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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

AGANJU é o Orixá da terra inculta, Senhor do Vulcão, o Senhor das Cavernas, O Barqueiro Divino.




AGANJU é o Orixá da terra inculta, Senhor do Vulcão, o Senhor das Cavernas, O Barqueiro Divino.

Aganju é um doador de força e de saúde. Aganju é o transportador da carga (os ombros e as costas pertencem a Aganju) é o defensor dos menos favorecidos, oprimidos e escravizados. Há quem diga que Aganju não é um Orisa, mas sim uma força de vida que supera os obstáculos e faz o impossível. Aganju fornece acesso ao reino do desconhecido, as profundezas do qual o mundo foi e é criado, (Okun, “A obscuridade”, o reino de Olokun). Aganju é o governnte que proporciona acesso a todas as áreas inexploradas, inacessiveis. Aganju é o governante que proporciona acesso a climas hostis e potencialmente hostil à existência humana deserto, floresta, Ártico, Antártico, a altura das montanhas, grutas, cavernas, abismos,minas, etc. Aganju pode ser traduzido como: Agan = estéril, ju = deserto, ou mais precisamente como: local desconhecido, inexplorado, desabitado. Todos os lugares onde só os mais cordiais e / ou sobrevivem pessoas melhor preparadas. Aganju se encontra nas profundezas do oceano, nas profundezas do espaço, na energia que não foi explorada, na compreensão da mente e da emoção. Aganju é o guardião o canal através do qual profundidades inexplicáveis das emoções humanas são vividas e expressas, (boca e garganta são Aganju). Obscuro, intestino com distúrbio doloroso, absurdo e irracional, medos paralisantes são do ambito de Aganju, é através de Aganju que aprendemos a super nossos medos. Quentes emoções perigosas, mortal, incontrolados e incontroláveis é Aganju; e por meio de Aganju que aprendemos a canalizar e redirecioná-las. Aganju tem uma estreita relação com Oxun. Eles estão ligados de diversos modos: pela emoção Aganju é a profundidade da emoção em estado bruto, encarnação grosseiro rude. Enquanto Oxun é a profundidade da emoção em sua comovente, doce / amargo doce encarnação. Aganju explora, supera e vence o rio acima, Osun promove o comércio e as relações sociais, pelos mesmos meios. Aganju supera barreiras e obstáculos para ver o que está do outro lado. Osun planta a cultura e traz à luz da civilização. Aganju é o proprietário do rio. E o deu para Osun. Houve um tempo em que Osun não tinha lugar para viver. Nenhum outro ORISA lhe ajudaria. Aganju viu que Osun necessitava de ajuda. Então ele deu o rio a ela como lar. Aganju é a abertura a novas possibilidades inexploradas, inesperado. Aganju é a abertura do todas as riquezas do mundo. As riquezas minerais de minas terrestres e a mineração de todos os tipos pertencem a Aganju (mas é através da tecnologia de Ogun que a humanidade pode acessá-la e buscá-la). Aganju é o desafio, a luta de impedir, e desejo que leva para superá-los. Aganju é primordial e não - o homem do fogo de todos os tipos, o Sol e outras estrelas e cometas. Um dos nomes do louvor a Aganju é Irawo, que pode ser traduzido como uma estrela. O fogo nas entranhas da terra, geotérmica, gêiseres, fontes termais, etc. Vulcões (Oke onine, Montanhas de Fogo) é um símbolo importante de Aganju.
