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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sal grosso (propriedades)






SAL GROSSO CIENTIFICAMENTE PROVADO SAL GROSSO - ONDA VIOLETA
Quem diria! O Sal grosso tem o mesmo comprimento de onda da cor violeta! Interessante!!! Por isso que funciona... Aproveitem! Os Poderes do Sal Grosso

O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes.
Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado, e deixar a casa a salvo de energias nefastas.
O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas.
Ele tem o mesmo comprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos
Visto ao microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados.

As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa, por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve. Para uma sala média onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente. Em dois ou três dias, já se percebe a diferença. Quando se formam bolhas é hora de renovar a salmoura.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação.

A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite, no quarto, para que o sono não seja perturbado.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Lendas de Iansã


Sociedade Espiritualista Mata Virgem



Iansã


Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos iorubás, é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Níger, ou Oiá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas  é também dona do teto da casa, do Ilê.
Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal.
É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Comanda também a falange dos Boiadeiros.
Duas lendas se formaram, a primeira é que Iansã não cortou completamente relação com o ex-esposo e tornou-se sua amante; a segunda lenda garante que Iansã e Ogum, tornaram-se inimigos irreconciliáveis depois da separação.
Iansã é a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de cultos afro-brasileiros.
Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase estou apaixonado, tem a presença e a regência de Iansã, que é o orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúme doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado no campo amoroso. Iansã rege o amor forte, violento.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Santa Barbara ( história )


Bárbara de Nicomédia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Santa Bárbara
História / Lenda

Santa Bárbara foi, segundo as tradições católicas, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. Esta jovem era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romanochamado Dióscoro.

Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e, segunda alegam as tradições, "questionava-se" se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.

Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.

Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os açegados ideais de Jesus sobre o mistério da união daSantíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria lhe deu o Batismo.

Em certa ocasião, segundo contam as tradições católicas, seu pai "decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, sua filha ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficaria na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte".

O seu pai Dióscoro, quando voltou, "reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este facto deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a fé dos Deuses do Olimpo".


Sentença de Morte

"Debaixo de um impulso", como alegam as tradições, "e obedecendo à sua fé, o pai denunciou-a ao Prefeito Martiniano. Este mandou-a torturar numa tentativa de a fazer mudar de idéias, fato que não aconteceu. Assim Marcius condenou-a à morte por degolação".

Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.

Ambas foram, segundo alegam os católicos, levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara, segundo alega-se, teve os "seioscortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imensotrovão ribombou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro".

Atribuições de Santa Bárbara

Depois deste acontecimento contado nesta lenda, Santa Bárbara passou a ser conhecida como "protectora contra os relâmpagos e tempestades" e é considerada a Padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos quantos trabalham com fogo.


Oração de Santa Bárbara


Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Apometria: O que é e como funciona




Olá pessoal!

Para os que têm interesse sobre o assunto, o texto abaixo é muito bom. É claro e acessível à compreensão de todos.

Parabenizo os amigos Dalton e Andréa pelo excelente trabalho!


Boa leitura,


Annapon

Parte I

A Apometria jamais será entendida do ponto de vista espacial: ela deve ser analisada do ponto de vista consciencial. Na óticadas EFCs (experiências fora do corpo), compreende-se com facilidade a idéia de “estar fora” e de “estar dentro” do corpofísico. Na ótica da mediunidade, uma consciência extrafísica (espírito desencarnado) ou um encarnado projetado (posto parafora do corpo físico) se manifestam por intermédio de seu perispírito (psicossoma) e podem se acoplar a um médium parainteragir de alguma forma.


Não existe entrada ou interpenetração do corpo espiritual sutil ao corpo físico do médium, mas tão-somente uma interfusão intensa de suas auras, com intimidade (sintonia) em seus chacras.


Do ponto de vista do Budismo e da Teosofia, os veículos de manifestação da consciência (holossoma) são divididos emsete. Já na ótica do espiritualismo, do espiritismo heterodoxo e da Conscienciologia (entre outras linhas de pensamento maisnovas), há apenas três veículos (os corpos fisico, astral e mental), sendo o energético (duplo etérico ou energossoma) apenasum invólucro que não (com)porta a consciência.


Em verdade, não existe um número determinado de veículos de manifestação da consciência. É como contar o númerode cores de um gradiente linear que tende ao infinito. Os veículos do holossoma recebem rótulos unicamente para finsdidáticos. Em planos (também denominados “dimensões” ou “densidades”) mais sutis as leis da Física são diferentes. À exceçãodo corpo físico, os veículos de manifestação da consciência não são deixados em “cemitérios” astrais: ao contrário do queapregoa por aí, eles vão apenas se sutilizando, sem descarte ou “morte”.


A Física Quântica comprova o paradoxo de que a matéria não existe. Existe tão-só o campo. Toda “realidade” é umcampo de informação ou de consciência. Por conseqüência, a Física Quântica desconstrói o tradicional conceito espacial de tempo-espaço, “dentro” e “fora”, “cima” e “baixo”.


Expostas, em poucas palavras, noções básicas de projeção da consciência, de mediunidade, de holossoma e doconceito de “dentro” e “fora”, prossigamos com o estudo da Apometria.


