonam pela Umbanda, que se encantam pela religião, que se identificam de imediato e sem a necessidade de nenhuma explicação racional simplesmente querem ser e estar na Umbanda. Não é difícil se encantar pela Umbanda ela é algo fascinante para a maioria dos praticantes. Sagrada e divina ela é ao mesmo tempo ciência e magia, religião e espiritualidade, mediunidade e xamanismo, experiência e filosofia, mística e ritual, natural e humana, selvagem e urbana, arte e amor, tudo isso e muito, mas, muuuito mais ao mesmo tempo.

“Vir pela dor” já é algo que merece uma melhor reflexão: Vêm pela dor aqueles que buscam um sentido para a vida, aqueles que estão vivendo um vazio existencial. Vêm pela dor tantos que procuram a cura para suas dores físicas, morais, emocionais e espirituais. Chegam na Umbanda todos os dias pessoas que já procuraram a solução para seus mais diversos problemas em todos os outros lugares como médicos, psicólogos, terapeutas, padres, pastores, xamãs, benzedores, cartomantes e etc. E muitas vezes a Umbanda mostra apenas que a solução ou a cura é algo que está dentro de você e que não adianta continuar procurando fora o que está dentro.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O ESTALAR DOS DEDOS DAS ENTIDADES DE UMBANDA


O ESTALAR DE DEDOS Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima ou até considerar uma mero cacoete de médium. Então vamos às explicações: Como sabemos, ou pelo menos deveríamos saber, somos seres energéticos encapsulados pela vestimenta densa da carne, a qual nos faz suportar, igual densidade do mundo material pelo qual estagiamos. Neste corpo físico em específicos encontram se aglomerações nervosas as quais denominados de plexos. Sob cada um desses plexos, por sua vez, existindo em outra realidade que poderíamos denominar como realidade extra-física existem os chamados chacras. Os chacras são os mecanismos responsáveis pela sustentação energética dos seres. É a partir dos chacras que captamos e exteriorizamos energias. É também por intermédio deles e de sua exteriorização que são formados os escudos luminosos e energéticos que envolvem nossos corpos denominados de Aura. Existem em nosso corpo energético (duplo etérico) milhares de chacras, porém, os mais conhecidos e estudados estão em número de 7 (sete) e são chamados de Chacras Primários. São eles: • Coronário (Chacra da Coroa); • Frontal (Chacra da Testa/Chacra do 3º Olho); • Laríngeo (Chacra da Garganta); • Cardíaco(Chacra do coração/ou Chacra dos sentimentos); • Gástrico (Plexo Solar, Estomago/ou ou Chacra das Emoções); • Esplênico (Chacra do Baço); • Genésico/Básico (Chacra Sexual) Voltando ao estalar de dedos, nossas mãos e dedos possuem também, uma grande quantidade de pequeninos terminais nervosos. Estes terminais que poderiam ser chamados de chacras secundários, durante o "estalar de dedos", funcionam como ponte de conexão, comunicando-se instantaneamente com cada um dos chacras primários de nosso corpo. Este relacionamento se dá da seguinte forma: • Dedo Polegar: Chacra Esplênico (região do baço) • Indicador Cardíaco (coração) • Anular Genésico ou básico (base da espinha) • Médio Coronal (alto da cabeça) • Mínimo Laríngeo (garganta) • Na região quase central da mão Gástrico (estômago) • Próximo ao monte de Vênus (região "gordinha" da mão) Chacra Frontal (testa). Estas são algumas das terminações nas palmas das mãos, apenas para ilustrar a correspondência existente. O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e da freqüência do corpo astral, a descarga de energias negativas, além de certas condições psíquicas particulares aos médiuns, que ativam faculdades propiciatórias à magia e à mecânica de ordem astral. Ao observarmos uma entidade trabalhando com um médium estalando os dedos, veremos que além do estalo eles fazem signos como estrelas, um triângulos, cruzes, círculos, enfim... Ativam através deste mistério um símbolo que abrirá um portais energéticos de recolhimento ou de irradiações de energias. Pode-se também observar, que os guias estalam os dedos sobre si (ao redor do médium), descarregando as energias contrarias que vão sendo retiradas dos consulentes. Aos médiuns de clarividência é possível observar como se fossem pequenas fagulhas de fogo dispersadas em direção ao consulente, médium ou objeto. Estas fagulhas, mesclas energéticas do astral e corpóreo (entidade/médium) tem fundamental importância no desenrolar dos trabalhos. Dito isto, e isentos da ignorância inicial dos fatos, podemos agora observar estas práticas manifestadas com outros olhos ao adentrarmos em um terreiro, admitindo que o estalar os dedos possui fundamentos energéticos reconhecidos não somente pela religião de Umbanda, mas também, pelas múltiplas ciências que estudam os fenômenos bioenergéticos dos seres. 
Fiquem todos em Paz! Axé!!!

