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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Água Fluidificada



Olá!

O texto abaixo explica a ação da água fluidificada no organismo humano. Vale o esclarecimento, apesar de discordar do último parágrafo. Em minha humilde opinião, penso que o efeito dessa água, magnetizada pela espiritualidade, seja diferente em cada pessoa, ou melhor, varia de pessoa para pessoa segundo a sua necessidade, portanto, diferente do que afirma o autor do texto, a água pode ser consumida por todos que assim desejarem ou sentirem necessidade quantas vezes sintam esse desejo em forma de intuição. Sabemos que o efeito da água só se concretiza quando existe fé, assim sendo, cada um receberá da água o que realmente necessitar, tendo a mesma sua ação terapêutica neutralizada diante da falta de fé, porém,  jamais causando mal ou dano algum.
Essa é a opinião que compartilho com os amigos, no mais, boa leitura!
Annapon 

Água Fluidificada

Quem faz a fluidificação da água?
Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, fluidificam a água, mas a água pode ser magnetizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessário, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encontrar a água.

Como é feita a fluidificação da água?
A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais para que tratamento alcance o efeito desejado. A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conserva-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais, ainda desconhecidos, e que servem para ajudar na cura.

Ação da água fluidificada no organismo
A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e susceptibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia.
Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).
A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:
Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa);
Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio;
Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular;
Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.
A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas.

Conclusão
A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual.
Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um. Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal, não é mesmo?

Fonte: Mediunidade Sem Preconceito. Autor: Edvaldo Kulcheski
Discípulos de Allan Kardec

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A arte do não fazer - Ócio, por Osho -




A arte do não fazer



Existem coisas que só acontecem, que não podem ser feitas. O fazer diz respeito a coisas muito banais, mundanas. Você pode fazer alguma coisa para ganhar dinheiro; pode fazer alguma coisa para ser poderoso, pode fazer alguma coisa para ter prestígio; mas não pode fazer nada quando o assunto é amor, gratidão, silêncio.


É importante entender que o "fazer" significa o mundo, e o não fazer significa aquilo que está além deste mundo — onde as coisasacontecem, onde só a maré o arrasta para a praia. Se você nadar, a coisa não acontece. Se você fizer algo, estará na verdade cooperando para que ela não aconteça; porque todo fazer é mundano.


Muito poucas pessoas chegam a conhecer o segredo do não fazer e a deixar que as coisas aconteçam. Se você almeja grandes coisas — coisas que estão além do pequeno alcance das mãos humanas, da mente humana, das capacidades humanas —, então você terá que aprender a arte do não fazer. Eu a chamo de meditação.


É um problema, porque no momento em que se dá nome a ela, as pessoas começam a se perguntar como "fazê-la". E você não pode dizer que elas estejam erradas, porque a própria palavra "meditação" cria a ideia de fazer. Elas têm o seu doutorado, têm milhões de outras coisas; quando ouvem a palavra "meditação", perguntam "Então me diga como fazer isso".


E a meditação significa basicamente o início do não fazer, relaxar, seguir a maré — ser apenas uma folha na brisa, ou uma nuvem se movendo no céu.


Nunca pergunte a uma nuvem: "Para onde você está indo?". Ela própria não sabe; ela não tem endereço, não tem destino. Se o vento mudar enquanto ela ia para o sul, ela começa a ir para o norte. A nuvem não diz ao vento: "Isso é absolutamente ilógico. Estávamos indo para o sul e agora estamos indo para o norte. Qual o sentido disso tudo?"


Não, ela simplesmente passa a ir para o norte, com tanta facilidade quanto ia para o sul. Para ela, sul, norte, leste, oeste, não faz nenhuma diferença. Apenas siga com o vento, sem nenhum desejo, sem nenhum objetivo, sem nenhum lugar para chegar; a nuvem só aprecia a jornada. A meditação faz de você uma nuvem de consciência. Não existe mais objetivo.