Parte II


A Apometria trabalha com sintonia. Não incorpora egos. Não incorpora veículos de manifestação da consciência. Poucas vezes retira alguém do corpo físico (projeção da consciência; viagem astral). Ao contrário do que se pensa, raramente médiuns saem do corpo físico para atenderem no umbral ou na casa do paciente.


A mediunidade não possui características estanques. Não se pode defini-las com a segurança com que se definem, naBiologia, as células e os tecidos dos organismos vivos. Daí a dificuldade das pessoas compreenderem o mecanismo da Apometria – dificuldade extensiva a muitos médiuns e dirigentes apômetras.


Após encerrado o atendimento na Casa Apométrica, a seção apométrica pode continuar no astral, a exemplo do queocorre com sessões espíritas convencionais. Contudo, neste breve trabalho, estamos enfocando a seção apométrica em suafaceta consciente, intrafísica, ao vivo e a cores.


Quando sintoniza o corpo mental concreto (ou inferior) ou o corpo mental abstrato (ou o superior) do paciente, omédium de incorporação (também chamado de “médium de passagem”) não incorpora o corpo mental do paciente – diferentedo que aconteceria se “recebesse” um espírito desencarnado.


Com a ajuda dos amparadores extrafísicos (mentores) da seção apométrica, a sensibilidade espiritual do médiumpermite que sintonize com determinada faixa consciencial do paciente e faça varredura bioenergética e psicométrica emseus chacras, nádis, parachacras e paranádis.


Como tudo no universo é campo (mesmo a matéria mais bruta), nossos veículos de manifestação da consciênciaconstituem campos e emanam energias, tais quais rádios-transmissores conscienciais potentes, como livros abertos à leiturade sensitivos lúcidos e de médiuns receptivos, operando em seção apométrica organizada.


Todos somos transmissores conscienciais. Os sensitivos captam nossas faixas de freqüência consciencial, asquais, por sintonia objetiva, podem ser “lidas” na seção apométrica.


As pessoas se espantam ao ver o transcorrer de uma seção apométrica eficiente, realizando com sucesso seustrabalhos de assistência e cura. Às vezes, os termos utilizados pelos apômetras impressionam. Exemplos: salto quântico, spin,despolarização de memória, campos magnéticos, chips astrais, contagem em português ou grego e pulsos energéticos.


O que prejudica o entendimento do processo é o condicionamento intrafisico, visão espacial, de “dentro” e “fora”, faltade conhecimento da espiritualidade e de seus mecanismos em geral, assim como escassez de um pouco de cultura científica,mesmo que leiga.


“Dentro” e “fora” é uma ótica espacial que não se aplica à Apometria, que deve ser estudada do ponto de vistaconsciencial. O termo “salto quântico” é estudado em Química Básica, em relação à órbita do elétron em volta do núcleo.Quando o elétron ganha energia, dá um salto quântico para uma órbita mais externa. Quando perde energia, dá um saltoquântico para uma órbita mais interna.


A Física Quântica descobriu que o elétron não salta nem pula: simplesmente desaparece, deixa de existir e reaparece na órbita de destino. Descobriu também que a energia física possui medidas exatas – quantidades exatas e inteiras chamadasde quantum, quanta ou quantidade.


Talvez aí esteja o porquê da eficiência das contagens que sugerem “pulsos energéticos”, presentes desde a clássicahipnose até a contemporânea Apometria.


Em vez de fluxo linear contínuo e constante, os pulsos energéticos (por meio das contagens) acumulam mais energia e disparam com mais eficiência (hipótese de trabalho).


Serve de analogia o velho pilão de água que existia na roça. Colocava-se o milho no pilão, que possuía uma alavanca.Em um extremo, o martelo socava o milho. Em outro extremo, o recipiente recebia a água da bica. Ao descer a cuia do pilão, aágua escorria, ficava leve, a cuia vazia subia e o pilão descia com seu peso natural, socando o milho e o transformando emfubá.


Quanto ao termo spin, a rotação do elétron pode ser +1 ou -1, conforme o sentido de giro. Os chacras podem seracelerados (aumento do spin) ou desacelerados (diminuição do spin ou da velocidade de rotação). Toda força de espíritosrecalcitrantes (inclusive a de magos negros) é retirada por meio da desaceleração (diminuição do spin) dos chacras coronárioou frontal, a depender do caso concreto. O frontal é o centro da vontade.


Considero o termo “magnético” equivocado. O correto é bioenergético (ou energético). Magnetismo se refere a ímã, aum campo físico mensurável por equipamentos conhecidos, de acordo com o contexto eletromagnético. Embora com raridade o corpo humano o manifeste em processos paranormais, mais raro ainda refleti-lo em processos normais (cotidianos).


Tanto faz as contagens serem em grego ou em português ou de 1 a 3 ou de 1 a 7. É apenas método pessoal dodirigente, talvez reflexo de sua bagagem acadêmica.


A formação de campo bioenergéticos de proteção em forma de volumes geométricos corresponde à plasmagem de uma forma-pensamento (ou morfopensene) – quanto mais utilizada, mais eficiente se torna (evidentemente, a proteção maiorvem dos amparadores extrafísicos do trabalho).


