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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Conhecer a Umbanda


Maio de 2012
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Conhecer a Umbanda

Seria muito interessante se todo médium Umbandista, antes de iniciar seu desenvolvimento numa corrente mediúnica, pudesse ter acesso ao conhecimento teórico sobre o que é a Umbanda e o que significa ser médium nessa religião.

A falta de informação dificulta a caminhada do médium.

Normalmente, o que ocorre, com a maioria dos médiuns Umbandistas, obedece a uma sequencia que, no mais das vezes, se apresenta da seguinte forma:

1 – A pessoa é apresentada aos trabalhos de Umbanda convidada por outra pessoa e por alguma razão, aceita o convite;
2 – O primeiro impacto com a religião, tanto pode ser negativo, quanto positivo, ou ainda, neutro;
3 – Nos casos positivos e neutros, é comum que a pessoa continue freqüentando o terreiro, seja para se beneficiar com o passe, seja para consultar Entidades;
4 – A freqüência vai despertando, ou não, nas pessoas, o desejo de fazer parte da corrente ou ainda promove sensações antes jamais cogitadas pelo consulente. Sensações essas facilmente “diagnosticadas”, por médiuns mais experientes, como sendo o despertar mediúnico da pessoa que é, a partir desse momento, convidada a participar da corrente mediúnica da casa.

Pode ocorrer ainda que a pessoa seja convidada, ou até mesmo “convocada”, ao trabalho mediúnico de Umbanda, pelas Entidades Espirituais do terreiro, mas, nos dois casos, normalmente a pessoa aceita o convite sem saber o que e como é a dinâmica de uma gira, porém, o pior, é que entra para o trabalho sem noção do que seja a religião, sua missão e seus propósitos na Terra.

Nesse momento muitos se desiludem, outros mais se encantam, porém, a disposição para o estudo e a compreensão a respeito da religião ficam em segundo plano, tornando assim muito mais difícil o trabalho dos dirigentes e das Entidades que devem instruir o médium iniciante.

Seria diferente essa situação se os terreiros, a exemplo de muitos, adotassem antes do inicio de seus trabalhos, o hábito de instruir, ainda que de forma breve, a assistência que ali acorre em busca de auxilio.

Ensinar, aliás, é um gesto caritativo.

Palestras breves bastam para que as pessoas conheçam, aos poucos, a que se destina a religião que escolheram e como funciona sua dinâmica e trabalho no astral e na Terra.

Sabemos, porém, que cada terreiro tem uma missão e adota formas especificas de trabalho, ritual, etc.

Rituais e formas divergem, mas, todo terreiro sério e comprometido com o bem, tem em comum a prática da caridade, a crença em Deus, em Jesus e na espiritualidade.

A diferença de rito não pode ser empecilho à informação

Dentro de cada crença particular está inserida uma parcela do todo e da verdade, por isso acredito que todos podem compartilhar conhecimento sem medo porque ninguém é dono da verdade absoluta.

Diante de tal postura, creio eu, tudo seria mais fácil e os julgamentos ficariam por conta do entendimento de cada um.

Annapon

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ante a Mediunidade - Chico Xavier -



ANTE A MEDIUNIDADE

Emmanuel - da obra O Livro da Esperança - psicografia de Chico Xavier -

Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes.”
JESUS — MATEUS, 10:8.
“Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na
mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que
materialmente possa dispor.
Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se
afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.” - Cap. 26, 10.
Mediunidade na bênção do auxílio é semelhante à luz em louvor do bem.
Toda luz é providencial.
Toda mediunidade é importante.
Reflitamos na divina missão da luz, a expressar-se de maneiras diversas.
Temo-la no alto de torres, mostrando rota segura aos navegantes; nos postes
da via pública, a beneficio de todos; no recinto doméstico, em uso particular; nos sinais
de trânsito, prevenindo desastres; nos educandários, garantindo a instrução; nas
enfermarias em socorro aos doentes; nas lanternas humildes, que ajudam o viajor, à
distância do lar; nas câmaras do subsolo, alentando o operário suarento, na conquista do
pão.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Umbanda, Um Novo Olhar - livro baseado no legado de Roger Feraudy -





