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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TRADIÇÕES NATALINAS



TRADIÇÕES NATALINAS


ÁRVORES


Na mitologia grega, as árvores reverenciavam divindades. O carvalho homenageava Júpiter;a oliveira, a deusa Minerva; e a videira, o deus Baco. Intermediava o céu e a terra e simboliza a evolução e a elevação do homem. Para os chineses, o pinheiro significa longa vida.


CARTÃO DE NATAL


O primeiro cartão de Natal surgiu
na Inglaterra em 1845. O pintor John Calcott Horsley desenhou uma família ao redor de uma mesa bastantefarta e colocou, ao lado, um rico dando comida a crianças pobres. Havia a mensagem, em inglês, de "Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você".


Horsley fez o cartão sob encomenda de Henry Cole, diretor de um museu, que imprimiu mil cópias.


CEIA DE NATAL


Na Europa, muito antigamente, as pessoas deixavam a porta de casa aberta na noite de Natal para que viajantes e pessoas pobres pudessem participar da ceia. Até hoje, a ceia é o momento de confraternização entre amigos e familiares.
No Brasil, o prato mais tradicional é o peru assado.


ESTRELA-GUIA


A estrela-guia representa a estrela que ajudou os Reis Magos a chegar à manjedoura onde
nasceu Jesus. Ela os guiou com sua luz, por isso traz no nome a palavra "guia".


ESTRELAS


Simbolizam a luz que permanentemente
harmoniza os ambientes. As cores usadas nos enfeites também possuem significado:


A cor ouro está ligada ao Sol, associado a evolução do espírito.O verde representa o poder da renovação.O vermelho tem a ver com o fogo e com o amor divino.


Para os judeus, são anjos guardiões.


Para os esotéricos, a estrela de cinco pontas mostra o esquema simbólico do homem em relação às medidas do universo - braços e pernas esticados, e a cabeça que comanda a vontade.


A estrela de seis pontas simboliza a paz.


FOLHAS


Por manterem-se verdes em pleno inverno, o azevinho, que simboliza o flagelo de Cristo, os visco e a hera eram tidas como plantas mágicas pelos druidas, antigos sacerdotes dos gauleses e bretões.


GUIRLANDA


Uma guirlanda pendurada na porta de casa indica apresença do Menino Jesus naquele lar.



PANETONE


O bolo recheado de frutas secas e uvas secas é uma tradição do Natal italiano. Ele foi criado na cidade de Milão, não se sabe ao certo por quem. Existem três versões.


A primeira é que o produto nasceu no ano 900,
inventado por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria ficado conhecido como pane-di-Tone.


A segunda versão da história diz que o mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou o produto para uma festa em 1395.


E a última versão conta que um certo Ughetto
resolveu se empregar numa padaria para poder ficar pertinho da sua amada Adalgisa, filha do dono.Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu
que Ughetto se casasse com Adalgisa.


No Brasil, a tradição surgiu depois da Segunda Guerra Mundial. Imigrantes italianos resolveram fazer o mesmo panetone consumido por eles na Itália na época de Natal.


PRESENTES


Em dezembro, na festa romana que honrava o rei Saturno, eram distribuídos presentes.


No século XIV, no dia 5 de dezembro, as
crianças comemoravam o dia de São Nicolau, colocando os sapatos na janela e recebendo presentes.


REIS MAGOS


O historiador inglês São Bedas (673-735) foi o primeiro a citar os nomes e descrever os três Reis Magos.

Cada um deles representa uma raça: a branca, a amarela e a negra.


O africano Baltazar, com cerca de 30 anos,
o asiático Gaspar, com 15 anos, e o europeu Melchior (ou Belchior), com aproximadamente 40 anos, foram os primeiros a visitar o Menino Jesus,e lhe ofereceram presentes:mirra, resina extraída da árvore de mesmo nome, em sinal de sua humanidade; incenso, para representar a divindade do Menino Jesus; e ouro, em homenagem à sua realeza.


No Brasil, as primeiras imagens dos Reis Magos
chegaram de Portugal, em 1752, destinadas ao Forte dos Reis Magos, no Rio Grande do Norte.


RENAS


Rudolph é o nome da mais conhecida rena do trenó de Papai Noel. No Brasil, não existem renas, nem mesmo no zoológico.


Elas não suportam viver em clima quente.
Gostam de temperaturas baixas. Por isso vivem em regiões frias, como a Escandinávia, a Groenlândia e a Sibéria,onde os termômetros,
no inverno, costumam atingir até 50 graus abaixo de zero.


SINOS


As badaladas dos sinos de Natal representam a mensagem "Nasceu Jesus!". Além disso, acredita-se que o som dos sinos possa afastar
tudo de ruim e trazer boa sorte.


VELAS


Muitos povos usam o fogo para exorcizar os
maus espíritos.


Pesquisa: vários sites.


Webdesigner: Lika Dutra

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal de Jesus




Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda.
Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.
O que se sabe é que até o século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.
Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.
Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.
Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.
Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.
Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.
Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.
Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.
A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.
Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.
Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-Lo, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.
Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes Dele e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das ideias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.
Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no mundo, arrebanhando as almas.
Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.
Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.
A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem Divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.


Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.
Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.
E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome Dele, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.
Não esqueçamos: é Natal.


(Redação do Momento Espírita)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dicionário Místico - Luz, halos e asas



As asas dos anjos são um símbolo do seu poder divino e da sua espiritualidade. As primeiras figuras aladas apareceram em Caldeia, na cidade de Ur, de onde vem a imagem de um anjo a descer à Terra e a derramar a água da vida no cálice de um rei. Na Mesopotâmia, acreditavam que os deuses habitavam os céus e tinham asas como os pássaros. Os gregos e romanos absorveram este conceito de seres alados, concebendo os mensageiros dos deuses com asas, como o deus Hermes para os gregos, e Mercúrio para os romanos, uma figura que tinha asas nos pés.