Vulcões, conforme definido pelo World Book Encyclopedia são aberturas "terra superfície através da qual os gases de lava quente e fragmentos de rocha explodem.
¹....Os mitos o descrevem como “O Gigante entre os Òrìsà... seria filho de Oro Iná divindade que em algumas regiões esta considerado como uma divindade masculina e em outras femininas, cujo o qual habita as câmera de magmas, situadas no interior da crosta terrestre... Os antigos o descrevem como “O Temível entre todos”... Divindade de caráter forte, tempestuoso, colérico e belicoso... As forças da natureza que lhe pertencem são representações de sua tremenda energia, como a potência dos rios que dividem territórios, a lava vulcânica que percorre a crosta terrestre, os terremotos e o impulso que faz a Terra girar em torno de seu eixo... Recebe o título de Òkèrè ao tornar-se esposo de Yemoja... Aganjú representando os raios solares, Olókun as águas salgadas e Olósa as águas doces, celebram um pacto entre eles, em manter o equilíbrio da atmosfera do planeta, afim de que seja possível o ciclo vital de todos os seres... Aganjú foi o quarto Aláàfin Óyó, embora existam mitos que o descrevem que ele reinou em Sakí, cidade vizinha de Ìséyìn a noroeste de Òyó... O reinado de Aganjú foi longo e próspero... Ele tinha o dom de domar animais selvagens e as serpentes venenosas... Dentro de seu palácio mantinha um Ekún – Leopardo, seu animal de estimação, sobretudo o simbolo da coragem, que costumara encostar seus pés como se fosse uma esteira, daí recebendo o epíteto de Ekùn Olóju Iná – Leopardo dos olhos de fogo e Ekún f'eninjú tànná – Leopardo de olhos fulgurantes... Foi o primeiro a agregar o patio na parte da frente de detrás do palácio para a celebração de ritos... Embelezou todo o palácio, ornamentou postes esculpidos em bronze, assim originando o costume de colocar colgantes (pingentes) como adornos de acordo com a ocasião festiva, contudo sendo um soberano de gostos muitos refinados...(¹parte do texto escrito por Baba Guido)
Foi o terceiro orixá designado para vir para a Terra, Aganju é uma divindade primordial. Aganju é a força que, como o Sol, que é um de seus símbolos, é essencial para o crescimento, assim como um cultivador das civilizações. Como o vulcão com que é associado, ele forma a base sobre a qual as sociedades são construídas. Nos mitos, Aganju é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões. Do consórcio de Obatalá, o céu, com sua esposa, a terra, nasceram dois filhos: Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Da união com Aganju, Iemanjá deu à luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu. AGANJU NÃO É UM SANGÒ, MAS FOI INCLUSO AOS CULTOS NO CANDOMBLÉ COMO UM XANGÔ, ELE É O DEUS DOS VULCÕES E MONTANHAS E É UM ORIXÁ PRESENTE NA CRIAÇÃO DA TERRA,


