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Annapon ( escritora e blogueira )

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pontos Riscados na Umbanda




por Mãe Mônica Caraccio site Minha Umbanda


Axééé pessoal… Semanas atrás ministrei uma agradável e importante aula sobre pontos e pembas na Umbanda. Muitas coisas foram faladas, muitos saberes foram compartilhados e mais uma agraciável tarde de domingo passou rapidamente.

Com tantas informações e reflexões concordamos, os alunos e eu, o quanto o conhecimento é valoroso para a Umbanda, para nós dentro da Umbanda e ainda para os outros que da Umbanda se beneficiam. Além disso, acordamos que aquelas algumas horas de domingo foram poucas diante de tanto.

Assim, como prometido e na esperança de compartilhar alguns conhecimentos a milhares e mais milhares de pessoas que estão sempre me acompanhando pelo blog, segue aquele material que, mesmo falado em aula, não está incluso na apostila (lembram?).

Pois bem, vejam que valoroso os fundamentos de nossa Umbanda e como é importante o bom e coerente estudo:

Os pontos riscados firmados pelos Guias Espirituais na Umbanda têm várias funções, significados e ativam múltiplas ações, forças e energias. Eles podem abrir e fechar portas ou portais; trazer ou repelir energias; ativar ou desativar forças astrais e da natureza, e muito mais. Para a Umbanda um ponto riscado é Poder em Ação, isso compromete, penso eu, a responsabilidade do médium que, em presença de tanto, deve ser levada em consideração.

Os pontos são escritas mágicas sagradas compostos por signos, símbolos, movimentos, cores e direções específicas que podem ser traçados com pedaços de tijolo ou carvão além da pemba, elemento valiosíssimo para a Umbanda de grande poder energético, vibracional e sacramental.

Entendam: A pemba (minério + vegetal + água) é um mineral que emite uma energia harmonizadora e equilibradora, sua vibração tem coloração branca, é passiva e sutil. O tijolo (terra + água + fogo) emite uma energia ativa e energética, é vermelha, vibrante e potente. Já o carvão (vegetal carbonizado + fogo) propicia uma energia absorvedora e anuladora, sua vibração é de extinção e tem uma coloração negra.

Levar em consideração os pontos cardeais nos pontos riscados também faz toda a diferença quando pensamos na responsabilidade e na grandiosidade disso tudo. Faço essa afirmativa por ponderar a natural energia etérica produzida pelos pontos cardeais que, ao serem somatizadas pelos signos, símbolos, movimentos, cores e direções dos pontos riscados potencializam consideravelmente a força e o poder realizador e magístico do ponto, consequentemente sua ação sobre nós e sobre o plano astral.

Vejam, o Norte e Sul são zonas de Entrada, o Leste e o Oeste são de Saídas. Parecem tolas essas colocações, porém pensando em energia, ritmo, movimento, necessidades, poder e ação, um médium despreparado pode, por exemplo, riscar signos e símbolos que expressam amor, prosperidade ou equilíbrio nas zonas de saída. Um “simples” e até “inocente” ato que provocará desajustes consideráveis, não acham?

E não para por aí, o ponto Norte representa o oculto, o ritual, o protetor e o nutridor. Condiz com a energia de Trabalho enquanto o Nordeste se relaciona com Espiritualidade. O Leste representa o protetor, novos crescimentos e aprendizados. Condiz com a energia de Família e Saúde enquanto oSudeste se relaciona com Prosperidade. O Sul representa a felicidade, alegria e esperança. Condiz com a energia de Sucesso enquanto o Sudoeste se relaciona com Relacionamentos. E o ponto Oesterepresenta o combate, a força, a potência e a rapidez. Condiz com a energia da Criatividade enquanto oNoroeste se relaciona com a energia de Amizade.

É comum também vermos elementos como água, ervas, pedras e velas dentro ou entorno dos pontos riscados. Vale saber que, cada um desses elementos solicitados e firmados pelos Guias espirituais em locais e de formas específicas produzem determinadas energias simbolizando algumas vibrações que, com certeza, vão além dessas poucas informações ou ainda, de nossos olhos. Portanto, aproveitem esses conhecimentos que coloco abaixo, mas não se limitem, ok?!!! Como sempre afirmo: “É só o começo.”

ELEMENTOS usados nos pontos:
Água – simboliza a Vida e o Alimento; sua energia lava e conduz.
Erva – simboliza o Renascimento e a Esperança; sua energia cura, apazígua e concentra.
Pedra – simboliza Certeza e Concretização; sua energia cura, traz racionalidade e sensatez.
Vela – simboliza o espírito Vivo que Purifica, Ilumina, Fortalece e Impulsiona, sua energia transmuta, limpa, energiza, alivia e aquece.

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Bom, espero que essas poucas informações tenham expressado o quanto o estudo deve ser somado à prática e à dedicação mediúnica na Umbanda e o quanto o estudo responsável combina perfeitamente com um Bem Maior.

Espero também que o bom senso e o lado bom de cada ser humano supere qualquer intenção negativa a fim de florescer o discernimento e a responsabilidade pelos atos.

Enfim, peço desculpa aos alunos pela demora deste material, mas estava, entre tantos afazeres do cotidiano, trabalhando na diagramação e editoração de nosso jornal… axééééé… conto com novos encontros e com novas, importantes e encantadoras oportunidades…


OBS.:

Discordo desse trecho:

"Vejam, o Norte e Sul são zonas de Entrada, o Leste e o Oeste são de Saídas. Parecem tolas essas colocações, porém pensando em energia, ritmo, movimento, necessidades, poder e ação, um médium despreparado pode, por exemplo, riscar signos e símbolos que expressam amor, prosperidade ou equilíbrio nas zonas de saída. Um “simples” e até “inocente” ato que provocará desajustes consideráveis, não acham?"

Discordo porque, teoricamente, todo médium que risca ponto está incorporado. E, se está incorporado por uma entidade, não pode se responsabilizar pelo ponto traçado pela entidade que, naquele momento, usa a pemba para realizar ação especifica. Com isso não quero dizer que o médium não tenha responsabilidade, mas sim que é parceiro do espirito, porém, quem risca o ponto é a entidade. O médium é apenas instrumento.
Se por ventura, a entidade riscar, segundo a teoria acima, símbolo de equilíbrio, na saída, talvez seja porque, às vezes, é preciso desequilibrar para que se retorne ao eixo. Só para refletir.
Annapon

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