Nesse espaço

Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Leis das Correspondências Vibracionais - Ramatís -





A transmutação (Processo de transformação de algo comum em valioso), ou alquimia cósmica, ocorre em todos os planos da existência, visível e invisível, na ascese evolutiva do espírito. Tornou-se, também, a idéia básica derivada da antiga filosofia hermética, ensinamentos do sábio Hermes Trismegisto. O homem, criado à imagem e semelhança de Deus, pode criar, tendo as mesmas potencialidades do Criador. Não haveria um conjunto de leis para o Cosmo e outro para o homem; logo, um mesmo conjunto de leis tudo rege, tanto no Espaço sideral como em todos os lugares, perceptíveis e imperceptíveis aos sentidos físicos.

A matéria-prima da criação é a "energia-espírito" e o fluido cósmico universal, pois o movimento ou vibração da mente, num ato volitivo, dividiria essa energia em todas as formas de matéria. Os alquimistas desconheciam vossa terminologia da atual ciência física, entretanto, compreenderam na Antiguidade que toda matéria era uma só coisa, provinda da mesma essência, havendo somente uma diferença vibratória em suas várias formações. Logo, a transmutação seria alcançada através da real compreensão da Lei das Correspondências no Cosmo, que atua em todos os níveis vibracionais.

Lamentavelmente, muitos alquimistas, obsedados pelos magos negros, deturparam os conhecimentos herméticos primitivos, deixando-se levar pela tresloucada ambição, e conseguiram agir através da manipulação. magnética das energias-espírito neutras da natureza, ou elementais, despolarizando as correspondências magnéticas, positiva ou negativa, de cada elemento material que tentavam alterar ou transmutar, em busca do seu sonho, o ouro.

sábado, 26 de outubro de 2013

Exu, Guardião do caminho e da passagem - Rubens Saraceni -





“Exu é o Guardião das Passagens e Porteiras que existem em nosso mundo visível, protegendo, para que não adentrem em nosso ambiente as influências negativas. Sua característica mais marcante é a de transmissor da fertilidade e da fecundação. Caminha no tempo e espaço com tranqüilidade, abrindo nossos caminhos. Difícil falar de Exu sem comentar a controvertida face do mal que se formou no imaginário popular. Outro ponto bastante discutível é se ele é um Orixá ou apenas mais uma Entidade representativa do ser humano. Mas Exu é muito mais que isso; tanto pode se apresentar no mundo visível que conhecemos, como também no mundo dos Orixás, Entidades e Espíritos dos Mortos.

Exus são Entidades muito poderosas, mas qualquer um que se utilize de sua vibração deve tomar sempre muito cuidado para não causar um desequilíbrio energético. Ele é o mensageiro, aquele que leva nossos pedidos até o conhecimento dos Orixás. Na época da escravidão, os negros africanos dançavam nas senzalas e os brancos entendiam como uma simples saudação aos seus deuses. Mas ali incorporavam seus Exus que, com seu jeito de se movimentar e gritar, acabavam por assustá-los. Estes, os brancos, agrediam os médiuns, dizendo que estavam possuídos pelo demônio. Com o tempo, os brancos conheceram melhor a religiosidade africana e sabiam das entregas feitas a Exu, confirmando, em sua visão deturpada, a “incorporação do demônio”.

Dessa forma, essas e outras incorporações mal interpretadas foram se inserindo na mentalidade do povo, fazendo com que esse grave erro de entendimento perdurasse por muitos anos, acima de seu verdadeiro contexto. Infelizmente, nosso querido Guardião Exu ainda é visto por muitos como aquele que faz o mal, e se satisfaz com o que esse mal possa provocar. Durante anos e anos, segmentos religiosos contrários fizeram de tudo para atribuir-lhe conceitos errôneos, criando demônios para defini-lo. Tudo isso não passa de uma grande e injusta mentira, que hoje, graças à evolução, está sendo derrubada, fazendo com que muitos conheçam sua verdadeira função e atividade, que é a de guardião e controlador da Criação e do Universo. É através do Exu que nós, seres humanos, conseguimos exercer nosso livre arbítrio, falando diretamente de nosso coração. “Muitos procuram Exu para satisfazer desejos mesquinhos de vingança, sem se importar com a Lei da Evolução, que é implacável e devolve tudo quando menos se espera.”

