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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

sábado, 29 de outubro de 2011

A História das Velas e Curiosidades sobre o Dia de Finados





A HISTÓRIA DAS VELAS

No início desta história as velas não existiam como as conhecemos. Por volta do ano 50.000 a.C. havia uma variação daquilo que chamamos de velas, criada para funcionar como fonte de luz. Eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais, de parafina: a gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido. Mesmo antes do ano 50.000 a.C. este tipo de fonte de luz era usada pelos homens, conforme pinturas encontradas em algumas cavernas.

Há menções sobre velas nas escritas Bíblicas, datando do século 10 a.C. Um pouco mais recentemente, no ano 3.000 A.C., foram descobertas velas em forma de bastão no Egito e na Grécia. Outras fontes de pesquisa afirmam que, na Grécia, as velas eram usadas em comemorações feitas para Artemis, a deusa da caça, reverenciada no 6º dia de cada mês, e representavam o luar. Um fragmento de vela do século I d.C. foi encontrado em Avignon, na França.

Na Idade Média as velas eram usadas em grandes salões, monastérios e igrejas. Nesta época, quando a fabricação de velas se estabeleceu como um comércio, a gordura animal (sebo) era o material mais comumente usado. Infelizmente, este material não era uma boa opção devido à fumaça e ao odor desagradável que sua queima gerava. Outro ingrediente comum, a cera das colméias de abelhas, nunca foi suficiente para atender a demanda.

Por muitos séculos as velas eram consideradas artigos de luxo na Europa. Elas eram feitas nas cidades, por artesãos, e eram compradas apenas por aqueles que podiam pagar um preço considerável. Feitas de cera ou sebo, estas velas eram depois colocadas em trabalhados castiçais de prata ou madeira. Mesmo sendo consideradas como artigos caros, o negócio das velas já despontava como uma indústria de futuro: em uma lista de impostos parisiense, no ano de 1292, eram listados 71 fabricantes.

Na Inglaterra, os fabricantes de velas de cera eram considerados de melhor classe se comparados àqueles que fabricavam velas de sebo. O negócio tornou-se mais rentável porque as pessoas estavam aptas a pagar mais por uma vela de cera. Em 1462 os fabricantes Ingleses de velas de sebo foram incorporados e o comércio de velas de gordura animal foi regulamentado.

No século 16 houve uma melhora no padrão de vida. Como passou a haver uma maior disponibilidade de castiçais e suportes para velas a preços mais acessíveis, estas passaram a ser vendidas por peso ou em grupos de oito, dez ou doze unidades.

As velas eram usadas também na iluminação de teatros. Nesta época elas eram colocadas atrás de frascos d'água colorida, com tons de azul ou âmbar. Apesar desta prática ser perigosa e cara para aquela época, as velas eram as únicas fontes de luz para ambientes internos.

A qualidade da luz emitida por uma vela depende do material usado em seu fabrico. Velas feitas com cera de colméia de abelhas, por exemplo, produzem uma chama mais brilhante que as velas de sebo. Outro material, derivado do óleo encontrado no esperma de baleias, passou a ser usado na época para aumentar o brilho das chamas. Devido a questões ambientais e ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este elemento não é mais usado.

Trabalhos para o estudo do oxigênio foram desenvolvidos observando-se a chama de uma vela. Como exemplo temos relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.

O século 19 trouxe a introdução da iluminação a gás e também o desenvolvimento do maquinário destinado ao fabrico de velas, que passaram a estar disponíveis para os lares mais pobres. Para proteger a indústria, o governo Inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial. Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável.

Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhoras ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.

Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje.

No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje.

A parafina sintética surgiu após a 2ª Guerra Mundial e sua qualidade superior tornou-a o ingrediente primário de compostos de ceras e plásticos modernos.

Usada nos primórdios de sua existência como fonte de luz, as velas são usadas hoje como artigos de decoração ou como acessórios em cerimônias religiosas e comemorativas. Há vários tipos de velas, produzidas em uma ampla variedade de cores, formas e tamanhos, mas, quando mencionamos velas artesanais, nos referimos àquelas feitas manualmente, onde é possível encontrar modelos pouco convencionais, usados para diferentes finalidades, tais como: decoração de interiores, purificação do ambiente, manipulação da energia com base em suas cores e essências e etc.