Baseado no legado de Roger Feraudy e a seu pedido, a intenção deste livro é lançar um novo modelo, um novo olhar sobre a umbanda e sobre a espiritualidade como um todo, desde seus conceitos básicos, passando pela caridade e indo até considerações mais sofisticadas sobre assuntos como quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos.É mais que tempo dos homens da Terra, quase todos filhos das estrelas, voltarem seus olhos para a história divina de nosso planeta, que se mescla com a história da própria umbanda, repleta de ensinamentos de entidades maravilhosas, de inimaginável evolução espiritual. Voltarem seus olhos e além de tentarem entender o que realmente se passa nesse mundo invisível, nos meandros dessa magia cósmica na qual estamos todos inseridos, tentarem imitar esses exemplos de bondade infinita, até que esses iluminados seres siderais possam voltar a nos guiar numa nova civilização.É chegada a hora daqueles que tem compromisso cármico ativo com a magia, isto é, os umbandistas, estudarem mais não apenas para poder lidar com a magia sem ganhar um carma, mas também para que o paradigma da umbanda passiva seja modificado; compreenderem as verdades ocultas para liberar a verdadeira umbanda da miscigenação com outros cultos e rituais que a ela se enredaram, se tornando então agentes do entendimento universal. É chegada a hora do homem comum aprender a fazer seus próprios milagres.

Introdução

Muitos milênios se passaram nesta incrível trajetória da Umbanda em nosso planeta. Uma história coberta de acontecimentos memoráveis; fatos verídicos, que deixaram sinais na topografia do planeta, agora estudados por arqueólogos, paleontólogos, exploradores, historiadores e cientistas das mais diversas áreas. 

Fatos que deixam para trás a época da aceitação simplista de dogmas ou lendas religiosas ocorridas pela vontade de Deus, sem que deles se tivesse qualquer notícia baseada na razão. E menos ainda deduções históricas baseadas em fatos de registro recente, mais singelas ainda, como, por exemplo, a suposição de que os escravos africanos trouxeram com eles a Umbanda e tudo o que se sabe dela, no bojo de seus cultos tribais.

Este livro pretende, além de passar os conhecimentos ancestrais da Umbanda, no que diz respeito a magia e sua fenomenologia, o que, geralmente, é o que interessa ao umbandista comum, falar da própria Umbanda.

Suas origens, sua história extraterrestre, que se confunde com a história da própria civilização do planeta, seus dirigentes cósmicos; falar sobre as entidades que realmente militam nesse movimento, aquela enfeixdas nas verdadeiras linhas de Umbanda e muito mais.

Pedimos um pouco de paciência ao leitor ansioso por adentrar os meandros da magia quando, em alguns capítulos, nos detivermos no entendimento maior do que é a Umbanda e na sua história; nos detivermos na compreensão de quem somos nós, seres perdidos neste pequenino planeta azul, poeira cósmica neste universo; quando pararmos um instante para pensar no tempo, que de fato parece não existir da forma linear como nós sempre pensamos; e ainda considerar o conceito de uma grande consciência cósmica, onde todos os reinos, com todos seus habitantes, se tornam um só nisto que chamamos natureza, nos conclamando ao amor universal para com todos os seres, posto que são partes de nós mesmos.

Achamos necessário situar o umbandista no universo como ser eterno para que ele possa então compreender melhor a própria Umbanda e sua responsabilidade para com ela: todo espiritualista de hoje, mesmo que apenas um simpatizante, mexeu com magia no passado. Necessário então compreender as origens planetárias da magia. A magia negra e sua consequência necessária, a magia branca. Como e porquê a magia negra grassou na Terra com tanta força e por qual razão seus resquícios ainda respingam em cima de nossos ombros até hoje?

Existiriam ainda muitos magos negros no astral, como dizem alguns? Têm os umbandistas condições de ainda fazer frente a eles? De onde vieram e por quais razões? Mas, será que êles existem mesmo? Sem dúvida muitas perguntas interessantes, que geram discussões acaloradas.

Quais as condições para o umbandista poder fazer frente ao conjunto de necessidades, tanto mediúnicas como espirituais, além de outras morais, principalmente, que o habilitem a se dizer um umbandista, com conhecimento para não interferir no carma alheio e ainda assim não se omitir de suas obrigações milenares? A necessidade premente do candidato de promover urgente reforma intima, que o liberte das garras das entidades das sombras; aquelas que com sua fala mansa e aparentemente coerente, sim, porque eles também sabem muito, enganam os incautos aprendizes de feiticeiros atuais.

A cada passo deste livro iremos introduzindo textos de outros livros, de leitura mais que recomendada, a maioria de autoria de Roger Feraudy, por cuja mediunidade, lapidada em seus mais de 50 anos de Umbanda, as entidades responsáveis pela Umbanda na Terra trouxeram as notícias e os ensinamentos históricos da milenar Aumpram.