O que caracteriza hoje a Gira de Esquerda e até que ponto ela é importante para a Umbanda?
Rubens Saraceni: Em minha opinião, a Gira de Esquerda é indispensável para a Umbanda, porque trabalhamos com a força dos Orixás, e quem trabalha com a força dos Orixás deve também se utilizar da Linha de Esquerda, onde trabalham as Entidades que lidam, controlam e refreiam um pouco as investidas dos espíritos do baixo astral. Nas Giras de Esquerda, Exu e Pomba-Gira são indispensáveis, porque são eles que lidam com essas forças negativas.

Em sua concepção, Exu é um Orixá ou uma Entidade?
Rubens Saraceni: É indiscutível que Exu é um Orixá com a mesma grandeza que os outros. Assim como o Orixá Ogum, em que as linhas de trabalho se apresentam como Caboclos de Ogum, o Orixá Exu tem suas linhas de trabalho que se apresentam como Exus dos mais variados campos: Exus das Encruzilhadas, Exus do Cemitério, Exus das Matas, Exus das Pedreiras, que nada mais são do que manifestadores do Mistério Exu na irradiação dos Orixás.

sábado, 19 de outubro de 2013

A Pantera Negra......ANIMAL DE PODER.






Olá!

Muito interessante o texto abaixo!
Confesso que o Xamanismo me "fascina" e sempre associei essa crença à Umbanda. 
Sinto muita afinidade com os ensinamentos dos Xamãs e como médium já tive a oportunidade de entrar em contato, muito próximo, com alguns animais em desdobramento consciente e durante o sono.
Foram encontros inesquecíveis, ainda muito "frescos" em minha memória.
Agradeço muito a Deus e à espiritualidade por isso e por tudo!
A pantera, em particular, é um animal fascinante mesmo para quem não tem intimidade nenhuma nem com a Umbanda, nem com o Xamanismo. A simples presença desse animal encanta quem o admira, mesmo entre lamentáveis grades, a pantera exerce seu poder de sedução naquele que a observa.
Quanto a mim, tenho verdadeira paixão pelos felinos, mas o texto abaixo me fez lembrar de algumas entidades espirituais como os Exus e Caboclos, por exemplo. Em algumas oportunidades, através da vidência, já pude perceber esses animais ao lado das entidades, como fossem guardiões, companheiros de trabalho, creio que sejam mesmo. Posso citar alguns exemplos de minha experiência pessoal:
águias com Caboclos e pajés;
lobos e panteras com Exus;
cobras com Caboclos;
cavalos com entidades de Ogum e Xangô;
onças com caboclas de Oxossi.
Amo os animais e vez ou outra, estabeleço com eles uma espécie de comunicação que em palavras não sei explicar, só sei que eles habitam, assim como nós, o plano espiritual e são nossos companheiros/irmãos.
Ao ler o texto abaixo, pude compreender o poder primal da pantera, ou seja, o que ela nos inspira e transmite através de sua sabedoria instintiva.
Diz o texto que quem possui a pantera, como animal de poder, é dono de olhar penetrante que pode vir a curar, identifiquei-me com essa passagem por ser uma das tantas características das entidades espirituais com as quais trabalho. É muito bom e interessante ter acesso a esse conhecimento, mesmo porque, é nessas horas que entendemos que tudo está realmente conectado, todas as religiões, doutrinas, etc, se ligam e dispõem, cada uma, de sua parcela na grande verdade cósmica!
Annapon


XAMANISMO.....
VAMOS ESTUDAR UM POUCO?

A Pantera Negra......ANIMAL DE PODER.

É um Guia Espiritual muito antigo, cujo poder lunar foi utilizado em ritos egípcios através da sua cauda, presa ao redor do pescoço ou da cintura, com vistas a fortalecer e proteger o indivíduo.