Você sabia que o feriado de Finados, celebrado a 02 de novembro,
embora originado do cristianismo, foi nomeado de forma diversa à real
celebração cristã?


Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos. Costumavam visitar
os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem
martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração
da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por
todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém já se
lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII
(1009) e Leão IX (1015) suscitam a comunidade a dedicar um dia por ano aos
mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é
comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de
"Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram
em estado de graça, mas não foram canonizados. O dia 02/11 celebra todos
os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os
que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim,
necessitam de nossas orações.

Contudo, você sabia que o feriado de Finados, celebrado a 02 de novembro,
embora originado do cristianismo, foi nomeado de forma diversa à real
celebração cristã? Na realidade, o cristianismo, ao contrário do feriado
brasileiro, celebra a lembrança dos FIÉIS DEFUNTOS e não o dia de finados.

"Qual a diferença?" - você perguntaria. Entretanto, adentrando-se a fundo
no significado e na origem das palavras, podemos notar que há sim uma
diferença, e relevante. A palavra finado significa, em sua origem, aquele
que se finou, ou seja, que teve seu fim, que se acabou, que foi extinto.

A palavra defunto, por sua vez, originada no latim, era o particípio
passado do verbo "defungor", que significava satisfazer completamente,
desempenhar a contento, cumprir inteiramente uma missão. Mais tarde, foi
utilizada e difundida pelo cristianismo, para dizer que uma pessoa morta
era aquela que já havia cumprido toda a sua missão de viver. Modernamente,
porém, tornou-se sinônimo de cadáver.

O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o
cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da
elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. É o Dia do Amor,
porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca, mesmo que esteja
distante; amar é saber que o outro necessita de nossos cuidados e de
nossas preces mesmo quando já não o podemos ver. Pois a vida cristã é
viver em comunhão íntima com Deus e com os irmãos, agora e para sempre.

Você sabia?...
Enviado por: Aline Cristina Viani Couto de Andrade

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Seu Papel - Mensagem do Mentor Indiano Shàa -

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O Om representa o poder de Deus, é o som da criação, o princípio universal, entoado começando todos os mantras. Diz-se que os primeiros yoguis o ouviram em meditação, e esse som permeia o cosmos. É o número um do alfabeto, é o zero que dá valor aos números, é o som da meditação.

O seu papel

Salve filhos de Deus!

