Nesse espaço

Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Banho de Ervas

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Olá!
Como sempre Mãe Mônica nos traz bons textos e dicas!
É claro que nem todos concordam ou seguem as mesmas recomendações abaixo descritas, mas, de qualquer forma, a leitura sempre pode despertar algo que ainda não havíamos cogitado.
No ritual de Umbanda, banho de ervas é de fundamental importância e conhecer um pouco mais sobre o poder dessas nossas parceiras é algo fantástico!
O texto abaixo é apenas um exemplo do poder de atuação das ervas em nossa aura. Quando nos aprofundamos, porém, no estudo dessas maravilhas naturais, o universo que se nos descortina é inacreditavelmente maravilhoso!
Lidar com as ervas, ativar e despertar seu poder de cura, limpeza, proteção, etc., nos transporta, literalmente, ao seio da mata, renovando nossa energia e disposição para o enfrentamento diário de nossas vidas!
Recomendo a todos, Umbandistas ou não, que experimentem a deliciosa sensação que um bom e coerente banho de ervas pode causar!
Digo coerente porque existem ervas inadequadas para banho, como por exemplo, a comigo-ninguém-pode, que é altamente tóxica e nociva à saúde.
Nada como estudar um pouco sobre esse Universo fascinante que se encontra disponível a todos nós e de graça, pelo poder do Pai Criador!

Um abraço a todos!
Annapon


Axééé turma! Faz tempo que não falamos de banhos de ervas, não é mesmo? Sei que para algumas pessoas esse assunto já não é nenhuma novidade, no entanto, acredito que sempre é bom reafirmar a importância e ainda propiciar alguns esclarecimentos para aqueles que ainda não sabem o real valor de um banho de ervas.

Começo afirmando que para os médiuns umbandistas, banhos de ervas são fundamentais. Eles servem principalmente para limpar as energias negativas que estão impregnadas no corpo áurico, consequentemente, expelem influências de espíritos negativos. Ainda reequilibram e aumentam a capacidade mediúnica facilitando a incorporação e desobstruem os chacras ajudando a equilibrar o corpo físico e emocional. Obviamente que esses benefícios não são restritos a médiuns, mas a QUALQUER PESSOA.

Na Umbanda, especificamente, utilizamos ervas e flores em quase todos os rituais, inclusive nas giras e nas oferendas ritualísticas. Já os banhos de ervas são, de maneira geral, utilizados para que haja uma troca energética, é uma importante “ferramenta” natural que nos auxilia e nos proporciona enorme bem.

Certamente que o melhor banho é aquele que o Guia ou o Pai/Mãe Espiritual aconselha ou orienta, afinal, é importante ir de acordo com nossas reais necessidades, aquelas que muitas vezes não conhecemos ou entendemos. Sei que algumas vezes essas informações não chegam até nós e aí, precisamos buscar um pouco de conhecimento, alguns punhados de bom senso e uma pitada de intuição misturados com muita coerência e fé.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Por que somos tão vampirizados energeticamente?


Escrito por Bruno Gimenes   
Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal.
Também vem a falta de paciência e o desânimo.
O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados. Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.

Antes de tudo, é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.

A força vital que nos alimenta recebe influência direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.
Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia...O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então, junte todos esses acontecimentos do dia, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.

Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.

Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.

Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.

Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.

Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.

Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.

Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você se desgasta.

Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.

Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra. Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.

Não podemos mais viver no "piloto automático", sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.

Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!

Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.

Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.

Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fitoenergética - As plantas que curam -


Escrito por Bruno Gimenes   
A Fitoenergética é um sistema natural de cura e equilíbrio que pode fornecer a todas as pessoas uma ferramenta eficiente, simples e acessível contra todas as doenças da alma, tão evidentes no nosso dia a dia. A Fitoenergética atua além dos campos da medicina tradicional que é estruturada apenas na questão orgânica e física, e, na grande maioria dos casos, não pode explicar as verdadeiras origens e causas das doenças.