O nome Pantera é associado às outras espécies de felinos como o Leopardo, a Onça e, às vezes, ao Puma. Panteras Negras são menores que esses outros felinos, porém são muito mais ferozes que Leões e Tigres.

sábado, 12 de outubro de 2013

O consulente no Terreiro



Olá!

 Não vejo o consulente como provável médium, nem como alguém que deva passar pelo desconforto/constrangimento de triagem para ser atendido nos terreiros e casas espíritas/espiritualistas.

Vejo o consulente como ser humano em busca de auxílio, alento em suas dores sejam elas de que ordem forem. 

Não nos cabe julgar a dor do outro. 

Digo isso porque percebo certa "reserva", por parte de alguns médiuns e dirigentes sobre o assunto amor, emprego e a insatisfação das pessoas que vivem problemas semelhantes.

Ora! A pessoa procura o terreiro, ou casa espírita/espiritualista, muitas vezes extremamente angustiada por conta dessas duas questões que, por sua vez podem sim criar condições favoráveis para que ali, no assistido, se instale algum tipo de  obsessão.

Ouvi, por esses dias,  um sacerdote de Umbanda afirmar que em sua casa, pessoas com problemas afetivos e financeiros não são atendidas, pasmei, e mais, sentenciou ainda que o problema da pessoa, nessas condições, é social ou fruto de sua própria negligência.

No meu entendimento, essa postura não é de um verdadeiro sacerdote, nem Umbandista, nem de religião alguma.

Espiritualidade sem humanidade é pura arrogância.

É certo que nenhuma entidade poderá resolver os problemas das pessoas, mesmo porque existem Leis Maiores que regem o carma, mas, constranger a pessoa que busca ajuda, logo de "cara" com tal postura é no minimo uma questão de falta de sensibilidade.

Nós, Umbandistas, sabemos, ou pelo menos deveríamos saber que o Congá não é balcão de negócios, porém, muitas vezes, quem busca a Umbanda, vem como último recurso, vem aconselhado por um vizinho, parente, amigo, sem noção alguma sobre a religião. A pessoa vem desesperada, dolorida, angustiada e a nossa obrigação, como medianeiros e servos de Oxalá, nosso Mestre e Guia Maior, é de acolher, ouvir, trabalhar, sem julgar se o problema que aflige o consulente é de ordem afetiva, financeira, etc.

A espiritualidade sabe, de ante mão, quem nos enviará e está, antes de nós, preparada para receber a pessoa que muitas vezes nem imagina a razão pela qual foi "induzida" a buscar ajuda num terreiro, nem mesmo nós, medianeiros, sabemos porque tal pessoa, com problemas aparentemente caprichosos, se apresenta ali, diante de nós e da entidade que servimos por aparelho.

É precipitado demais sentenciar, como fez o sacerdote em questão, afinal não precisamos de juízes e sim de auxílio que nos oriente e nos ajude a angariar forças para seguirmos vivendo com dignidade.

A Umbanda é paz e amor, acolhimento, manifestação do espírito para a caridade sem triagem porque Nosso Mestre, Jesus Cristo Oxalá, assim nos ensinou e assim nós, Umbandistas, seus seguidores, o fazemos, ou pelo menos, é o que deveríamos todos fazer.

Certamente que iremos nos deparar, em algum momento de nossa trajetória como médiuns, com situações adversas, que fogem à nossa compreensão, porém, até nesses momentos, estamos sob a supervisão da espiritualidade maior que nos observa e nos permite a ação/reação, testando nossa fé e firmeza.

Ninguém vem a nós sem a permissão/supervisão da Espiritualidade.

A Umbanda está de braços abertos para todos, sem distinção. Terreiro e Sacerdote que se preze, mantem as portas da casa e do coração abertas.

Respeito é o que todos queremos, portanto respeite o próximo e lembre-se que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, numa de suas manifestações registradas, deixou muito claro que ajudou seu médium Zélio Fernandino de Moraes a se casar porque era necessário que assim fosse, ou seja, a espiritualidade sempre nos ajudará dentro do nosso merecimento e necessidade, independente do nosso julgamento ou de nossas preferências.