O planeta se prepara para um novo tempo, um novo ciclo. Todos os que a Terra habitam, já começam a sentir os sinais desses novos tempos. Alguns temem, outros compreendem e grande parte não liga ao fato importância alguma.
Vamos falar um pouco, dentro deste contexto, sobre as religiões nesses tempos de transição/mudança.
O novo ciclo requer revisão de conceitos, de posturas e de entendimento. Não bastará mais a fé cega, porém, muitos ainda nessa fé, sem raciocínio, se escorarão pelo simples fato de não estarem prontos para acompanhar as mudanças, mas, de qualquer forma, mesmo sem atinarem sobre o real sentido da fé que os move, serão arrastados pela corrente da evolução.
Hoje convidamos os fiéis de todas as crenças, a analisarem o verdadeiro significado da fé e da religião em seus corações e vidas.
Não basta mais que a boca fale sem que o coração sinta, pois as máscaras não mais se sustentarão no novo ciclo e nos novos tempos que já estão ai, diante de todos.
É necessário que cada um tome em suas mãos, as rédeas de seu progresso e evolução, para que então se una em comunhão de ideais com os outros para que, posteriormente, pulsem e vibrem não só à Terra, mas ao Universo, a compreensão clara que todos, juntos, são co-autores da criação Divina e parte do Pai Eterno em sua mais profunda essência.
Juntos para curar, renovar, aprender, compartilhar. Juntos para um novo planeta e para um novo tempo onde não mais se tolerará a dor e o sofrimento frutos amargos da persistência no mal.
Novas posturas diante da vida e da religião são inevitavelmente necessárias agora, nesse momento, mas não apenas isso, novas maneiras de interagir com a sociedade e com os recursos naturais que sustentam a vida são itens de extrema urgência para que todos acompanhem as mudanças sem chocar-se com elas e para que colaborem com a criação, mesmo porque a divida do homem, nesse sentido, é muito grande.
O novo tempo, assim como o novo planeta, exigirá de cada um, compromisso consigo mesmo, a honestidade necessária para que cada um cumpra o seu papel de acordo com o seu coração e a sua razão. Isso significa meditar sobre si mesmo, sobre como colabora com a vida a sua volta, sobre o que realmente espera da religião e sobre como entende o seu papel nesse mecanismo todo.
Para ajudar é necessário que antes se veja por dentro, o homem,  para depois estar apto a exteriorizar o seu aprendizado de forma tal que seja útil a sua colaboração aos outros e ao meio.
Não mais bastará ao ser humano, nesse novo tempo, comparecer ao templo e não estar realmente ali, entendendo o seu papel seja ele qual for. Não mais bastarão os rituais, mas sim compreender a razão pela qual são feitos e o que realmente significam para cada um que os realiza e para aqueles que, de alguma forma, são beneficiados pelos mesmos.
Conhecimentos não compartilhados perderão sua utilidade, mesmo porque os espíritos que aqui estão encarnados e os que estão voltando, têm conhecimento suficiente para promover as mudanças necessárias em todos os sentidos na Terra.
Não mais bastará ao homem a prece, mas conhecer o alcance de sua mente quando se coloca em sincera oração diante do Pai Criador. A oração vazia, mecânica, não fala à alma que busca conexão com as esferas Superiores da vida, para tanto, é necessário conhecer o caminho que os leva até lá. Só através do autoconhecimento e da sinceridade consigo mesmo será possível encontrar esse caminho que muitos buscam fora de si mesmos.
O seu papel é muito importante mesmo que você o despreze ou não lhe dê o valor devido.
Como ser único e parte da consciência mais poderosa que existe chamada Deus, você desempenha importante papel no mecanismo da vida e é colaborador direto do Pai mesmo que ainda não tenha compreendido isso.
Seja honesto com você, valorize seu tempo, busque conhecer a sua intimidade e as razões pelas quais escolheu a religião na qual compartilha sua fé nesse momento de sua existência.
Conheça para que aprenda a caminhar e a colaborar de forma eficaz consigo mesmo, com a espiritualidade e com o Pai.
Grandes surpresas estão reservadas àqueles que assim procederem, pois, perceberão, sem demora, quanto tempo desperdiçaram buscando do lado de fora o que sempre esteve disponível dentro de si mesmos.


Muita Paz!

Shàa – Anna


27.10.2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Umbanda





A Umbanda


A gênese do universo segundo a Umbanda

Segundo a corrente popular, a Gênese começou quando alguns espíritos que habitavam o Reino da Alma, manifestaram o desejo de dar forma ao seu estado sutil. Este desejo, considerado como desobediência ao processo evolutivo normal, facilitou a descida desses espíritos - em que nós estamos incluídos - do reino do Espírito (puro em relação a sua constituição sutil) para o Reino da Alma e daí para o domínio da matéria, densa e caótica. Para que esta descida ao universo da energia-massa ocorresse, foi necessário que o Supremo Espírito em sua infinita misericórdia e bondade, manifestasse, através das hierarquias constituídas, a sua vontade de que o então caótico universo material fosse ordenado para que as almas caídas encontrassem condições para passar por uma segunda via de evolução, onde evoluiriam através da dor e do sofrimento (que são qualidades da matéria densa) até poderem voltar a seu locus original. A tarefa da ordenação ou criação foi ligada a coroa divina que são os Orixás.

