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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

VIEMOS AQUI - Léo Artese




VIEMOS AQUI
Léo Artese

Viemos aqui para buscarmos a magia de viver
Saímos para esta jornada mágica
Para nos darmos conta que viver é a Grande Magia

Viver não é sobreviver
A vida é vivência e não sobrevivência
Vivenciar tendo a consciência
Tendo a compreensão de que tudo em nossa vida
Aparece segundo uma vontade soberana

Viemos aqui porque queremos descobrir uma verdade
Que só os iluminados alcançam
E que só pode ser encontrada dentro de cada um de nós

Viemos aqui para abrirmos a nossa mente e nosso coração
Para desejar ardentemente abrir nossos canais de percepção
Para a Infinita Sabedoria Universal
E assim, vamos invocar a Fonte de Conhecimento
De nossos ancestrais que habitaram à milhões de ano nossa Terra.

Viemos aqui para saber melhor Quem Somos.
Para através do espelho das virtudes, procurar o nosso reflexo
Para percebermos o que estamos refletindo na vida
O que vemos diante de nós quando olhamos no espelho

Para vermos aquilo que fazemos de conta que não vemos
Aquilo que vemos, mas negamos
Aquilo que vemos e exageramos
Aquilo que vemos e diminuímos
Para ver se não vemos, diferentes do que somos
Quando nossos irmãos nos percebem,
diferentes do que achamos que somos
Para percebermos, se estamos vendo
aquilo que no fundo gostaríamos de ser e não somos.
Reflexos !

sexta-feira, 21 de junho de 2013

FITOENERGÉTICA – BANHO DE DESCARREGO OU LIMPEZA

Fitoenergética – Banho de descarrego ou limpeza
por Manoel Lopes
Continuando com a série de textos sobre fitoenergética, iremos agora falar como preparar banhos com as ervas.
Na umbanda utilizamos bastante os chamados banhos de descarrego ou de limpeza, iremos utilizar este tipo de banho como exemplo.
Um dos banhos mais utilizados é o banho de sal grosso.
Como nosso interesse neste artigo é falar sobre ervas vamos estudar como preparar banhos de limpeza, a partir do conhecimento do perfil vibratório de cada erva.
Vamos inicialmente recordar alguns conceitos, sobre a doutrina dos sete reinos sagrados.
É muito importante que o iniciado conheça bem as qualidades de cada reino e suas características principais.
Segue abaixo algumas qualidades vibracionais de cada reino:
Reino do Fogo
Palavra chave: Destruir, vitalizar,  energizar
Qualidades: Iniciativa, ambição, impulsividade, vigor, ímpeto, energia, poder, coragem, valentia, agilidade, sagacidade, astúcia, malicia, destreza, fervor, entusiasmo, paixão, empenho, ímpeto, perspicácia, agressividade, auto-afirmação, competição, desejo de vencer, impulso para triunfar, liderança etc…
No corpo humano:sistema circulatório e sistema genital masculino.

Reino da Terra
Palavra chave: Solidez, firmeza, persistência.
Qualidades:Pessoas comedidas, leais, sinceras, francas, honestas, justas, fiéis, leais, constantes, parcimoniosas, econômicas, prudentes, cautelosas, sérias, firmes, inabaláveis, persistentes, decididas, determinadas, ciumentas, moderadas, modestas, frugais, exatas, rigorosas no julgamento,  perfeccionistas, metódicas, controladoras etc…
No corpo humano:
Sistema esquelético, sistema muscular.

Reino do Ar
Palavra Chave: Comunicação, expansão, alegria.
Qualidades:Imaginativas, comunicativas, alegres, falantes, vivaz, desinibidas, apressadas, rápidas, sibilantes, irradiantes, radiantes, momentâneas, ágeis, expressivas, exageradas, exaltadas, esfuziantes etc…
No corpo humano:Sistema respiratório e sistema nervoso

Reino da Água
Palavra Chave: tranquilidade, sensualidade, beleza.
Qualidades:Pessoas maternais, emotivas, humanas, acomodadas, conciliatórias, calmas, sensíveis, pacíficas, sentimentais, gentis, generosas, elegantes, delicadas, mimosas, corteses, amáveis, intuitivas, instintivas, graciosas, suaves, meigas, distintas, moderadas, carinhosas, sossegadas, superficiais, tranquilas, pacificas, agradáveis, calmas, serenas, elegantes, sensuais  etc…
No corpo humano:Sistema circulatório, genital feminino e excretor.