 Como podemos sentenciar que problemas afetivos e financeiros não sejam de ordem espiritual? 
Somos espíritos num corpo temporário de carne e quase todos os nossos problemas são reflexos do passado ecoando em nosso presente que acabamos complicando por não sabermos como lidar com eles e, nessa hora é que entra o balsamo confortante da espiritualidade que nos ajuda a enxergar e a conviver melhor com nossas dores e dificuldades até que encontremos força e sabedoria, por nós mesmos, para a construção de um futuro melhor, mesmo porque o futuro é eterno, não se extingue com o corpo perecível.

É certo que o movimento Umbandista tem lutado pela desmistificação, por simplificar cada vez mais seus rituais para que haja harmonia com o tempo que vivemos, mas, dai a selecionar as aflições dos consulentes já é demais, foge ao espírito de caridade e aos ensinamentos de Nosso Mestre e Guia Maior, Jesus.

Com toda a certeza, o Umbandista sério não se dará ao papel de realizar trabalhos de amarração, corte, barganha, etc, e se, por ventura, o médium incorporado, vir a se deparar com tal situação, sábia e gentilmente, a própria entidade o esclarecerá muitas vezes demovendo-o de tão deprimente intenção.

Simplificar sim, é justo e necessário, mas julgar e negar auxílio nunca, mesmo porque, pode acontecer que nas entrelinhas de um problema afetivo/financeiro, esteja um problema muito maior de ordem cármica no qual possivelmente estejam envolvidos muitos espíritos   encarnados e desencarnados, por isso, nunca, mas nunca mesmo, julgar, sentenciar então, nem pensar!

Outro ponto que me desagrada profundamente é a ironia do sacerdote em questão quando se refere à ingenuidade de alguns consulentes que pensam, por falta de conhecimento, que as entidades o atenderão em todas as suas necessidades. Sabemos nós, Umbandistas sérios e comprometidos com o bem que as coisas não são bem assim, porém, ironizar não ajuda em nada, só atrapalha mesmo e perde-se ai uma grande oportunidade de repassar ao menos um pouco de Luz através do compartilhar conhecimento que é uma das tantas maneiras de se praticar a caridade verdadeira.

Atenção! Os falsos profetas estão ai aos montes e nunca, jamais esqueçam que o espírito que move a Umbanda é a fé, a caridade e o Amor, sendo o Amor seu maior representante!

Axé Meu Povo!

Annapon

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A SABEDORIA DO SILÊNCIO INTERNO por Xamã Vera





A SABEDORIA DO SILÊNCIO INTERNO
por Xamã Vera

Fale só quando for necessário.
Pensa no que vais dizer antes de abrir a boca.

Sê breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palavra,
Deixas ao mesmo tempo sair uma parte da tua energia
Desta maneira aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder a sua energia.

Não te lamentes nem uses no teu vocabulário
Palavras que projetem imagens negativas, porque ocorrerá em torno de ti tudo o que criaste com as tuas palavras carregadas da sua energia

Se não tiveres algo de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor calar.

Aprende a ser como um espelho: Escuta e reflete a energia.

O próprio universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque o universo aceita incondicionalmente os nossos pensamentos, as nossas emoções, as nossas palavras, as nossas ações e nos envia o reflexo de nossa própria energia segundo as diversas circunstâncias que se apresentam na nossa vida.

Se te identificas com o sucesso, serás bem sucedido.
Se te identificas com o fracasso, terás fracassos.
Assim podemos ver que as circunstâncias que vivemos são apenas manifestações externas do conteúdo da nossa fala interna.

Aprende a ser como o universo, a escutar e a refletir a energia sem emoções pesadas e sem preconceitos.
Porque sendo como um espelho sem emoções nós aprendemos a falar de outra maneira.

Com o poder mental calmo e em silêncio, sem oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais e evitando reações emocionais excessivas, simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.

Não te dês muita importância, e sê humilde, porque quanto mais te mostras superior, inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro da tua própria imagem e mais vives num mundo de tensão e de ilusões.