Visão da Corrente Iniciática


A corrente iniciática entende o conceito da criação partindo do conceito básico e metafísico da Divindade Suprema. Acredita firmemente que não é possível compreender todo o processo criativo sem se ter a percepção inteligível e sensível da existência do Supremo Espírito-Deus. O Supremo Espírito é infinitamente bom, justo, sábio e misericordioso. O único que tem como atributos a onisciência, onipresença e onipotência. É a suprema consciência que está acima de todas as realidades, domina o tudo e o nada, sendo o senhor do infinito evolutivo. Como é Arcano Divino em sua origem, sabemos apenas que acima dele não há nenhum outro espírito e abaixo existem três realidades extrínsecas entre si e que são coexistentes: espírito, espaço cósmico e a substância etérea.

O processo de evolução

O processo de evolução possui dois caminhos, um de ida e outro de volta. Recorramos ao Evangelho de São Lucas, onde Jesus conta a parábola do Filho Pródigo e nos embasemos nela, como comparativo: Observando a história, podemos facilmente perceber os seguintes pontos:

Não houve briga nem luta, nem rebelião entre pai e filho. Houve insubmissão, o filho não deu ouvidos ao pai, visto que queria conhecer o mundo.

Os bens aos quais o filho se referia eram os bens materiais.

O filho, pelo seu livre arbítrio, afasta-se do pai, em busca de aventura, deixando de lado a paz, pureza, inocência, beleza, felicidade e segurança e embrenhou-se por um mundo desconhecido.

Envolvido pela energia deste mundo desconhecido, na ânsia de poder gozar, fartar-se, divertir-se, desperdiça tudo afoitamente e sem prudência. Quando tudo acaba, descobre que os bens materiais não são eternos.

Abandonado pelos pseudo-amigos, passa fome, frio e vergonha. Então, lembra-se do pai, com toda a sua misericórdia e bondade. Resoluto, decide voltar a casa do pai. O espírito então, vence a matéria.

O pai ouve o filho e lhe perdoa.

Como podemos ver, a renúncia e o desprendimento das coisas materiais é a fórmula mágica que religa o homem a Deus. O planeta Terra é apenas um ponto nesta via tortuosa de evolução. É um pequeno astro pertencente ao sistema solar, uma estrela localizada em um dos braços da Via Láctea, uma galáxia entre bilhões de outras existentes no Universo Astral ou mundo da forma. Para alguns espíritos encarnados se constituiu em caminho de volta ou redenção, mas para outros ainda é caminho de ida ou alienação. Foram tantos espíritos que aqui viveram e ainda vivem e que sentiram arrependimento interior, e demonstraram desejo intenso de voltar a casa do pai, que o próprio Cristo aqui veio para indicar o caminho da redenção.

As correntes da Umbanda

A Umbanda é uma religião cósmica e, como tal, não está afeita apenas ao planeta Terra. Ela representa o conhecimento integral, que entendemos como sendo a religião, filosofia, ciência e as artes. Juntos, estes quatro pilares da sabedoria universal representam o conhecimento uno. Este conhecimento ensina que diversas raças já passaram pelo planeta Terra, e tantas outras ainda passarão. A primeira raça a habitar o nosso planeta foi a raça vermelha que surgiu na Lemúria (África e América do Sul unidas num só continente). Esta pura raça foi denominada por civilização lemuriana. Ocorreu uma grande cisão no tronco Tupi, formando então duas correntes dentro desse povo. A Tupinambá, que permaneceu em solo chamado de "terra brasilis" e a Tupi-Guarani, que emigrou para diversos cantos do planeta. Assim nasceram e se espalharam pelo planeta tantos segmentos quantos eram os interesses próprios de cada líder. Com a deturpação, foram separados os quatro pilares da sabedoria universal. Os grupos de raças e tradições religiosas que, a partir do final do século XIX começaram a emigrar para o Brasil, são descendentes da grande corrente Tupi-Guarani que retornam ao ponto de partida(antigo território lemuriano). A situação no séculos XIX, entre 1888 e 1889, em que fervilhavam as mudanças sociais, políticas e culturais, foi o momento propício para o plano astral superior imprimir uma mudança aos ditos cultos miscigenados, pois era inevitável e extremamente oportuno. E assim, começaram as manifestações mediúnicas dos espíritos, trazendo de volta a Grande Lei.

