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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

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quinta-feira, 22 de março de 2012

O anti-fraternismo e os conflitos no centro espírita



Olá amigos!
Ramatís é mesmo sempre atual! O texto abaixo, retirado de um dos seus muitos livros psicografados, se refere justamente ao que acontece em muitos grupos espíritas, espiritualistas, enfim, onde existam pessoas reunidas, seja para fins religiosos ou não, sempre existirá anti-fraternismo e conflitos.
Não ser fraterno, integrando um grupo religioso, não deveria ser tão espantoso quanto é para algumas pessoas, digo isso porque o ser humano está na Terra para aprender e se ajustar às Leis Cósmicas, portanto, encontrar alguém realmente fraterno, é algo raro.
O que se espera, no entanto, é que ao se integrar em grupos tais, a pessoa vá desenvolvendo, gradativamente, algumas virtudes, de maneira natural, isso leva tempo e o tempo de cada um é único. Alguns simplesmente não conseguem, outros, como por "milagre", entendem e absorvem rapidamente as mensagens modificando assim velhos modos e maneiras de pensar e agir diante da vida.
Tudo é relativo, nada é absoluto.
O texto abaixo, faz referencia à algumas posturas que dificultam, e muito, a evolução e o propósito  das agremiações espíritas e espiritualistas que é "conectar-se" com o Divino, o Sagrado, transformando assim o ambiente no qual se propõe crescer espiritual e materialmente na vida, em palco de confusões e discórdias que apenas e tão somente retardam o projeto inicial.
Tudo isso é lamentável, porém, é humano. Aos que conquistaram algum equilibrio e sabedoria, cabe então o papel e a responsabilidade de ajudar os outros e assim sucessivamente, pelo menos é o que se espera, caso contrário, quem pensa ter conquistado, ao menos um vislumbre de tais virtudes e diante da menor adversidade se enreda, esse haverá de rever os conceitos que tem sobre si. Enfim, relacionamentos são assim e se estamos aqui na Terra e se a fé nos direciona a buscarmos grupos que possam, ou pelo menos pretendem nos ajudar a crescer como pessoas e espiritos imortais que somos, que sejam eles pelo menos bem estruturados e que nós, no papel de seres humanos inteligentes, não alimentemos a ilusão de que ali, na religião, grupo ou seja lá o que for que o denomine, encontraremos anjos encarnados, pois estaremos errando logo de imediato se assim mantermos o nosso pensamento.
Devemos sim ir, se o chamado falar ao nosso coração, sabendo que encontraremos pessoas que assim como nós, estão de alguma forma buscando algo mais em suas vidas, buscando o encontro com o Pai dentro de si mesmas, buscando sentido para suas vidas e buscando por fim compreender quem somos, de onde viemos e para onde vamos, no mais é só e tão somente, relação humana.
Annapon

Os centros espíritas podem falir ou ser "desmanchados" pelos seus próprios componentes "vivos", sem mesmo haver interferência dos "mortos", pois a vaidade, a obstinação, o amor-próprio, a ignorância, o ciúme ou a rivalidade entre os dirigentes e médiuns também liquidam as agremiações invigilantes. Nos centros espíritas ou terreiros desavisados da realidade espiritual é muito comum o conflito personalístico e a competição entre os seus próprios componentes, onde os neófitos tentam superar os velhos, ou estes petrificam-se de maneira teimosa em suas idéias e empreendimentos conservadores.


Os candidatos a médiuns, em geral, procuram suplantar em suas comunicações tíbias a conceituação lisonjeira dos veteranos tarimbados no intercâmbio com o Além. Assim, alguns dos novos, em sua pressa e afoiteza de sobrepujar os demais, carreiam as maiores tolices e incongruências para a seara espírita, à guisa de importantes revelações do Além-túmulo, sob o nome de algum falecido de alto gabarito no mundo terreno. Essa preocupação ingênua de impressionar o público e o rebuscamento de um palavreado altiloqüente, coisa muito comum entre os médiuns neófitos, às vezes, dá margem para que os espíritos mistificadores aproveitem-se para comunicar futilidades e distorções doutrinárias, no sentido de confundir e abastardar a própria filosofia espírita. Aliás, os médiuns fascinados pelos maus espíritos são sempre os últimos a identificarem sua situação ridícula e as circunstâncias censuráveis com que se expõem aos demais companheiros. Doutra feita, o centro espírita petrifica-se num clima lúgubre ou severo em extremo, porque o doutrinador ou demais responsáveis são criaturas irascíveis ou excessivamente puritanas. Escovados pela própria experiência, identificam a malícia no mais sadio humorismo e apontam o "pecado" no menor descuido do próximo.

Sentenciosos e pessimistas anatematizam todo o bulício do jovem, a música moderna trepidante, o futebol e os excessos emotivos, os bailes da juventude e irritam-se ante a algazarra das crianças sadias. Em sua implicância, predispõem no centro espírita o ambiente de constrangimento, preocupações e temor entre os seus componentes, cerceando-lhes todas as iniciativas e labores que ajustam a doutrina às novas descobertas e aos esforços espiritualistas dos demais.
Eis por que não é muito difícil para os espíritos falaciosos e maquiavélicos semearem a discórdia, o descontentamento ou o fracasso nos empreendimentos espiritistas improdutivos, onde a mesa-redonda da boa vontade é substituída pela vontade discricionária e teimosa dos dirigentes obtusos, teimosos e egoístas, adversos a qualquer movimento que modifique o ranço conservador. Deste modo prestam um "desserviço" à doutrina esclarecedora de Kardec, produzindo um anti-fraternismo que além de cercear o progresso frutifica o desânimo, afasta os entusiastas e os idealistas.


Ramatís - do livro ELUCIDAÇÕES DO ALÉM


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