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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Revelações de Chico Xavier


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O jornal Folha Espírita de maio de 2011 traz uma revelação feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos. A revelação foi feita a Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora, mas somente agora ele resolveu falar.Este é um resumo dos pontos interessantes do texto. A íntegra pode ser lida no exemplar nº 439, ano XXXV, de maio de 2011 do jornal Folha Espírita:


"Há muito tempo carrego este fardo comigo e sempre me preocupei no sentido de que Chico Xavier não me falaria tudo o que relato nesta edição da Folha Espírita à toa, senão com uma finalidade específica. Na ocasião da conversa que descrevo nas páginas seguintes, senti que mi'nha mente estava recebendo um tratamento mnemônico diferente para que não viesse a esquecer aquelas palavras proféticas, e que, em momento oportuno do futuro, eu seria chamado a testemunhá-las.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mau olhado - quebranto






Nas crianças se chama quebranto, é um esmorecimento geral, um langor, uma quebreira da vontade que toma conta do corpo. Pode dar em qualquer pessoa. Tem sido atribuído à força do olhar de invejosos ou mal-intencionados. Acontece também que algumas pessoas isentas de inveja tem olhar forte, condição desconhecida as vezes até do próprio dono do olhar.
Na sociedade primitiva, o invejoso, outro tipo de pessoa de olhar forte, é sempre rejeitado, porque influi no ânimo das pessoas. E fácil conhecer quando acontece o mau olhado. Se ao olharem para nós começarmos a espirrar, ou abrirmos a boca em longos bocejos, sem parar, é sinal de que fomos atingidos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

RAMATÍS - O MESTRE DA LUZ UNIVERSAL

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Ramatís, ou Swami Rama-Tys, é uma presença polêmica no mundo espírita, com obras psicografadas que abrangem inúmeros aspectos das atividades espirituais. Os textos vão desde fatos da vida de Cristo à bomba atômica e se constituem em uma leitura que revela um caminho de luz acessível a todos.


- Alex Alprim -
Para conhecermos melhor a história de Ramatís, precisamos retroceder até o século 11, na região que viria a ser conhecida como Indochina, e que na época era dominada pelo império chinês. Do amor entre um hindu e uma chinesa, nasceu uma criança que iria se tornar um grande ser de luz. Tinha cabelos negros, pele cor de cobre e olhos castanho-escuros, iluminados.

Pouco se sabe de sua infância. Alguns parcos registros relatam que desde tenra idade ele possuía grande sabedoria, uma vez que já a carregava há várias encarnações. Ele iria estimular as almas a conhecer a "Verdade".

A criança cresceu e se tornou um verdadeiro guru, ingressando em um dos muitos santuários iniciáticos da Índia. Entretanto, em encarnações anteriores, diz-se que ele já tinha sido o grande matemático e filósofo Pitágoras (cerca de 570 - 496 a.C.) , bem como Filon de Alexandria (cerca de 30 a.C. - 40 d.C.), um filósofo judeu responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria. Nesse mesmo período, ele desfrutou da companhia inesquecível do mestre Jesus Cristo. Encarnou igualmente como Koot-Humi, um dos mentores de Helena Petrovna Blavatsky (1831 - 1891), a fundadora da Sociedade Teosófica.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Umbanda não sacrifica animais


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"O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou o sacrifício de aves e animais, quer para homenagear entidades, quer para fortificar a minha mediunidade... Nunca recebi um centavo pelas curas praticadas pelos guias. O Caboclo abominava a retribuição monetária ao trabalho mediúnico. Não há ninguém que possa dizer, no decorrer destes 66 anos, que retribuiu uma cura (e foram aos milhares) com dinheiro."
ZÉLIO DE MORAES
obs.: Zélio de Moraes faleceu no dia 03 de Setembro de 1975