A Fitoenergética não só propõe tratamentos alternativos de eficiência comprovada, mas também estimula a busca do conhecimento da causa geradora do problema, ou seja, a expansão da consciência.
Os seres humanos se tornam sensíveis a todos os tipos de influências negativas quando seus aspectos mentais e emocionais estão fragilizados, tornando-os extremamente vulneráveis. O uso adequado da Fitoenergética consegue nos trazer equilíbrio em todos os aspectos (físico, emocional, mental e espiritual), sendo capaz de nos gerar paz e harmonia em níveis mais profundos.

domingo, 15 de julho de 2012

Bebidas e Fumo na Umbanda




Bebidas e Fumo na Umbanda

por Rodrigo Queiroz

(Este texto é parte integrante do material de apoio do curso online "Oferendas na Umbanda", veja abaixo sobre o curso)
O fumo, Tabaco, é considerado uma "Erva de Poder", usada há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura, pajelança e xamanismo.
"Tudo que é sagrado traz o divino e as virtudes para nossas vidas, sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vício."
Assim, o mesmo tabaco que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana. Industrializado no formato de cigarro, o fumo traz além da nicotina mais de 4.250 outros agentes tóxicos, prejudicial à saúde, sendo causador de várias doenças, o câncer entre elas. Resultado do uso profano...
Algo muito parecido acontece com o Álcool que como "Bebida de Poder" atrai forças e poderes das divindades, também utilizado para curas.
Dentro do conceito elemental, o fumo é o vegetal que traz os elementos terra e água, quando utilizado no fumo e defumação traz os elementos ar e fogo. Resumindo, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática.
O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda.
O Álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o "fogo líquido", de fácil combustão.
Tanto o Fumo quanto o álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais e, no caso do álcool, para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido. Logo, as entidades de Umbanda não têm vício e nem apego a esses elementos, não bebem além de alguns poucos goles e nem tragam a fumaça que é manipulada apenas.
Alguns guias chegam a cuspir em recipientes adequados, a famosa "caixinha", que fica ao seu lado, para neste ato evitar ao máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam para o trabalho e muito do que vem pela química industrial.
O Astral tem nos ensinado muitos recursos para evitarmos o uso de cigarros industrializados no Templo. No reino vegetal, temos ervas de várias propriedades, que quando combinadas e ativadas (queimadas) tornam-se grandes condutores energéticos, descarregadores, energizadores e equilibradores.
Então, seguem algumas receitinhas:
Façam charutos para caboclos com as seguintes ervas piladas: sálvia, alfazema e calêndula, pode ser enrolada na palha, o caboclo aceita esta receita que é muito boa e funciona tanto quanto um charuto bom e natural, sem a química.
Para preto velho, faça o fumo de cachimbo com sálvia, alecrim, folha de café e urucum.
Para Exu, troque o cigarro comum por charutos ou cigarrilhas. Para Pomba Gira, troque o cigarro por cigarrilha. Temos a opção para Exu de pilar sálvia, cravo vermelho seco e levante, e para Pomba Gira podemos usar sálvia, hibisco e rosa vermelha. Cabe a nós facilitarmos o trabalho das entidades.
Erroneamente, algumas pessoas acreditam que Exu tem que beber garrafas de "marafo" (álcool, água-ardente, pinga), assim como baianos e outras linhas, pensam que marinheiro "enche a cara" e vem embriagado, quando sua "embriaguez" é a energia e a vibração do mar que ele traz.
Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de "curiador" (a bebida correta para cada linha de trabalho), sendo assim:
. Caboclos bebem cerveja ou água de coco;
. Pretos-velhos bebem café e, em alguns casos, já presenciamos utilizarem vinho;