As formas pensamento de estrelas de seis ou cinco pontas e os campos em forma de pirâmide agregam valor deproteção, em função da egrégora que evocam como senhas energéticas de conexão, ou seja, funcionam como yantrasmentais para os encarnados e yantras reais para os desencarnados, pois estão, de fato, plasmados em três dimensões (3D) noastral imediato aos trabalhos de Apometria. Esses campos atuam como transformadores de energia natural. Veja, nessesentido, estudos sobre as pirâmides físicas. Outros campos e luzes ficam a gosto de cada um – terão efeito potencializado porsimpatia e afinidade pessoais, influência psicológica sadia a dinamizar as bioenergias dos afinados.


Noventa por cento (empirismo meu) das percepções espirituais das seções de Apometria dos médiuns de suporte se dão por clarividência objetiva, intuitiva ou mental. Apenas um ou dois médiuns incorporam os níveis, obsessores e amparadores dos pacientes e do trabalho em geral.


O sentido de clarividência na Parapsicologia (ciência convencional) difere da acepção utilizada no espiritualismo. AParapsicologia emprega esse vocábulo no sentido de “visão à distância” (remota).


Há quem confunda clarividência com outras percepções sensoriais. Vidente é quem vê. Só não é vidente quem é cego. Se você está lendo estas linhas, é vidente. Vidência não se confunde com clarividência (esta permite, inclusive, enxergar o extrafísico de olhos físicos fechados).


Para uma seção de Apometria, recomendável, no mínimo, três pessoas (um dirigente com razoável parapercepção edois médiuns de incorporação, também chamados de “passagem”). Ideal, entretanto, a presença de vários médiuns de suporte e de um auxiliar que anote e organize os papéis de atendimento e fichas de pacientes.


Constatei no grupo que freqüentei que o campo bioenergético nos trabalhos de Apometria estimula a clarividência detodos os colaboradores, tamanha a importância, na Apometria, de se desenvolver a parapercepção do dirigente e dosmédiuns de incorporação e suporte.


Parte III


Os que preferem o método clássico de doutrinação religiosa entronizado ao longo do século XX nos centros espíritas eespiritualistas brasileiros, criticam a Apometria porque esta não “evangeliza” o espírito obsessor. Todavia, em complexasobsessões espirituais a tentativa de “evangelizar”, “sensibilizar” ou “conscientizar” o espírito obsessor não surte efeito. Evangelizarmagos negros é tão eficaz quanto ensinar lições de fraternidade a um psicopata.


Seria “mais fraterno” deixar os pacientes com os chips trevosos e os magos negros e seus asseclas soltos, fazendo oque fazem? Analogamente, seria mais fraterno nossos policiais não portarem armas de fogo, pois podem ferir os bandidos quenos assaltam e nos matam? A correlação é a mesma.


Talvez fosse mais fraterno abandonar a ortodoxia da pureza doutrinária, intransigente e radical. Talvez fosse maisfraterno não discriminar a Umbanda e suas entidades como “inferiores” ou “primitivas”. Talvez fosse mais fraterno abandonar osentimento de superioridade teórica baseado nos conhecimentos espíritas e espiritualistas. Talvez fosse mais fraternodemocratizar o acesso ao conhecimento espiritual além de distribuir comida. Talvez fosse mais fraterno menos proselitismoreligioso e mais esclarecimento espiritual. Melhor ensinar a pescar a dar peixe a vida inteira.


A Apometria é mais fraterna por ser mais eficaz. Atua no cerne da obsessão, com visão de conjunto. Sim, toda cura é uma autocura e depende da reforma íntima do paciente – mas isso é válido em qualquer situação. Não podemos ignorar técnicasavançadas em prol da “pureza doutrinária”. Associemos as boas técnicas à elevada ética e cosmoética, considerando aspeculiaridades de cada contexto.


Acostumados ao método da doutrinação evangélica, teme-se a mudança. Porém, servir significa pensar em comomelhor amparar a humanidade, ainda que tenhamos de sacrificar nossos condicionamentos e preconceitos.


Parte IV


O misterioso não está na Apometria, mas na falta de entendimento desse processo. O ser humano teme e repele oque não entende.


A principal característica da Apometria radica na abrangência de sua assistência espiritual. A Apometria investiga ocorpo astral do paciente, seu habitat (ambiente doméstico e/ou profissional), obsessores locais e não-locais (baseados emoutros níveis do umbral). É muito mais poderosa que o passe e a doutrinação convencionais. Detecta e retira equipamentosextrafísicos mecânicos e eletrônicos (paratecnologia) do psicossoma (corpo astral) dos pacientes. Só não dá suportepsicológico, o qual nem o passe e nem o auxílio fraterno dão. Muitos casos só são resolvidos por meio de boa terapia e leiturasque ensejem maior autoconhecimento e auto-enfrentamento.


Os passes não são meios suficientes nem instrumentos exclusivos para a retirada de chips extrafísicos dos pacientes.


Na retirada dos chips extrafísicos a Apometria é bastante eficaz, secundada por outros métodos, a depender do casoconcreto, inclusive do paciente. Exemplo: em determinadas circunstâncias, remédios homeopáticos de alta potência destroemou descolam equipamentos extrafísicos aderidos à aura ou ao psicossoma do paciente.