Osho, "A Essência do Amor: Como Amar com Consciência e Se Relacionar Sem Medo"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Oxossi - por Mãe Monica Caraccio -


Olá!
Mais um maravilhoso texto de Mãe Monica acrescido de uma pérola de vídeo!
Oferto, de coração, a todos os irmãos, Umbandistas ou não!!!!
Salve Oxossi! As forças das matas!!!!
Annapon




Axééé… vamos nos preparar? Vamos melhor elaborar a festa de Oxóssi??? Vamos firmar nossa coroa, nosso terreiro, nosso trabalho espiritual, nossa convicção religiosa com todo fundamento, dedicação e amorosidade?

Então, dando continuidade, dividirei alguns preparos e rituais bem simples que podem beneficiar os médiuns, embelezar e aprimorar mais ainda a festa de Oxóssi que normalmente acontece por essas datas nos terreiros de Umbanda.

Obviamente que os médiuns DEVEM seguir as orientações de seus pais espirituais e/ou das entidades espirituais que os assistem, ok?!!! Não quero interferir no trabalho e responsabilidade de cada um, mesmo porque, os Pais têm o dever de bem orientar seus filhos, enquanto reciprocamente, os filhos têm o dever de bem seguir tais orientações, afinal, o respeito mútuo é o maior bem de um terreiro e deve ser de qualquer ser humano em qualquer situação ou ambiente.

Desejo apenas, estimular um pouco mais a atenção e o cuidado com nossa Umbanda, Orixás e Guias.

Bom, posso começar sugerindo Banhos de Ervas usando ervas com energias semelhantes às de Oxóssi e dos Caboclos.

É fato que os banhos de ervas são essenciais, eles transformam nosso magnetismo, nos estimulam energeticamente e atraem coisas boas, ou seja, os banhos decompõem as energias negativas inerentes a qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que imantam nossa aura com uma essência pura, atrativa, viva e intensamente nutrida de prana vegetal.

Normalmente as ervas que se semelham à Oxóssi e aos Caboclos são fortes e bem enraizadas, chegam a ser difíceis arrancá-las ou cortá-las de seus galhos ou ramos centrais. São cheirosas, de tonalidade viva e com boa quantidade de sumo vegetal. São ervas que ao macerá-las e jogá-las em nosso corpo sentimos uma intensa agitação, logo depois uma agradável calmaria até uma confortável moleza (algumas pessoas necessitam dormir por alguns minutos para se reestabelecerem por completo).
As ervas que sugiro para os banhos são bem comuns e normalmente não causam fortes reações, assim, podem ser usadas por qualquer pessoa (os alérgicos, MUITO CUIDADO), inclusive podem ser jogadas da cabeça para baixo (se assim o seu terreiro procede). São: arruda, guiné, eucalipto, sálvia, alecrim, salsinha, guaco, erva cidreira, malva cheirosa, samambaia, erva doce, anis estrelado, cipó-caboclo, colônia e cabelo de milho.

O amaci então é um excelente ritual, um momento mágico e divino que merece uma ocasião e um cuidado especial como a festa a um Orixá ou a firmeza para o início dos trabalhos espirituais. É uma ocasião em que a corrente mediúnica se positiva e se alimenta, um rito em que intensificam as relações dos médiuns com os Orixás, Entidades e com os pais espirituais.

Isso mesmo que escrevi, intensifica a relação do médium com o pai espiritual também, pois não há momento melhor para exercitar, perceber e reconhecer a importância do respeito mútuo dentro do terreiro que esse.

Entendam, para o amaci ter valor e poder divino, mais do que algumas ervas maceradas por qualquer pessoa e colocada na coroa do médium de qualquer forma, ele deve ser preparado especificamente pelo pai espiritual, aquele que já passou por grandes provações, já vivenciou as mais diversas situações e mesmo assim, continua caminhando nessa estrada chamada Umbanda carregando firmemente a bandeira branca de Oxalá. Aquele que já fez DEFINITIVAMENTE sua (entre aspas) escolha; que já estabeleceu e reconheceu suas obrigações, funções, valores e missão e que por anos foi preparado recebendo iniciações, imantações e permissão para agora, agir e realizar ações consagratórias religiosas e mágicas propagando a religião assegurados pelos fundamentos reais da Umbanda.