Baba Guido

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Série Umbandas dentro da Umbanda



fonte: http://registrosdeumbanda.wordpress.com/as-umbandas-dentro-da-umbanda/



As Umbandas dentro da Umbanda


Após pouco mais de 100 anos de fundação da Umbanda pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, essa religião cresceu e se diversificou, dando origem a diferentes vertentes que têm a mesma essência por base: a manifestação dos espíritos para a caridade.

O surgimento dessas diferentes vertentes é conseqüência do grau com que as características de outras práticas religiosas e/ou místicas foram absorvidas pela Umbanda em sua expansão pelo Brasil, reforçando o sincretismo que a originou e que ainda hoje é sua principal marca.

Embora essa classificação tenha sido elaborada por mim (ela não é fruto de um consenso entre os umbandistas e nem é adotada por outros estudiosos da religião), a mesma revela-se uma forma útil de condensar as diferentes práticas existentes, possibilitando um melhor estudo das mesmas.
Umbanda Branca e Demanda

Outros nomes: É também conhecida como: Alabanda; Linha Branca de Umbanda e Demanda; Umbanda Tradicional; Umbanda de Mesa Branca; Umbanda de Cáritas; e Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por Pai Antônio e Orixá Malê, através do seu médium, Zélio Fernandino de Morais (10/04/1891 – 03/10/1975), surgida em São Gonçalo, RJ, em 16/11/1908, com a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Foco de divulgação: O principal foco de divulgação dessa vertente é a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Orixás: Considera que orixá é um título aplicado a espíritos que alcançaram um elevado patamar na hierarquia espiritual, os quais representam, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. É pelos seus encargos comparável a um general: ora incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros. Acredita que existam 126 orixás, distribuídos em 06 linhas espirituais de trabalho. Os altos chefes de cada uma dessas seis linhas recebem o nome de um orixá nagô, embora não sejam entendidos como nas tradições africanas, existindo uma forte vinculação deles aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui os espíritos que se apresentam como Crianças), de Iemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Iansã e de Santo ou das Almas (onde inclui as almas recém-desencarnadas, os exus coroados, os exus batizados e as entidades auxiliares).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e Crianças e não há giras para Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Malandros, Exus e Pombagiras.

Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; e “O Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda”.



Umbanda Kardecista
Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda de Mesa Branca; Umbanda Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente com forte influência do Espiritismo, geralmente praticada em centros espíritas que passaram a desenvolver giras de Umbanda junto com as sessões espíritas tradicionais. É uma das mais antigas vertentes, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos Orixás nem aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Nesta vertente não é utilizada essa forma de agrupar as entidades.

Entidades: Os trabalhos de Umbanda são realizados apenas por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e, mais raramente, Crianças.

Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e não são encontrados o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; “O céu e o inferno”; e “A gênese”.
Umbanda Mirim

Outros nomes: É também conhecida como: Aumbandã; Escola da Vida; Umbanda Branca; Umbanda de Mesa Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo Mirim através do seu médium Benjamin Gonçalves Figueiredo (26/12/1902 – 03/12/1986), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 13/03/1924, com a fundação da Tenda Espírita Mirim.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: a Tenda Espírita Mirim (matriz e filiais); e o Primado de Umbanda, fundado em 1952.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e de Yofá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as) e Crianças e não há giras para Exus e Pombagiras, uma vez que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca com pontos riscados bordados é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de fumo, defumadores e a imagem de Jesus Cristo nos trabalhos, porém as guias, velas, bebidas, atabaques e demais imagens não são usados nas cerimônias, havendo o uso de termos de origem tupi para designar o grau dos médiuns nelas.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Okê, Caboclo”; “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; e “O evangelho segundo o Espiritismo”.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pontos Riscados na Umbanda




por Mãe Mônica Caraccio site Minha Umbanda


Axééé pessoal… Semanas atrás ministrei uma agradável e importante aula sobre pontos e pembas na Umbanda. Muitas coisas foram faladas, muitos saberes foram compartilhados e mais uma agraciável tarde de domingo passou rapidamente.

Com tantas informações e reflexões concordamos, os alunos e eu, o quanto o conhecimento é valoroso para a Umbanda, para nós dentro da Umbanda e ainda para os outros que da Umbanda se beneficiam. Além disso, acordamos que aquelas algumas horas de domingo foram poucas diante de tanto.

Assim, como prometido e na esperança de compartilhar alguns conhecimentos a milhares e mais milhares de pessoas que estão sempre me acompanhando pelo blog, segue aquele material que, mesmo falado em aula, não está incluso na apostila (lembram?).

Pois bem, vejam que valoroso os fundamentos de nossa Umbanda e como é importante o bom e coerente estudo:

Os pontos riscados firmados pelos Guias Espirituais na Umbanda têm várias funções, significados e ativam múltiplas ações, forças e energias. Eles podem abrir e fechar portas ou portais; trazer ou repelir energias; ativar ou desativar forças astrais e da natureza, e muito mais. Para a Umbanda um ponto riscado é Poder em Ação, isso compromete, penso eu, a responsabilidade do médium que, em presença de tanto, deve ser levada em consideração.

Os pontos são escritas mágicas sagradas compostos por signos, símbolos, movimentos, cores e direções específicas que podem ser traçados com pedaços de tijolo ou carvão além da pemba, elemento valiosíssimo para a Umbanda de grande poder energético, vibracional e sacramental.