As práticas bioenergéticas (exercícios efetuados com os chacras e potencializados com mantras), se efetuados comregularidade e disciplina, podem ser eficazes na retirada desses equipamentos extrafísicos.


Quem já efetua essas práticas, dificulta a inserção de quaisquer equipamentos astrais negativos em suas auras e psicossomas.


Há uma prática bioenergética chamada “MBE” (mobilização básica energética–http://www.consciencial.org/autodefesa.html), bastante eficiente na destruição de implantes de paratecnologia negativa. Maspara nenhum caso existe regra, “receita de bolo”. Depende de suas brechas cármicas, de seus pensenes (pensamentos,sentimentos e energias), de suas intenções e da disciplina espiritual. A maioria da humanidade é imatura consciencialmente(crianças espirituais): não lê, não estuda, não faz práticas bioenergéticas, não investe na reforma íntima, ora com a boca e sópede sem agradecer. Se faz um, não faz o outro e vai vivendo. Há os que acreditam em tudo que vem da New Age e há osque duvidam de tudo. “Os extremos se tocam.” (Hermes Trimegisto)


Embora a maioria se regozije da inércia e da ignorância conscienciais, nada pára nem desacelera uma minoria de sereslúcidos e operosos, que, contra a maré das futilidades sociais, do ceticismo dogmático, da fé irracional, da ciência sem consciênciae dos interesses econômicos dos impérios teológicos, faz o seu trabalho com dignidade, mantendo elevada a sintonia espiritual,ombro a ombro com seus mentores extrafísicos e espíritos de luz.


É mais cômodo negar do que entender. Também é fácil chegar a conclusões precipitadas analisando uma meia dúzia de grupos fetais do que se aprofundar numa pesquisa mais demorada e precavida. A Apometria veio para ficar.



Abraços de Paz, Amor e Luz,

Dalton Campos Roque e Andréa Lúcia da Silva

Utilize nossos textos a vontade, mas cite a fonte e o site - www.consciencial.org - e nunca cite o e-mail. Obrigado.








domingo, 25 de novembro de 2012

História da Umbanda


História da Umbanda

No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz com 17 anos de idade, que preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha, começou a sofrer estranhos "ataques". Sua família, conhecida e tradicional na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, foi pega de surpresa pelos acontecimentos.
Esses "ataques" do rapaz, eram caracterizados por posturas de um velho, falando coisas sem sentido e desconexas, como se fosse outra pessoa que havia vivido em outra época. Muitas vezes assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.
Após examiná-lo durante vários dias, o médico da família recomendou que seria melhor encaminhá-lo a um padre, pois o médico (que era tio do paciente), dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele havia conhecido. Acreditava mais, era que o menino estava endemoniado.
Alguém da família sugeriu que "isso era coisa de espiritismo" e que era melhor levá-lo à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa.
Tomado por uma força estranha e alheia a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.
O diretor dos trabalhos achou tudo aquilo um absurdo e advertiu-os com aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: _"Porque repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Será por causa de suas origens sociais e da cor ?"
Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.
Um médium vidente perguntou: _"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
_"Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados."
_"O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro."
Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:
_"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
O vidente retrucou: _"Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:
_"Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".
Para finalizar o caboclo completou:
_"Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.
A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Série Prosa de Umbanda - De consulente a membro da corrente -




Série "Prosa de Umbanda"
- De consulente a membro da corrente -
por Anna Ponzetta

A Umbanda é assim: ou quem a conhece a ama ou dela se afasta.
No primeiro caso é comum, sem generalizar, que a pessoa se encante e sinta vontade de aderir ao movimento, engajando-se na corrente mediúnica do terreiro que frequenta, situação diferente dos casos nos quais a mediunidade aflora e o trabalho é o "remédio" para o bem estar do médium nessas condições.
Na maioria das vezes, a pessoa "encantada", não faz a menor ideia do que seja realmente a religião de Umbanda, envolvida pelo deslumbramento, ela não tem a minima noção da dinâmica de uma gira, de como a religião surgiu e das várias diferenças existentes entre os terreiros que praticam, cada um, a sua Umbanda nos moldes que entende ou se dispôs a desenvolver.
É comum ainda, que o(a) consulente, conserve a ilusão de que todos os membros da corrente, vestidos de branco, gentis e atenciosos, sejam pessoas espiritualizadas e muito boas pelo simples fato de serem os porta vozes do além. Em nenhum momento, nesses casos, atinam que ali estão reunidas pessoas comuns como todas as outras, buscando apenas cumprir sua missão e, de alguma forma, conseguir vencer suas próprias dores e mazelas, bem como limitações.
Nesse clima envolvente, do qual participam a ilusão, a falta de informação e, até mesmo, em alguns casos, a pretensão de ser "privilegiado" pelo acesso, teoricamente, mais fácil aos guias espirituais, a pessoa se aventura e decide entrar para a gira.
Feliz pela decisão, passa a sentir que é "especial", que as pessoas a acolherão com a mesma gentileza e boa vontade dos seus tempos de consulente e, de inicio, as coisas normalmente são assim, até que as regras lhes são apresentadas, gentilmente, e as pessoas já não mais parecem tão espiritualizadas, gentis e tolerantes como se pensava.
Pouco a pouco a ilusão acaba e a empolgação cede lugar à realidade.
Devagar, o(a) ex consulente, agora membro da corrente, iludido, vai percebendo que a religião é bela e boa sim, porém, as pessoas são comuns, tão ou mais, em alguns casos, necessitadas que ele(a) e que a religião, embora pareça simples, na verdade é complexa e bastante exigente quando levada a sério.
Nesse momento crucial muitos desistem, outros insistem e poucos permanecem. Mesmo na atualidade, onde a Internet informa e os livros sobre Umbanda ganham cada vez mais espaço no disputado universo literário, muita gente desconhece sua real missão que é, essencialmente, colaborar com a evolução do ser humano conduzindo-o à descobrir o potencial divino que existe em cada um, entre outras como, por exemplo, a pratica da caridade que humaniza e aproxima as pessoas de uma forma ou de outra, mesmo que seja um simples ensaio.
Pelo acima exposto, considero de fundamental importância a instrução nos terreiros, seja em forma de palestras, vídeos ou bate papo descontraído.
Penso que instruir, esclarecer, rompendo com as amarras do saber velado, seja uma das formas de se praticar a caridade de maneira mais eficaz.
Auxiliar o progresso de todos, despertando consciências, é uma das tantas missões da Umbanda.
Aos que estão vivendo a fase da empolgação; fica o recado:

Transforme empolgação em entusiasmo e busque a instrução, porém, acima de tudo, silencie sua mente e procure ouvir a voz do seu coração.

Anna Ponzetta

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Série Prosa de Umbanda - O Cambone -




Série "Prosa de Umbanda" - O Cambone - 
por Anna Ponzetta 

Cambone é a pessoa que normalmente está ao lado do médium incorporado por uma entidade espiritual.
Responsável pelo suprimento de material utilizado pela dupla, médium/espírito comunicante, ainda tem por função zelar pela integridade física do médium caso ocorra algum mal entendido durante o atendimento.
Espera-se que o cambone seja bem preparado para a função, pois a mesma exige responsabilidade, disciplina e maturidade, o que de forma alguma tem a ver com idade.
Acompanhar atendimentos muitas vezes não é tarefa fácil, há de se manter a calma, o equilíbrio e principalmente o bom senso para que os problemas alheios não sejam absorvidos ou tomados por causas pessoais.
O sigilo é fundamental, por isso, um bom cambone, assim como um bom médium, jamais deve expor os problemas das pessoas, sejam elas quem forem e como estejam.
Outra função do cambone é estar atento ao teor da conversa mantida entre o consulente e a dupla, médium/espirito. Caso considere a conversa inadequada, seja de qual parte for, deve ele avisar seu superior imediato evitando assim problemas futuros para as partes.
Nos casos em que seus serviços são dispensados, deve o cambone seguir a risca as orientações da casa sobre como proceder em tais situações, evitando assim constrangimentos ou outros problemas.
O cambone pode passar um longo período servindo a mesma dupla, porém, ideal seria que servisse a outras duplas também a fim de enriquecer seu aprendizado.
Aos cambones não é negado o desenvolvimento mediúnico, portanto, servir nessa função não implica em bloqueio de mediunidade, pelo contrário é rico aprendizado a seu favor, pois a experiencia adquirida com tal contato é muito grande conforme relatam alguns cambones.
Existem ainda, cambones que, por uma questão natural, não são médiuns de incorporação e sim doadores energéticos e sustentadores de corrente ou egregora. Tais médiuns costumam seguir na função de cambones por muito tempo.
Almejar ser cambone apenas para obter "privilégios" junto à dupla médium/espirito é mais que infantilidade, antes sim é atestado de total falta de preparo para a função, muito embora seja comum essa postura imatura de lidar com a espiritualidade que é algo muito sério e além de nossa compreensão total.

Aos cambones, Vovó Cambinda da Guiné, entidade à qual sirvo com muita alegria e amor, deixa sua palavra sempre doce e sábia:

Filhos Amados do meu coração,
Cambones de tantos companheiros deste e do outro mundo,
Sou muito grata pelas mãos amigas que sempre nos estendem,
pela paciência e dedicação, agradeço!
Agradeço a boa vontade, o amor e o empenho,
pelas horas nas quais deixam seus lares, muitas vezes sobre fortes protestos vindo a nós se juntarem a fim de praticar a caridade, muito obrigada filhos amados!
Sabemos que a vida é luta constante, mas, não se enganem, pois por aqui ela continua, porém, juntos, somos mais fortes, mais capazes de superar as dificuldades e seguir o nosso rumo, a nossa missão diante do Pai!
Deus abençoe suas mãos amigas, filhos cambones de todas as casas da Terra! Que Ele lhes conceda muita força e luz e eu, sinceramente espero, que a fé jamais esmoreça em seus corações!
Somos gratos, eu e meus companheiros de jornada, por tudo o quanto fazem por nós, auxiliando sempre com tanto carinho e cuidado, zelando por nossos aparelhos amados, doando seu tempo e disposição, por isso e por tudo agradecemos com todo o coração filhos queridos!
Sejam sempre abençoados, protegidos e pelo amor do Pai amparados em suas caminhadas. De nossa parte, podem estar certos que sempre faremos tudo aquilo que nos é permitido fazer em seu beneficio assim como a todos os filhos do Pai!
Sinto muita alegria quando volto à Terra e logo vejo um cambone amoroso e dedicado a me saudar com afeto. Muitas vezes, conheço suas dificuldades e todos os entraves que teve de enfrentar para estar ali servindo, feliz e cheio de boa vontade para cumprir mais uma tarefa na imensa vinha de Nosso Senhor! 
Nessas horas, nosso velho coração bate mais forte e elevamos ao Pai uma prece de gratidão por esses filhos amados que, independente de qualquer coisa, se dispõem a estar ali, ao nosso lado, para servir com amor e fé ao Senhor de todos nós!
Toda missão espiritual é sagrada e precisa ser conservada num lugar muito especial dentro do nosso coração!
Conservem, porém, filhos queridos, o amor ao Pai acima de tudo, pois, sentindo assim, tudo o mais virá por acréscimo de sua infinita bondade e misericórdia!
Quando amamos o Pai, a consequência natural é o amor a tudo e a todos!
Fica ai essa palavra, prá se pensar!
Eterno amor dessa nega,
Vovó Cambinda
Annapon

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O que é a Umbanda





Sociedade Espiritualista Mata Virgem 

O que é a Umbanda 



Vejamos o que nos diz o Aurélio:

Verbete: umbanda
[Do quimb. umbanda, 'magia'.] S. m.
1. Bras. Forma cultual originada da assimilação de elementos religiosos afro-brasileiros pelo espiritismo brasileiro urbano; magia branca.
2. Bras., RJ. Folcl. Grão-sacerdote que invoca os espíritos e dirige as cerimônias de macumba. [Var.: embanda.] 


UMBANDA é religião !

Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar o véu que cobre nossa ignorância da presença de Deus em nosso íntimo, então podemos chamar nossa fé de Religião. Como mais uma das formas de sentir Deus em nossa vida, a Umbanda cumpre a função religiosa se nos levar à reflexão sobre nossos atos, sobre a urgência de reformularmos nosso comportamento aproximando-o da prática do Amor de Deus.

A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto-velhos e Exus. Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS.

Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.

Mas, torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX, da mesma. Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. Os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram a estes aborígines de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam ali por motivos pouco nobres.

O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia. São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na novel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.

Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz. Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O "erro" é dos homens e não da Umbanda


O “erro” é dos Homens e não da Umbanda

 Mãe Mônica Caraccio

Axé a todos! Sem nenhuma conotação de superioridade me sinto uma pessoa muito privilegiada. Vivencio com centenas e centenas de pessoas, espíritos e situações diariamente, fato que me proporciona um intenso aprendizado, que exige muita disciplina e muita capacidade de discernir.
Algumas vezes consigo lidar bem com as situações, outras, ainda me perco dentro de tantos deveres, obrigações, saberes e conduta.
No entanto, procuro refletir sobre o porque de não conseguir ‘lidar com tal situação’ e na maioria das vezes chego a mesma conclusão: o erro está no “olhar”.
No Olhar para com o outro, com o intangível, com o Além e com as possibilidades.
Percebo que muitas vezes o Limite do Olhar nos enraíza em determinadas situações deixando-nos às avessas e cheios de indagações e inquietações.
Outro dia ouvi uma Entidade Espiritual dizer que, metaforicamente, algumas vezes parecemos “cães pulguentos, sarnentos e perebentos” de tanto que nos maltratamos e nos cutucamos compulsivamente, de tanto que as pessoas se afastam de nós, de tanto que contagiamos mal as outras pessoas.
Uma metáfora provocante, não é mesmo?
Pois bem, também ouço afirmativas do tipo: “a Umbanda não resolveu (ou não resolve) meu problema”, “o Guia não ajudou em nada”, “o Guia prometeu, afirmou e não aconteceu, o Guia errou!”, “faço tudo que me pedem e nada melhora”, “o que os Guias falam nunca acontece” e assim por diante. Mas será que as pessoas que fazem tais afirmativas não estão sendo como “cães pulguentos, sarnentos e perebentos”? Será que sabem quem são? Que enxergam suas próprias condutas? Que entendem o que é a Umbanda? Uma Entidade Espiritual? E quais suas funções, obrigações e missões? Ou apenas ficam a espera do outro numa posição em que se misturam vitimismo, agressividade, falta de reconhecimento e pouco Olhar.
Sim, são muitas as situações. Mas percebo que as pessoas não compreendem a complexidade que é o trabalho de uma Entidade Espiritual, a responsabilidade que os envolvem e as inúmeras consequências que acarreta um “simples” ato, seja no plano astral ou material. Não percebem as inesperadas reações que as Entidades sofrem depois de uma ação adversa da própria pessoa que está sendo auxiliada. Não entendem que muitas vezes as Entidades têm que mudarem de plano, de estratégia ou mesmo, têm que recuarem demonstrando um verdadeiro ‘jogo de cintura’ devido às atitudes incoerentes, erradas e inoportunas do próprio necessitado que julgam o fracasso da Umbanda ou das Entidades.
Pior ainda é perceber que muitas pessoas acham que a Umbanda ou os Guias Espirituais têm obrigações perante aquela pessoa ou sofrimento, portanto devem, a todo custo, resolver o problema e ponto final. Confundem drasticamente caridade com troca e obrigação; amor com soluções mágicas e egoísmo; fraternidade com abuso e comodismo; ou ainda a pessoa ou  Entidade Espiritual bondosa com um ser tolo e ignorante que é “levado” facilmente por qualquer situação, fala, choro ou chantagem emocional.
Enfim, reflexões, olhares, mudanças e muita persistência faz da Umbanda uma religião grandiosa e realizadora.
A fé, a dedicação, o trabalho e a disciplina fazem do umbandista uma pessoa de crença e propícia às curas, sejam elas do espirito, da matéria, do coração ou da vida.
Agora… o Olhar Além, o Olhar do Bem, o Olhar para si e o Olhar das possibilidades da vida é que fazem bem, que curam a alma e que nos permitem entendermos as metáforas, simbologias, necessidades e os merecimentos da Vida.
Portanto, a questão primordial aqui é entender que, quando a “Umbanda não resolve” ou quando o “Guia não ajuda” estamos tendo uma grande oportunidade para MELHORAR NOSSO OLHAR SOBRE A VIDA.
Axééé…