Não é pretensão deste livro discutir a Umbanda, pois ela é uma só, apesar das distintas maneiras como é compreendida. Da mesma maneira não se coloca a Fraternidade do Grande Coração como a detentora da verdade ou de todas as informações disponíveis sobre o assunto, tendo em vista a vastidão do mesmo.

Também não se trata de colocar uma versão da Umbanda ou uma corrente de pensamento ou um tipo de Umbanda, como gostam alguns de dizer, pois, como já dissemos, a Umbanda é uma só. Nomeamos à vezes o rito da FGC como Umbanda ancestral ou esotérica, apenas como uma maneira didática de diferenciá-lo de outros ritos de orientação africanista ou similar, conhecidos como Umbanda popular. Existem ainda outros com forte influência do candomblé, onde conceitos milenares se confundem com outros de pajelança tribal.

A constatação, todavia, é que através dos milênios suas origens e seus ensinamentos foram se perdendo ou se confundindo ou ainda se miscigenando com outros ritos e cultos, trazendo desta forma para os dias atuais, uma colcha de retalhos de informações e crenças das mais diversas matizes. Não se trata, portanto, de criticar este ou aquele tipo de ritual ou cultura. Entendemos que cada modelo de pensamento serve para um determinado grupo de pessoas durante um determinado tempo e como tal tem sua utilidade e deve ser respeitado.

É apenas chegado o tempo de resgatar para o umbandista as origens cósmicas e ancestrais deste movimento, tal como era em seus primeiros dias, tal como foi introduzido no planeta há 700.000 anos atrás.

Está em curso no astral o Projeto Terras do Sul, congregando milhares de espíritos iluminados, oriundos das mais diversas pátrias celestes, onde o Brasil aparecerá, um dia, como o centro da espiritualidade planetária. Alguns estudiosos confundiram essa informação com um pensamento um pouco distorcido, de que a Umbanda será a religião universal, o que não pode, obviamente, ser lógico. Quando por aqui existir a orientação maior planetária, é de se pensar que não sejam mais necessárias religiões ou cultos, pois apenas o amor prevalecerá. Inclusive essa é a proposta do nobre espírito que reintroduziu a Umbanda no planeta.

E por tudo isso, Umbanda não se discute. Umbanda se aprende; aprende-se com a humildade genuína dos aprendizes ávidos e atentos às novas, embora antigas, notícias trazidas pelos mestres siderais, conscientes sempre que devemos ser de nossa pequenez e nossa ignorância latente frente aos fenômenos monumentais, imponderáveis e mágicos deste universo no qual estamos inseridos. Consciência esta que, por uma questão simples de lógica, impede quem quer que seja de dizer que nada tem a aprender. Aliás, antigo provérbio diz que aquele que acha saber tudo não vai mesmo aprender nada.

Importante também o aprendiz se dar conta que nada ou quase nada sabe sobre magia de fato. Sabe, geralmente, fazer algum tipo de magia, muitas vezes até sem se dar conta disso ou então sem se interessar pelo fenônemo em si, o que o torna apenas um mero executor de magias, mas bem longe de poder vir a se tornar um mago da luz de fato: aquele que trabalha por amor e com conhecimento. É antiga a assertiva de que o inferno está cheio de boas intenções. E desta forma o médium acaba, muitas vezes, interferindo no carma de outras pessoas e ganhando para si mesmo pesado carma, que, de certo, necessitará de reparação em vida próxima.

Um dos grandes problemas a ser enfrentado nesses casos, desde o princípio, é a nossa vaidade; como umbandistas costumamos ser vistos, em nossos alvos uniformes brancos, quase como semideuses por toda uma legião de confiantes consulentes que nos procuram, diuturnamente, carregando trêmulos suas dores; eles as depositam, esperançosos, em nossas mãos a espera de um milagre que, muitas vezes, fazemos mesmo acontecer. Esquecemos, todavia, que cada um recebe apenas na medida de seu merecimento e, na maioria das vezes, com ou sem a nossa interferência; e o que é pior: muitas vezes terminamos por nos achar mesmo ungidos pelos deuses e donos de extraordinários poderes mediúnicos, como se mediunidade fosse um dom e não um compromisso cármico.

E o maior problema de todos é que jamais nos colocamos na condição de aprendizes. O problema costuma se agravar quando já temos uma posição de chefia ou de dirigente dentro da casa umbandista. Aí então achamos que sabemos tudo mesmo, pois temos muitos anos de experiência nas lides umbandistas. Perguntaríamos: o que são muitos anos frente à eternidade?