*Qual vossa opinião sobre o sacrifício de animais na Umbanda?
RAMATÍS: a Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamentos vibratórios dos Orixás e nem realiza ritos de iniciação para fortalecer o tônus mediúnico com sangue. Não tem nessa prática legítima de outros cultos, um dos seus recursos de oferta às divindades. A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda - assim como em outras religiões. Suas oferendas se diferenciam das demais por serem isentas de sacrifícios de animais pelo fato de preconizarem o amor universal e, acima de tudo, o exercício da caridade como reverência e troca energética junto aos Orixás e aos seus enviados, os guias espirituais. É incompatível ceifar uma vida e fazer a caridade, que é a essência do praticar amoroso que norteia a Umbanda do Espaço. Toda oferenda deve ser um mecanismo estimulador do respeito e união religiosa com o Divino, daí com os espíritos da natureza e dos animais - almas grupo-, que um dia encarnarão no ciclo hominal, assim como já fostes animal encarnado em outras épocas.
*E os dirigentes de centros que sacrificam em nome da Umbanda?RAMATÍS:reconhecemos que na mistura de ritos existentes, se confundem o ser e o não ser umbandista. Observai a essência da Luz Divina - fazer a caridade - e sabereis separar o joio do trigo. Tal estado de coisa reflete a imaturidade e despreparo de alguns dirigentes que se iludem pela pressão de ter que oferecer o trabalho "forte". As exigências de quem paga a consulta e o trabalho espiritual e quer resultados "para ontem" acabam impondo um imediatismo que os conduz a adaptarem ritos de outros cultos ao seus terreiros. Na verdade há uma enorme profusão de rituais que naturalmente é confusa, refletindo o estado da consciência coletiva e o sistema de troca com o além estabelecido que viceja: o toma lá da cá. Toda vez que um médium aplica um rito em nome do Divino e sacrifica um animal, interfere num ciclo cósmico da natureza universal, causando um desequilíbrio, desde que interrompe artificialmente o "quantum" de vida que o espírito ainda teria que ocupar no vaso carnal, direito sagrado concedido pelo Pai. Pela Lei de Causa e Efeito, quanto maior seu entendimento da evolução espiritual - que inexoravelmente é diferente da compreensão do sacerdote tribal de antigamente -, ambição pelo ganho financeiro, vaidade e promoção pessoal, tanto maior será o seu carma a ser saldado, mesmo que isto aparentemente não seja percebido no momento presente. Dia chegará, que tais medianeiros terão que prestar contas aos verdadeiros e genuínos "zeladores" dos sítios sagrados da natureza que "materializam" os Orixás aos homens e oportunizam os ciclos cósmicos da vida espiritual - as reencarnações sucessivas das almas-grupo dos animais em vosso orbe.
Lembrai-vos que quanto maior a inteligência tanto maior pode ser a ambição no exercício do sacerdócio religioso. Aos que muito sabem e ambicionam, muito será cobrado pelos Orixás.


*E os que justificam o sacrifício animal como "inofensivo" dizendo que não causa nenhum carma negativo?

RAMATÍS: o carma coletivo que rege os movimentos ascensionais não se prende as crenças humanas e trata-se de lei universal. Vós que sois homens e caminham à angelitude tal qual os animais rumam a humanização gostaríeis de ter vossa garganta cortada e sangue vertido até a última gota entre ladainhas, campânulas e mantras que culminam num ápice com transe de possessão? Assim fazem com os animais que rumam para se humanizar. Mesmo que os irmãos menores do orbe sejam somente instintos, regem-nos uma Inteligência Superior que os leva a inexorável individualização, direito cósmico sagrado que os conduz ao encarnarem num corpo hominal. Quanto maior a consciência menor a ignorância das verdades cósmicas e mais amplos os débitos ou créditos na contabilidade sideral de cada cidadão. A finalidade superior das almas grupos e dos animais é não serem escravizados e cruelmente despedaçados pelos crentes religiosos que acabam bloqueando-lhes o direito sagrado de aquisição dos princípios rudimentares de inteligência pela convivência pacífica e amorosa com os humanos, experiência propiciatória para que paulatinamente formem os veículos – corpo astral e mental – para oportunamente virem a estagiar no ciclo encarnatório humanóide.

Reflitam os que matam os animais em nome dos santos se gostaríeis que os anjos para se tornarem arcanjos viessem vos cortar em pedaços e “chupar” vosso sangue para se saciarem nos páramos celestiais.



* este texto faz parte dos livros "Diário Mediúnico" e "Mediunidade e Sacerdócio"
Editora do Conhecimento


http://www.triangulodafraternidade.com/2010/11/as-reencarnacoes-dos-animais-conduzem.html

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Caboclo Flecheiro (palavras do meu coração)



Caboclo Flecheiro


Caboclo flecheiro da pele morena pintada de sol;
A tua flecha certeira me aponta o caminho, me ajuda a desviar dos espinhos e das armadilhas me livra zunindo me guia pela noite e pelo dia.