Sê discreto, preserva tua vida intima,
Desta maneira livras-te da opinião dos outros e viverás tranquilo, tornando-te invisível, misterioso, indefinível, insondável como o Tao.

Não compitas com os outros, torna-te como a terra que nos alimenta, que nos dá o que necessitamos.
Ajuda os outros a perceber as suas qualidades, a perceber as suas virtudes, a brilhar.

O espírito competitivo faz o ego crescer e cria conflitos inevitavelmente.
Tem confiança em ti mesmo, preserva tua paz interna, evitando entrar nas provocações e nas armadilhas dos outros.


Nunca faças promessas que não possas cumprir. Não te comprometas facilmente.
Se ages precipitadamente sem tomares profunda consciência da situação, Vais criar complicações.
As pessoas não têm confiança em quem diz muito facilmente “sim”, porque sabem que esse famoso “sim” não é sólido e que lhe falta valor.


Toma um momento do silêncio interno para considerar todos os aspectos da situação presente e toma as tuas decisões depois disso.
Assim desenvolverás a confiança em ti e a sabedoria.


Se realmente houver algo que não sabes, ou se não tens a resposta a uma pergunta que te fizeram, aceita-o.
O fato de não se saber é muito incomodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar sempre a sua opinião muito pessoal.
Na realidade, o ego não sabe nada, apenas crê que sabe.


Evita julgar e criticar, o Tao é imparcial e sem julgamentos, não critica as pessoas, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.
Sempre que julgas alguém a única coisa que fazes é expressar a tua opinião muito pessoal e é uma perda da energia, é puro ruído.
Julgar é uma maneira de esconder nossas próprias fraquezas.
A pessoa sábia tolera tudo e não dirá nem uma palavra.


Recorda que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo o que ainda não resolveste em ti mesmo
Deixa que cada um resolva os seus próprios problemas e concentra a tua energia na tua própria vida.

Ocupa-te de ti mesmo, não te defendas.
Quando fazes por defender-te na realidade estás a dar demasiada importância às palavras de outros e dás mais força ao agressor.
Se aceitas não te defender, mostras que as opiniões dos outros não te afetam, pois não passam de opiniões e que não necessitas de convencer os outros para seres feliz.

O teu silêncio interno torna-te impassível.
Faz regularmente o jejum da palavra para educares o teu ego que tem o mau costume de estar sempre a falar.

Pratica a arte de não falar.
Tira um dia da semana para te absteres de falar.
Ou pelo menos umas horas do dia de acordo com o que permitir a tua organização pessoal.
É um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do Tao ilimitado em vez de tentar explicar por palavras o que é o Tao.


Progressivamente desenvolverás a arte de falar sem falar e a tua natureza interna verdadeira substituirá a tua personalidade artificial, deixando aparecer a luz de teu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a esta força atrairás para ti tudo o que necessitas para realizar-te e libertar-te completamente.
Mas é preciso cuidar que o ego não se imiscua.
O poder mantém-se enquanto o ego fica calmo e em silêncio.


Se o teu ego se impõe e abusa desse poder esse mesmo poder converte-se em veneno, e todo teu ser se envenenará rapidamente.


Fica em silêncio, cultiva o teu próprio poder interno.

Respeita a vida dos outros e de tudo o que existe no mundo.

Não tentes forçar, manipular ou controlar os outros.

Converte-te no teu próprio mestre e deixa os outros ser o que são, ou o que têm capacidade de ser.

CATURAMA!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Prosa de Umbanda - Exu Gira Mundo...







Olá!