Quando pensamos em 700.000 anos de Umbanda e também nos fenômenos científicos que transitam, por exemplo, pela física quântica para a explicação da magia ou pela teosofia e vedanta para compreensão do homem enquanto ser universal, deveríamos nos recolher à condição de meros neófitos nesta vida e, quem sabe, em muitas após esta.

Hoje aprendizes e num novo tempo, quem sabe, mestres. E neste intervalo nos preparamos, levando com coragem para dentro das nossas casas de Umbanda, para nossos irmãos umbandistas, na medida da possibilidade de assimilação e compreensão de cada um, os novos conhecimentos. É preciso que se lembre que lidamos com consciências milenares e que cada indivíduo despertará no seu tempo em particular. Por estas razões é indispensável, antes de tudo, caridade, para que nossas certezas não se transformem em motivo de angústia para outras pessoas.

Muitas vezes não será possível e nem necessário, convencer o velho umbandista, de mãos rápidas no manuseio do fumo de corda que prepara com carinho para o preto velho que por ele se manifesta há décadas, que a entidade talvez não seja de fato um preto velho; talvez um oriental de grande conhecimento, humildemente usando esse tipo de corpo de ilusão. Provavelmente a caridade que ele presta é maior que a nossa, os estudiosos.

E além da caridade é preciso respeito. Respeito pelo trabalho desinteressado que muitos umbandistas fazem dentro de suas crenças e rituais; respeito pela ajuda que prestam aos corações sofridos dos consulentes com seus conselhos e mirongas, desde muito antes de muitos de nós pensarem em se tornar umbandistas.

E nunca é demais lembrar que Umbanda é, simplesmente, amor!

Como se vê, este livro não é um curso de desenvolvimento mediúnico e tampouco um curso para formação de babalaôs, pois para tanto seria necessário que o candidato tivesse um compromisso cármico nesse sentido, além de outros requisitos. Trata-se apenas de um curso complementar de Umbanda, visando não só preparar umbandistas para a organização e direção espiritual de uma casa, através de um conhecimento aprofundado da Umbanda ancestral, como também levar ao estudioso da espiritualidade informações que possam trazer alguma luz sobre antigas crenças.

Como o próprio nome diz, a intenção é apenas lançar o modelo de um novo olhar sobre a Umbanda e sobre a espiritualidade como um todo, desde seus conceitos básicos, passando pela caridade e indo até considerações mais sofisticadas sobre assuntos como quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos.

Venha conosco nesta jornada.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

As Profissões de Minha Mãe




Olá!
Dedico este texto a todas as mães!
Tenham um dia abençoado e pleno de alegrias neste Dia das Mães!
Annapon



Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.
Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.
Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.
Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.
Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.
Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.
Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.
Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as ideias desencontradas de minha cabecinha infantil.
Ela me fazia dizer em voz alta as minhas ideias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.
Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.
Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.
Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.
Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.
E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.
Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.
Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.
O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.
Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.
Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.
Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.
Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.
Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.
Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.
Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.
Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.
Redação do Momento Espírita, em homenagem à sra. Hilda
Elisabeth Dalpian Marcon, mãe da redatora.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12 e no livro Momento
Espírita, v. 6, ed. Fep.
Em 07.05.2012.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Abandono Afetivo












Olá amigos!


Ouvi a história abaixo na TV e a mesma chamou minha atenção por ser um fato inédito, pelo menos dentro do meu conhecimento, que um filho reclamasse judicialmente, indenização por abandono afetivo. Como se tal abandono pudesse ser pago.


Na minha opinião, dinheiro nenhum é capaz de reparar um sentimento, nem tampouco preencherá o vazio interior de ninguém, a não ser que o objetivo dessa reclamação seja mesmo material.


Uma coisa é exigir o que a Lei determina, outra coisa é exigir algo que a pessoa em questão, no caso o pai, não tem para dar.


Amor, atenção, carinho e presença não se compram. Não estão a venda e presentes não substituem valores sentimentais.


É muito difícil ser rejeitado, porém, mais difícil ainda é colocar preço no abandono, já no que se refere ao recursos práticos, esses sim têm preço, bem como são obrigações dos pais.


E quanto aos abandonados que vivem debaixo do mesmo teto, pergunto eu, qual seria o valor que esses deveriam cobrar?


É um assunto delicado esse minha gente! Cabem reflexões, etc e tal!