A questão é que as mãos do pai espiritual são diferentes das mãos de um médium trabalhador. Elas, assim como as falas e as ações, foram preparadas pelo Astral Superior para serem manifestações puras dos Orixás, fato que demonstra a grande responsabilidade. Percebam, não é a toa que as mãos dos pais de santos são beijadas e colocadas nas testas, o fundamento desse ato é o reconhecimento do poder da mão, da sabedoria que ela guarda e da capacidade de realização que ela tem. Portanto, é sem dúvida um ritual importantíssimo para a firmeza de todos. Alias, pouco tempo atrás escrevi um texto bem legal sobre o amaci trazendo outros pontos importantes desse ritual, caso desejem ler, acessem o link: http://www.minhaumbanda.com.br/blog/?p=5906.
A erva normalmente é usada nesse ritual é o guiné. Ele deve ser macerado em água de fonte e curtido por três dias.

Aproveitar a festa, a energia, a ocasião e os Caboclos em terra para cruzar os médiuns também é de grande valia para todos. Nossa… me arrepio só de pensar!!! Cruzar um médium é de suma importância, propicia firmeza mediúnica e proteção espiritual durante as giras entre outras coisas, logo, só deve ser realizado pelo pai espiritual ou pelo Guia Chefe do terreiro. Também só deve ser concretizado com a gira aberta, logo no início dos trabalhos ou ao mesmo tempo em que acontece o ritual do amaci. A pemba usada deve ser branca, de preferencia virgem e já estar consagrada. Existem várias formas e particularidades quando menciono o cruzamento de um médium, mas um simples exemplo (pois como já disse, não quero interferir no trabalho e responsabilidade de cada um) e que favorece uma intensa proteção é a cruza da articulação do pulso direito, em seguida da nuca e por ultimo, da articulação do pulso esquerdo. Nesse caso, o risco deve ser de cima para baixo e da direita para esquerda formando uma cruz criando assim, um triângulo de força etérica na Lei de Pemba.

Vejam que esse rito parece simples, mas certamente, não é. Ele envolve vários detalhes, como momentos, movimento, tempo, riscos, posições, etc… tamanha sua potencia, ação e sacralidade. Um diferencial e tanto para aqueles que – diferente daqueles que simplesmente estão na Umbanda – estudam, amam e são Umbanda. Menção que me faz lembrar o primeiro dia de aula do “Estudo Religioso de Umbandista” em que afirmo “Só se pode amar verdadeiramente aquilo que se conhece, caso contrário é ilusão”.

Ufa… enquanto escrevo, vibro e grito intimamente, tamanho o poder realizador da Umbanda, tão grandes os fundamentos dessa religião que tanto transforma… Acho melhor tomar um pouco de água… Acho melhor acalmar um pouco, né?… Às vezes, mergulho demais nas forças, fundamentos e ações da Umbanda e esqueço que talvez algumas pessoas não conseguem me acompanhar… Desculpem… Estou voltando… Ufa…

Continuando… Os médiuns podem firmas velas verdes para Oxóssi acompanhada de uma bela e sincera reza, aquela em que o íntimo diz mais que a mente.

Podem encher suas casas com flores e ervas. No caso, flores em ramo, aconselho colocar algumas gotas de mel e um pequeno punhado de farinha de milho na água para ativar a energia de prosperidade, sorte e alegria no ambiente (importante: troque a água todos os dias). Já no caso de vasos, aconselho trocar o vaso de plástico pelo de barro, assim, além de mexer com a energia da terra e da erva estimulando a transmutação energética do médium, o ambiente também ganha um ponto de transmutação.

Podem defumar a casa com ervas secas. Uma sugestão para manter a vibração de Oxóssi é: alecrim, girassol e eucalipto. Essa defumação atrai para dentro de casa a energia da esperança, a sensação de leveza e a ação Divina. Uma mistura harmoniosa e poderosa.

Ah, e para quem gosta, compartilho um vídeo editado por “Pró Raízes” na voz de Liz Hermann, com imagens e cantos inspiradores. É para ver, ouvir, relaxar e viajar na energia desse grande Rei Caçador, nosso Pai Oxóssi.

