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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os Dragões






Os Dragões


Wanderley Oliveira pelo espírito de Maria Modesto Cravo
Editora Dufaux – 1 Edição – Agosto/2009.

Dna modesta com o grupo de visitantes

Pergunta sobre apometria.
Pg. 474

Percebendo o rumo que tomava a conversa, outro senhor indagou:
- Vejo que vocês usam apometria nos trabalhos, mas isso não é Espiritismo! – falou em tom respeitoso.
- (Clarisse) – Confesso ao senhor que não sei se o que usamos é ou não apometria. Só posso dizer que é algo não convencional para uma necessidade não convencional. Segundo fomos orientados, o serviço socorrista da mediunidade no movimento espírita tomou a direção da acomodação. Criaram-se cadeados dogmáticos que entravam a espontaneidade dos médiuns e não se formam grupos de investigação para dialogar com o mundo espiritual.
Professor Cícero Pereira costuma chamar as nossas reuniões de laboratório de investigação fraterna. Eu gosto disso, porque acho que é isso que fazemos. Fazemos caridade, fazemos pesquisa. Para isso, precisamos experimentar, testar, conhecer novas alternativas. O mais importante é que não nos distanciemos do amor.
Eu, sinceramente, não sei se o que usamos é apometria. Creio que vai muito além. Talvez a dona Modesta queira dizer algo.
- Sim, eu quero. A apometria merece uma análise mais respeitosa por parte dos espíritas. Conceitos que foram exarados por trabalhadores respeitáveis da seara desvalorizando a técnica não passam de manifestação de conceitos que foram exarados por trabalhadores respeitáveis da seara desvalorizando a técnica não passam de manifestações de preconceitos que todos ainda carregamos no roteiro de nossa própria evangelização.
Nos dias atuais existem necessidades novas que clamam por novas medidas de solução.
A chamada fluidoterapia espírita, composta da aplicação de passe, da água fluida e da desobsessão, continua extremamente atualizada como recurso terapêutico indispensável na recuperação das dores humanas. Todavia, quem acredite que somente com ela poderemos atuas satisfatoriamente nos casos graves e complexos que têm surgido na sociedade atual está, no mínimo, querendo fazer uma cirurgia do coração tendo em mãos apenas uma maca e uma pequena pinça.
…………………………

Pg. 480
(Demétrios responde as perguntas do grupo sobre apometria).

- Sim. Em parte nós somos adestrados nessa iniciativa. Nesse sentido, a apometria nos oferece fundamentos e leis bastante elásticos para o uso de mecanismos de proteção contra a magia e os implantes que, cada dia mais, se diversificam.
- Implantes? – mostrou-se surpreso o cavalheiro.
- São pequenos aparelhos da biotecnologia das trevas cujo propósito é adoecer e maltratar nosso corpo físico e os corpos energéticos.
- Demétrius! – chamou em voz alta um homem maduro que estava bem atrás no grupo.
- Pois não!
- Você disse que sabe se defender, então por que teve de chegar cercado por cangaceiros ao evento promivido por seu grupo? Perdoe-me a sinceridade, mas conheço muitos apometras e os acho muito arrogantes na aplicação da técnica.
- Meu amigo, ai de mim se não fosse a proteção dos cangaceiros naqueles dias, porque mesmo usando tudo que sei, adoeci de verdade nos braços da mágoa.
Quanto à sua visão sobre os apometras, não posso contestar. Eles são, quase sempre, velhos magos no uso das forças mentais e vários ainda não se educaram nos roteiros do Evangelho de Jesus.
Sem generalizações. Eu realmente já ouvi coisas muito fantasiosas e destituídas de total fundamento, uma expressão de megalomania e orgulho. Isso, porém, nada tem a ver com apometria enquanto conteúdo e técnica ou com as conquistas dos grupos sérios e dispostos a pesquisar com lógica e amor a natureza de seus experimentos.
O que dona Modesta tem me ensinado sobre o assunto é que a técnica, desacompanhada de moralização e domínio interior, é instrumento perigoso na mão de quem não sabe manejar.