O Templo Umbandista

Os templos umbandistas são semelhantes em sua concepção ideológica fundamental, que é a prática da caridade. No templo está a segurança do médium. Por isso cada médium deve fazer de seu templo a sua própria casa. Umbanda não é Candomblé. Esta confusão faz com que, certos irmão umbandistas acabem pro procurar terreiros de Candomblé para "rasparem a cabeça", entregando-se a ritos africanos, desconhecendo os fundamentos próprios da Umbanda e sua iniciação, que dispensa a matança de animais, a "catulagem", "cura" ou "camarinha", entre outras coisas. O Candomblé é, por sua vez, religião digna de respeito perante os umbandistas, só sendo esclarecido tal trecho acima, com a intenção de deixar clara a diferença entre uma e outra.

Rituais na Umbanda

Um dos principais rituais é chamada "gira", tendo esse nome por imitar o "giro cósmico" do universo. As giras compoêm-se basicamente de três fases, a saber: preparação, abertura e encerramento. Por dentro da gira encontraremos fundamentos básicos que são comuns a todos os terreiros, tais como "pontos cantados", a "defumação", a chamada icorporação de entidades e por dentro das consultas há o receituário de ervas e a indicação de determinados trabalhos de descarrego ou de elevação (nunca com a matança de animais). Existem também outros rituais, como a harmonização, a iniciação, o casamento e o batismo dentro da Umbanda. É curioso, mas poucas pessoas se casam dentro da Umbanda, pois as pessoas ficam com receio das consequências no caso de separação, visto que é feita uma harmonização entre os espíritos dessas pessoas. Já o batismo é mais tranquilo. A Umbanda aceita batismos feitos em outras religiões cristãs (pois para ela, toda são unas). No caso de um novo batismo feito na Umbanda, o Sacerdote umbandista promove um ritual de consagração e reativação do batismo, porém considerando como válido o primeiro batismo.

Os Orixás

Quando falamos que Orixá é o Senhor da Luz, queremos dizer Luz Espiritual. Dizemos que são senhores de faixas espirituais, tonalidades espirituais ou vibrações. Os sete Orixás que formam a coroa divina possuem polaridade dual, porém essa polaridade só se expressa no astral. Esta diferenciação de polaridade oposta é expressa através do oitavo elemento que é Exu, em seus aspectos masculino e feminino. Exu é concretizador do poder vibracional dos Orixás no Universo Astral. Falemos então das sete essências espirituais :

O primeiro par é do Orixá Virginal Orixalá, que manifestado em par vibratório no Universo Astral gera Orixalá-Odudua; o segundo par é do Orixá Virginal Ogum, que manifestado em para vibratório no Universo Astral gera Ogum-Obá, o terceiro par é do Orixá Virginal Oxóssi, que manifesta em par vibratório no Universo Astral gerando Oxóssi-Ossaian, o quarto par é do Orixá Virginal Xangô, que gera Xangô-Oyá, o quinto par é do Orixá Virginal Yorimá que gera Yorimá-Nanã, o sexto par é do Orixá Virginal Yori que gera Yori-Oxum, e o sétimo par é do Orixá Virginal Yemanjá, que gera Yemanjá-Oxumarê.

Cada Orixá, no reino virginal possui atributos próprios que podem ser gerados em bom e mau estado. Exu, na Umbanda, é um espírito responsável com funções delicadíssimas perante os tribunais cármicos. É considerado o Guardião entre a luz e as trevas, senhor do Carma constituido, o cobrador da justiça cármica.


Texto de autoria desconhecida.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mãe Menininha do Gantois