Os judeus, que viveram muito tempo sob o domínio do babilónios, expressaram o conceito dos anjos como seres alados ao longo de todo o Antigo Testamento. Os Serafins, que contam o maior números de asas, aparecem com seis, enquanto os Querubins têm quatro. O Novo Testamento também descreve os anjos como tendo asas, e o "Evangelho segundo S. Lucas" descreve os anjos revoluteando sobre o pesebre durante o Nascimento de Jesus. São João também descreve os anjos com asas no "Apocalipse".


Porém, só no reinado do Imperador Constantino, por volta do ano 312 d.C., é que os anjos começaram a ser pintados com asas na arte cristã. Esta característica dos anjos continuou a ser utilizada pela arte através dos séculos, e culminou nos maravilhosos óleos destas entidades celestes durante o Renascimento. Chegaram a especular que as asas de um anjo de estatura média teria que ultrapassar os 100 metros de largura para poder suportar o seu peso e elevá-lo no solo e assim poder voar. São cálculos baseados no conceito do anjo com um corpo sólido como o de um ser humano, mas os anjos são pura Luz, não têm corpos físicos, os nossos olhos é que lhes dão essa aparência.


Se concebemos o anjo como uma entidade espiritual, que apenas se manifesta com aparência física para ser percebido por um ser humano, então as asas não têm que ter dimensões específicas, pois nem sequer existem, já que são apenas um símbolo da sua identidade celeste. O anjo e o seres desencarnados podem transportar-se do céu até à Terra apenas com o poder da sua vontade, à velocidade do pensamento, uma vez que um anjo é um conceito, uma ideia, uma lei cósmica, e como tal, é instantâneo, e a sua velocidade é mais rápida que a da luz.


O halo ou nimbo (nuvem) de luz que rodeia as cabeças dos anjos (e, em alguns casos, toda a sua figura) em muitas pinturas, data aproximadamente do século quinto da era cristã. O halo, que também rodeia as figuras de Jesus, Maria e dos santos, é um símbolo da grande Luz Divina emanada por esses entes sagrados e pode ser identificada com o conceito de aura que também existe no ser humano, embora não tão poderosa como a dos espíritos de luz.


Em muitas pinturas medievais dos anjos, o halo é delineado como uma auréola com raios de luz que rodeiam as suas cabeças. Esta auréola está rodeada por outro círculo formado por florinhas de quatro pétalas. O halo também foi usado por artistas gregos e romanos do período do pré-cristão, como símbolo do deus sol Hélio, e dos imperadores romanos, que eram considerados divindades.


O bloguista Bartolomeu, autor do espaço «Santos e Santinhos» deixou este precioso comentário, que decidi passar para a página principal:

«Só gostaria de acrescentar, um único pormenor:

O halo dos Anjos, e já agora Santos, vulgo aureolas, provêm do culto do Sol Invictus ou Sol Vencedor ou Deus Mitra - portanto pagão, de origem persa - protector do Império de Constantino e na criação da Igreja Católica Romana, por este Imperador e Clero de então, para adornar as figuras sacras do culto Católico, na forja de símbolos com o pretexto de reunir identificações dos vários cultos numa única crença, como facilitador identificativo do velho com o novo.»

A bloguista e terapeuta Tânia Resende, autora do espaço «Afirmações de Luz» deixou este precioso comentário, que também decidi passar para a página principal:

«Deixo aqui um acréscimo:

As asas e os halos existem no sistema de energia! E tanto a manifestação deles, como o tamanho dos mesmos, identificam o nível de elevação espiritual. Por isso ao anjos e arcanjos possuem as asas tão visíveis! E os santos, halos tão fortes a ponto de nós humanos, conseguirmos ver e perceber!

Nós também temos asas, mas estão "encolhidas"!

Se olharmos a Merkabah, dentro da geometria sagrada, pode-se perceber claramente 2 triângulos na altura das nossas asas físicas (omoplatas). Estas são as asas! Significa, então, que as asas se formam quando se re-cosntroi a Merkabah (nosso corpo de Luz).


Os halos são altas energias em torno da cabeça, que demosntram que o chacra coronário está aberto e em contato com o Alto.


Quanto maior a quantidade de energia que se traz do Alto, maior a Luz em torno da cabeça. Nossa aura é sempre maior na altura da cabeça (ou pelo menos assim deveria ser).

Sendo assim, os desenhos de anjos e santos apenas identificam algo percebido pela humanidade, mesmo que inconscientemente.

Apenas lembrando: nós também temos asas e também temos esses halos. Apenas precisamos fazê-los crescer e expandir!»


texto extraído do blog http://cova-do-urso.blogspot.com/

UMA HISTÓRIA DE NATAL (xamanismo)






Este artigo foi rejeitado, de forma desrespeitosa, pela wilkipédia brasileira, alegando, entre outras coisas, ser uma desinformação, uma afronta à história do Papai Noel e retirada da Página do Papal Noel. A wiki americana clicar , confirmam as informações rejeitadas pela rede brasileira. O objetivo não é confundir ninguém, mas sim trazer uma corrente de pensamento, de estudo...Particularmente acho melhor ligar a raiz ao xamanismo do que à Coca-Cola. Portanto é mais uma realidade, uma possibilidade.




Natal sempre marca o solstício de inverno (hemisfério norte). É nesse período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual.




Muitos povos xamânicos também comemoravam a cerimônia da árvore, representando a "Árvore do Mundo". Será por isso que levamos uma para dentro de nossas casas e a enfeitamos? Partimos da crença de que a lenda do Papai Noel nasceu na Sibéria. Existia uma tribo na antiga Sibéria chamada O Povo das Renas.




zAs renas eram para os siberianos o que o búfalo representa para os nativos americanos; eram também consideradas a manifestação do Grande Espírito Rena, invocado pelos xamãs para resolver os problemas do povo. Nas suas jornadas xamânicas, ele viajava, em transe, em um trenó de renas voadoras.