. Crianças bebem guaraná e suco de frutas, mas também presenciamos algumas que tomam outros tipos de refrigerante;
. Baianos bebem água de coco ou batida de coco;
. Boiadeiros bebem cerveja escura;
. Marinheiros bebem rum, e alguns bebem cerveja clara;
. Exus bebem a "marafa" (pinga). Alguns bebem uísque ou vinho; embora não seja comum, já vimos alguns que bebem cerveja;
. Pombas-Giras bebem champanhe ou sidra.
É imprescindível o "marafo" no trabalho de Exu, mas não para beber em demasia. A bebida é usada para manipulação magística, é colocada no ponto, na tronqueira, lavam os instrumentos etc. No caso de Exu, sua vibração é mais densa, por isso pode-se antes da incorporação passar um pouco de pinga nas mãos, pés, testa e nuca, assim o médium sentirá sua vibração baixar, facilitando a conexão da incorporação.
Se numa determinada situação é preciso derrubar mais a vibração orgânica é quando possivelmente a entidade toma um golinho de "marafo". Dependendo do trabalho, pode ser preciso ingerir mais, com a intenção de manipular e canalizar esta energia, nada além disso.
Uma outra função da bebida, muito usada pelas linhas da direita, é usá-la como o "contraste", usado pela medicina tradicional.
Quando algum problema de ordem física está ocorrendo, eles magnetizam a bebida, tal como vinho, água de coco, água pura, batida etc., e pedem para o consulente ingerir uma pequena quantidade, aí eles conseguem visualizar outras coisas no organismo, é como um check-up mais apurado.
Mas atenção: se tiver preto-velho virando garrafas de vinho, baianos matando litros de batida, então algo está fora da doutrina e da educação mediúnica.
Umbanda é Luz, e onde não houver bom senso e ética, não tem Umbanda.

Um forte abraço a todos e muita luz.

PS. Poderíamos nos aprofundar no estudo das "Ervas de Poder", o que não é o caso aqui, mas recomendamos seu estudo aos que quiserem se aprofundar no assunto.

CURSO ONLINE

"OFERENDAS NA UMBANDA"

Ministrado por Rodrigo Queiroz

Início 19/07

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Exu Mirim

Olá amigos!
Compartilho esse bom e esclarecedor texto!
Que cada vez mais, nossa Umbanda Sagrada, possa ser traduzida para que melhor seja compreendida!
Um abraço a todos!
Annapon




Dizer sobre Exu Mirim é dizer sobre uma falange de espíritos que, apesar de inseridos como trabalhadores da Corrente Astral de Umbanda, ao longo dos anos, foram colocados do lado de fora dos Terreiros por puro preconceito, nascido da falta de conhecimento e da intolerância com "O Diferente".Toda discriminação é fruto da falta de competência para lidar com situações que fogem ao "senso comum". É mais fácil omitir, esconder, ignorar,desprezar do que aceitar, educar, doutrinar. Para isso, seria precisa um mínimo de esforço para aceitar "O outro" em sua essência e buscar um relacionamento saudável. Muitos umbandistas(infelizmente a maioria), por não conhecerem e não terem coragem de enfrentar desafios, ignoram solenemente esses "meninos rebeldes" da esquerda:Os Exus Mirins.

Exu Mirim é uma falange de espíritos "infantilizados" que trabalham na linha dos Exus. São as "Crianças da Esquerda".Militam ao lado dos Guardiões .Estão para estes do mesmo modo que as "Crianças da Direita"(Ibejis) estão para Caboclos e Pretos Velhos. São grandes trabalhadores do astral e por terem a roupagem fluídica e o mental de crianças apresentam características da personalidade infantil ainda em processo de lapidação: curiosidade, falta de limites,rebeldia,extrema sinceridade e intolerância. Imaginem que os Ibejis sejam aquelas crianças que todos queriam como filhos:dóceis, amorosas,inocentes. Os Mirins seriam os filhos rebeldes,questionadores e difíceis de conviver . Aquelas crianças que escondemos das visitas. São os trabalhadores de Umbanda que muitos terreiros escondem ou deixam do lado de fora por não saberem como lidar com eles. Mas Exu, que é sábio e conhece a fundo os Mirins, sabe que o trabalho desses "Exuzinhos " é imprescindível na corrente astral de Umbanda. Por isso acolheu esses espíritos em sua linha, e trabalha lado a lado com esses grandes "Pequenos Guardiões". Exu Mirim é a criança que precisamos doutrinar e amar. Cabe ao médium conhecer e saber trabalhar com essa vibratória, doutrinando e nunca permitindo se influenciar pelo mental poderoso dos Mirins. O Médium deve agir como um tutor que precisa ser muitas vezes rígido e nunca se desequilibrar mentalmente quando estiver trabalhando com esses espíritos. Muitas das façanhas de Exu Mirim se devem ao comportamento do médium . Do mesmo modo que muitos discriminam e julgam os Exus, por desconhecerem que os excessos cometidos por essas entidades partem muito mais do médium do que propriamente desses guias tão responsáveis e conhecedores do seu papel no astral. Os Exus Mirins foram vítimas da falta de conhecimento dos terreiros. Por isso foram julgados,sem direito a defesa, e condenados ao exílio.