Entendam: A pemba (minério + vegetal + água) é um mineral que emite uma energia harmonizadora e equilibradora, sua vibração tem coloração branca, é passiva e sutil. O tijolo (terra + água + fogo) emite uma energia ativa e energética, é vermelha, vibrante e potente. Já o carvão (vegetal carbonizado + fogo) propicia uma energia absorvedora e anuladora, sua vibração é de extinção e tem uma coloração negra.

Levar em consideração os pontos cardeais nos pontos riscados também faz toda a diferença quando pensamos na responsabilidade e na grandiosidade disso tudo. Faço essa afirmativa por ponderar a natural energia etérica produzida pelos pontos cardeais que, ao serem somatizadas pelos signos, símbolos, movimentos, cores e direções dos pontos riscados potencializam consideravelmente a força e o poder realizador e magístico do ponto, consequentemente sua ação sobre nós e sobre o plano astral.

Vejam, o Norte e Sul são zonas de Entrada, o Leste e o Oeste são de Saídas. Parecem tolas essas colocações, porém pensando em energia, ritmo, movimento, necessidades, poder e ação, um médium despreparado pode, por exemplo, riscar signos e símbolos que expressam amor, prosperidade ou equilíbrio nas zonas de saída. Um “simples” e até “inocente” ato que provocará desajustes consideráveis, não acham?

E não para por aí, o ponto Norte representa o oculto, o ritual, o protetor e o nutridor. Condiz com a energia de Trabalho enquanto o Nordeste se relaciona com Espiritualidade. O Leste representa o protetor, novos crescimentos e aprendizados. Condiz com a energia de Família e Saúde enquanto oSudeste se relaciona com Prosperidade. O Sul representa a felicidade, alegria e esperança. Condiz com a energia de Sucesso enquanto o Sudoeste se relaciona com Relacionamentos. E o ponto Oesterepresenta o combate, a força, a potência e a rapidez. Condiz com a energia da Criatividade enquanto oNoroeste se relaciona com a energia de Amizade.

É comum também vermos elementos como água, ervas, pedras e velas dentro ou entorno dos pontos riscados. Vale saber que, cada um desses elementos solicitados e firmados pelos Guias espirituais em locais e de formas específicas produzem determinadas energias simbolizando algumas vibrações que, com certeza, vão além dessas poucas informações ou ainda, de nossos olhos. Portanto, aproveitem esses conhecimentos que coloco abaixo, mas não se limitem, ok?!!! Como sempre afirmo: “É só o começo.”

ELEMENTOS usados nos pontos:
Água – simboliza a Vida e o Alimento; sua energia lava e conduz.
Erva – simboliza o Renascimento e a Esperança; sua energia cura, apazígua e concentra.
Pedra – simboliza Certeza e Concretização; sua energia cura, traz racionalidade e sensatez.
Vela – simboliza o espírito Vivo que Purifica, Ilumina, Fortalece e Impulsiona, sua energia transmuta, limpa, energiza, alivia e aquece.

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Bom, espero que essas poucas informações tenham expressado o quanto o estudo deve ser somado à prática e à dedicação mediúnica na Umbanda e o quanto o estudo responsável combina perfeitamente com um Bem Maior.

Espero também que o bom senso e o lado bom de cada ser humano supere qualquer intenção negativa a fim de florescer o discernimento e a responsabilidade pelos atos.

Enfim, peço desculpa aos alunos pela demora deste material, mas estava, entre tantos afazeres do cotidiano, trabalhando na diagramação e editoração de nosso jornal… axééééé… conto com novos encontros e com novas, importantes e encantadoras oportunidades…


OBS.:

Discordo desse trecho:

"Vejam, o Norte e Sul são zonas de Entrada, o Leste e o Oeste são de Saídas. Parecem tolas essas colocações, porém pensando em energia, ritmo, movimento, necessidades, poder e ação, um médium despreparado pode, por exemplo, riscar signos e símbolos que expressam amor, prosperidade ou equilíbrio nas zonas de saída. Um “simples” e até “inocente” ato que provocará desajustes consideráveis, não acham?"