Não eram só os xamãs que usavam amanita, as renas também comiam. Eles até conseguiam atrair renas com a urina, que chegavam a brigar para tomá-la e as laçavam enquanto bebiam. Alguns caçadores davam pedaços de amanita para as renas para aumentar a sua força e resistência física, e assim suportarem melhor as longas distâncias. Se as renas fossem abatidas por alguém nesse momento, quando estavam na manifestação do enteógeno, os efeitos passariam para quem comesse a sua carne.




Caçadores, ao se alimentarem de renas que haviam ingerido amanita, tiveram uma visão coletiva de um homem vestido de vermelho e branco (cor do cogumelo), um xamã que levava presentes para a população. Eles viram o xamã voando em um trenó de renas.




Daí, conta-se que Papai Noel foi uma visão de homens que se alimentaram das renas que consumiram amanita.




A roupa do Papai Noel, por sinal, é de origem lapônica.




Tradicionalmente, os xamãs siberianos eram conduzidos em suas viagens estáticas (jornadas xamânicas) aos mundos profundos (transe) por um trenó de renas.




Isso explica a origem de Papai Noel viajando por um trenó de renas




Os habitantes sentiam que os xamãs sempre lhe traziam presentes espirituais. Além disso, a fumaça do fogo onde faziam seu trabalhos saía por uma abertura nas casas (chaminés ), e era por ali que entravam e saiam os espíritos, o que também explica a origem de Papai Noel entrando pela chaminé.




O que quero dizer, na verdade, é que nosso doce e querido Papai Noel nasceu na Sibéria e tem sua origem no xamanismo. O que acham ? Coincidência?







Uma Lenda Siberiana







Uma lenda do koryak (Sibéria) conta que o herói da cultura:




Grande Corvo, numa passagem , ele capturou uma baleia, que estava à sua frente, e queria soltá-la para traz no mar, mas era incapaz de devolvê-lo ao mar por ser tão pesado.




O deus Vahiyinin (existência) disse-lhe que deveria comer espíritos do wapaq para ter a força.




Vahiyinin cuspiu em cima da terra e as plantas brancas pequenas - os espíritos do wapaq - apareceram: tinham chapéus vermelhos, e o cuspe de Vahiyinin congelado como os flocos brancos de neve.




Ao comer o wapaq, Grande Corvo tornou-se excepcionalmente forte e conseguiu atirá-la ao mar.




A partir daí o cogumelo crescerá para sempre na Terra, e os povos podem aprender o que ele ensina.




Wapaq é a mosca Agarica, um presente diretamente de Vahiyinin - plantas dos deuses.







Dana Larsen:




"Modernas tradições de Natal são baseados em cogumelo usado pelos antigos xamãs Embora A maioria das pessoas vê o Natal como um feriado cristão, A maioria dos símbolos e ícones que associamos com as celebrações de Natal são realmente derivada das tradições pré-cristãs xamânicas dos Povos Tribais da Europa Setentrional.




O cogumelo sagrado desses povos era o vermelho e branco Amanita muscaria. O Estes cogumelos são comumente visto em livros de contos de fadas e estão associados com uma magia e fadas. Isso porque é Contêm compostos alucinógenos potentes e foram usados e por povos ancestrais introspecção e experiências transcendentais.




A maioria dos elementos principais da Celebração de Natal moderna, renas, Papai Noel, árvores de Natal, mágicas e a doação de presentes, são originalmente baseados nas tradições que celebravam a colheita e o consumo destes cogumelos sagrados..




A Estrela do Norte também era considerado sagrada, pois todas as outras estrelas no céu giravam em torno de seu ponto fixo. Eles associaram a "Estrela Polar", com a Árvore do Mundo e o eixo central do universo. O topo da Árvore do Mundo tocou a Estrela do Norte, e espírito do xamã sobe na árvore metafórica, passando assim para o reino dos deuses. Este é o verdadeiro significado da Estrela no topo da árvore de Natal moderna e também a razão do Papai Noel Xamânico fazer sua casa No Pólo Norte




Embora a imagem moderna do Papai Noel foi criado, pelo menos em parte, pelo departamento de publicidade da Coca-Cola, na verdade, sua aparência, roupas, maneirismos e todos os companheiros é como uma reencarnação destes cogumelos e dos xamãs.Um dos efeitos colaterais de ter comido cogumelos Amanita é que a pele e traços faciais exibem um brilho avermelhado. É por isso que Papai Noel é sempre mostrado com nariz e bochechas vermelhas brilhantes.




Mesmo alegre do Papai Noel "ho, ho, ho!" é o riso de uma euforia do espectáculo de magia do fungo. Santa também se veste como um coletor de cogumelos.. Quando chegou era hora de sair e colher os cogumelos mágicos, os xamãs antigos se vestiam como Santa Claus (Papail Noel) , vermelho e branco de pele-aparada, casacos e botas pretas longas..




Estes povos viviam em casas feitas de vidoeiro. Depois de Recolher os cogumelos sob as árvores sagradas, os xamãs echiam os sacos e voltavam para casa.




John e Caitlin Matthews:




Na verdade, sua história nos leva de volta para o início da história, quando alguns outros personagens subiram árvores de um tipo diferente, e retornavam com presentes para todos. Estes não eram brinquedos ou perfumes ou relógios, mas as mensagens sobre o ano que vem, a mudança das estaçõe, ou o destino do mundo. Essas pessoas eram os xamãs, que executavam as funções de sacerdote, historiador e detentor dos registros, cientista e mágico.




Claro que havia xamãs de todo o mundo e na maioria dos casos, eles tinham similares, mas, por razões óbvias, ele se originou no extremo Norte - em qualquer lugar da Lapónia para a Sibéria. Essas pessoas que muitas vezes usavam sinos em seus trajes rituais, retornavam com os dons da profecia e das maravilhas de outros mundos. É para essas pessoas que temos de olhar para a primeira aparição da figura que, há milhares de anos mais tarde, evoluiu para o homem velho alegre do Natal, o Papai Noel.