Os Mirins são grandes trabalhadores do astral. Possuem grande conhecimento de magia e manipulam com maestria os elementais. São freqüentemente enviados,pelos Exus, aos submundos do astral como espiões. Sua sagacidade, rapidez e coragem fazem com que possam se infiltrar nas zonas inferiores sem serem percebidos. Quando enviados em missão desagregam e neutralizam trabalhos de baixa magia com a mesma facilidade que plasmam campos de força para a proteção de terreiros ou outros lugares sob a proteção dos Exus. Como quase não trabalham atuando em um médium ,quando chegam nos terreiros demonstram certos hábitos adquiridos no astral, como esconder ou camuflar o rosto. Costume adquirido por frequentemente estarem infiltrados entre os espíritos da baixa espiritualidade. Por raramente estarem interagindo com médiuns , quando estão entre os encarnados se mostram ariscos e desconfiados. No entanto, quando respeitados e bem acolhidos demonstram fidelidade e até mesmo uma certa afabilidade.

Os Exus Mirins obedecem a mesma hierarquia que os outros Exus. Não podemos esquecer que apesar de espíritos infantilizados, não deixam de ser EXUS. Trazem no ponto riscado: Os símbolos mágicos condizentes com a linha que trabalham. Os sinais cabalísticos identificam a falange a qual pertencem, o guardião a quem obedecem e o Orixá a quem estão ligados por afinidade .Recebem o "Nome de Guerra" de acordo com sua falange ou com o elemento natural que representam. Assim temos Exus Mirins do fogo, da terra, da água e do ar, se apresentando com os nomes de Labareda, Foguinho,Faísca,Fagulha, Brasinha, Caveirinha,Calunguinha, Pó de Terra, Toco de osso, Toquinho,Tiquinho,Ondinha,Malandrinho, Maria Caveirinha, Mariazinha da Calunga, Corisco, Barinha, Fumaça,Trovoada e tantos outros nomes que se apresentam nos terreiro.

As crianças da esquerda existem. Isso é um fato incontestável. São elas os incompreendidos e desprezados Exus Mirins. Os espíritos da corrente de Umbanda que foram rotulados e assumiram o arquétipo de "meninos maus". Os degredados dos terreiros, isolados,condenados ao abandono,amaldiçoados. Crianças rebeldes que fumam, bebem e atazanam a vida de quem os contrariam. Crianças de quem ninguém assume a paternidade.

Já é tempo de consertarmos essa grande injustiça. A Umbanda,mãe amorosa que acolhe a todos sem distinção, amparando e guiando um número infinito de espíritos encarnados e desencarnados, não pode abandonar os Mirins a sua própria sorte, condenando ao exílio uma de suas linhas de trabalho mais aguerridas no combate a baixa espiritualidade. Mirim é o olho que tudo vê, depurando e auxiliando os espíritos necessitados. São os "pupilos" de Exu, que os amparou dando-lhes um campo de ação na Lei de Umbanda. Os Mirins vêm resistindo bravamente ao preconceito e descaso com que são tratados, mas não deixam de cumprir o seu papel de "Pequenos Soldados da Lei". Vencendo demanda para filho de fé. Até por aqueles que olham com desprezo e desconfiança os pequeninos Exus trabalhando no terreiro. Para esses, Mirim deixa um recado: "Sou a escuridão da luz e a luz da escuridão. Sou o reflexo da tua alma. Fogo,terra,água e ar. Magia de redenção e perdição. Sou ambíguo. Exu. O menor de todos. Pequenino em minha grandeza. Apenas MIRIM!