Caboclo que vive na mata é espírito que canta, assovia a canção do vento e em seus braços serenos me faz descansar.

Caboclo quando vem da mata trabalhar, faz o coração acelerar, o sangue nas veias correr depressa e todo o corpo estremecer e balançar.

Sua presença é forte, seus passos não vacilam, seu olhar é profundo, sua voz a mais bela cantiga a nos embalar com suas palavras doces feito o mel da mata que sacia nossa fome espiritual.

Caboclo flecheiro, em tuas mãos eu deposito as minhas a fim de que me abençoes, me protejas e guie pelas longas estradas da vida que ainda haverei de trilhar, seja na Terra, ou no espaço infinito, eu conto contigo, guerreiro amigo da pele morena colorida de sol.

E na Umbanda iluminada, gira Caboclo, traz a benção da tua força, da doçura de tuas palavras sempre sábias e nos ensine a assoviar as cantigas que nos ajudem a encontrar a fé, o amor e a esperança.

Caboclo flecheiro, das matas, dos rios, das cachoeiras e do mar sem fim, caminha comigo, faz com que te ouça no canto dos pássaros, no som da nascente do rio e nas asas da águia me leva contigo para que junto a ti eu possa estar um pouco mais perto de Deus.





Anna Ponzetta
18.01.2012



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião / Oxóssi

São Sebastião nasceu em Milão, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III, embora haja versões de que tenha nascido em Narbonne, na França. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.



Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.

Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.

Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

São Sebastião é um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.

Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.


Na Umbanda, São Sebastião corresponde a Oxóssi

Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador.

No Brasil, o orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos, recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos são ligados à caça: no candomblé, tem um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.

O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas ao orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem o alterar. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para plantar, apenas recolhendo o que pode ser imediatamente consumido: a caça.

No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para se embrenhar na mata a fim de caçar.

Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e a paciência para aguardar o momento correto para agir. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, é marcado por um forte sentido de dever e de uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.


Fonte:
Os Orixás, Editora Três

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MAGIA NA UMBANDA

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A umbanda é magia: magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos Templos Umbandistas. Juntam elementos para criar, desde um simples patuá, até uma enorme energia positiva para destruir outra da mesma intensidade, criada por espíritos malignos. Magia não tem receituário nem dicionário. Magia é magia. Apenas é lamentável o mau uso do termo magia.

Todas as pessoas que trabalham na Umbanda são pequenos magos. Uns conscientes e outros inconscientes, mas, direta ou indiretamente, praticam a magia. Por ignorância tem gente matando cabritos, comendo carne crua e alguns, pasmem, praticando a magia do sexo, esta a mais burra e inexistente magia. São pessoas desorientadas e pervertidas usando o nome da magia para saciar seus instintos grotescos. Isto nada tem a ver com a verdadeira magia e muito menos com a Umbanda. Os Guias são sábios magiadores do BEM.

Magia do álcool

A cachaça, o vinho, a cerveja e etc..., têm função magística. No plano astral, servem para fins que fogem, na maioria das vezes, completamente à nossa compreensão. Pela volatilidade do álcool, apresenta eterização para desintegrar morbos e campos de forças mais densos. Espírito não vem no terreiro para beber. Um Exu Senhor Tranca Ruas das Almas, inquirido sobre a necessidade do espírito beber respondeu: - “se quisesse beber não viria nos terreiros. Iria freqüentar os bares onde vivem os alcoólatras e lá arranjaria um copo-vivo (ermo usado para aqueles que são dominados por espíritos viciados em bebida).

Aqui vale um ensinamento. No mundo espiritual existe o principio da lei dos semelhantes, ou seja, o semelhante atrai o semelhante. Todo homem embriagado quase sempre está acompanhado de um espírito semelhante. O grande problema é que, como o espírito não pode ingerir a bebida, ele aspira, para sua satisfação, a emanação do álcool, razão pela qual o bêbado (copo-vivo), ingere enormes quantidades de bebida. Uma parte para ele e outra para o espírito. Interessante que esses espíritos protegem o seu doador, bem como nós fazemos com o copo que nos serve para beber água, mas quando não mais lhe serve, abandona a criatura em estado deplorável.

