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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A industria da Fé

  






Não nos cumpre julgar o labor dos seres humanos; apenas desejamos destacar o "quantum" de renúncia e de trabalho que os humildes oferecem para o bem alheio. É óbvio que terá mais merecimento perante Deus a preta velha que, mesmo prejudicada no seu labor doméstico ainda presta serviços de amor ao próximo, no benzimento ou no "desmancho" gratuito, que a mulher que só o faz a troco de boa remuneração dos seus consulentes.
      Mas não exagereis demasiadamente esse conceito do "dai de graça", quando o aplicais exclusivamente no julgamento alheio, pois que recebidos "de graça" são todos os dons que recebeis de Deus, visto que ele é o verdadeiro doador da vida. Todos vós estais cheios desses dons: os olhos, as mãos, os ouvidos, o paladar, o olfato e b tato são dádivas que o Pai vos concedeu para o crescimento espiritual. No entanto, esses bens sublimes muitos os transformam em instrumento para prognosticar a queda moral da irmã desavisada, o fracasso do amigo ou a decadência do cidadão íntegro.

     A língua generosa é usada para a palavra acusadora, fescenina, blasfema e insultuosa; os ouvidos se aguçam na colheita da maledicência, da intriga e da notícia exagerada para as fontes de escândalo; as mãos, criadas para instrumento das bênçãos do trabalho, da carícia e do serviço ao bem, esbofeteiam, apontam defeitos, produzem o roubo, constróem canhões, punhais, revólveres e aparelhamento de morte de todo género! Os dons do olfato se pervertem na busca dos perfumes voluptuosos das alcovas do vício, ou das emanações do éter, ou da nicotina deprimente; o paladar deixa-se desregrar com os alcoólicos das tabernas ou com os corrosivos elegantes de etiquetas douradas!
     Depois do mau emprego desses dons magníficos, que de graça o Pai vos oferece, cremos que é bem desculpável o ato da preta velha que aceita a moeda para o leite do filho ou o vestido para a filhinha, oferecendo, em troca, orações, bênçãos, simpatias, acompanhadas do indefectível "louvado seja nosso sinhô Zezuis-Cristo"!
      A indústria da Fé, que é muito mais preferida pelos doutos do vosso mundo, aufere vultoso rendimento no mecanismo das rezas e dos louvores, sem que isso provoque censuras de vossa parte. A ciência, sob o aparato impressionante da terminologia clássica, também exerce, por vezes, o seu mister através do inglório comércio deliberadamente explorador da dor humana!

(Do livro: “Mensagens do Astral” – Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Chico Xavier e Dr.Bezerra de Menezes (uma das muitas belas histórias de Chico)



O mais bonito, não eram apenas as visitas que o Chico fazia com os grupos, mas aquelas anônimas que ele realizava pela madrugada, quando saía sozinho para levar seu conforto moral à famílias doentes, a pessoas moribundas, às vezes acompanhado por um amigo para assessorá-lo, ajudá-lo, pois já portava alguns problemas de saúde, mas sem que ninguém o soubesse.
Ali estava a maior antena paranormal da humanidade dos últimos séculos, apagando este potencial para chorar com uma família que tinha fome.
Ele contou-me que tinha o hábito, em Pedro Leopoldo, de visitar pessoas que ficavam embaixo de uma velha ponte numa estrada abandonada, e que ruíra.... Iam ele, sua irmã Luiza e mais duas ou três pessoas muito pobres de sua comunidade..

À medida que eles aumentavam a freqüência de visitas, os necessitados foram se avolumando, e mal conseguiam víveres para o grupo, pois que os seus salários eram insuficientes, e todos eram pessoas de escassos recursos.
O esposo de Luíza, que era fiscal da prefeitura, recolhia, quando nas feiras-livres havia excedente, legumes e outros alimentos, e que eram doados para distribuir anonimamente, nos sábados, à noite, aos necessitados da ponte.
Houve, porém, um dia em que ele, Luíza e suas auxiliares não tinham absolutamente nada; decidiu-se então, não irem, pois aquela gente estava com fome e nada teriam para oferecer. Eles também estavam vivendo com extremas dificuldades.
Foi quando apareceu-lhe o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, que sugeriu colocassem alguns jarros com água, que ele iria magnetizá-los para serem distribuídas, havendo, ao menos, alguma coisa para dar. Ele assim o fez, e o Espírito benfeitor, utilizando-se do seu ectoplasma bem como o das demais pessoas presentes, fluidificou o líquido.
Esse adquiriu um suave perfume, e então o Chico tomou as moringas e, com suas amigas, após a reunião convencional do sábado, dirigiram-se à ponte. Quando lá chegaram encontraram umas 200 pessoas, entre crianças, adultos, enfermos em geral, pessoas com graves problemas espirituais, necessitados.

Lá vem o Chico, dona Luíza' - gritaram e ele, constrangido e angustiado, por ter levado apenas água (o povo nem sabia o que seria água magnetizada, fluidificada) , pretendeu explicar a ocorrência. Levantou-se e falou:

- Meus irmãos, hoje nós não temos nada' - e narrou a dificuldade. As pessoas ficaram logo ofendidas, tomando atitudes de desrespeito, e ele começou a chorar. Neste momento, uma das assistidas levantou-se e disse:

- Alto lá! Este homem e estas mulheres vêm sempre aqui nos ajudar, e hoje, que eles não têm nada para nos dar, cabe-nos dar-lhes alguma coisa.... Vamos dar-lhes a nossa alegria, vamos cantar, vamos agradecer a Deus.'
Enquanto ela estava dizendo isso, apareceu um caminhão carregado, e alguém, lá de dentro, interrogou:

- quem é Chico Xavier?'