sábado, 10 de novembro de 2012

Mudando sempre ( por Robson Pinheiro )

Olá amigos!
O texto abaixo é um interessante e reflexivo depoimento deste autor cujas obras já esclareceram muitas pessoas e do qual sou fã!
Certamente mudanças não são fáceis, porém, no fundo sabemos que sim, elas são necessárias, do contrário não evoluiríamos nem tampouco melhoraríamos como pessoas e espíritos eternos.
Boa leitura e obrigada pela sua presença,
Annapon



Escrito por Robson Pinheiro  

Mudar é algo que costuma deixar muita gente inquieta. Na verdade toda mudança provoca certa insatisfação por parte de quem deseja ficar parado no tempo. É que todos desejam e acalentam a ideia de ser estável na vida, na profissão, em suas ideias e ritmo de vida.

Afinal todos somos treinados diariamente para alcançar uma relativa estabilidade que significa para nós uma aparente segurança.
Dou graças a Deus que a minha vida não é assim, nada em minha vida se processa com esta aura de estabilidade que para mim é enganadora.
Quando eu comecei no espiritismo lá pelos idos de 1979, eu estava numa relativa estabilidade na igreja evangélica da qual eu fazia parte. Mas os espíritos interferiram diretamente na situação estável e aqui estou eu, aprendendo a ser feliz segundo uma visão mais abrangente que a filosofia espírita me apresentou.
Outra vez eu tive meus conceitos renovados, dentre as muitas vezes que isto ocorreu, foi quando conheci Chico Xavier, em outubro de 1984, em Uberaba. Ele me disse na ocasião, falando a respeito da minha tarefa de psicografia: “Não se esqueça que o preço de quem consola é viver na solidão”. Minha vida modificou-se por inteiro diante das avalanches de informações que a partir daí vieram e me arrancaram de um tipo de vivência espiritual que ameaçava cair na ortodoxia e improdutividade.
Outras mudanças ocorreram em minha vida e creio que a mais drástica foi em 1997, no carnaval daquele ano, quando eu fiz uma cirurgia. Detalhes a respeito você internauta, poderá ler na introdução livro Medicina da Alma, psicografado por mim e de autoria do ser extra-físico Joseph Gleber. Naquela época minha vida deu uma reviravolta no verdadeiro sentido do termo. Modifiquei meu trabalho, minha vida, meu corpo, que perdeu mais de 20k de massa desnecessária e que produzia um contrapeso imenso. Mudei muito e meu trabalho também. Maior qualidade, mais intensidade e mais conteúdo vieram a partir daquelas experiências difíceis. Mas as mudanças foram para melhor.
Hoje passo por um período de intensas mudanças e novamente o trabalho com os espíritos apenas definem um novo papel no palco de minha vida. Com a psicografia do primeiro volume da trilogia “O reino das Sombras” cujo livro ganhou o nome de Legião, de autoria do espírito Ângelo Inácio, novamente uma nova etapa de mudanças. Mudanças de conceitos, de estrutura física e espiritual, mudança de atitudes diante de inúmeras pessoas de todo o Brasil que esperam de mim aquilo que eu não estou preparado para oferecer. Sou humano ainda e pretendo continuar sendo por muito tempo.
O trabalho nunca foi fácil para mim, mas resolvi colocar em prática os planos e mapas de crescimento e desenvolvimento pessoal abordados pelos habitantes da dimensão extra-física em livros por mim psicografados. Mas exatamente após a psicografia do livro Legião foi que a vida decidiu implementar mudanças mais profundas em meu ser, minha maneira de ver o mundo e também em minha aparência. Isso mesmo, em minha aparência física.
Meu corpo parece refletir com extrema sensibilidade as mudanças que ocorrem no âmbito do espírito. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Umbanda não faz milagre!



por Mãe Monica Caraccio.

Axééé… Creio que não é impressão só minha, mas o post de quinta-feira (dia 25 de outubro) “O “erro” é dos Homens e não da Umbanda” provocou muitas reflexões, avaliações e talvez, até certo desconforto, não é mesmo?