Puxa, com certeza toda essa atenção e cuidado beneficiam, no fim das contas, a nós mesmos. Beneficiam e firmam MUITO.

Salve, Salve!

Salve Oxóssi!!!




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O TRABALHO DOS GUARDIÕES NO FINAL DO ANO E NO CARNAVAL



O TRABALHO DOS GUARDIÕES NO FINAL DO ANO E NO CARNAVAL

"ANJOS DO RESGATE".

Quando sentimos solidão, revolta, raiva, medo etc, abrimos "portas" para a atuação de espíritos que vibram nessa mesma frequência. O final do ano é sempre uma época de emoções intensas: reavaliação da vida, saudades de parentes que partiram para outra dimensão, tristeza por amores perdidos, frustração financeira, melancolia por conflitos familiares, estresse, etc.

Só que essas emoções sendo vividas de modo coletivo, geram uma força potencialmente destrutiva. Os espíritos dos que partiram e ainda não entendem ou aceitam sua condição de desencarnados, encontram nas vibrações desgovernadas que os encarnados emitem, especialmente, nessa época do ano uma espécie de facilitador para sua ancoragem obsessiva.

A maioria das pessoas religiosas, sabe que o carnaval é uma época de assédio do baixo astral, entretanto, o nosso natal, onde quase ninguém se lembra do nascimento do Menino Cristo, também é uma época alvo de assédio de todo o tipo de espíritos.

Há os que não são maus, mas estão interferindo negativamente com o andamento da vida de seus parentes e amigos; há os inconsequentes e imaturos que não tem a consciência do mal que fazem entre outros. Entretanto ocorre que os obsessores mais perigosos e articulados, aproveitam-se desses espíritos mais inofensivos, para abrirem portais de entradas e ataques em massa em todo o mundo.

O número de suicídios é muito maior no Natal que no carnaval, por
exemplo. No carnaval ocorrem mais assassinatos. Os Exús Guardiões de todos os graus de hierarquia, trabalham intensamente, muito mais que o normal, nessa época do ano.

Guardiões pessoais fazem a segurança de seus protegidos e suas
residências, enquanto que os mais especializados atuam nas mais
diversas funções, em todos as organizações humanas. Sem o
incansável e eficiente trabalho das organizações dos Guerreiros
Guardiões, com a humanidade degradando-se espiritual e
moralmente, seria muito mais difícil levarmos nossas vidas!

LAROIÊ EXÚ




de: Ogum Xoroquê - facebook -

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Magia das Velas e sua Utilização


A Magia das Velas e sua Utilização

Olá!!
É preciso conhecer para poder aplicar com segurança! Por isso compartilho conhecimento na esperança que possamos sempre aprender juntos com vistas ao bem de todos!
Boa leitura,
Annapon


A chama de fogo é um elemento utilizado desde os primórdios da Humanidade, basicamente em todas as religiões do mundo. Apenas algumas não a adotam. Na Antigüidade, eram utilizadas as piras, em remotos cultos às divindades do fogo. As velas chegaram como substituição às piras em cultos religiosos mais antigos.


Utilizadas magística ou religiosamente, as velas possuem um forte poder energético e vibratório. Esse poder atua no espírito de quem estiver recebendo a sua irradiação.


Em seu uso religioso, as velas atuam consumindo energia do Prana ( o fluido universal, gerador de tudo quanto existe no Universo ), e também devolvem ao Cosmo a sua energia ígnea. É por meio da irradiação da chama da vela que se promove a troca de vibrações energéticas com seres espirituais que atuam em outras dimensões.

Nos templos religiosos, as velas acesas têm a função de consumir energias negativas que porventura ali estejam estacionadas, tanto quanto as formas – pensamento que ali são lançadas energeticamente pelas pessoas que os freqüentam. Também há a troca energética daquelas velas que são acesas em consagração às divindades. Esse fluxo energético possui a capacidade de irradiar – se pelo espaço do templo, levando a quem estiver presente seu fluxo de energização.


Em todo ritual ou oferenda às Divindades ou Guias e Protetores Espirituais, a utilização das velas é essencial, pois a energia de suas chamas realizará o intercambio energético necessário.