Um abraço a todos e que cada um possa chegar a sua conclusão quanto a esse caso!


Annapon


Reparação por Abandono Afetivo
Decisão da Justiça de Minas Gerais, de 11 de junho de 2004, concede a um filho o direito a uma reparação financeira, a ser paga por seu próprio pai, como conseqüência do abandono praticado a partir da infância do descendente. O acórdão sustenta que “a família já não se baseia mais em uma relação de poder ou provimento econômico, mas num convívio cercado de afeto e carinho entre pais e filhos”.

O juiz Unias Silva, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada de Minas Gerais, deferiu reparação por danos morais ao estudante de Ciências da Computação, Alexandre Batista Fortes, de 23 anos, por ter sido abandonado pelo pai, quando tinha seis anos. O processo não tramitou em segredo de Justiça.

No acórdão, o juiz fixou o valor de 200 salários mínimos – o equivalente a R$ 52 mil –, com atualização monetária da tabela da Corregedoria-Geral de Justiça. A decisão pode estar abrindo uma nova frente na jurisprudência dos tribunais brasileiros. A sentença de primeiro grau, do juiz Matheus Chaves Jardim, da 19ª Vara Cível de Belo Horizonte, fora de improcedência.

A pensão alimentícia, ultimamente de cerca de R$ 1,2 mil, sempre foi paga pelo pai. Mas Alexandre garante que “só queria do pai amor e o reconhecimento como filho”.

O advogado Rodrigo Pereira da Cunha, em nome do autor da ação, sustentou que “o pai não deu alimento para a alma do filho. Sempre foi um pai muito ausente, nunca cedeu aos apelos do filho, o que é ruim, pois a presença do pai é fundamental para a formação da personalidade de cada um”. Rodrigo é o Presidente da seccional mineira do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Também atuaram em nome do autor da ação as advogadas Juliana Vieira Lobato e Claudia Maria Silva.

A tese jurídica dos advogados está baseada na Constituição (arts. 5º, 226 e 227). “Não só a lei, como os costumes e a doutrina de especialistas também respaldaram meu trabalho. Nos últimos 50 anos, houve uma mudança nos paradigmas da Justiça e, hoje, o afeto é um valor jurídico quando se discute relações familiares”, explicou o advogado Rodrigo, ao jornal O Estado de Minas.

“Minha decisão foi amparada no rompimento de uma relação entre pai e filho. Ser pai não é só dar o dinheiro para as despesas, mas suprir as necessidades dos filhos. É legítimo o direito de se buscar indenização por força de uma conduta imprópria, especialmente quando ao filho é negada a convivência, o amparo afetivo, moral e psíquico, bem como a referência paterna, magoando seus mais sublimes valores”, avaliou o juiz-relator Unias Silva. Seu voto foi acompanhado, na íntegra, pelos demais componentes da turma julgadora. (Proc. nº 0408550-5).

(O Estado de Minas , TA-MG e Espaço Vital)----------Baltazar Miranda Saraiva (BA)-----------

Referência: 3ª Edição da Revista ABRAME.













































































terça-feira, 1 de maio de 2012

A Psicologia e a Umbanda - Gero Maita -






Olá amigos!

Muito interessante e esclarecedor esse texto de Gero Maita!

Retrata com simplicidade a evolução do médium Umbandista a partir de seu contato com os guias.

Boa leitura!

Annapon


Por que na Umbanda não tem um trabalho de preparo íntimo para os médiuns, porque os dirigentes simplesmente desenvolvem os médiuns e não preparam seus íntimos.