Red Robes e Firelight:




“Alcançando o saco novamente encontramos uma túnica vermelha ou capa, recortada com branco. Em um nível, o vermelho significa o sangue sagrado que liga todos os seres humanos e que também é percebido como um elo entre os seres humanos e animais, e entre o xamã e a Terra. É também, evidentemente, um símbolo do fogo, a mais poderosa das armas mágicas, bem como o dom do calor e vida para todos, especialmente significativo em terras frias, tais como aqueles que estamos considerando aqui.




Os xamãs possuíam o dom do fogo, que inicialmente talvez só eles tinham o poder de acender . Foi um presente que para os povos tribai. Acreditava-se que esses dons que lhes foram confiadas pelos deuses e espíritos da terra. Aqui, o simbolismo do fogo vermelho no deserto branco do inverno é uma imagem fundamental.




Então Santa é um homem velho vestido de vermelho que sai da floresta escura do Norte em um trenó puxado por renas ... o xamã descem pelo buraco de fumaça de uma barraca de pele com sinos tilintando, tendo em mãos um vermelho rena de madeira pintada. “




a







Ho, ho, ho...Um feliz natal Heyokah para todos...




Léo Artése




http://www.xamanismo.com.br

domingo, 18 de dezembro de 2011

Natal








Natal é muito mais que enfeites, presentes, festas, luzes e comemorações...

Natal quer dizer nascimento, vida, crescimento...

E o Natal de Jesus tem um significado muito especial para o Mundo.

Geralmente não se comemora o nascimento de alguém que morreu há mais de dois milênios, a menos que esse nascimento tenha algo a nos ensinar.

Assim pensando, o Natal de Jesus deve ser meditado todos os dias, e vivido da melhor maneira possível.

Se assim é, devemos convir que Natal é muito mais do que preencher um cheque e fazer uma doação a alguém que necessita dessa ajuda.

É muito mais do que comprar uma cesta básica e entregar a uma família pobre...

É muito mais que a troca de presentes, tão costumeira nessa época.

É muito mais que reunir a família e cantar.

É muito mais que promover o jantar da empresa e reunir patrões e empregados em torno da mesma mesa.

A verdadeira comemoração do Natal de Jesus é a vivência de Seus ensinos no dia-a-dia.

É olhar nos olhos daqueles que convivem conosco e buscar entender, perdoar, envolver com carinho esses seres humanos que trilham a mesma estrada que nós.

É se deter diante de uma criança e prestar atenção no que os seus olhos dizem sem palavras...

É sentir compaixão do mais perverso criminoso, entendendo que ele é nosso irmão e que se faz violento porque desconhece a paz.

É preservar e respeitar a natureza que Deus nos concede, como meio de progresso, e fazer esforços reais para construir um mundo melhor.

O Natal é para ser vivido nos momentos em que tudo parece sucumbir...

Nas horas de enfermidades, nas horas em que somos traídos, que alguém nos calunia, que os amigos nos abandonam...

Tudo isso pode parecer estranho e você até pode pensar que essas coisas não têm nada a ver com o Natal.

No entanto, Jesus só veio à Terra para nos ensinar a viver, e não para ser lembrado de ano em ano, com práticas que não refletem maturidade, nem desejo sincero de aprender com Essa Estrela de primeira grandeza...

Ele viveu o amor a Deus e ao próximo...

Ele viveu o perdão...


Sofreu calúnias, abandono dos amigos, traição, injustiças variadas...

Dedicou Suas horas às almas sedentas de amor e conhecimento, não importando se eram ricos ou pobres, justos ou injustos, poderosos ou sem prestígio nenhum.

Sua vida foi o maior exemplo de grandeza e sabedoria.

Por ser sábio, Jesus jamais estabeleceu qualquer diferença entre os povos, não criou nenhum templo religioso, não instituiu rituais nem recomendou práticas exteriores para adorar a Deus ou como condição para conquistar a felicidade.

Ele falava das verdades que bem conhecia, das muitas moradas da Casa do Pai, da necessidade de adorar a Deus em Espírito e Verdade, e não aqui ou ali, desta ou daquela forma.

Falou que o Reino dos Céus não tem aparências exteriores, e não é um lugar a que chegaremos um dia, mas está na intimidade do ser, para ser conquistado na vivência diária.

E é esse reino de felicidade que precisa ser buscado, aprendido e vivido nos mínimos detalhes, em todos os minutos de nossa curta existência...

Bem, Natal é tudo isso...


É vida, e vida abundante...


É caminho e verdade...


É a porta...


É o Bom Pastor...


É o Mestre...


É o maior Amigo de todos nós.


Pense em tudo isso, e busque viver bem este Natal...




Equipe de Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mamãe Oxum

Texto original do site Minha Umbanda

É a força dos rios, que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. É a Mãe
da água doce, Rainha das cachoeiras, Deusa da candura e
da meiguice.

Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor, o amor puro, real, maduro, solidificado, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe, da mesma maneira que Yemanjá.

A regência fascinante de Oxum é o processo de fecundação, na multiplicação da célula mater.

É Oxum quem gera o nascimento de novas vidas que estarão no período de gestação numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas.

É, sem dúvida alguma, das regências mais fascinantes, pois é o início, a formação da vida. É Oxum que "tomará conta" até o nascimento, quando, então, entrega à Yemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança.

Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver o seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.

Os seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza. Como acontece com as águas, nunca se pode prever o estado em que encontraremos Oxum; como também não podemos segurá-la em nossas mãos. Assim,Oxum é o ardil feminino, considerada a deusa do amor, a Vênus africana. O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por consequência, a felicidade.

De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida.

Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor. A partir desse amor é que se dá a origem as Agregações, e consequentemente origina a concepção das coisas.

Ela é o elo que une os Seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual. É o elo que une dois Seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida. Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da Riqueza, Senhora do Ouro e das Pedras Preciosas.

O toque dos atabaques, que acompanha sua dança no candomblé, é denominado ijexá. A dança de Oxum é a mímica da mulher faceira, que se embeleza e atavia, exibindo com orgulho colares e pulseiras tilintantes.