Magia da fumaça

Todas as religiões do mundo usam a fumaça como depurador das energias. A defumação é sagrada e consagrada pelo mundo inteiro, desde os monges tibetanos até os padres católicos. O turíbulo do Guia é o charuto, o cachimbo ou o cigarro.... Faz parte da cultura indígena e, por extensão, da umbanda. Não devemos confundir a fumaça do charuto com a defumação através de ervas ou bastões cheirosos. Ambos têm funções importantes na religião, mas são usados de forma diferente. Não devemos esquecer os vários tipos de fumaça usadas pelos espíritos. Além do charuto, o cachimbo do preto-velho, o cigarro comum das pombas-gira e alguns exus, também produzem o mesmo efeito.

Aqui cabe a mesma consideração, espíritos guias não fumam. A fumaça que se eteriza é que tem função magística...

Magia do som e do movimento

A música foi feita para as pessoas se amarem. O som mexe nossos sentimentos. E também fazia parte da cultura dos índios. É um mântra. Mas não é só isso. O som repercute no éter. Ele vibra. A fala mansa domina e a fala grosseira irrita. Ele tem um equilíbrio, regulando nossas emoções. Quando ouvimos uma música forte, sentimos força interior. Ficamos mansos e dóceis ao som de uma música suave. Quem não se lembra da suavidade da canção de ninar docemente cantadas por nossas mães? E quem não se lembra dos sustos e medos passados na infância por gritos histéricos de alguém? Imaginem estarmos sentados à beira de um rio, olhos fechados, ouvindo o gostoso barulho da água formando pequenas marolas, ainda premiado com o canto de um sabiá e outros pássaros e uma pequena brisa nos refrescando. É um sentimento ligado ao som e ao movimento. Agora estamos voltando para casa. Os carros em sentido contrário fazendo o ruído na janela, a buzina dos apressados motoristas tentando a ultrapassagem, com o som ligado em volume máximo, tocando um pagode imoral desses conjuntos comerciais ou as barulhentas guitarras dessas bandas histéricas. Nossas emoções, com certeza, serão diferentes.

O movimento tem o mesmo efeito do som. Reparem que um andar seguro, calmo e firme transmite uma personalidade segura. Um andar desordenado e atabalhoado agita as energias em sua volta. Vejam um exército marchando. O garbo dos soldados emociona a todos. Falei do andar. E a dança! Quantos efeitos ela causa. Quando se fala em espiritualidade nosso parâmetro é Jesus Cristo. Jesus era um homem sereno, de andar firme, gestos harmoniosos e voz suave, pausada e clara, o que em absoluto me faz pensar fosse um homem triste. Ao contrário, imagino tenha sido um homem levando sempre um sorriso a todos, mas nunca deve ter dado uma gargalhada. Nas suas caminhadas não devia cansar, pois seus passos deveriam ser firmes e uniformes, sem jamais correr. Se alguém me perguntasse qual o movimento mais equilibrado que pudesse conceber, responderia, sem hesitação: o levantar do braço de Jesus Cristo acompanhado de sua firme voz.

Assim devem ser os Pontos Cantados e as danças na Umbanda. Se os pontos não forem cantados dentro da sua harmonia, com a mentalização sagrada e religiosa de quem vibra mentalmente nas irradiações dos Orixás e Guias, se tornam um amontoado de sons, sem repercussão magística. É necessário que os pontos sejam mântras, cantados com respeito, amor e vibração. Não se trata de formar um coral ou de se fazer uma apresentação vocal. Trata-se de concentração, respeito e amor naquilo que se está fazendo: invocando, louvando e irradiando caritativamente as vibrações sagradas ou Guias de Trabalho da Umbanda.

O mesmo podemos dizer da dança, que deve ser invocatória, harmonizada pelos gestos às vibrações invocadas. Isto acontece na maioria dos ritos religiosos, principalmente no Oriente. Canto e dança no louvor e invocação do sagrado.

Magia da guia

A guia é um elemento de ligação entre o médium e o espírito ou vibração. Imanta-se um campo de força nela centralizado, criando uma eficiente proteção contra eventuais energias negativas.

Ela se torna um pára-raios, ou melhor, um pára-energias. Às vezes ela arrebenta pela atração de energias negativas e forte. Essa pequena guia serve para o médium, como para invocar e atrair energia negativas, num ato de caridade em relação aos outros. Elas devem ser fechadas com duas firmas que concentram a polaridade positiva e negativa. Poderão ter, presas, uma cruz de aço, ou outro emblema ou ponto riscado dado pelo seu Guia, ou Guia da casa em que você trabalha.