Reino das Matas
Palavra chave: independência, perseverança, abundância.
Qualidades:Protetoras, provedoras, mantenedoras, desenvolvimentistas, progressistas, independentes, ousadas, sinceras, empreendedoras, francas, perseverantes, calmas, constantes, pacientes, firmes, facilitadoras, estudiosas, coordenadoras, investigativas, solitárias, determinadas, fomentadoras etc…
No corpo humano:Sistema digestório

Reino da Humanidade
Palavra chave: brandura, inocência, fé.
Qualidades:Fraternais, inocentes, sinceras, puras, pacifistas, caridosas, religiosas, sociais, suaves, amáveis, clementes, bondosas, indulgentes, brandas, afáveis, suaves, elegantes, piedosas, delicadas, meigas, graciosas, transparentes, afáveis, agradáveis, cordiais, afetuosas, tranqüilas, altruístas, abnegadas etc…
No corpo humano:comportamento humano, psicologia, relacionamento.

Reino das Almas
Palavra chave: mediunidade, subconsciente, absorvente, transformar.
Qualidades:Pessoas misteriosas, sensíveis, mediúnicas, espiritualizadas, devotadas, místicas, sonhadoras, deslumbradas, fascinadas, acanhadas, receosas, retraídas, tímidas, pusilânimes, aborrecidas, lentas, morosas, obstinadas, obedientes, submissas, dependentes, obcecadas, preocupadas, debilitadas, hipocondríacas, depressivas, solitárias, opressoras,  rabugentas, ranzinza, birrentas, insistentes, teimosas, ranhetas, viciosas, temerosas  etc…
No corpo humano:
Sistema excretor, sistema digestório, subconsciente.

A vibração das ervas
Agora que já conhecemos algumas qualidades, palavras chaves e área sensível do corpo; podemos elaborar os banhos conforme nossas necessidades.
Para isso basta verificar qual a vibração que necessitamos e em seguida selecionar as ervas que possuem este tipo de vibração.
Podemos utilizar uma ou mais ervas, tomando sempre o cuidado de verificarmos o padrão vibratório resultante após a mistura das ervas, pois algumas podem anular a vibração da outra.
Para facilidade de escolha das ervas iremos relacionar a seguir os reinos e as ervas que devem ser utilizadas, em função  da  intensidade da vibração do reino.
Lembrando sempre que estamos utilizando os conceitos pesquisados pelo GEAU na avaliação radiestesica conforme divulgado no artigo “Fitoenergética e Radiestesia – A vibração das ervas”

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Roda no Hemisfério Sul - Inverno no Sul



Xamanismo - facebook -


Roda no Hemisfério Sul - Inverno no Sul

Estudando a Roda Medicinal (Medicine Wheel) dos nativos norte-americanos, fui inspirado a adaptá-la para as realidades ecológicas do Hemisfério Sul. Nessa adaptação o inverno é associado à Direção Sul. O Sul é a parte mais gelada de nosso Hemisfério (Pólo Sul). O Sul é o local da doação, é o portal da sabedoria, do conhecimento, do intelecto.

O Corpo Mental é visto como uma mente invisível que pode ir a qualquer lugar , não é presa pelo racional e o conhecimento, é aquilo que pode ser transformado em sabedoria.

Na metáfora da Terra sendo renovada e purificada pelo inverno, podemos transformar os acontecimentos em experiência de vida, nos preparando para períodos de crescimento. Época para libertar de velhos padrões negativos de comportamento, preparar-se para pequenas mudanças e para as mudanças maiores que virão. A energia do inverno ajuda as pessoas a atingirem uma compreensão de suas próprias vidas, a ter a aceitação do que elas alcançaram ou não.

O inverno é a estação propícia para a paz, para recuperar o poder, perdoar, ter compaixão por tudo à sua volta. É a estação da ressonância harmônica ensinando que além de se harmonizar, você pode levar harmonia, fraternidade, caridade, onde quer que vá, praticando a boa vontade para com toda a humanidade.

O inverno representa os buscadores de conhecimentos que nos oferecem novas visões da humanidade e também os sábios e anciões que serviram-nos de inspiração através dos tempos. Celebra a alegria de pertencer, o valor do vínculo familiar e dos relacionamentos. Marca um tempo para fazer ajustes, da purificação da intenção, a preparação da chegada da primavera e a transição para um novo ciclo de atividades da Roda do Ano.