LAROIÊ MIRIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os elementais – seres da natureza – por Divaldo P. Franco em entrevista -




Os elementais – seres da natureza – por Divaldo P. Franco em entrevista -



Entrevista com Divaldo Pereira Franco, com importantes informações acerca dos chamados gnomos, trasgos, duendes, elfos, etc. Vale lembrar que dentro da Codificação Espírita, estes seres são denominados como Espíritos Elementares, fruto de estudo e pesquisa realizadas por Allan kardec, médiuns e espíritos que o auxiliaram a 'trazer' as obras Básicas da Codificação e os números da Revista Espírita. Diante destas pesquisas, Allan kardec pôde assimilar muitas coisas, dentre elas que nada de místico há. Para a Doutrina Espírita, portanto, Elementais são designados de Espíritos Elementares. A razão desta re-nomeação deve-se ao fato de que a partir de então especificou-se suas características reais e não fruto de folclore, lendas ou imaginações diversas.*


- Existem os chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza? 
Divaldo P. Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte mitológica dos povos e tornando-se alguns deles ‘deuses’ , que se faziam temer ou amar. 

- Qual é o estágio evolutivo desses espíritos? 
DPF – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza. 

- Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de Espíritos? 
DPF – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam. 

- Estes Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc? 
DPF – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas. 

- Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos, por ciclos evolutivos, reencarnações? 
DPF – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na questão no. 538 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “Que foram ou que serão”. 

- Algum dia serão ou já foram homens terrestres? 
DPF – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem moral e intelectualmente, avançando sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada. 

- O elementais são autóctones ou vieram de outros planetas? 
DPF – Pessoalmente acreditamos que um numero imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso planeta. 

- Que tarefas executam? 
DPF – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos... interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos”, como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536-b de “O Livro dos Espíritos”. 

- Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza? 
DPF – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus”. 

- Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa? 
DPF – O conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica. 

- Qual é o habitat natural desses Espíritos? 
DPF – A erraticidade, o mundo dos Espíritos , pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial. 

- Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é desrespeitada pelos homens? 
DPF – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem-se benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que a preservem, , a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo”.
*Nossa nota (Fiorella Romana).

Transcrito da Revista Allan Kardec ano V - agosto a outubro/92 
(atualizado em 19-10-08)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os Dragões






Os Dragões


Wanderley Oliveira pelo espírito de Maria Modesto Cravo
Editora Dufaux – 1 Edição – Agosto/2009.

