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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Umbanda, Um Novo Olhar - livro baseado no legado de Roger Feraudy -





Baseado no legado de Roger Feraudy e a seu pedido, a intenção deste livro é lançar um novo modelo, um novo olhar sobre a umbanda e sobre a espiritualidade como um todo, desde seus conceitos básicos, passando pela caridade e indo até considerações mais sofisticadas sobre assuntos como quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos.É mais que tempo dos homens da Terra, quase todos filhos das estrelas, voltarem seus olhos para a história divina de nosso planeta, que se mescla com a história da própria umbanda, repleta de ensinamentos de entidades maravilhosas, de inimaginável evolução espiritual. Voltarem seus olhos e além de tentarem entender o que realmente se passa nesse mundo invisível, nos meandros dessa magia cósmica na qual estamos todos inseridos, tentarem imitar esses exemplos de bondade infinita, até que esses iluminados seres siderais possam voltar a nos guiar numa nova civilização.É chegada a hora daqueles que tem compromisso cármico ativo com a magia, isto é, os umbandistas, estudarem mais não apenas para poder lidar com a magia sem ganhar um carma, mas também para que o paradigma da umbanda passiva seja modificado; compreenderem as verdades ocultas para liberar a verdadeira umbanda da miscigenação com outros cultos e rituais que a ela se enredaram, se tornando então agentes do entendimento universal. É chegada a hora do homem comum aprender a fazer seus próprios milagres.

Introdução

Muitos milênios se passaram nesta incrível trajetória da Umbanda em nosso planeta. Uma história coberta de acontecimentos memoráveis; fatos verídicos, que deixaram sinais na topografia do planeta, agora estudados por arqueólogos, paleontólogos, exploradores, historiadores e cientistas das mais diversas áreas. 

Fatos que deixam para trás a época da aceitação simplista de dogmas ou lendas religiosas ocorridas pela vontade de Deus, sem que deles se tivesse qualquer notícia baseada na razão. E menos ainda deduções históricas baseadas em fatos de registro recente, mais singelas ainda, como, por exemplo, a suposição de que os escravos africanos trouxeram com eles a Umbanda e tudo o que se sabe dela, no bojo de seus cultos tribais.

Este livro pretende, além de passar os conhecimentos ancestrais da Umbanda, no que diz respeito a magia e sua fenomenologia, o que, geralmente, é o que interessa ao umbandista comum, falar da própria Umbanda.

Suas origens, sua história extraterrestre, que se confunde com a história da própria civilização do planeta, seus dirigentes cósmicos; falar sobre as entidades que realmente militam nesse movimento, aquela enfeixdas nas verdadeiras linhas de Umbanda e muito mais.

Pedimos um pouco de paciência ao leitor ansioso por adentrar os meandros da magia quando, em alguns capítulos, nos detivermos no entendimento maior do que é a Umbanda e na sua história; nos detivermos na compreensão de quem somos nós, seres perdidos neste pequenino planeta azul, poeira cósmica neste universo; quando pararmos um instante para pensar no tempo, que de fato parece não existir da forma linear como nós sempre pensamos; e ainda considerar o conceito de uma grande consciência cósmica, onde todos os reinos, com todos seus habitantes, se tornam um só nisto que chamamos natureza, nos conclamando ao amor universal para com todos os seres, posto que são partes de nós mesmos.

Achamos necessário situar o umbandista no universo como ser eterno para que ele possa então compreender melhor a própria Umbanda e sua responsabilidade para com ela: todo espiritualista de hoje, mesmo que apenas um simpatizante, mexeu com magia no passado. Necessário então compreender as origens planetárias da magia. A magia negra e sua consequência necessária, a magia branca. Como e porquê a magia negra grassou na Terra com tanta força e por qual razão seus resquícios ainda respingam em cima de nossos ombros até hoje?

Existiriam ainda muitos magos negros no astral, como dizem alguns? Têm os umbandistas condições de ainda fazer frente a eles? De onde vieram e por quais razões? Mas, será que êles existem mesmo? Sem dúvida muitas perguntas interessantes, que geram discussões acaloradas.