Na Umbanda, assim como em outros cultos religiosos, as velas são comumente utilizadas nos altares ( Congás ), Casa das Almas e Cruzeiros. Também são acesas em oferendas aos Orixás, Guias ou Protetores e em trabalhos magísticos, no intuito de quebrar demandas negativas.


A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro. É essa energia que a Entidade irá captar em seu campo vibratório. Nem sempre a quantidade está relacionada diretamente à qualidade; a diferença estará na ge e na mentalização do médium. O que é preciso que fique claro, é que é inútil acreditar que se pode fazer seus pedidos a determinada Entidade negociando uma maior quantidade de velas. Os espíritos captam, em primeiro lugar, as vibrações de nossos sentimentos, acendendo velas ou não.


É aconselhável a todos, independente de serem médiuns ou não, que ao menos semanalmente acendam uma vela branca, ou de sete dias, para seu Anjo da Guarda. É uma forma de manter esse Espírito amigo próximo de nós. É interessante colocar também que, se desejar acender uma vela para um ente querido já desencarnado, que o faça em um cemitério ou igreja, o que é mais apropriado pois, ao mentalizarmos o desencarnado estaremos entrando em sintonia com o mesmo, o que faz com que este tenha acesso ao nosso ambiente, neste dimensão. Acendendo a vela em locais apropriados, que possuem suas equipes de socorristas e doutrinadores, estamos ajudando esse espírito na compreensão e aceitação de seu desencarne.


A utilização das velas é trabalhada como um ponto de convergência para que o Umbandista fixe sua atenção no ponto da chama podendo assim fazer seus pedidos e agradecimentos a Entidade ou Orixá a quem estiver dedicando a vela. O acender de uma vela significa reforçar a energia que liga o corpo ao nosso espírito imortal.


As velas também são conhecidas por candeias, e o dia consagrado às candeias é 02 de Fevereiro. Cabe aqui lembrar da Gesta da Candelária, quando homenageia – se Nossa Senhora das Candeias, que também é sincretizada com Iemanjá. Vários pontos de Umbanda falam sobre uma estrela que brilha no alto do mar.


As velas ou candeias são representações da luz das estrelas na Terra.


As chamas das velas sempre tiveram vários significados: A luz divina, a luz do conhecimento, que dissipa as trevas da ignorância, a luz que guia os desencarnados, o fogo purificador com o poder de consumir as energias negativas etc.


Há diferenças entre as velas que são acesas para o Anjo da Guarda, das que são acesas para os Orixás. As velas para Anjos da Guarda são invariavelmente de cor branca, podendo ser acesas no interior de nossas casas. Já as velas para Orixás devem ser acesas de acordo com as cores em que estes vibram. Somente acendemos no interior de nossas casas se possuirmos um altar com a representatividade deles, sejam imagens ou elementos naturais, como a pedra, de Xangô, o ferro de Ogum, a água de cachoeira de Oxum etc. Caso contrário, devem ser acesas nos campos vibratórios de cada um: Xangô na pedreira, Ogum em centro de encruzilhadas, Oxum em cachoeiras, rios ou lagos etc.

Na Umbanda, quando se acende vela para Orixá, ou é como oferenda, ou como obrigação, e por isso, tanto uma como outra só é bem feita quando obedecemos os rituais e normas do Sagrado, pois mesmo que tenhamos a melhor das intenções, ela não modificará o fato de que se fizermos uma oferenda ou obrigação de forma errada ou em local inapropriado, terá sido em vão.


Em nosso lar, além da vela de nosso Anjo da Guarda, uma vela direcionada ao Criador assume a função de “ ponto de luz irradiante individual e ambiental”, e não de “ ponto de luz atrativo “ ou “ ponto de luz emissor magnetizado “.

Ponto Irradiante Individual: Serve de ponte entre o ápice da Espiritualidade Superior para a pessoa que acende. A energia enviada do Astral Superior irradia na direção da Coroa de quem acendeu ou da Coroa para quem se acendeu.

Ponto Irradiante Ambiental: Serve também de ponte, só que a energia irradia na direção do ambiente. É o caso da vela acesa no topo do altar dos Templos.