O texto abaixo, de autoria por mim desconhecida, soa como lenda, ou como revelação de um dos tantos Gira Mundos que se apresentam para o trabalho nos terreiros.
Acredito que exista vida em outros planetas, não descarto a possibilidade abaixo descrita, mas, no fundo de meu coração, existe um sinal de alerta soando como alarme, que diz: " Não apenas isso e sim é mais, tem mais, a história não acaba, não tem meio, nem fim, só começo e sim, esse sim é a razão de tudo".
Esse alerta remete ao espiral, que firma em seu ponto.
Gira Mundo se apresenta na vibração de Xangô, Senhor da Justiça, se gira por todo o mundo, ou seja, se sua locomoção vai de um extremo a outro da Terra, creio que: 
nesse ponto, mediúnicamente, ele me transmite o seguinte:

" Gira Mundo. Se corro pelo mundo Terra, é porque a mim foi concedido conhecer a dor humana em suas mais profundas e diversas manifestações.
A dor do homem do polo sul é diferente daquela do polo norte, as aflições dos asiáticos, como coletividade, são diferentes das dores dos africanos. 
O homem ocidental não compreende o estilo de vida e a dor do povo da Índia e quem vive no trópico não conhece a escuridão do povo que vive seis meses sem sol.
Os grandes centros urbanos que abrigam espíritos mil, desconhecem as necessidades e as dores que afligem os povos habitantes das poucas comunidades indígenas que sobrevivem no orbe.
A mãe do polo norte, embora ame como a do sul, tem pensamentos e necessidades diferentes, portanto se comporta, pensa e sente segundo seus costumes, segundo o que lhe seja adequado ao meio que vive.
O homem que pilota seu confortável automóvel, pensa, sente e necessita diferente do carroceiro que, embora viva no mesmo meio, estagia em nível evolutivo diferente.
Gira Mundo conhece as dores do mundo de cada um, por essa razão é guardião do mundo". 

Exu Gira Mundo...
Annapon em 04.10.2013


Sua história começou muito antes de muitas histórias... Muitos de vocês, talvez não acreditem em vida fora da Terra, mas esse Exu veio de outras Terras, de outros mundos. Viveu em um planeta melhor e mais evoluído que o nosso, em outro Sistema Solar. Acompanhou a orbe dos "exilados" para povoar esse novo mundo, mas ao chegar aqui, conheceu o amor de uma mortal humana e apaixonou-se. Esqueceu de seu compromisso como guardião estelar, esqueceu quem era e apenas quis viver esse amor. Quis ser mortal, tornar-se humano e viver por aqui. Porém, ao fazer isso, foi expulso da Federação e perdeu seus direitos. Ao aceitar viver na Terra, sofreu as dores da carne e de ser renegado, foi perseguido por aqueles que trouxe e pelos seus; foi um excluído!

Somente sua amada ainda o quis e com ela fugiu... Mas foi caçado! Mataram-na e ele nada mais teve de seu... Somente seu ódio e sua sede de vingança! Descobriu o que é ser humano! Tornou-se um bárbaro e um conquistador. Conquistou reinos e pessoas. Ficou conhecido como o "El Diablo Negro"! Podia ir e estar em qualquer lugar - seu poder era enorme!
Na época de sua primeira vida na Terra, os Atlantes ainda existiam... A partir daí reencarnou em Lemúria, em Mu, no baixo Egito, na África e sempre com a mesma tirania conduzia o seu povo. Tornou-se amado e odiado. Quando não lembrava mais quem era e de onde veio, reencontrou o amor de uma mulher, muito parecida com aquela que amou um dia. Ela vivia entre o povo hebreu que fugiu do Egito, sob o comando de Moisés. A história dela era muito parecida com uma história que ele conheceu em outras épocas e algo dentro dele renasceu...
A partir dessa vida, passou a reencarnar no oriente, entre o povo de pele amarela... Conheceu o Hinduísmo e o Xintoísmo e tornou-se menos tirano. Sua última encarnação foi na época de Buda. Conheceu sua filosofia de vida. Decidiu mudar e reaprendeu a viver. Ao desencarnar foi convidado a trabalhar na semeadura de um novo compromisso nas terras onde andou. Conheceu, então, o Cristianismo! E mais tarde também auxiliou Maomé.
Depois disso passou a atuar no planeta em todas religiões nascentes e crescentes. É por isso que hoje ele trabalha na Umbanda, como já trabalhou em tantas outras religiões. Seu nome: EXU GIRA MUNDO, vem do fato dele poder estar em diversas esferas, atuar em diversos setores e se deslocar no tempo e no espaço com muita habilidade. Por isso, ele gira o mundo e sempre sabe como resolver uma situação ou como encontrar uma solução para o problema em questão. Porque ele é verdadeiramente um guardião!