Para alguns nativos americanos o “Animal Totêmico” do inverno é o Búfalo Branco. No período do Inverno, o Búfalo Branco, solta uma grande quantidade de fumaça branca, simbolizando a fumaça do Cachimbo Sagrado, instrumento de preces e ação de graças. É através da fumaça do cachimbo que eles enviam suas preces ao Grande Espírito.

O inverno oferece a energia para revermos tudo aquilo que aprendemos em nossa vida, para incorporar os conhecimentos da Fonte Superior e entender melhor a vida na Terra. Momento para melhor escutar e compreender e integrar palavras, pensamentos e atos.

O conhecimento é aquele que provê respostas para as questões: que, quem, onde e como; e a sabedoria responde o por quê. De nada vale um conhecimento a serviço da vaidade ou somente para estimular a mente. Ele só tem validade se é transformado em sabedoria através do amor.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Por que usamos branco na Umbanda?



Por que usamos branco na Umbanda?

Dentre os princípios da Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento, é o uso da vestimenta branca. Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade anunciadora da nova religião, ao fixar as bases e diretrizes do segmento religioso, expôs, dentre outras coisas, que todos os sacerdotes (médiuns) utilizariam roupas brancas. Mas, por quê?.

Teria sido uma orientação aleatória, ou o reflexo de um profundo conhecimento mítico, místico, científico e religioso da cor branca? No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia.

Nas guerras, quando os adversários, oprimidos pelo cansaço e perdas humanas, se despojavam de comportamentos irracionais e manifestavam sincera intenção de encerrarem a contenda, o que faziam? Desfraldavam bandeiras brancas! O que falar então do vestuário dos profissionais das diversas áreas de saúde. Médicos, enfermeiros, dentistas etc., todos se utilizando de roupas brancas para suas atividades. Por quê?

Porque a roupa branca transmite a sensação de assepsia, calma, paz espiritual, serenidade e outros valores de elevada estirpe. Se não bastasse tudo o que foi dito até agora, vamos encontrar a razão científica do uso da cor branca na Umbanda através das pesquisas de Isaac Newton.
Este grande cientista do século XVII provou que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores existentes.

Portanto, a cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois temos que lembrar que a religião que abraçamos é capitaneada por Orixás, sendo que Oxalá, que tem a cor branca como representação, supervisiona os Orixás restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de sua estrutura cósmico-astral todas as demais irradiações (Oxossi, Ogum, Xangô, etc.).

A implantação desta cor em nossa religião, não foi fruto de opção aleatória, mas sim pautada em seguro e inequívoco conhecimento de quem teve a missão de anunciar a Umbanda. Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!!!!!


Vestuário Uniforme, Uma Necessidade
Uma das bases trazidas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por ocasião da anunciação da Umbanda no plano físico, evento histórico ocorrido em 15/16 de novembro de 1908, em Neves, Niterói - RJ, é a que diz respeito a igualdade.

Sabemos que na atual sociedade, com valores deturpados ou invertidos, é comum as pessoas avaliarem umas as outras, não pelo grau de espiritualidade, moral, caráter e boas ações, mas sim pelo que se apresenta a nível de posses.

Dentro deste contexto, é corriqueiro, embora extremamente falho, valorizar ou conceituar os habitantes deste planeta tendo como base a apresentação pessoal externa do indivíduo, ao invés de se atentar para qualificativos internos. Prioriza-se bens materiais em detrimento das virtudes.

E é justamente por isto que a Umbanda adotou o vestuário uniforme, para que alguns assistentes ainda enraizados em equivocados conceitos não tenham como dar vazão a seus distorcidos juízos de valor.

Assim, quem adentra por um terreiro na esperança de cura ou melhora de seus problemas, jamais terá a possibilidade de identificar no corpo mediúnico, todos com trajes iguais, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais. Não terá a oportunidade de saber se por trás daquela roupa sacerdotal encontra-se um rico empresário, um camelô, ou uma empregada doméstica.

Porque há quem vincule a eficácia de um socorro espiritual tomando por parâmetro o próprio médium através do qual a entidade se manifesta. Se o medianeiro atuasse nas sessões de caridade com trajes civis (comuns), algumas pessoas, que pensam da forma citada, passariam a tentar analisar o grau de intelectualidade, de situação financeira, social etc., pela qualidade do vestuário apresentado pelos médiuns. Então, sacerdotes calçando sapatos de fino couro, camisas e calças de marcas famosas, seriam facilmente identificados e preferencialmente procurados. Outros tantos, humildes na sua apresentação, seriam colocados em segundo plano.