Ponto Irradiante Atrativo: Obedecendo algumas regras magisticas, servem para a invocação.


Emissor Magnetizado: Velas que acendemos para efetuar pedido, agradecimentos ou intenções.


Fonte: Povo de Aruanda

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A ASTROLOGIA INDIANA E TIBETANA


Olá!


Muito interessante o texto abaixo! Creio que seja muito bom e complementar esse estudo a todos que se interessam pelo tema reencarnação e espiritualidade!
Veja que o tema não é "novo" e que o espiritismo tão somente aborda a questão na versão católica, porém, são culturas diferentes falando da mesma coisa!
Hoje a Apometria nos permite realizar, quando necessário, esse "passeio" pelas vidas pregressas com vistas a auxiliar o presente do ser. Certamente herdamos esse conhecimento da espiritualidade não havendo nada de realmente novo, mas sim oportunamente recolocado à disposição dos trabalhadores espiritualistas!
Vale a leitura e aprofundamento!

Annapon


A ASTROLOGIA INDIANA E TIBETANA


Ao leste do Éden, a Árvore do Conhecimento nem sempre foi sufocada. Nas índias, no Tibete, e em outros países do Extremo-Oriente, a reencarnação faz parte da vida quotidiana, assim como também a astrologia. Os astrólogos indianos, quando estudam um tema, têm sempre presente no espírito a "roda das reencarnações". Estimam que têm sob os olhos o "momento" da corrida milenar de uma alma. Nas Índias e no Tibete, não se cogita de empreender uma ascese espiritual sem procurar conhecer os erros das vidas precedentes. Essa busca é feita sob a orientação de um mestre, guru, swami, sishi... que guia o adepto no caminho muitas vezes difícil desse conhecimento.


A astrologia está muito naturalmente integrada nesta busca espiritual. Os astrólogos indianos não trabalham apenas na "análise lógica do tema" - utilizam sem qualquer reticência sua mediunidade para ler ali as vidas anteriores. Assim, o astrólogo indiano é, por princípio, um iniciado e um sábio. Sua função é religiosa.

Sem entrar nos detalhes que veremos mais amplamente na sequência dos capítulos deste livro, apresentaremos a seguir, em termos muito gerais, as configurações pelas quais os astrólogos indianos determinam as vidas anteriores (e futuras) de um nativo. Consideram eles, essencialmente:

Os nidânas

Os "signos do Zodíaco" na astrologia indiana não correspondem exactamente aos nossos, por causa da defasagem entre signos e constelações, devida à precessão dos equinócios. Entretanto, o Zodíaco indiano admite, como o nosso, uma divisão do ano em 12 partes que correspondem às 12 constelações da eclíptica. Cada uma dessas constelações é como uma "porta", por onde entra a alma que se encarna de novo. Cada porta ou "nidâna" corresponde ao desejo, à paixão dominante, que impeliu a alma a se encarnar. Existe uma correspondência simbólica entre os 12 nidânas e os signos do Zodíaco.


Estes últimos são representados num círculo, o Bhava Chakra, ilustração gráfica da roda das transmigrações, e oferecidos sob esta forma à meditação dos fiéis.


0 primeiro nidâna é representado com os traços de uma velha cega, e simboliza a ignorância, a vontade inconsciente que leva a alma a se reencamar. Seu simbolismo lembra o de Áries, ser de desejo, movido por impulsos muitas vezes cegos.


O segundo nidâna é representado por um oleiro modelando a argila. Símbolo do apego às formas da vida física, está muito próximo de Touro.


O terceiro nidâna é representado por um macaco trepando lepidamente numa árvore. Ele simboliza o desejo de conhecimento e uma certa instabilidade, que evocam bem os Gémeos.


0 quarto nidâna é representado por uma barca contendo ora apenas um homem, ora uma família. Simboliza o desejo de existir por si mesmo, de ser autónomo. Esse desejo, no Ocidente, nasce no nível de Câncer (que evoca também o Oceano primordial, como a barca).