…………………………………

Pg. 481
Clarisse finaliza o encontro do GEF)

Durante todo o evento do GEF, e mesmo naquela semana de visitações, a benfeitora Clarisse estava absorvida por suas responsabilidade. Ciente de que nossos visitantes iriam partir, reservou-lhes alguns instantes de prosa educativa, que posteriormente tomei conhecimento para minhas anotações.
Foi ela quem instigou a conversa:
- Amigos, creio ter sido uma semana de muitas lições. Quando regressarem ao convívio de suas atividades, recordem sempre da compaixão como virtude essencial a quaisquer propósitos de serviço e convivência. Sem misericórdia nas atitudes, tombaremos nos julgamentos arrogantes e na maledicência destruidora.
O afeto cristão é um estado interior de amor incondicional. Brota das profundezas da alma e derrama sua energia benfazeja mantendo-nos no clima de compreensão e do otimismo, da aceitação e da pacificação.
Sob a luz da misericórdia, a advertência é embalada na doçura.
Sob a luz da misericórdia, o erro alheio é avaliado como lição para o futuro.
Sob a luz da misericórdia, a tolerância ganha a armadura da afetividade.
Sem misericórdia, a convivência padece. Ela é a alma das relações construtivas porque estimula a concórdia.
E sem concórdia, amigos, a técnica se torna instrumento perigoso em aos sem perícia para manejá-lo.
Fiquem à vontade para nosso diálogo.
- Clarisse, desde que a vi no evento promovido pelo GEF, desejei esse momento de convívio – falou uma jovem.
- Fico feliz por isso, amiga querida.
- Eu gostaria de saber se os dragões continuam reencarnando e como se sentem no mundo físico.
- Eles continuam reencarnando, sim. Em levas maiores até do que há cinquenta anos e com traços mais específicos. A realidade mudou bastante em relação ao tempo da história contata a vocês por dona Modesta.
Muitos espíritos têm regressado ao corpo físico com enorme sentimento de inutilidade e tristeza. São quase sempre resquícios da dolorosa angústia que viveram nos drama da erraticidade. Trazem em comum, depois de algum ajustamento mental, dificuldade de conviver em grupo e acentuado personalismo devido à agressividade das hipnoses dirigidas ao ego, alimentando um profundo sentimento de inutilidade e desprezo social.
Alguns traços adquiridos na vida mental nos submundos astrais nos interessam para o exame dessa hora. São eles: a morte psicológica pelo remorso geratriz de auto obsessão, o processo de hipnose exploradora por meio da expansão do inconsciente primitivo (regressão a estágios primários da evolução), o monodeísmo ou cristalização, a insônia induzida pelos processos de fragilização da lucidez, os pavores da vampirização pela sucção de energias vital, as sevícias do prazer, a perda da noção de tempo, o traumatismo decorrente da convivência inóspita e antissocial.
No corpo físico, tais desajustes ganham expressões enfermiças, como: neuroses e psicoses, desvalorização pessoal, ostracismo, alucinações, estado de apatia, pesadelos noturnos, negação do corpo, inadequação social, sons terrificantes na acústica da memória, odores desagradáveis e inexplicáveis, asfixia da angústia, fantasias de vingança, sono de fuga, bloqueio sinestésico, estado contínuo de desassossego, poliqueixosos que tombam na hipocondria e, em alguns casos, o suinismo, a dificuldade com o prazer sexual e outros efeitos.
Milhões de almas saindo desse quadro de dores da erraticidade trazem cenários novos para a medicina sanitária do mundo. Um novo aspecto de doenças convoca a ingenes desafios de pesquisa. Micro-organismos alojados no psiquismo ganham expressões de vida quando em contato com a matéria por meio de metarmorfoses múltiplas, criando vírus, bacilos e bactérias ainda não catalogados pela ciência atual.
Milhões de almas saindo desse quadro de dores da erraticidade trazem cenários novos para a medicina sanitária do mundo. Um novo aspecto de doenças convoca a ingenes desafios de pesquisa. Micro-organismos alojados no psiquismo ganham expressões de vida quando em contato com a matéria por meio de metamorfoses múltiplas, criando vírus, bacilos e bactérias ainda não catalogados pela ciência atual.
- A doença mental seria um traço comum de todos eles?
- Raramente tombam na doença mental clássica. Trazem quadros de doenças variadas, que desafiam a psiquiatria do mundo, porque, devido ao seu poder mental, necessariamente não entram em dissociação ou fragmentação mental que poderia levá-lo ao quadro conhecido de esquizofrenia e das psicoses diversas.
São portadores de doenças mentais que poderíamos classificar como “loucura controlada”. Por isso, quase sempre são médiuns, a fim de que tenham uma mobilidade maior no trânsito do inconsciente para o superconsciente, e vice-versa, sem maiores prejuízos à sua estrutura de sanidade, cujo ego, muito fortalecido, faz o papel de um eixo defensivo.
Entretanto, o uso desordenado dessa concessão pode levá-los à total perda de controle da vida mental, encerrando-os nas provas da perturbação da conduta.

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