Na Umbanda, Sopro Divino que a todos oxigena, o personalismo ou destaque individual é algo que jamais deverá existir. Somos meros veículos de manifestação da espiritualidade superior, e por isto, devemos sempre nos mostrar coletivamente, sem identificações pessoais ou rótulos. Somos elos iguais de mesma força e importância neste campo de amor e caridade denominado Umbanda.

Os que chegam aos Centros para darem passes, sem tomarem banho ou trocarem de roupa, estão ainda impregnados de cargas fluídico-magnéticas negativas, que, por conseguinte interferem no campo áurico e perispiritual dos médiuns, simplesmente acabam pela imposição ou dinamização das mãos passando ao assistente toda ou parte daquela energia inferior que carregam.
Na Umbanda, o uniforme do médium, ou está no vestiário do terreiro, e portanto dentro do cinturão de defesa do mesmo, ou está em casa sendo lavado ou passado, longe do contato direto com as forças deletérias.


As Vestes
As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranqüilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).
O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos muito grande. Alem disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo) é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

O Pano de Cabeça (Torço) - É feito a partir de um pano chamado ojá (a palavra significa “faixa de pano”), de tamanho variável. Existem vários formatos de torço, que podem ter significados diferentes. Por exemplo: o torço com duas pontas (orelhas) significa orixá feminino enquanto o torço com uma ponta só simboliza orixá masculino.

Serve tanto para proteger a coroa do médium conta as energias mais pesadas, como também representa um sinal de respeito dentro de um determinado ritual.

A Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,80 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando estes incorporam Obaluaiê.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:
Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.
Exus: Roupas, lenços, chapéus, jóias, capas, etc.
Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.
Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.
Estas peças de roupa serão autorizadas pela dirigente ou pelos guia chefe da casa.


Os Pés Descalços

O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.
Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.
É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.
Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.
Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os "pés descalços" eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.
Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da "conquista" dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).
Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.
Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.
No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.
Brincos, Pulseiras Etc.
Certamente tal tema deixará de "cabelos em pé" parte da coletividade feminina que atua como médium nos vários Templos de Umbanda.

É cientificamente comprovado que dentre as matérias tangíveis encontradas em nosso planeta, os metais (ouro, prata, bronze etc.) constituem-se em substâncias de grande poder magnético atrativo (capacidade de atrair, conduzir e/ou condensar em seu corpo energias dos mais diferentes níveis e tipos).

O importante é que, com esta informação em mente, é bem fácil deduzir-se o que pode ocorrer a um médium que se apresenta como um autêntico cabide de bijuterias ambulante.
É fato que nos trabalhos mediúnico-espirituais, estando incorporados ou não, quase sempre enfrentamos forças de baixo teor vibratório (kiumbas, Formas-Pensamento negativas etc.) que acompanham e turbam a vida de muitas pessoas. Estas, ao serem conduzidas ou procurarem o auxílio de um Templo Umbandista, para verem dissipadas as causas e os efeitos de tais assédios, apresentam seu campo áurico (Aura - Campo Energético) e perispiritual (Corpo Astral) completa ou parcialmente contaminados pelos fluidos hostis das forças supracitadas.

Não obstante os obsessores serem doutrinados e/ou detidos e encaminhados a prisões astrais, e as formas-pensamento serem desintegradas, durante todo o trabalho de assepsia espiritual, resíduos magnéticos destas individualidades tendem a agregar-se aos metais mais próximos, inundando-os com fluidos nocivos, neste caso, os metais que o intermediário utiliza.

Muitos podem estar se perguntando qual o papel das entidades espirituais nesta situação. Bem, elas fazem a parte que lhes compete, cruzando e defumando as guias dos médiuns, solicitando somente o uso de vestimenta branca (cor branca - função refletora/repulsora de eletromagnetismo nocivo), banhos de mar e cachoeira, banhos com ervas, defumações especiais no templo, e uma série de outras providências salutares ao seu "aparelho".

No entanto, será que há preocupação em se fazer a assepsia de brincos, pulseiras, cordões e outras bijuterias, como colocá-las em um recipiente de barro com água e sal grosso? é claro que não!!!. O que acontece então? paulatinamente tais adereços vão sendo encharcados por cargas densamente negativas, que acabam por jorrar no próprio médium.

Na Umbanda possuímos recursos não só repressivos, mas também preventivos para lidarmos com certas circunstâncias. Não custa nada ao médium, principalmente do sexo feminino, antes de começar o labor caritativo, tirar e guardar os metais que ora utiliza, evitando com isto eventuais efeitos danosos a sua constituição espírito-física.