Obs.: Vale sempre lembrar que toda história de entidade é única, ou seja, pertence a um dos tantos Gira Mundo que se apresentam para o trabalho.

desconheço autoria

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ciganos – Quem são e como vivem – texto Casal Coimbra




Ciganos – Quem são e como vivem – texto Casal Coimbra

“O céu é meu teto, a terra minha pátria e a liberdade minha religião”.

A cultura cigana sempre exerceu enorme fascínio e curiosidade em todos os povos que conviveram próximos a eles. As roupas coloridas, as joias, o nomadismo, o romanes (Idioma próprio), as festas e celebrações e a forma de preservarem seus costumes,casando-se entre si e não permitindo a presença de não ciganos em seus principais eventos, somando ao grande misticismo e religiosidade, fez com que se criassem mitos e histórias que resultaram em grande preconceito que ainda hoje vitimam os ciganos.

Nos principais estudos acerca desta etnia, a teoria de que vieram do norte da Índia é a mais aceita. Isto porque o romanes, que é o idioma próprio do povo cigano, tem muita similaridade com a linguagem praticada outrora nesta região. As teorias sobre a vida dos ciganos antes da Índia também têm muitas variantes, mas que do norte desta região eles migraram para o mundo é consenso.

Nas viagens em direção ao continente Europeu, passando pelo Oriente, pelo Egito, pela Grécia,entre outros, os gitanos foram fixando-se em alguns países, o que com o tempo, gerou a divisão por clãs, onde muitos costumes e diferenças musicais e culinárias que sentimos hoje em dia em cada grupo, originaram-se destas andanças.
No Leste Europeu, os chamados ROMS são encontrados em maior número. Sua musicalidade e dança tem grande influencia dos povos destes locais. Os ROMS são um dos 3 grandes grupos ciganos e sempre mantiveram seus costumes muito fechados. Há quem os considere os que mais guardaram as tradições das gerações passadas. Kalderash e Machuaia são alguns dos subgrupos ROM mais conhecidos no Brasil. A cidade de Campinas tem a maior colônia do país. Tem-se também que financeiramente são os mais abastados, encontrando entre eles grandes empresários e comerciantes. São o grupo culturalmente mais fechado, sendo raríssima a presença de não ciganos em suas festas e tradicionais eventos.

Os SINTI são outro grupo que na Alemanha e parte da França tem suas maiores populações. Seu idioma é uma variação do romanes e também sua forma de vida, música e costumes tem muito a ver com as comunidades com que convivem. Dos 3 grandes grupos, são os menos conhecidos e encontrados no território brasileiro.
Vindos da Península Ibérica, encontramos no Brasil os KALONS, ciganos que apesar de vários já sedentarizados, muitos vivem em acampamentos, alguns com seus dentes de ouro e tem no artesanato e comércio suas principais fontes de renda. As calins(ciganas) trabalham na leitura da sorte, através da quiromancia (mãos) e do baralho. É a chamada “buena dicha” e estes ganhos contribuem e muito para o sustento destas comunidades. O idioma dos KALONS é o Caló, também conhecido como shib de kalon. Que é uma variante do romanes e com palavras do espanhol e português. Hoje em dia as vestimentas dos homens lembram muito os tropeiros com suas botas, cintos com fivelas e chapéus de aba larga. Inclusive se ouve e se dança muita música sertaneja nos ranchos em que moram. As mulheres continuam utilizando vestidos e saias longas e mantém a tradição de belos brincos,colares e pulseiras.
Apesar de grandes diferenças em vários aspectos, todos os grupos e clãs têm também similaridades fortes. O gosto pela estrada e pelas viagens, o amor à dança e à música. A sensibilidade para lidar com o misticismo do baralho e das linhas da mão. As festas de noivado, de casamento e a virgindade da mulher antes do matrimonio. O pagamento do dote e o respeito ao luto dos que partiram. Os kalon queimam todos os pertences do falecido e por vários dias não participam de festejos e comemorações.