A guia deve ser feita de acordo com a vontade do Guia que a solicite. Guia não é colar e, muito menos, enfeite. Existem vários tipos de guias. As guias dos orixás do médium, que são feitas com contas da cor cultuada pelo terreiro. São contas de cristal ou louça, e suas miçangas podem ser distribuídas com bom gosto. Mas jamais exageradas ou grande. Deve ser usada pendurada no pescoço e nunca atravessada no ombro, pois isto é coisa para quem tem cargo e assim é determinado. Atravessar Guia simboliza chefia. As guias podem conter sementes de capiá, também conhecida como lágrimas-de-Nossa-Senhora, outras sementes como coronha (olho-de-boi), bambús, olho de caboclo, conchas e outros elementos marítimos e até penas coloridas, tudo de acordo com a solicitação da entidade, autorização do Templo e conforme a sua origem.

Os pretos-velho, normalmente, são mais simples em suas guias. Gostam de muita simplicidade e preferem a guia inteira de sementes de capiá e poucos elementos.

Magia do ponto riscado

A sagrada grafia dos orixás serve para identificar o espírito comunicante, para chamar falanges e construir campos de força.

Através do Ponto riscado a Entidade se identifica e cria o campo energético de trabalho da sua vibração. Quando uma Entidade risca o ponto ele exerce uma atividade magística de identificação, para o campo astral, de suas ordens e comandos de trabalho (se identifica), pede licença para trabalhar dentro dessa vibração e mantém o pólo magnetizador que atrai energias pesadas, neutralizando-as e envia energias saudáveis ao consulente.

Os Pontos riscados são também usados na invocação das Vibrações dos Orixás e para a formação das Mandalas magísticas de trabalho em prol da caridade.

Magia do ponteiro

Os antigos magistas já usavam a espada como elemento de grande importância em seus trabalhos de magia. Na verdade a ponta do aço é usada para explodir campos negativos de forças. Quando fincado, ele firma a magia, ou seja, firma o ponto. Todos os espíritos, na umbanda, fazem uso do ponteiro. É difícil identificar suas intenções quando "batem os ponteiros". Mas batem, e batem muito bem.

Magia do Templo Umbandista

O Templo Umbandista é a casa santa dos umbandistas. Nele se concentram todas as energias dos Orixás e Guias. Suas firmezas, o Congá, o Santuário, a Casa dos Exus, o respeito dos freqüentadores.

É o lugar onde cultuamos e desenvolvemos nossa espiritualidade através do emocionante encontro com o mundo dos espíritos, o outro lado da vida, a nossa Aruanda.

Magia da Disciplina e da Hierarquia

Uma pessoa muito culta me disse um dia: "gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre." A hierarquia na umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O pai (Babalorixá) dita as regras e a filosofia da casa, os pais e mães-pequenos são seus auxiliares diretos, as Ekédis cuidam da gira e dos médiuns e os ogans cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro. Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse: quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar. Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Pai ou Pais e Mães pequenos no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande para-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade. Quem tem o espírito de amor e busca um Templo sério e a verdadeira espiritualidade, que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.

Diz André Luiz, pelo médium Chico Xavier que : "Caridade sem disciplina é perda de tempo".

A corrente é a grande força do Templo Umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a essa casa espiritual. Devemos sempre lembrar: "Ninguém é tão forte como todos nós juntos".

Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina tem que ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas da Casa deve se afastar, pois será melhor para ele, e evitar-se-ão problemas futuros, bem como a possibilidade de entrada de quiumbas por tele-mentalização nesses médiuns desavisados.

Magia do Congá

O Congá é um núcleo de força, em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos e níveis de energia e magnetismo.

É Atrator porque atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magneto-atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.

É Condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, num complexo influxo de cargas positivas e negativas, produto da psicosfera dos presentes.

É Escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro fio-terra (pára-raio), comprime miasmas e cargas magneto-negativas e as descarrega para a Mãe-Terra, num potente efluxo eletromagnético.

É Expansor pois que, condensando as ondas ou feixes de pensamentos positivos emanados pelo corpo mediúnico e assistência, os potencializa e devolve para os presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de eletromagnetismo positivo.

É Transformador no sentido de que, em alguns casos e sob determinados limites, funciona como um reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo, já reciclados, ao ambiente de caridade.

É Alimentador, pelo fato de ser um dos pontos do templo a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação da egrégora da Casa, serão o combustível principal para as atividades do Congá (Núcleo de Força).