Para mim, esses “cutucões” são bons, pois ajudam em nossas melhoras como seres humanos e como médiuns, aliás, penso que, muitas vezes, oferecem respostas a muitas dúvidas, agonias e injustiças que pensamos sofrer, sentir ou ter.

Pois bem, sem querer mudar de assunto, estou trabalhando na editoração e diagramação de novembro do JUCA – Jornal de Umbanda Carismática, e revendo algumas edições anteriores encontrei, “sem querer”, um texto transcrito na edição número 40 de 2009 que se enquadra direitinho no tema publicado quinta-feira. Ou melhor, complementa as afirmativas já mencionadas e ainda nos alerta para novas possibilidades.

Assim, se ainda existem dúvidas quanto ao Poder Realizador da Umbanda ou porque a Umbanda não resolve o “tal” problema ou a “tal” vida, vale a pena ler o texto abaixo de J. Edson Orphanake retirado do livro “UMBANDA – Perguntas & Respostas”.

Em última estancia, pode-se ainda colocar a culpa no Diabo, no Demônio, no Exu, no outro… Mas isso já Não é Umbanda.

Umbanda não faz milagres.

ELA PROPICIA MILAGRES quando estamos aptos a recebê-los.

Axééé a todos e boa leitura…


Existem casos que a Umbanda não consegue resolver, pois nem todos obtêm a cura. Qual a explicação para esses fracassos?Retirado do livro “UMBANDA - Perguntas & Respostas”J. Edson Orphanake – Tríade Editorial

Não se trata de fracassos da Umbanda ou dos guias, mas de fatores alheios ou falhas dos próprios doentes. Conversando com o preto-velho, esclareceu-me algumas dúvidas. Em princípio por que, algumas vezes, previsões, remédios, oferendas, conselhos dos guias não são eficazes, não surtem os efeitos desejados. “Ora” disse-me, “a Umbanda não é limitada a certas classes de espíritos. Nos terreiros, se o médium quiser e for permitida, dar-se-á a incorporação de toda espécie de desencarnados, desde os imperfeitos até sábios Instrutores do Espaço, e muitos deles, de más intenções, se apresentam como pretos-velhos, caboclos, marinheiros e outros, a fim de serem aceitos, isto é, mistificam. Pois bem, não é pelo simples fato de serem espíritos fora da matéria que sabem tudo. Não. Eles sabem somente aquilo que aprenderam e mais nada”. Então, há mistificação na Umbanda? Sim e bastante. Contudo, a existência de perucas não quer dizer que todo mundo seja careca… O fato de haver muleta, não implica que todos sejam aleijados. Ademais, a cura de uma doença, por exemplo, pode não se dar por vários motivos, quando o guia é autêntico. Também a Umbanda não é panacéia para todos os males, principalmente as doenças de origem física, pois para isso existem médicos, embora muitas possam ser curadas. Voltando ao caso da mistificação, este fator negativo não é privilégio da Umbanda. Mistificação há em toda atividade humana e é inerente à humanidade, visto esta não ser perfeita. É um dos erros dos homens, não da Religião.

É verdade. Existem pessoas que, embora tratadas espiritualmente em centros kardecistas e umbandistas, não se curam, enquanto a maioria obtém êxito no tratamento e a consequente cura. Por que isso acontece, quando os mentores espirituais de Umbanda são autênticos? Bem, vários são os motivos para que tal ocorra:

1º – As pessoas não são máquinas, nem iguais umas às outras, razão por que as curas em algumas não se efetivam.

2º – A pessoa tem no perispírito (corpo astral) bastante substância tóxica astral, adquirida em vidas anteriores, que é expelida em forma de doenças nesta existência.

3º - Falta de Fé (confiança), elemento que muito ajuda (embora não seja essencial) na cura, por ser fator de sugestão.

4º - Há indivíduos que gostam de suas doenças e as usam como argumento em suas conversas (fato curioso, mas verdadeiro). São os masoquistas (sentem prazer no próprio sofrimento).

5º - Existem aqueles que opõem resistência inconsciente, não acreditando que possam ficar curados espiritualmente.

6º - Há os que são doentes por força de seus próprios hábitos ou vícios, e não se curam por não abandonarem o hábito (fumar, beber em demasia, comer demais, odiar, brigar, enervar-se, abusar do sexo etc).

7º - Há pessoas boas condutoras de energia e capazes de armazená-la, enquanto outras são péssimas condutoras de fluidos vibratórios de cura, bloqueando o fluxo energético e, portanto, incapazes de conservá-la.

8º - Quando da aplicação de passes, às vezes reclama-se resultado imediato, quando o tratamento deveria ser mais longo.

9º - No início da enfermidade, a possibilidade de cura é maior do que quando já adiantada. Mesmo que o doente morra, a morte não significa que a cura não se efetuou. A eliminação ou alívio da dor e da angústia pode se considerado bom resultado e o doente ingressar na vida espiritual isento dos males que o atormentavam, reencarnando futuramente sem o carma doloroso da moléstia.

fonte: 
http://www.minhaumbanda.com.br/blog/?p=5959#more-5959


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