Discordo porque, teoricamente, todo médium que risca ponto está incorporado. E, se está incorporado por uma entidade, não pode se responsabilizar pelo ponto traçado pela entidade que, naquele momento, usa a pemba para realizar ação especifica. Com isso não quero dizer que o médium não tenha responsabilidade, mas sim que é parceiro do espirito, porém, quem risca o ponto é a entidade. O médium é apenas instrumento.
Se por ventura, a entidade riscar, segundo a teoria acima, símbolo de equilíbrio, na saída, talvez seja porque, às vezes, é preciso desequilibrar para que se retorne ao eixo. Só para refletir.
Annapon

sexta-feira, 17 de maio de 2013

ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO






ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO

Animismo e mistificação são aspectos da mediunidade que são facilmente confundidos quando estudados ou mesmo vividos, apesar de animismo significar interferência na mediunidade. Mesmo assim precisamos separar o joio do trigo, para que médiuns de boa índole não sejam confundidos com outros, digamos, não tão sérios e responsáveis.

Animismo vem do latim, anima e significa alma, e é na alma que o homem guarda todas as informações já vividas anteriormente. A mente humana é um grande arquivo e este arquivo pode ser aberto a qualquer momento pelo médium, inclusive quando estiver incorporado. Quando trabalhamos com a mediunidade, mexemos com camadas profundas da mente que normalmente não utilizamos no cotidiano e isso precisa ser esclarecido.

O animismo, felizmente, ocorre apenas numa pequena parcela da mediunidade, menos de 10%, e é ele quem dá o colorido a mensagem que o guia está transmitindo quando incorporado, pois na incorporação, invariavelmente, existem aspectos da psique do médium. Isso, sem dúvidas caracteriza interferência do médium no fenômeno da incorporação, porem, não significa que ele esteja mistificando, pois uma mensagem poderá ser transmitida de várias formas sem que perca a sua essência, verdade e objetivo.

Agora, quando o animismo abrange os 100% da "incorporação, ai sim, temos um sério problema. Neste caso, não é o guia quem exprime suas verdades e vontades, pois se quer ele está ali incorporado naquele instante, mas sim o médium é quem está mistificando, usando de uma suposta mediunidade para expressar as suas necessidades e tirar algum tipo de proveito com isso, se fazendo passar por um caboclo, preto velho, exú etc. Isso é mistificação. Na verdade, qualquer incorporação que não exprima somente a mensagem do guia, imperando a do médium, pode ser considerada uma mistificação. O que é permitido e normal na incorporação são nuances da personalidade do médium, pois estas estão incutidas no seu próprio espírito assim como no seu subconsciente material.

A mistificação é bem mais comum do que se possa imaginar, basta vermos quantos médiuns que em nome da Umbanda e dos orixás cobram consultas e trabalhos. Umbanda não cobra por qualquer tipo de trabalho ou mesmo por consultas, pois trabalho na Umbanda é sinônimo de caridade e eu, não conheço caridade que possa ser cobrada, pois do contrário não chamaríamos de caridade, mas de comercio de serviços.

Como acabamos de verificar, o animismo faz parte, digamos assim, dos mecanismos da mediunidade e de incorporação. É ele o motivador da insegurança que o médium sente quando inicia o seu desenvolvimento, deixando a dúvida de quem, se ele ou o guia, é quem estão agindo no momento da incorporação.
Fique tranquilo médium de Umbanda, a sua mediunidade é consciente e isso não caracteriza que você faça parte de algum grupo de risco. Quem está em risco na verdade, são aqueles dirigentes que insistem em não aceitar e ensinar a verdadeira missão da Umbanda e da mediunidade para os filhos de suas correntes.

O médium precisa de asas fortes para que possa evoluir através da Umbanda e para isso, suas asas precisam ser alimentadas constantemente com as energias do saber.