Os únicos adereços que podem ser usados nas sessões, são os indicados pelas entidades e alianças (casamento, noivado ou compromisso).



Obs.: Caso o autor desse texto, tenha interesse em divulgar sua autoria, favor entrar em contato.

sábado, 1 de junho de 2013

CALUNGA PEQUENA (CEMITÉRIO) – O CAMPO SANTO -> COMO PROCEDER




CALUNGA PEQUENA (CEMITÉRIO) – O CAMPO SANTO -> COMO PROCEDER


Aqueles que acreditam nas forças da natureza e no poder dos Orixás sempre que adentram em um santuário da natureza devem prestar respeito e reverência; seja ao entrar na mata, diante da cachoeira, à beira da praia, frente às ondas do mar, no sopé de uma montanha e mesmo no campo santo, morada de tantos espíritos – no portal dos mundos.

O médium de Umbanda ao entrar na Calunga Pequena, isto é, no Cemitério, deve pedir licença ao pai Omolú, em primeiro lugar, depois a Ogum Megê e, finalmente, ao exu guardião daquele local para que, ao sair dali, a pessoa possa voltar em paz para seu lar sem levar energias pesadas ou carregar espíritos sofredores.

Se sabemos que há habitantes neste local, temos, até por educação, que entrar com cuidado e respeito. Alguns utilizam guias de aço, guias contra-egum, não só em cemitérios, mas em outros locais de energias pesadas, como os hospitais.

Porém, o fato de absorvemos miasmas do ambiente ou sermos seguidos por espíritos sofredores ou obsessores pode ou não acontecer, dependendo de como estivermos vibrando, já que somos poderosos atratores de energias afins; de modo que nossos pensamentos elevados e o teor vibratório de nossos espíritos, além do poder da oração, não permitirão que levemos para casa as energias mais densas.

Pai Omolú é considerado na Umbanda como o Orixá da saúde e chefe da falange dos mortos. Socorre nos casos de doenças, protege os hospitais e intui os médicos, além de auxiliar o desprendimento do espírito na sua libertação da veste carnal. Encaminha a alma dos recém-desencarnados, enquanto se utiliza dos fluídos que se evolam do corpo físico para trabalhos de magia. Daí a sua ligação com os cemitérios e cruzeiros, onde se condensam vibrações desse gênero.

Alguns consideram Omolú e Obaluaê o mesmo Orixá. Há, também, pais de santo que enfatizam algumas diferenças. A maioria considera que Omolú é a forma mais idosa do Orixá e Obaluaê a forma mais jovem. Ele, na linha da geração, forma um par energético, magnético e vibratório com a nossa amada mãe Iemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.

Fazendo um entrecruzamento com Omolú, Ogum Megê trabalha na linha das Almas, comandando a energia de Ogum dentro da Calunga pequena. Vibrando com Omolú, o sr. Ogum Megê é o disciplinador das almas insubmissas. Está presente nos assuntos relativos a desmanche de magia. É colaborador de Iansã. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando com a linha das Almas.

Quando se fala em linha das Almas também se refere àqueles espíritos iluminados, que se preocupam com a cura dos males físicos e espirituais junto aos pretos e pretas velhos.

Quando citamos a saudação ao exu da Calunga Pequena ele será da grande falange de seu exu Caveira, onde estão outros exus e suas respectivas falanges: exu João Caveira, Tata Caveira, exu Caveira, pomba gira Rosa Caveira, pomba gira Rainha do Cemitério, dentre outros. Alguns ainda citam exu Pemba, exu Brasa, exu Carangola, exu Pagão, exu Arranca Toco e exu do Lodo (também ligado a Nanã).

Os exus Caveiras tratam da proteção direta dos encarnados, nos assuntos do dia a dia, daqueles que são filhos de Omolú. São extremamente rigorosos, não admitindo deslizes morais, pois daí se afastam ou castigam. Mas também protegem e acompanham seus filhos por todos os caminhos, quando eles trabalham na mediunidade, no resgate das almas.

Os exus Caveiras também estão sempre de guarda nas campas, impedindo o vampirismo e o roubo de energias que ainda possam existir nos recém-desencarnados – para evitar o seu uso na magia negra e em formas de pensamentos materializados que o poder das trevas usa para corromper e espalhar o mal. Sua luta é infindável, mas também eles são incansáveis.


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