O Congá não é mero enfeite; tão pouco se constitui num aglomerado de símbolos afixados de forma aleatória, atendendo a vaidade de uns e o devaneio de outros. Congá dentro dos Templos Umbandistas sérios tem fundamento, tem sua razão de ser, pois é pautado em bases e diretrizes sólidas, lógicas, racionais, magísticas, sob a supervisão da espiritualidade.  


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

DESVIOS DE CONDUTA, LEI DE CAUSA E EFEITO, E A CRENÇA NO MUNDO ESPIRITUAL


Vamos falar ao longo deste singelo texto da opinião de espíritas e umbandistas sobre esta questão, e de nosso humilde ponto de vista. Iniciando com o renomado espírita Richard Simonetti, sobre a corrupção que existe na vida publica e privada de nosso povo, ele ressalta que a corrupção está no cerne da Humanidade, manifestação do egoísmo que caracteriza os habitantes de nosso planeta e em geral de uma preocupação exacerbada com o próprio bem estar, transferindo as necessidades ilusórias para a avidez de se obter patrimônios materiais, onde facilmente as ações vão em direção da desonestidade.
A corrupção ocorre em todo lugar e temos verificado isso com freqüência nas primeiras páginas dos jornais. O maior problema em relação ao nosso país, é que instalou-se no plano físico, onde vivemos cotidianamente, uma cultura de impunidade.
Segundo Dante, em “A Divina Comédia”, para os adeptos do princípio do dinheiro, qualquer “não” se torna um “sim”, mas irão parar numa vala de piche fervente, no inferno, atormentados por demônios perversos.
Também Allan Kardec, em “O Céu e o Inferno”, refere-se aos espíritos que comprometidos com o erro, o vício, o crime, a desonestidade na sua vida encarnada, manifestaram-se mediúnicamente relatando seus tormentos morais, suas consciências ferventes, e reunidos, pela Lei da afinidade de acordo com a natureza de seus crimes, em tenebrosos vales de sofrimento.
No “Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap.XX, item 21 há o seguinte comentário:

“Há casos nos quais é útil revelar o mal do outro? Essa questão é muito delicada, e aqui é preciso fazer um chamado à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, não há utilidade alguma em fazê-las conhecidas. Mas se elas podem causar prejuízo a outros, é preferível o interesse da maioria ao interesse de um só. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever; pois antes caia um homem que vários sejam feitos suas vítimas ou logrados por ele. Nesse caso, é preciso pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes (São Luiz. Paris, 1860).”

Nossa participação pessoal como cidadãos, não irá interferir em nossos pensamentos ou convicções religiosas. O que não podemos é ainda nos imobilizarmos em concepções de isenção de atitudes, o “andar por cima dos muros”, pois isso bloqueará nossa evolução pessoal.
Desde que entendamos que tudo em nós deve caminhar dentro do equilíbrio, e que somos indivíduos e livres, mergulhados num Universo de diversidades, e SEMPRE responsáveis por nossas ações, podemos e devemos estar todo o tempo observando o que se passa ao redor, enquanto por outro lado, sempre atentos ao burilamento de nossas almas, no processo evolutivo de cada um.
Vamos ao “O Livro dos Espíritos” , questão 781 a:

O que pensar dos homens que tentam deter a marcha do progresso e fazem com que a humanidade retroceda?
- Pobres seres- serão arrastados pela torrente que pretendem deter”.