Pai Alberto

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os Xamãs



Os xamãs foram os primeiros professores, profetas, contadores de histórias, artistas místicos e investigadores da natureza. Tinham desenvolvidas no mais alto grau as suas capacidades mentais e aplicavam o conhecimento intuitivo animal, que reside em nosso sistema límbico - área primitiva do cérebro conectada com a memória animal, que diz respeito à mente pro lógica. Daí o xamã trabalhar com seus animais de poder, que são seres espirituais que lhe protegem e servem, manifestações da sua outra identidade, e que podem ser descobertos por todas as pessoas em seu mundo interno.

Na jornada às outras dimensões os xamãs tem os seus animais como seus cúmplices e as plantas de poder como seus agentes secretos; a percepção aguda dos seus animais auxiliares permite-lhe rastrear a enfermidade do paciente, e o vínculo com os seres vegetais lhe empresta o poder da cura. Para eles só existem os limites da imaginação.

A natureza é a sua grande aliada, e nela todos os seres são vivos e podem agir com finalidade certa. Afinal, almas e espíritos animam todas as coisas do universo por obra do sagrado.

O neófito é o possuidor de uma vocação xamânica, normalmente aflorada em meio a alguma espécie de crise, de prova, que simboliza o seu chamado. A tradição é repleta de histórias que narram o processo de iniciação ritual na arte do xamanismo, sendo muito conhecida a de Carlos Castañeda com seu mestre Dom Juan. O indivíduo com o destino de ser um xamã deve voltar sua sensibilidade para o misticismo, e para isso a realidade se encarrega de defrontá-lo com o sentido profundo da vida. Muitas vezes isso acontece com o surgimento de uma doença, que o futuro xamã conseguirá superar, vivendo o arquétipo junguiano do "curador ferido" - sua morte simbólica para o renascimento em outra consciência.

A entrada no transe que conduz à viagem xamânica exige uma alteração do estado de consciência. Nesse processo, o som, a dança, o canto e os objetos de poder vão criar os estímulos para isso. Com a consciência alterada, o xamã recebe impressões inacessíveis aos sentidos comuns, penetra na dimensão astral, em outros mundos. Esses mundos não são artificiais, mas tão reais quanto o mundo comum; artificiais podem ser os meios para se chegar até eles. A ciência tem estudado a natureza do transe xamânico, constatando a superioridade de certos estados de consciência alterada sobre o estado de consciência comum em que vivemos a maior parte do tempo.

A abordagem holística que caracteriza a cultura aquariana emergente tem conciliado com grande felicidade o terapêutico e o espiritual, o tradicional e o contemporâneo. Muitas técnicas multimilenares do xamanismo estão retornando ao presente, expressando-se na psicologia e em diversas modalidades de terapias alternativas, com a criatividade típica desse conhecimento arcaico. E a criatividade é uma condição essencial para o resgate do nosso ser original, para enfrentarmos - como bons xamãs modernos - a morte ritual do pequeno ego que nos fará renascer inteiros.






fonte :Xamanismo - facebook -

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ESTUDO.........XAMANISMO




ESTUDO.........XAMANISMO

O que é Xamanismo, ser um Xamã e os benefícios da cura Xamânica?
Conectando-se com os 4 elementos: Terra, Fogo, Água e Ar.
Ele ......XAMÃ.....traduz de forma clara e curadora a voz destes elementos aqui na Terra, revelando os registros da sabedoria ancestral para que possam ser utilizados em processos de auto cura e direcionamento espiritual
. Portanto ser um Xamã é estar apto a ser um instrumento de serviço, exclusivamente ligado as leis naturais utilizando-se de práticas ritualísticas onde o poder e a força destes elementos se materializam orientando
O buscador que esta consciente de seus conflitos internos e sua trilha pessoal, para que então ele possa fazer suas escolhas com uma maior clareza, quando forem relembradas as antigas e sábias questões:
Quem sou eu?
Que faço da minha vida agora?
Para onde estou indo?

Em prática os benefícios trazidos por essa filosofia são infindáveis, mas poderão ser citados os seguintes:

Nível físico: anti-stress, reeducação alimentar, postural, redução de nódulos de bloqueio, alinhamento dos chakras, purificação da respiração, vitalidade e disposição.