Quando ele atendeu, o motorista perguntou se ele se lembrava de um certo Dr. Fulano de Tal? Chico recordava-se de um certo senhor de grandes posses materiais que vivia em São Paulo, que um ano antes estivera em Pedro Leopoldo, e lhe contara o drama de que era objeto.
Seu filho querido desencarnara, ele e a esposa estavam desesperados - ainda não havia o denominado Correio de Luz, eram comunicações mais esporádicas - e Chico compadeceu-se muito da angústia do casal.
Durante a reunião, o filhinho veio trazido pelo Dr. Bezerra de Menezes e escreveu uma consoladora mensagem. Então o cavalheiro disse-lhe:

- Um dia, Chico, eu hei de retribuir-lhe de alguma forma. Mas como é que meu filho deu esta comunicação?'

Chico explicou-lhe:

- É natural esse fenômeno, graças ao venerando Espírito Dr. Bezerra de Menezes, que trouxe o jovem desencarnado para este fim', e deu-lhe uma idéia muito rápida do que eram as comunicações mediúnicas.
O casal ficou muito grato ao Dr. Bezerra de Menezes, e repetiu que um dia haveria de retribuir a graça recebida.

Foi quando o motorista lhe narrou:

- Estou trazendo este caminhão de alimentos mandado pelo Sr. Fulano de Tal, que me deu o endereço do Centro onde deveria entregar a carga, mas tive um problema na estrada, e atrasei-me; quando cheguei, estava tudo fechado. Olhei para os lados e apareceu-me um senhor de idade com barbas brancas, e perguntou o que eu desejava.

- Estou procurando o Sr. Chico Xavier' - respondi.

- Pois olhe: dobre ali, vá até uma ponte caída, e diga que fui eu quem o orientou' - respondeu-me.

- E qual o seu nome?' - indaguei, e ele respondeu ' - Bezerra de Menezes'.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rabugices - Cargas na Mente - por Wagner Borges -

Olá amigos!
É realmente uma alegria encontrar psicografia como essa, que segue abaixo, de Wagner Borges e seus irmãos espirituais!
Acredito que a vida além da vida pode sim, e muito bem, ser alegre, leve e satisfatória. Sem aquele peso que alguns escritores imprimem em suas palavras e descrições.
Compartilho com vocês a delicia que é essa poesia, além de ser valoroso alerta a todos os rabugentos!
Grande abraço com votos de muita Luz e Paz,
Annapon




(Falando Daquelas Lamúrias que Nada Resolvem, na Lata!)
 
São tantas pessoas tristes!
Algumas, cheias de rabugice.
Outras, com muita má vontade.
E isso independe da idade.
 
É estado de consciência de cada um.
É a medida de como se vê o mundo.
É a vida que cada um leva...
É a carga que se carrega na mente.
 
Mas, o planeta é lindo, e a vida segue...
E as lições se sucedem, a toda hora.
O tempo chega e cobra seu preço em rugas.
E o rabugento se curva.
 
Quem trata mal aos outros, que se cuide!
Rabugice não tem idade, é estado de consciência.
Quem reclama muito, perde o foco da vida.
E se perde nas lamúrias que gera.
 
P.S.:
O Ministério da Saúde adverte: “RABUGICE É PREJUDICIAL À SAÚDE E DETONA A ALEGRIA DE VIVER!”
 
- Companhia do Amor* –
A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)
 
- Nota:
A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br.  
  

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A importância do médium desiludir-se de si mesmo


 


Olá amigos!
Compartilho com voces esse excelente texto que trata de um assunto fundamental a todos os médiuns iniciantes ou não, o processo de adequação e desenvolvimento mediúnico.
O autor do texto foi muito feliz em suas colocações e sei que suas palavras correspondem à realidade de todos os médiuns, todos passam por fases parecidas ou iguais às descritas no texto abaixo.
Boa leitura e que a força da fé jamais falte a todos os que buscam na mediunidade uma forma de servir ao Senhor, de evoluir e de fazer o bem a si e ao próximo!
Annapon
Jesus, ao despir-se do seu manto para secar os pés dos apóstolos, mais uma vez exercita a humildade, anulando o seu ego em favor de exemplificar a conduta evangélica. Logo seu corpo transitório estaria crucificado e seu espírito imortal no verdadeiro Reino de Deus.
Médiuns...fazendo a caridade?
Ser médium! Será que sempre que saímos de um terreiro de Umbanda, após recebermos um passe ou  consulta de alguma entidade, deixando  por lá invariavelmente parte de nossas angústias cotidianas, nos passa pela cabeça todos os conflitos e peculiaridades que permeiam as vidas pessoais dos médiuns que ali trabalham ou especificamente daquele que acabou de possibilitar nosso atendimento?
O exercício da mediunidade na Umbanda na maioria dos casos  passa por inúmeras fases: as perturbações normais da mediunidade latente e não desenvolvida, a busca muitas vezes penosa por um local que nos passe afinidade para trabalhar, as primeiras experiências e sensações com as vibrações dos guias, o período das incorporações ainda não bem "encaixadas" em que a dúvida quanto ao animismo é uma constante e finalmente o intercâmbio mediúnico já maduro e bem sintonizado com as entidades de trabalho. Todas estas etapas são monitoradas e requerem uma ação constante do plano espiritual no sentido de irem preparando, ajustando e otimizando o aparelho mediúnico tanto do ponto de vista de adequação dos centros energéticos quanto no sentido psicológico.

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