Quais as condições para o umbandista poder fazer frente ao conjunto de necessidades, tanto mediúnicas como espirituais, além de outras morais, principalmente, que o habilitem a se dizer um umbandista, com conhecimento para não interferir no carma alheio e ainda assim não se omitir de suas obrigações milenares? A necessidade premente do candidato de promover urgente reforma intima, que o liberte das garras das entidades das sombras; aquelas que com sua fala mansa e aparentemente coerente, sim, porque eles também sabem muito, enganam os incautos aprendizes de feiticeiros atuais.

A cada passo deste livro iremos introduzindo textos de outros livros, de leitura mais que recomendada, a maioria de autoria de Roger Feraudy, por cuja mediunidade, lapidada em seus mais de 50 anos de Umbanda, as entidades responsáveis pela Umbanda na Terra trouxeram as notícias e os ensinamentos históricos da milenar Aumpram.

Não é pretensão deste livro discutir a Umbanda, pois ela é uma só, apesar das distintas maneiras como é compreendida. Da mesma maneira não se coloca a Fraternidade do Grande Coração como a detentora da verdade ou de todas as informações disponíveis sobre o assunto, tendo em vista a vastidão do mesmo.

Também não se trata de colocar uma versão da Umbanda ou uma corrente de pensamento ou um tipo de Umbanda, como gostam alguns de dizer, pois, como já dissemos, a Umbanda é uma só. Nomeamos à vezes o rito da FGC como Umbanda ancestral ou esotérica, apenas como uma maneira didática de diferenciá-lo de outros ritos de orientação africanista ou similar, conhecidos como Umbanda popular. Existem ainda outros com forte influência do candomblé, onde conceitos milenares se confundem com outros de pajelança tribal.

A constatação, todavia, é que através dos milênios suas origens e seus ensinamentos foram se perdendo ou se confundindo ou ainda se miscigenando com outros ritos e cultos, trazendo desta forma para os dias atuais, uma colcha de retalhos de informações e crenças das mais diversas matizes. Não se trata, portanto, de criticar este ou aquele tipo de ritual ou cultura. Entendemos que cada modelo de pensamento serve para um determinado grupo de pessoas durante um determinado tempo e como tal tem sua utilidade e deve ser respeitado.

É apenas chegado o tempo de resgatar para o umbandista as origens cósmicas e ancestrais deste movimento, tal como era em seus primeiros dias, tal como foi introduzido no planeta há 700.000 anos atrás.

Está em curso no astral o Projeto Terras do Sul, congregando milhares de espíritos iluminados, oriundos das mais diversas pátrias celestes, onde o Brasil aparecerá, um dia, como o centro da espiritualidade planetária. Alguns estudiosos confundiram essa informação com um pensamento um pouco distorcido, de que a Umbanda será a religião universal, o que não pode, obviamente, ser lógico. Quando por aqui existir a orientação maior planetária, é de se pensar que não sejam mais necessárias religiões ou cultos, pois apenas o amor prevalecerá. Inclusive essa é a proposta do nobre espírito que reintroduziu a Umbanda no planeta.

E por tudo isso, Umbanda não se discute. Umbanda se aprende; aprende-se com a humildade genuína dos aprendizes ávidos e atentos às novas, embora antigas, notícias trazidas pelos mestres siderais, conscientes sempre que devemos ser de nossa pequenez e nossa ignorância latente frente aos fenômenos monumentais, imponderáveis e mágicos deste universo no qual estamos inseridos. Consciência esta que, por uma questão simples de lógica, impede quem quer que seja de dizer que nada tem a aprender. Aliás, antigo provérbio diz que aquele que acha saber tudo não vai mesmo aprender nada.