Dna modesta com o grupo de visitantes

Pergunta sobre apometria.
Pg. 474

Percebendo o rumo que tomava a conversa, outro senhor indagou:
- Vejo que vocês usam apometria nos trabalhos, mas isso não é Espiritismo! – falou em tom respeitoso.
- (Clarisse) – Confesso ao senhor que não sei se o que usamos é ou não apometria. Só posso dizer que é algo não convencional para uma necessidade não convencional. Segundo fomos orientados, o serviço socorrista da mediunidade no movimento espírita tomou a direção da acomodação. Criaram-se cadeados dogmáticos que entravam a espontaneidade dos médiuns e não se formam grupos de investigação para dialogar com o mundo espiritual.
Professor Cícero Pereira costuma chamar as nossas reuniões de laboratório de investigação fraterna. Eu gosto disso, porque acho que é isso que fazemos. Fazemos caridade, fazemos pesquisa. Para isso, precisamos experimentar, testar, conhecer novas alternativas. O mais importante é que não nos distanciemos do amor.
Eu, sinceramente, não sei se o que usamos é apometria. Creio que vai muito além. Talvez a dona Modesta queira dizer algo.
- Sim, eu quero. A apometria merece uma análise mais respeitosa por parte dos espíritas. Conceitos que foram exarados por trabalhadores respeitáveis da seara desvalorizando a técnica não passam de manifestação de conceitos que foram exarados por trabalhadores respeitáveis da seara desvalorizando a técnica não passam de manifestações de preconceitos que todos ainda carregamos no roteiro de nossa própria evangelização.
Nos dias atuais existem necessidades novas que clamam por novas medidas de solução.
A chamada fluidoterapia espírita, composta da aplicação de passe, da água fluida e da desobsessão, continua extremamente atualizada como recurso terapêutico indispensável na recuperação das dores humanas. Todavia, quem acredite que somente com ela poderemos atuas satisfatoriamente nos casos graves e complexos que têm surgido na sociedade atual está, no mínimo, querendo fazer uma cirurgia do coração tendo em mãos apenas uma maca e uma pequena pinça.
…………………………

Pg. 480
(Demétrios responde as perguntas do grupo sobre apometria).

- Sim. Em parte nós somos adestrados nessa iniciativa. Nesse sentido, a apometria nos oferece fundamentos e leis bastante elásticos para o uso de mecanismos de proteção contra a magia e os implantes que, cada dia mais, se diversificam.
- Implantes? – mostrou-se surpreso o cavalheiro.
- São pequenos aparelhos da biotecnologia das trevas cujo propósito é adoecer e maltratar nosso corpo físico e os corpos energéticos.
- Demétrius! – chamou em voz alta um homem maduro que estava bem atrás no grupo.
- Pois não!
- Você disse que sabe se defender, então por que teve de chegar cercado por cangaceiros ao evento promivido por seu grupo? Perdoe-me a sinceridade, mas conheço muitos apometras e os acho muito arrogantes na aplicação da técnica.
- Meu amigo, ai de mim se não fosse a proteção dos cangaceiros naqueles dias, porque mesmo usando tudo que sei, adoeci de verdade nos braços da mágoa.
Quanto à sua visão sobre os apometras, não posso contestar. Eles são, quase sempre, velhos magos no uso das forças mentais e vários ainda não se educaram nos roteiros do Evangelho de Jesus.
Sem generalizações. Eu realmente já ouvi coisas muito fantasiosas e destituídas de total fundamento, uma expressão de megalomania e orgulho. Isso, porém, nada tem a ver com apometria enquanto conteúdo e técnica ou com as conquistas dos grupos sérios e dispostos a pesquisar com lógica e amor a natureza de seus experimentos.
O que dona Modesta tem me ensinado sobre o assunto é que a técnica, desacompanhada de moralização e domínio interior, é instrumento perigoso na mão de quem não sabe manejar.

…………………………………

Pg. 481
Clarisse finaliza o encontro do GEF)