Penso que os dirigentes deveriam desenvolver um trabalho de desenvolvimento interior dos médiuns, com raras exceções, a maioria dos terreiros não há uma preocupação em desenvolver um trabalho específico para a melhoria do íntimo dos médiuns. Mas ao refletir sobre o assunto percebi que este trabalho é realizado de forma silenciosa pelos guias espirituais.
A reforma íntima do médium acontece na incorporação e nos contatos com os guias. A possibilidade de trabalhar várias linhas diferentes, permite ao médium a possibilidade de incorporar à personalidade o princípio do arquétipo que rege a linha.
Assim ao incorporar um preto velho ou preta velha, o médium vai desenvolvendo em si a paciência, a bondade, o carinho, a empatia, o amor, a compreensão ao outro. Se estas características já eram uma tônica no seu ser, então aprimora ainda mais estas qualidades, trazendo a tona uma energia amorosa, que flui naturalmente em si, permitindo que as qualidades do guia possam fluir naturalmente. Quando estas qualidades não estão desenvolvidas o guia vai aos poucos incutindo no médium estas qualidades até que possa fluir naturalmente. A consciência destas possibilidades de aprimoramento, pode facilitar a entrega do médium ao seu preto velho ou preta velha, mais o seu chacra cardíaco vai se abrindo permitindo uma intensa luminosidade no seu ser.
Ao incorporar um caboclo ou cabocla, o médium aprende a ordem, a disciplina, o ritual, a eficiência do trabalho, a priorizar o que é importante, a trabalhar com ervas, com os vegetais, com as pedras, a quebrar demandas, sempre sem falar muito, somente o necessário, sem querer aparecer, trazendo uma força grande em si, aprende a conhecer o seu próprio poder, a força que possui. O arquétipo dos caboclos e das caboclas é o do poder da luz, no auxílio ao humano, aos espíritos em evolução, e saber que tem força interna, suficiente para suportar as provações que certamente o médium passará, assim cada caboclo vai aos poucos moldando a energia do seu médium, tornando o disciplinado, atento a ritualística, ao companheirismo aos seus irmãos que sofrem, e suportando em si muitas vezes as dores do outro. Aprende a resignação quando recebe os ataques em decorrência do seu trabalho mediúnico, aprende que ao suportar as aflições sem reclamar dos guias, está fortalecendo seu íntimo, criando uma estrutura psíquica forte em si com capacidade, de relacionar com os adventos da vida de forma harmoniosa.
Os baianos trazem a descontração, o aprendizado de como trabalhar as adversidades, a alegria, a flexibilidade, a magia, a brincadeira sadia. Assim médiuns que são introspectivos, quando incorporados em seu baiano ou baiana, soltam-se liberando sua alegria interna, a descontração. Outros, já são descontraídos por natureza, e desenvolvem outras qualidades junto com seu baiano, como a flexibilidade diante das situações, como amparar o irmão com alegria, trazer a alegria para o próximo. Transmutando a tristeza do outro transmitindo alegria e esperança.
Os ciganos também aprimoram seus médiuns, trazendo a suavidade, a beleza, o encantamento, o envolvimento, a intuição, a paixão pela vida, pelo belo, pela música, a cura.
Os marinheiros permitem aos médiuns, desenvolverem o equílibrio emocional, entrar em contato com as emoções mais íntimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios.
Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.
Os boiadeiros trazem para o médium a força necessária para caminhar no mundo, para lidar com as adversidades da vida, fortalecendo-o diante do mundo, mostrando que a luta sincera, o bom combate, leva a luz.
A linha do grande oriente, onde incorporam guias orientais, hindus, mulçumanos, chineses, entre outros, estimula no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo. Estimula no médium o caminho da ascensão espiritual, fazendo-o eliminar da sua vida tudo o que é pernicioso.
Exú e Pomba-gira, trazem a tona a sombra do médium, aquilo que necessita ser trabalhado e está escondido no seu ser. A ganância, a soberba, a ira, o ciúme, os medos indizíveis, o orgulho, o perfeccionismo entre outras coisas. Exú tem a capacidade de espelhar o que está no íntimo do médium, mostrando o que está no seu interior. E só perceber como seu Exú ou Pomba-gira e terá uma pista do que traz no seu íntimo. O trabalho com a própria sombra é facilitado com a incorporação dos Exús e Pomba-giras. Assim quando o médium diz: meu Exú é galanteador, é importante o médium ver o quanto traz de Don Juan. Quando a Pomba-gira é indisciplinada, o quanto o médium tem de rebeldia não trabalhada. Exús orgulhosos, médiuns necessitando trabalhar a soberba, Pomba-giras vaidosas em excesso, médiuns necessitando trabalhar a vaidade.
Muitas vezes também Exú e Pomba-gira espelham qualidades íntimas dos médiuns, tais como: Exús eruditos, médiuns que buscam o conhecimento, Pomba-gira trabalhadora, médium esforçada, Exús guerreiros, médiuns batalhadores e assim por diante as qualidades e defeitos dos médiuns são espelhadas por Exú e Pomba-gira. Aprendem com eles o médium que tiver coragem de se olhar sem medo, e perguntar o que seu guia de esquerda traz que desagrada, sem medo, pois Exú está ai pra isso mesmo, mostrar o que não queremos esconder, trazer a tona aquilo que precisa ser trabalhado.





Postado por Centro Espiritualista de Umbanda Esperança
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