Diante do espelho sorri, vaidosa e feliz, por se ver tão linda e sedutora. Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a deusa por inteiro. Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz.

Como as águas dos rios, a força de Oxum vai a todos os cantos da terra. Ela dá de beber às folhas de Ossain, aos animais e plantas de Oxossi, esfria o aço forjado por Ogum, lava as feridas de Obaluaê, compõe a luz do arco-íris de Oxumarê.

Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é porque ela está dentro de nós.

Data festiva: 12 de outubro e 08 de dezembro

Saudação: Eri ieiê ô, Ore yèyé o, Oraie iê Oxum, Ai iê ieu Mamãe Oxum (Salve Senhora da Bondade e da Benevolência)

Símbolo: um coração do qual nasce um rio.

Sincretismo religioso: Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição.

Cores: amarelo dourado ou cor de rosa

Instrumento: Abebé, um leque em forma circular dourado ou feito em latão que pode trazer um espelho no centro

Pedra: Ametista, Quartzo Rosa

Ervas principais: Erva-cidreira, Melissa, Erva-de-Santa-Maria, Ipê-Amarelo, Mãe-Boa (erva sagrada de Oxum), Calêndula, Rosas Amarelas, Malva, Chuva de Ouro, Trevo Três Corações.

Oferendas: frutas doces em geral, banana prata e ouro, laranja-lima, cereja, maçã, pêra, melancia, goiaba, framboesa, figo, pêssego, uva; bebidas doces, ressaltando-se o mel, água de cachoeira, água de coco, champanhe de maçã, licor de cereja, suco de suas ervas e de suas frutas; flores de tonalidade amarela, lírios de toda espécie, margaridas, flor-de-maio, amor-perfeito, madressilva, narciso, rosa branca, amarela ou bicolor.

Ponto de força: cachoeiras, rios ou nascentes

http://www.minhaumbanda.com.br/blog/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Jovem na Umbanda

Olá amigos!
Dedico o texto abaixo, de ótima qualidade, diga-se de passagem, a todos os meus manos jovens Umbandistas bem como a todos os jovens que buscam, na Umbanda, um caminho de Luz, Paz, Amor, Harmonia e Alegria!
Annapon



Cada vez mais podemos ver que o número de jovens que procuram a religião de Umbanda tem crescido muito e isso tem acontecido de forma natural. São milhares de adolescentes e “jovens adultos” que adentram os terreiros de umbanda a procura do crescimento espiritual, do conselho do guia, da comunhão com a espiritualidade superior, a vivência de uma religiosidade saudável, do desenvolvimento de suas faculdades mediúnicas, etc.


Isso tem sido muito positivo e reflete bem o “espírito da Umbanda”. Mas, o que faz ela ser tão atraente aos jovens? Os guias, os rituais, a música, o amor aos Orixás, etc? Sim, tudo isso com certeza, mas principalmente, a falta de dogmas e a própria filosofia da religião. A Umbanda é jovem e assim também são seus praticantes. Nela não existe preconceito, seja em relação à cor, classe social ou opção sexual, assim também é o umbandista.


Universalista por natureza traz guias espirituais ligados a todos os movimentos espiritualistas e religiosos que já existiram no planeta. Prega as verdades espirituais que todas as religiões pregam, busca a serenidade e o desenvolvimento da consciência, utiliza – se de rituais milenares usados desde os primórdios dos tempos. Traz em si, um conjunto de mitos e arquétipos que vibram no inconsciente da humanidade.


Não temos apenas “um” livro sagrado. Todos os livros sagrados da humanidade fazem parte da Umbanda, assim como todos os grandes mestres e avatares (encarnações divinas). Seja Franscisco de Assis ou Ramakrishna, Madre Tereza ou Gandhi, todos estão presentes através de seus ideais e palavras de amor. Jesus, Buda ou Krishna, pouco importa, seus ensinamentos estão tanto no coração dos umbandistas como nas palavras dos caboclos e pretos – velhos.


Outro aspecto que muito chama atenção dos jovens é a falta do “conceito” de pecado, dos dogmas e do discurso ideológico moralista e antiquado que muitas religiões trazem até hoje. A vida na Umbanda é retratada de forma simples e natural. Todos têm liberdade de ação e pensamento, acreditando e buscando as virtudes e a evolução da consciência. A Umbanda liberta, não escraviza ninguém.


O desenvolvimento mediúnico também merece um destaque especial. Muitos jovens têm os seus dons mediúnicos aflorados e acabam por encontrar dentro da Umbanda uma forma de desenvolve – los de forma ordenada, equilibrada e extremamente prática. Nossa “missa” chama – se trabalho e um trabalhador é o umbandista.


Além disso, a pessoa vai se autoconhecendo, entrando em contato com a egrégora da religião e com as forças e virtudes dos amados Pais e Mães Orixás, lapidando naturalmente sua consciência e equilibrando suas emoções, sem a necessidade de “uma pregação – evangelização moralista” ou o uso de um “cabresto doutrinário” para a prática da mediunidade – caridade. Sempre respeitando o “tempo” de cada um, e acreditando no crescimento espiritual como um processo natural.


Dentro da religião o umbandista religa – se diretamente ao sagrado. É apresentado aos Pais e Mães Orixás e aos seres encantados e naturais, representantes diretos Deles na criação, criando assim uma consciência de preservação e culto a natureza.


Importante também é a conscientização do templo vivo que cada um de nós somos, de que nós somos responsáveis pela religião e pela nossa própria espiritualidade. Dizemos que Deus está em tudo e Tudo É, e o umbandista procura Deus dentro do próprio coração. É lá também que nós assentamos os amados Pais e Mães Orixás, o que faz com que tenhamos um contato íntimo e direto com Eles, dispensando a figura de um sacerdote como “supremo pontífice”.


Tudo isso cria um lindo universo religiosos que tem atraído cada vez mais jovens para dentro dele, jovens que se esclarecidos e conhecedores dos fundamentos de sua religião, tornar-se-ão melhores pessoas e levarão a Umbanda com orgulho, amor e honra.