Nível emocional: resgate da auto estima, libertação de sentimentos nocivos tais como: raiva, mágoa, vingança, etc.
E, exercício cotidiano para redescobrir o amor próprio.

Nível Mental: limpeza de pensamentos negativos causadores de doenças, acordando velhos talentos adormecidos, resgate de memórias da sabedoria ancestral trazido no DNA de cada um.

Nível Espiritual: falar e sentir Deus através das árvores, pássaros, tomando banho de cachoeira, brincar na brisa suave, ver o sol, as estrelas.
Um convite a fazer uma conexão direta com a espiritualidade guiados pela mestra Mãe Natureza

Trazido de uma tradição milenar primitiva, herdada de avós para netos que une a sabedoria ancestral com a força sagrada dos quatros elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água

. A terapeuta Xamã se coloca como instrumento a ser guiado pela energia
Possuem o poder de curar a nível celular as memórias e as cicatrizes trazidas nos corpos: mental, emocional, espiritual e físico do buscador.

É todo ele conduzido por um ritual que seguindo a tradição é chamado de “Pajelança” (ritual de cura indígena), utilizando instrumentos sem contra indicação, já que, trata-se de um tratamento energético muito simples e natural e sua função é de purificar o corpo como um todo, realizando uma limpeza dos chakras, células, ossos, memórias de modo que, qualquer energia mal qualificada, negativa ou cordões energéticos que possam estar impedindo o livre e saudável caminhar do buscador, possam ser eliminados de maneira tranquila e objetiva.

Além da celebração que realizamos com orações de gratidão pelo mês vivido e o que virá, oramos pelo planeta, por toda a humanidade e focamos a nós mesmos num processo de auto conhecimento oportunizando as revelações, o repouso, o reencontro e tantas outras oportunidades subjetivas que só os corações sabem decifrar.



AKÁ!... FORÇA DIVINA

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIENCIA III


  

DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA III

Numerosos ensinamentos espirituais nos dizem para abandonar o medo e o desejo. Mas, em geral esses métodos espirituais não atingem esse objetivo. Não chegam à verdadeira causa do distúrbio. Medo,cobiça e desejo de poder não são os fatores causais supremos. Tentar ser uma pessoa boa ou melhor parece algo recomendável e evoluído a fazer; ainda assim, não é um empreendimento que alguém consiga realizar com total sucesso, a não ser que ocorra uma mudança em sua consciência.

Ninguém se torna bom tentado ser bom, e sim encontrando a bondade que já existe dentro de si mesmo e permitindo que ela sobressaia. No entanto essa qualidade só se distingue quando algo fundamental muda no estado de consciência da pessoa.

A maioria das religiões e tradições espirituais compartilha a ideia de que nosso estado mental "normal" é prejudicado por uma imperfeição fundamental. No entanto, além dessa percepção da natureza da condição humana - que podemos chamar de má-notícia - há uma segunda percepção, ou a boa notícia, que é a possibilidade de uma transformação radical da nossa consciência. Nas mensagens hinduístas (e, em alguns casos também no budismo), essa mudança é chamada de iluminação; nos ensinamentos de Jesus, de salvação; e no budismo, de fim do sofrimento. Outros termos usados para caracterizá-la são libertação e despertar.

A maior conquista da humanidade não são obras de arte e nem os inventos da ciência e da tecnologia, mas a identificação do seu próprio distúrbio, da sua própria loucura. No passado distante, alguns indivíduos chegaram a fazer esse reconhecimento. É provável que um homem chamado Sidarta Gautama que vivem há 2.600 anos na índia, tenha sido o primeiro a ver essa questão com absoluta clareza. Depois, o titulo de Buda lhe foi concedido. Buda significa “aquele que despertou”. Praticamente na mesma época, outro dos mestres despertos da humanidade nasceu na China. Seu nome era Lao-Tsé. Ele deixou um registro dos seus ensinamentos na forma de um dos livros espirituais mais profundos já escritos, o Tao Te Ching.
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