Em nossa sociedade, certos indivíduos públicos e privados criaram o hábito, para não dizer, vício, de manipularem e controlarem a mídia, subverterem o sentido de moral e induzirem a corrupção nos invigilantes.
É muito diverso ter Moral e ser moralista. Moralista hoje, tornou-se uma palavra aplicada a quem muito critica e não vê seus próprios erros, atirando pedras e preconceitos.
Quem tem a noção de Moral, por outro lado, não fraqueja diante da corrupção, não se encanta com facilidades suspeitas, não aceita conivências, tornando-se muitas vezes marginalizados, apontados como bobos.
Porém, o maior problema do corrupto, é que a corrupção invade sua vida, enredando-o, saindo do plano do lucro fácil para a quebra das relações interpessoais e familiares, arrastando a todos, ou provocando a própria derrocada física, intelectual e sobretudo, espiritual. Atitudes anti-éticas invadirão seu modo de ser, atraindo apenas os iguais, afastando cada vez mais as atitudes saudáveis e que apontam para o Bem , à Liberdade e à Felicidade.
Espiritualmente falando, corrupto e corrompido estão no mesmo patamar dos necessitados de evolução. Estão comprometidos e à mercê de forças malévolas e invisíveis daqueles que só semeiam discórdias e misérias da alma.
Na questão 919 de “O Livro dos Espíritos”, poderemos observar que com base nos ensinamento do Mestre Jesus, a perfeição moral só se alcança com a prática do Bem, sacrificando-se o interesse pessoal em prol do semelhante, de modo desinteressado, e sem esperar recompensas. Na verdade, é justamente a atitude desinteressada, aquela que movimenta positivamente a Lei de Causa e Efeito.
Quando trazemos a ética para o campo religioso, lembramos do artigo “Umbanda: entre a Cruz e a Encruzilhada”, de Lins Nogueira Negrão(1994), onde há conceitos com os quais subscrevo e outros não,, mas traz à luz com desenvoltura, o descompasso entre o ideal e a necessidade, isto é frente as dificuldades de se manter um terreiro funcionando, com todas as despesas decorrentes, impostos, e outras, por um lado, e a prática da caridade do outro. Separar o comércio religioso da administração necessária dos gatos mínimos de manutenção, e dos meios para isto, que no meu ver, poderia ser por contribuições voluntárias, em espécie ou de artigos, como velas, fósforos, produtos de limpeza, na arrumação da casa, limpeza dos jardins e dependências, assim como pequenas mensalidades dos associados da casa, médiuns e assistentes que quisessem contribuir, cursos, bazares, chás em prol da casa, etc.
O autor (Negrão,1994) ainda alerta para a questão das práticas como desfazer demandas. Cobrança e debanda, segundo ele, quando indiscriminadas, podem conduzir ao malefício, pólo antagônico do benefício e negador do ideal da caridade.
Não se cobra pela fé, nem pelos recursos mediúnicos. Não se deve dar valor monetário a partir das potencialidades de um espírito ou do médium que lhe empresta o aparelho físico. Não devem ser subvertidos os valores. A mediunidade, seja em qualquer religião, é um sacerdócio, onde não pode haver falta de convicção, separativismo, preconceito, desejo consciente ou inconsciente de recompensas, presentes ou mesmo apenas homenagens.
Repetimos incansavelmente:

“Daí de graça o que recebeste de graça”

O médium de Umbanda não deve nunca desejar enriquecer a custa de sua mediunidade ou prevalecer-se dela para invocar espíritos, o que fatalmente o levará à mistificação. Deve tratar igualmente ricos e pobres e desta forma, naturalmente nunca estará desamparado do auxílio das entidades amorosas que lhe sustentam e guiam.
Gostaria ainda de expressar que acredito, que não apenas o dirigente de um terreiro de Umbanda seja considerado um sacerdote. Pode até assim ser chamado, mas o mediunato já é por si um sacerdócio, e o médium mais acanhado, se plenamente acordado para a responsabilidade de sua missão, também o estará exercendo, e desta forma poderemos lembrar das palavras de Pai Rubens Saraceni no “Jornal Nacional de Umbanda”, no 21 : deve-se ser bom ouvinte, bom confidente, além de saber falar, ouvir, refletir, tendo o dever de somente emitir orientações corretas.
Ainda frisa que não compete ao dirigente, (ou qualquer médium que esteja consultando, quer seja incorporado ou por intuição), atribuir problemas ou dificuldades dos consulentes que chegam às religiões de origem que porventura sigam, mas sim é seu dever receber a todos como irmãos em Deus, que estão necessitando auxílio espiritual e aos quais deve-se auxiliar com Amor e Fraternidade, sem nada pedir ou exigir em troca.
Podemos finalizar, não atirando pedras, mas ainda relembrando as palavras do Mestre Jesus:

«A cada um segundo as suas obras»
«A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória».


Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
FONTES CONSULTADAS:
http://udesp.org.br/
http://www.avozdoespiritismo.com.br/
http://www.fflch.usp.br/sociologia/temposocial/pdf/vol05n12/Umbanda.pdf
http://www.mataverde.org/blog/archives/315
http://issuu.com/hakanaa/docs/jornal_21
http://www.kardec.com/litgratuita/lesp_br.pdf
http://www.kardec.com/litgratuita/ceu_br.pdf
http://www.kardec.com/litgratuita/evan_br.pdf
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