Portanto, vamos estudar e praticar cada vez mais. Tenhamos orgulho de dizer “que somos umbandistas!” Saibamos explicar e desmistificar nossa religião. Busquemos o desenvolvimento íntimo, as posturas sadias e criativas. Nunca foi tão fácil estudar espiritualidade, nunca houve tanta abertura de conhecimento dentro da religião de Umbanda. Pensemos em todos os antigos sacerdotes que com fé, honra e amor levaram a Umbanda para frente, sempre trilhando um caminho de luz, mesmo com muito pouca informação, com perseguições, dificuldades, etc.


Agora é a nossa vez, a espiritualidade está dando todas as oportunidades, tudo para que a Umbanda cresça e vença o preconceito, a intolerância e os abusos cometidos contra ou em nome Dela. E tenho certeza que nisso o jovem tem muito a contribuir, sendo tanto “hoje” como “amanhã” um umbandista sério e esclarecido. E não estou falando apenas dos jovens de “idade física”, mas sim, dos que mantêm suas mentes e corações sempre jovens, buscando crescer e aprender sempre, unidos pelo ideal da Umbanda.


Por Fernando Sepe

Celtas - Magia, Espiritualidade e Sabedoria -


Olá amigos!


O texto abaixo é muito bom e esclarecedor! Para nós, que somos Espiritualistas, suas palavras contêm sentido profundo e muitas semelhanças com o Xamanismo e até mesmo com a Umbanda, uma vez que o povo Celta era ligado à Natureza. Em sua maneira de viver a espiritualidade, esse povo rico de sabedoria, também acreditava nos ensinamentos que podemos claramente encontrar na Doutrina Espírita e isso não é de se espantar, uma vez que a informação que temos sobre Allan Kardec, é que sua encarnação anterior a de codificador do espiritismo, foi de um druida, ou seja, sacerdote celta.
Tudo isso é muito interessante e reforça nossa crença na reencarnação, nas forças da natureza e na energia emanada pelo Universo.
A crença do povo celta se assemelha à nossa crença Umbandista e Espiritualista nos seres elementais, nos quatro elementos e na magia natural que envolve todas essas questões, permitindo que sejamos curadores, orientadores e medianeiros em parceria com a Mãe Terra e com os espíritos dessa nossa dimensão e de outras.
Certamente, nós, que somos ligados de alguma forma à magia, à natureza e ao intercâmbio com o plano espiritual, nos identificamos muito com esse povo sábio.
Vale a pena a informação, mas principalmente a reflexão sobre essas informações preciosas!
Creio que alguns sentirão como se já conhecessem tudo isso! Seres imortais que somos, trazemos em nossa memória espiritual vivencias do passado, assim, quando uma informação nos chega como "nova", na verdade, se nos familiarizamos com ela, é por que, muito provavelmente, a tenhamos vivido!
Muita Paz, Luz e Sorte!
Annapon