Desconheço a autoria do texto.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O SUBLIME PEREGRINO

Olá!
O tempo não desfaz a mensagem Dele. Continuam seus ensinamentos sendo bússola segura, oásis de paz para a alma que crê, confia e espera Nele!
Annapon





RAMATÍS:

 — Não foi a condição excepcional da "Filho de Deus", como um ser divino e acima da
contextura humana dos terrícolas, nem o efeito de uma assistência privilegiada, o sustento de
Jesus na sua obra redentora, mas a sua fé ardente e convicção inabalável em favor da
humanidade terrena. Ele já possuía em si mesmo, por força de sua hierarquia espiritual, a ventura
ou a paz tão desejadas pelo homem terreno. O êxito absoluto na sua tarefa salvacionista não
dependeu de proteções celestiais privilegiadas, do seu amor intenso e puro, de seu afeto
desinteressado e incondicional para com o homem! Essas virtudes expandiam-se naturalmente
de sua alma e contagiavam quantos o cercavam, assim como o cravo e o jasmim não podem
evitar que o perfume inerente à sua natureza floral também se desprenda sobre as demais flores
do jardim!
Jesus não tinha dúvidas quanto à realidade do "Reino de Deus" a ser fundado entre os homens,
porque esse ideal era manifestação espontânea de sua própria alma, já liberada da roda viciosa
das encarnações planetárias. Nada mais o atraía para os gozos e os entretenimentos da vida
carnal! Todo o fascínio e convite capcioso do mundo exterior não conseguiam aliciá-lo para o seu
reinado "cesariano", ou fazê-lo desistir daquele "reino de Deus", que ele pregava ao homem, no
sentido de "salvá-lo" da ilusão e do cativeiro carnal!
A tarefa messiânica de Jesus desenrolava-se sem quaisquer hesitações de sua parte,
sustentada pela vivência superior do seu próprio espírito. A sua presença amiga e o seu
semblante sereno impressionavam a todos os ouvintes, quer fossem os apóstolos, discípulos,
simpatizantes, homens do povo ou até inimigos!
Assim como o calor revigora o corpo enregelado, sua presença semeava o ânimo e a esperança,
fazendo as criaturas esquecerem os próprios interesses da existência humana. A fonte que
mitiga a sede dos viandantes não precisa de "interferências misteriosas" para aliviar os sedentos;
ela já possui o atributo refrescante como condição inerente à sua própria natureza. Jesus
também era uma fonte sublime e abençoada de "água espiritual", sempre pronta a mitigar a sede
de afeto, de alegria e de esperança dos peregrinos da vida terrena, sem usar de armas agressivas, de moedas, de recursos políticos, de credenciais acadêmicas para divulgar a "Boa
Nova" ! Em vez de recrutar os seus discípulos entre os doutos e os ricos, escolheu-os entre os
pescadores rudes e Ignorantes, porém honestos e sinceros. Espírito magnânimo e sábio, embora
humilde, ninguém poderia superá-lo ou vencê-lo no ambiente terráqueo, pois sua aura excelsa,
radiante de luz, embora imperceptível aos sentidos dos que o cercavam, traçava fronteiras
defensivas contra as más intenções e os maus pensamentos dos seus detratores.

Do livro O SUBLIME PEREGRINO
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