O preconceito também é outra situação que todos os grupos e subgrupos sofrem. E, infelizmente, esta é uma sina que sempre os acompanhou. Na 2ª Guerra Mundial, mais de 500 mil ciganos foram mortos nos campos de concentração nazista. O estranho é que a história nunca ou pouco se fala sobre estes massacres, citando apenas outros povos ou minorias étnicas. Ainda hoje, na Europa, ciganos são expulsos de suas casas e sofrem perseguições. São obrigados a viver em guetos separados e tratados como cidadão de segunda classe. No Brasil, apesar de mais velada, há muita informação tendenciosa e maldosa da mídia e das pessoas em relação aos ciganos. Vemos jornalistas falando muito mal deste povo e casos graves de preconceito e violência, como ocorridos em Santo Amaro da Purificação, onde após desentendimento com pessoas da localidade, os habitantes da cidade invadiram o acampamento e queimaram barracas e pertences, obrigando crianças,velhos e todos os ciganos abandonarem tudo para salvar suas vidas.

Em território brasileiro  pouquíssimas são as políticas públicas em benefício da população cigana  Ainda não houve por parte dos governantes um real interesse em atender decentemente com educação, saúde e moradia este povo. Nem mesmo o número de ciganos  quem são e onde vivem o governo tem noção. Outro exemplo que podemos citar é o SUS (Sistema único de Saúde) que tem obrigação em atender os ciganos,mesmo os que não possuem documentos, porém na prática muitas vezes lhe é negada a consulta médica ou a necessidade de se adequar uma ginecologista mulher para as ciganas, pois jamais elas se consultariam com um homem nesta especialidade.Até porque muita gente desconhece que os ciganos são uma etnia. Misturam com religião e até mesmo com folclore. A diferença entre ciganos e outros povos é que os primeiros consideram o mundo sua pátria (“onde estão os meus pés, eis aqui a minha pátria”) e os demais tem território demarcado nos mapas. Fora isto, ciganos tem cada um sua religião e sua crença, tem seu próprio, sua bandeira, seus costumes, suas tradições e uma riquíssima história.

Os ciganos em suas andanças pelo mundo incorporaram muitas características culturais das regiões por onde passaram, mas neste processo também deixaram forte influência de seu modo de vida nos povos que mantiveram contato.

A Espanha, por exemplo, teve sua música e dança fortemente influenciadas pelos gitanos. A região sul, Andaluzia, ainda hoje é grande reduto de ciganos. Esta é inclusive uma região extremamente marcada por canções e bailados flamencos, que são uma fusão da arte dos  habitantes antigos desta região, com os costumes artísticos e musicais dos árabes ( que invadiram a região) e dos ciganos que lá chegaram e ainda hoje residem.

Santa Sara Kali é considerada a padroeira dos ciganos, porém nem todos tem veneração por ela. Os ciganos que seguem religiões evangélicas, por exemplo, não lhe rendem homenagens. Mas para a enorme maioria, Ela é a Santa mais celebrada. É a advogada dos ciganos perante Deus. Seu dia é comemorado em 24 de maio e a maior de todas as festas ocorre em Saites Maria de la Mer, na região de Camargue, na França, onde segundo a lenda, Sara desembarcou com José de Arimatéia,  Maria Madalena, Maria Salomé e Maria Jacobina,após terríveis tormentas no mar. Os devotos levam lenços (dicklo) como forma de agradecimento pelas graças recebidas. O mesmo tipo de lenço que as mulheres casadas utilizam dentro dos costumes da tradição cigana.

Que este breve relato sirva de esclarecimento de quem são e como vivem os ciganos e que a sociedade passe a respeitá-los e principalmente incorpore os valores que a cultura cigana sempre prezou, que são a preservação da natura, o cuidado com as crianças, o respeito pelos idosos e o zelo pela instituição familiar.

Opre Romale – texto Casal Coimbra
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