A cultura celta se difundiu pela Europa e, na atualidade, é tida como referência no mundo mágico e espiritual. Em entrevista exclusiva, Ana Elizabeth Cavalcanti da Costa fala sobre a magia e a sabedoria do povo celta.
Os povos celtas estiveram espalhados por quase todo o continente europeu. Não formaram um império, nem possuíam um governo centralizado. Não tinham um sistema de escrita e, portanto, a precisão cronológica sobre seu surgimento se baseia em escavações e em muitas pesquisas, datando de 1800 a 1500 a.C., na Europa Central e Ocidental.
Viviam em tribos e, apesar de não possuírem uma etnia homogênea, a língua e a religião representavam o elo entre eles. Sua cultura é repleta de magia, espiritualidade e culto à natureza. Acreditavam que as palavras registradas graficamente comprometiam a realidade e a energia dos fatos, podendo criar interpretações incorretas da verdade.
Para os celtas, o mundo estava em constante transformação, noção baseada na experiência de observação e de adoração da natureza; o importante é o presente, o momento, a harmonia e a saúde do corpo e do espírito.
Para falar sobre druidismo, a magia e a espiritualidade dos povos celtas, entrevistamos Ana Elisabeth Cavalcanti da Costa, autora de Sabedoria e Magia dos Celtas – Princípios do Druidismo, seu sétimo livro publicado pela Berkana Editora (dos demais: Runas, O Caminho da Vida; Bruxas de Verdade; Bruxas, Amor e Magia; Conselhos das Bruxas; Oráculo das Bruxas; Tarot Sem Mistério),
Ana Elizabeth se formou em História e Estudos Sociais e há anos vem pesquisando as religiões e a magia dentro dos ciclos da humanidade. Diz que foi atraída para a cultura celta pelo fato de que quando se fala em magia, principalmente no mundo ocidental, sempre existem referências a esses povos. Então, teve a idéia de escrever um livro com embasamento histórico e que contivesse as práticas e rituais de magia desse povo.
Fala-se muito a respeito da origem dos celtas, mas quase sempre com algumas contradições. Qual é, na verdade, a origem do povo celta! De onde eles vieram e onde se estabeleceram!.
Os celtas estiveram presentes em praticamente todo o continente europeu, que possui fragmentos de sua cultura. O seu habitat inicial era o sudoeste da Alemanha, Europa ocidental e central. Com o domínio da agricultura, tecnologia na cerâmica e no bronze, ao longo de séculos, eles invadiram França, Espanha, Tchecoslováquia, sula da Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha. A sua história se estendeu por cerca de dois mil anos (de 1800 aC até o final do século 1 dC). A partir de 660 aC, invadiram a Península Ibérica e, até metade do século 2 aC, expandiram para Ucrânia, Grécia, Ásia Menor, Gália e grande parte da Itália. Quando se fala dos povos celtas, não se fala de um império celta, porque eles viviam em tribos independentes; o poder era dado ao rei, escolhido pelo grupo, e que cuidava do bem-estar da sua comunidade. Quando uma tribo atingia um número determinado de habitantes, ela se dividia. Uma parte para outro lugar a fim de organizar uma nova aldeia, seguindo o sinal que era fornecido pelas aves totêmicas, até chegarem às novas terras. Eles eram organizados política e socialmente em tribos independentes que, ao longo dos anos, foram se espalhando pela Europa. Não são considerados um povo com etnia homogênea, as possuíam a mesma língua e religião, que servia como um elo entre os membros das diversas tribos, dando-lhes a característica de “celta”.
qual o papel da magia na sociedade celta ! Como a magia surgiu e se desenvolveu na sociedade celta !
Acredito que tudo foi se desenvolvendo de uma forma espontânea. Historicamente, foi através da observação da natureza que o homem criou a religião, passou a crer e a confiar em deuses, em energias superiores que pudessem protege-los em situações nas quais se sentia impotente.
O cotidiano celta era repleto de uma magia natural, que acontecia através da forma com que observavam o mundo. Para os celtas, os mundos físico e espiritual eram um único mundo; não havia separação entre o natural e o sobrenatural. Eles enalteciam o universo natural, reconheciam seu valor na sua energia. A sua mitologia e religião estavam centraliza, representando o amor, a morte, a sexualidade e a fertilidade.
O celta percebia que todo homem pertence à grande teia da natureza, e que a vida é uma sucessão de novas experiências e descobertas. Alguns lugares eram considerados sagrados por possuírem uma energia especial, da mesma forma que algumas épocas do ano (estações) eram festejadas com os famosos sabás.
Pode-se dizer que a magia sempre esteve presente no cotidiano celta e podia ser praticada por qualquer um, apesar da existência dos druidas, sacerdotes organizados num clero.
Alguns autores e pesquisadores se referem à sociedade celta como matriarcal; outros não concordam com esse ponto de vista. O que você pensa a esse respeito !
Acredito que talvez o melhor termo a ser empregado é a de que a sociedade celta era semipatriarcal. Você pode achar estranho o termo, mas não é. Perceba que o povo era dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druida, e que esse povo tinha suas crenças religiosas ligadas à natureza, à Mãe Terra. Para o celta, a mulher era especial, e muito, porque era associada à Mãe Terra.
As mulheres eram vistas como aspectos vivos da criação, porque vivenciavam todos os meses com o ciclo menstrual, o processo da vida, morte e renascimento, além do poder de gerar vidas. Vou dar um exemplo: Dergflaith era um dos nomes célticos dado à menstruação, e significava “soberania vermelha”. O vermelho representava soberania, poder, vida. Pense então nos mantos vermelhos dos reis. A menstruação tinha conotação de sagrado, porque acreditavam que a mulher se tornava ancorada e enraizada nesse período. Nos períodos de menstruação, as mulheres se isolavam numa cabana ou se dirigiam à floresta, compartilhavam sobre os problemas da tribo.
Outro ponto que pode ilustrar o poder feminino se refere ao ritual religioso e mágico hieròs-gámos (casamento sagrado), no qual uma mulher que tinha o poder mágico representava a Deusa e concedia aos reis e heróis grandes poderes.
Dentro da sociedade celta, a mulher dominava a religião. Podia ser uma guerreira e podia escolher o seu parceiro. Quando ela se casava, trazia para o casamento seus bens, e se eles fossem superiores aos do marido, ela se tornava chefe do casal. Há ainda uma coisa importante para se dizer com relação a concepção de união eterna e fidelidade, nem de traição. No casamento, previlegiava-se o amor, ao mesmo tempo em que o casamento era visto como um contrato que poderia ser rompido, pois existia o divórcio. São concepções interessantes para uma época tão distante porque, na verdade, a mulher celta era tudo o que a mulher de hoje “briga” muito por ser.
Como os celtas se relacionam com os elementos da natureza ! É uma religião xamãnica!
A primeira grande lição que os celtas nos dão é a da observação e do respeito pela natureza. Levavam sempre em consideração a Roda do Ano (estações), os elementos da natureza, os pontos cardeais, o Sol, a Lua, e valorizavam a energia de tudo o que os rodeava. Eles reconheciam a energia dos elementos da natureza. A terra, o ar, o fogo, e a água são representações e formas diferentes de energia, e a partir desses elementos todas as coisas são formadas. É o que chamamos de energia elemental, seres do mundo espiritual cuja tarefa é dirigir o poder divino para as formas da natureza.
As pedras, por exemplo, eram consideradas como as energias espirituais mais antigas da Terra, e guardavam ensinamentos profundos, que eram revelados quando eram reverenciadas. Toda a Bretanha, Irlanda e Grã-Bretanha possuem pedras verticais espalhadas por diversas regiões, com tamanhos diversos. Os celtas se relacionavam com os elementos e com os seres elementais em seu cotidiano e em rituais de magia. A própria mitologia celta nos dá provas disso quando relata histórias nas quais os heróis se perdem no Outro Mundo, repleto de seres elementais.