Durante todo o evento do GEF, e mesmo naquela semana de visitações, a benfeitora Clarisse estava absorvida por suas responsabilidade. Ciente de que nossos visitantes iriam partir, reservou-lhes alguns instantes de prosa educativa, que posteriormente tomei conhecimento para minhas anotações.
Foi ela quem instigou a conversa:
- Amigos, creio ter sido uma semana de muitas lições. Quando regressarem ao convívio de suas atividades, recordem sempre da compaixão como virtude essencial a quaisquer propósitos de serviço e convivência. Sem misericórdia nas atitudes, tombaremos nos julgamentos arrogantes e na maledicência destruidora.
O afeto cristão é um estado interior de amor incondicional. Brota das profundezas da alma e derrama sua energia benfazeja mantendo-nos no clima de compreensão e do otimismo, da aceitação e da pacificação.
Sob a luz da misericórdia, a advertência é embalada na doçura.
Sob a luz da misericórdia, o erro alheio é avaliado como lição para o futuro.
Sob a luz da misericórdia, a tolerância ganha a armadura da afetividade.
Sem misericórdia, a convivência padece. Ela é a alma das relações construtivas porque estimula a concórdia.
E sem concórdia, amigos, a técnica se torna instrumento perigoso em aos sem perícia para manejá-lo.
Fiquem à vontade para nosso diálogo.
- Clarisse, desde que a vi no evento promovido pelo GEF, desejei esse momento de convívio – falou uma jovem.
- Fico feliz por isso, amiga querida.
- Eu gostaria de saber se os dragões continuam reencarnando e como se sentem no mundo físico.
- Eles continuam reencarnando, sim. Em levas maiores até do que há cinquenta anos e com traços mais específicos. A realidade mudou bastante em relação ao tempo da história contata a vocês por dona Modesta.
Muitos espíritos têm regressado ao corpo físico com enorme sentimento de inutilidade e tristeza. São quase sempre resquícios da dolorosa angústia que viveram nos drama da erraticidade. Trazem em comum, depois de algum ajustamento mental, dificuldade de conviver em grupo e acentuado personalismo devido à agressividade das hipnoses dirigidas ao ego, alimentando um profundo sentimento de inutilidade e desprezo social.
Alguns traços adquiridos na vida mental nos submundos astrais nos interessam para o exame dessa hora. São eles: a morte psicológica pelo remorso geratriz de auto obsessão, o processo de hipnose exploradora por meio da expansão do inconsciente primitivo (regressão a estágios primários da evolução), o monodeísmo ou cristalização, a insônia induzida pelos processos de fragilização da lucidez, os pavores da vampirização pela sucção de energias vital, as sevícias do prazer, a perda da noção de tempo, o traumatismo decorrente da convivência inóspita e antissocial.
No corpo físico, tais desajustes ganham expressões enfermiças, como: neuroses e psicoses, desvalorização pessoal, ostracismo, alucinações, estado de apatia, pesadelos noturnos, negação do corpo, inadequação social, sons terrificantes na acústica da memória, odores desagradáveis e inexplicáveis, asfixia da angústia, fantasias de vingança, sono de fuga, bloqueio sinestésico, estado contínuo de desassossego, poliqueixosos que tombam na hipocondria e, em alguns casos, o suinismo, a dificuldade com o prazer sexual e outros efeitos.
Milhões de almas saindo desse quadro de dores da erraticidade trazem cenários novos para a medicina sanitária do mundo. Um novo aspecto de doenças convoca a ingenes desafios de pesquisa. Micro-organismos alojados no psiquismo ganham expressões de vida quando em contato com a matéria por meio de metarmorfoses múltiplas, criando vírus, bacilos e bactérias ainda não catalogados pela ciência atual.
Milhões de almas saindo desse quadro de dores da erraticidade trazem cenários novos para a medicina sanitária do mundo. Um novo aspecto de doenças convoca a ingenes desafios de pesquisa. Micro-organismos alojados no psiquismo ganham expressões de vida quando em contato com a matéria por meio de metamorfoses múltiplas, criando vírus, bacilos e bactérias ainda não catalogados pela ciência atual.
- A doença mental seria um traço comum de todos eles?
- Raramente tombam na doença mental clássica. Trazem quadros de doenças variadas, que desafiam a psiquiatria do mundo, porque, devido ao seu poder mental, necessariamente não entram em dissociação ou fragmentação mental que poderia levá-lo ao quadro conhecido de esquizofrenia e das psicoses diversas.
São portadores de doenças mentais que poderíamos classificar como “loucura controlada”. Por isso, quase sempre são médiuns, a fim de que tenham uma mobilidade maior no trânsito do inconsciente para o superconsciente, e vice-versa, sem maiores prejuízos à sua estrutura de sanidade, cujo ego, muito fortalecido, faz o papel de um eixo defensivo.
Entretanto, o uso desordenado dessa concessão pode levá-los à total perda de controle da vida mental, encerrando-os nas provas da perturbação da conduta.
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