Importante também o aprendiz se dar conta que nada ou quase nada sabe sobre magia de fato. Sabe, geralmente, fazer algum tipo de magia, muitas vezes até sem se dar conta disso ou então sem se interessar pelo fenônemo em si, o que o torna apenas um mero executor de magias, mas bem longe de poder vir a se tornar um mago da luz de fato: aquele que trabalha por amor e com conhecimento. É antiga a assertiva de que o inferno está cheio de boas intenções. E desta forma o médium acaba, muitas vezes, interferindo no carma de outras pessoas e ganhando para si mesmo pesado carma, que, de certo, necessitará de reparação em vida próxima.

Um dos grandes problemas a ser enfrentado nesses casos, desde o princípio, é a nossa vaidade; como umbandistas costumamos ser vistos, em nossos alvos uniformes brancos, quase como semideuses por toda uma legião de confiantes consulentes que nos procuram, diuturnamente, carregando trêmulos suas dores; eles as depositam, esperançosos, em nossas mãos a espera de um milagre que, muitas vezes, fazemos mesmo acontecer. Esquecemos, todavia, que cada um recebe apenas na medida de seu merecimento e, na maioria das vezes, com ou sem a nossa interferência; e o que é pior: muitas vezes terminamos por nos achar mesmo ungidos pelos deuses e donos de extraordinários poderes mediúnicos, como se mediunidade fosse um dom e não um compromisso cármico.

E o maior problema de todos é que jamais nos colocamos na condição de aprendizes. O problema costuma se agravar quando já temos uma posição de chefia ou de dirigente dentro da casa umbandista. Aí então achamos que sabemos tudo mesmo, pois temos muitos anos de experiência nas lides umbandistas. Perguntaríamos: o que são muitos anos frente à eternidade?

Quando pensamos em 700.000 anos de Umbanda e também nos fenômenos científicos que transitam, por exemplo, pela física quântica para a explicação da magia ou pela teosofia e vedanta para compreensão do homem enquanto ser universal, deveríamos nos recolher à condição de meros neófitos nesta vida e, quem sabe, em muitas após esta.

Hoje aprendizes e num novo tempo, quem sabe, mestres. E neste intervalo nos preparamos, levando com coragem para dentro das nossas casas de Umbanda, para nossos irmãos umbandistas, na medida da possibilidade de assimilação e compreensão de cada um, os novos conhecimentos. É preciso que se lembre que lidamos com consciências milenares e que cada indivíduo despertará no seu tempo em particular. Por estas razões é indispensável, antes de tudo, caridade, para que nossas certezas não se transformem em motivo de angústia para outras pessoas.

Muitas vezes não será possível e nem necessário, convencer o velho umbandista, de mãos rápidas no manuseio do fumo de corda que prepara com carinho para o preto velho que por ele se manifesta há décadas, que a entidade talvez não seja de fato um preto velho; talvez um oriental de grande conhecimento, humildemente usando esse tipo de corpo de ilusão. Provavelmente a caridade que ele presta é maior que a nossa, os estudiosos.

E além da caridade é preciso respeito. Respeito pelo trabalho desinteressado que muitos umbandistas fazem dentro de suas crenças e rituais; respeito pela ajuda que prestam aos corações sofridos dos consulentes com seus conselhos e mirongas, desde muito antes de muitos de nós pensarem em se tornar umbandistas.

E nunca é demais lembrar que Umbanda é, simplesmente, amor!

Como se vê, este livro não é um curso de desenvolvimento mediúnico e tampouco um curso para formação de babalaôs, pois para tanto seria necessário que o candidato tivesse um compromisso cármico nesse sentido, além de outros requisitos. Trata-se apenas de um curso complementar de Umbanda, visando não só preparar umbandistas para a organização e direção espiritual de uma casa, através de um conhecimento aprofundado da Umbanda ancestral, como também levar ao estudioso da espiritualidade informações que possam trazer alguma luz sobre antigas crenças.

Como o próprio nome diz, a intenção é apenas lançar o modelo de um novo olhar sobre a Umbanda e sobre a espiritualidade como um todo, desde seus conceitos básicos, passando pela caridade e indo até considerações mais sofisticadas sobre assuntos como quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos.

Venha conosco nesta jornada.


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