A religião celta possui algumas características xamãnicas, pois estava sempre em contato com a natureza e os seus espíritos. Para eles, por exemplo, os animais possuem dons especiais para a cura e sempre nos dão grandes lições de vida. Animais totêmicos representavam a tribo e serviam como proteção. O ogham, alfabeto celta utilizado pelos druidas, é conhecido como alfabeto da árvore, no qual cada letra representa uma árvore com energia e características específicas. Os druidas, como os xamãs, recebiam revelações por sua interação com o Outro Mundo, praticavam a adivinhação e faziam o uso do tambor, da dança e do cogumelo amanita buscaria em seus rituais.
Qual a relação entre o druidismo e a religião celta em geral com a Wicca, se é que ela existe !
Existe uma forte relação. Podemos dizer que as raízes da Wicca estão na antiga religião celta e, por conseqüência, no druidismo. Sua essência básica é centrada na Grande Mãe, a figura do Divino Feminino, mas a tradição Wicca possui uma grande carga de elementos que não faziam parte da religião celta. Esses elementos vêm da Magia Ritual, Cabala, tradições da maçonaria e até mesmo da Golden Dawn. Existem boatos de que Crowley, famoso ocultista do século 20, teria “encomendado” ao seu amigo Gardner a criação da Wicca para popularizar a religião Thelêmica, e sabemos que foi através das obras de Gardner que o paganismo foi ressuscitado.
O pentagrama, por exemplo, surge como símbolo de paganismo moderno, e não é um símbolo de origem celta. Ele era usado na Mesopotâmia por volta de 3.500 a.C. e, através da cultura judaica da cabala, acabou fazendo parte dos rituais da tradição Wicca. Outro exemplo que posso citar é o uso do athame ou punhal nos rituais wiccanos, como canalizadores de energia, fato desconhecido na religião celta.
Para o celta, a religião e a magia eram algo muito natural, fazia parte do seu cotidiano. A Wicca, embora tenha raízes celtas, é muito ritualística, especialmente hoje em dia. Em muitos segmentos wiccanos, percebe-se atualmente, como em outras religiões, um apego muito grande aos rituais e até mesmo um certo grau de fanatismo, e isso não é saudável em nenhuma crença. O ideal é fazer dos ensinamentos uma base para se ter uma vida saudável e feliz.
Como esses conhecimentos antigos da espiritualidade dos celtas se relacionam com a sociedade atual ! Em que e de que forma eles podem nos ajudar !
Em todos os conceitos celtas encontramos grande lições que podem nos auxiliar a viver melhor. Um de seus mais sábios conceitos é o de que o tempo está e estará a nosso favor, no oferecendo oportunidades que, muitas vezes, devem ser compreendidas em alguns segundos, mas que podem transformar qualquer coisa.
A filosofia de vida celta era muito simples: observar as grandes lições da Mãe Natureza, o que é uma grande dificuldade para o homem moderno. Para eles, a vida era um eterno movimento cíclico de transformação permanente: nascemos, crescemos, morremos e renascemos. Há o momento certo para cada coisa: arar a terra, semear, colher. As estações do ano são a prova da Natureza de que sempre, após um inverno rigoroso, há a chegada da primavera. Eles nos mostram que é preciso aprender a perder para ganhar depois.
Cada problema ou situação difícil, cada “doença” contém uma bênção para a cura e liberdade. Os celtas acreditavam que podemos, com responsabilidade e respeito, acionar os planos superiores, o Outro Mundo. Para, eles, o Outro Mundo, com sua graça de mistérios, está em nosso interior. Toda pessoa possui dentro de si uma chama, uma fogueira tranqüila, uma alma. É preciso perceber a sua alma, realizar uma ligação com a sua chama interior, mostrando que é preciso estar sempre ligado à sua própria essência.
Outra coisa muito bonita e importante nos ensinamentos celtas é o valor que eles davam à amizade, coisa rara nas sociedades modernas em que as pessoas sempre se esquivam das outras, por medo de serem “sugadas”. Para esse povo, uma amizade ultrapassava qualquer fronteira, qualquer plano. Existe a expressão gaélica que retrata muito o valor que davam à amizade, anam cara (amigo da alma), que O’Donohue retratou de uma forma encantadora em sua obra. O conceito de amizade deu aos celtas a idéia de companherismo, solidariedade, fidelidade, amizade profunda e especial. Além de seus conceitos sobre a vida, o universo mágico celta pode nos auxiliar a adquirir mais equilíbrio, tranqüilidade, vigor, prosperidade, coragem, amor em nosso dia-a-dia, através de suas antigas práticas de magia com elementos da natureza. A natureza está aí: é só acionar a sua energia.
O caminho da espiritualidade ou religiosidade celta pode ser seguido, hoje em dia, individualmente, ou ele necessita um mestre, um facilitador !
A espiritualidade e sua religiosidade podem ser seguidos por qualquer um. Existe muita gente com “espírito celta”, e nem sabe disso. São aquelas pessoas que respeitam a natureza, compreendem os processos e ciclos da vida e possuem amigos.
Eu acredito que aquele que se interessar por sua religião, rituais e práticas de magia podem faze-lo sem medo, porque estará fazendo algo com boas intenções. O interessante é tentar fazer da magia algo natural em sua vida, da mesma forma que os celtas a viviam. Concordo com Scott Cunnigham, que afirmou que as práticas de magia podem ser vivenciadas de forma solitária e individual.
Hoje, existem muitas formas de se obter informações sobre as práticas de rituais de diversas tradições. Cada um deve saber escolher o seu caminho. Alguns podem trilha-lo solitariamente, outros podem ter um mestre ou um facilitador. Entretanto, acho importante dizer que mesmo que você queira ter um mestre, é preciso procurar pelo conhecimento também em outras fontes.
Eu recebo muita correspondência de gente jovem me fazendo sempre muitas perguntas sobre magia e rituais. Eu aconselho àqueles que tem curiosidade e gostam do tema, que procurem ler e se informar muito antes de participar de qualquer grupo.

Extraído da revista Sexto Sentido 44; 34-39

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Conhecendo seu Guia na Umbanda


Texto extraído do site Canto do Aprendiz


É muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do ínicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium.


E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse ínicio, ocorre maior incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.


Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.


Muitas pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Pois nossa forma de trabalhar mediúnicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espíritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintônia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a propria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser pemitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.


Nao é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no ínicio, pois o médium ainda não está preparado mediúnicamente falando … demora-se um tempo para estabelecer uma sincrônia entre a faixa vibratória da entidade com a do medium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por parte do médium, é que elas trazem sua falange.


Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.

É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:

- Como é o Caboclo X?

- Me conte a estória do Preto Velho Y

- Como é o ponto riscado do Exú Z?


Isso pode ocasionar vários problemas no início do desenvolvimento, o médium lê uma descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um charuto, e a partir daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada pelo médium.


Ou então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.


Pra resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.
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