O quinto nidâna é representado por uma casa vazia, ou por uma máscara humana: simboliza o desejo de exteriorizar o poder dos sentidos, e também a ambição (o que corresponde bem ao Leão).


O sexto nidâna é representado por um casal de esposos, ou por um trabalhador atrás do seu arado. Simboliza o desejo de realização concreta, a fecundação. Corresponde à nossa Virgem (representada no Ocidente com uma espiga de trigo na mão).


O sétimo nidâna é representado por uma figura humana cujo olho foi varado por uma flecha. Simboliza o desejo de ternura e de prazer, as ilusões do coração que terminam na dor. Corresponde a Libra.


O oitavo nidâna é representado por um homem que se embriaga, e por uma mulher segurando uma garrafa de vinho. Simboliza a sede insaciável de gozo, que acorrenta o homem à roda das reencarnações, e corresponde ao Escorpião.


O nono nidâna é representado por um homem colhendo frutos, que coloca num cesto. É o desejo dos bens materiais, o apego às gratificações deste mundo, análogo ao simbolismo de Sagitário.


O décimo nidâna é representado por uma mulher grávida. Ela representa a plenitude da existência material, e a sujeição aos trabalhos terrestres. Este nidâna corresponde a Capricórnio.


O décimo primeiro nidâna é representado por uma criança nascendo. Simboliza o desprendimento que foi adquirido e que dá ao ser o desejo de renascer uma última vez para liquidar todo o seu carma. Essa motivação espiritual corresponde a Aquário.


O décimo segundo nidâna é representado por um cadáver em seu cortejo funerário. Simboliza a dissolução (muito neptuniana) de todos os laços terrestres que aprisionavam o ser. Corresponde a Peixes.


Decanatos, graus e outras subdivisões do Zodíaco


Cada signo do Zodíaco - tanto na índia como no Ocidente estende-se, então, por 30° do céu. Um decanato - um terço de um signo - contém 100.


Os astrólogos indianos dão muita atenção às subdivisões do Zodíaco; os decanatos permitem, segundo eles, um conhecimento das vidas anteriores; os dwads e os navamsas, subdivisões do decanato e do signo, indicariam mais o desenvolvimento futuro da Entidade.


Cada grau do círculo celeste indica também alguma coisa do carma do nativo. Não desenvolverei aqui esses tópicos-apesar de interessantes - por falta de espaço! Mas os decanatos serão objecto de um capítulo especial.


O Ascendente


É examinado com o maior cuidado. O signo que se encontra situado na XII casa, logo acima do horizonte, é considerado como o signo ascendente da vida precedente. Exemplo: um nativo nascido com o Ascendente Libra tinha o Ascendente Virgem na encarnação precedente; não deve, portanto, causar espanto que ele ainda apresente características de Virgem, sobretudo no início desta vida.


A alma percorre, assim, o Zodíaco, experimentando em cada encarnação as possibilidades dos signos, segundo sua progressão.


Os seis mundos


Não se pode compreender a astrologia indiana esquecendo os seis mundos começando por baixo:


- O mundo infernal, que corresponde ao plano de Saturno


- O mundo dos espíritos famintos, que corresponde ao plano da Lua


- O mundo animal, que corresponde ao plano de Vénus


- O mundo humano, que corresponde ao plano de Mercúrio


- O mundo dos Titãs, ou Heróis, ou deuses ciumentos, que corresponde ao plano de Marte.


- O mundo dos deuses, mundo da felicidade e da luz, o mais alto de todos, que corresponde ao plano de Júpiter


O acesso a esses três últimos mundos se faz por um bom carma, ao passo que, ao contrário, um carma pesado obriga a entidade a se reencarnar em um dos três mundos inferiores, onde reina a infelicidade.


As almas passam de um a outro mundo, segundo seus méritos. A astrologia permite ver de que mundo vem o recém-nascido e, ao morrer, em que mundo o indivíduo se reencarnará. O Sol, energia luminosa, forma do Buda, indica, por sua posição no signo e no decanato, como se disse acima, de que mundo vem o nativo.


Resumi muito grosseiramente o ponto de vista da astrologia indiana: os especialistas que me perdoem essa simplificação.




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