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Olá amigos!
Como devem saber, meu coração é Umbandista! Esse mesmo coração, encontrou na Doutrina Espírita, um tesouro de aprendizado! Não satisfeito, busca sempre conhecer um pouco mais sobre as outras religiões, com todo o respeito, é claro. Encontra nelas peças que sempre se encaixam em minhas próprias crenças e convicções, fragmentos, como são, da verdade que, como um espelho, se partiu em muitos pedaços para que todos, enfim, um dia se possam unir. E o dia virá!
Bem, o comentário acima é só para dividir com vocês mais esse aprendizado que foi ler esse livro lindo e muito bem escrito, que conta a história de vida e de trabalho incansável dessa pessoa linda que foi e é Mãe Menininha!
Uma vida dedicada às pessoas e à religião que recebeu por herança de seus ancestrais. O mais curioso, para mim, foi descobrir através dessa leitura, que ela tinha forte influencia católica. É muito bonito ver isso, pois prova que a pessoa acolhe e recolhe para si aquilo que considera bom e Sagrado enquanto vemos "purezas" doutrinárias sendo pregadas por ai que na verdade não fazem o menor sentido.
Mãe Menininha foi e é muito respeitada por pessoas de todos os níveis sociais e crenças, deixou um legado de fé, amor e esperança que jamais se apagará.
Pensando nela, outro dia, imaginei como seria se ela e Chico Xavier tivessem se encontrado por aqui! Certamente seria um encontro de Luz banhado de amor e fé puros, sem discriminação ou bandeiras para os rotular.
É isso meus amigos! Recomendo essa leitura a todos que tenham interesse em aprender sempre mais!
Transcrevo abaixo um trecho lindo desse livro para que apreciem sem moderação!


Literatura de Cordel
Adeus Mãe Menininha, a nossa Ialorixá Maria Escolástica da Conceição Nazareth, de Antonio Ribeiro da Conceição, Bule-Bule.


Um grito de desespero
Do Brasil se desprendeu
Amedrontou Jorge Amado
Deu um susto em Camafeu
Estremeceu a Bahia
Mãe Menininha morreu.


Não sei se é superstição
Treze marca um fim de linha
Foi treze de agosto,
Que morreu Mãe Menininha
A grande Ialorixá
Entre todas a Rainha


Viveu noventa e dois anos
Somente fazendo o bem
No reino do Gantuá
Em cada parede tem
Uma mensagem de amor
Invocada do além.


A antiga gameleira
Por um escravo plantada
Pra simbolizar a paz
Até hoje é adorada
E foi por Mãe Menininha
A vida inteira cuidada


Quem recebe do Altíssimo
A mensagem de servir
É como Mãe Menininha
Que pode contribuir
Com o dom que Deus lhe deu
Fazendo o povo sorrir.


Sempre que foi procurada
Deu mensagem de amor
Para o homem mais humilde
Prá ministro ou senador
Fez o bem sem distinção
De sexo, raça ou cor.


Nossa imortal Menininha
Deixou no mundo uma história
Para o Brasil grande símbolo
Para a Bahia uma glória
E para todos os seus filhos
A mais sublime memória.


Hoje o dragão da tristeza
Caminha de porta em porta
Com sussurro assombrador
Com frase que desconforta
Dizendo a todo o Brasil
Mãe Menininha está morta.


Quem fez o seu pedestal
Concluiu a sua jornada
Serve a Deus, ajuda o povo
Mas quando a hora é chegada
Vai prestar contas a Jesus
Na sua mansão sagrada.


Os atabaques tocaram
Um ritual diferente
Vibrações de ritmos fúnebres
Preencheram o ambiente
Dando forte testemunho
Que tinha morrido gente.


Os tambores conversando
Cada um dizia: Eu, 
Hoje só trabalho a pulso
Pois triste fato se deu
O Gantuá enlutou-se
Mãe Menininha morreu.


Lavaram os sete degraus
Onde minha mãe pisava
Descendo quando saia
Subindo quando voltava
E hoje só tem tristeza
No lugar que ela morava.


Do jeito que nós choramos
Chora a Bahia todinha
Do Governo do Estado
Ao aluno da Marinha
Pedindo um pouco pra alma
Da nossa Mãe Menininha.


O culto afro perdeu
A grande orientadora
Iluminada dos deuses
Grandiosa e benfeitora
Conforto dos sofredores
Sincera e trabalhadora.


Foi para nossa cultura
Prejuízo incalculado
Nosso patrimônio histórico
Ficou pobre e desolado
Com o chamado dessa deusa
Num momento inesperado.


Mãe Menininha cresceu
Por extremosa bondade
O Gantuá é famoso
Por tanta simplicidade
Único lugar que as coisas
São vistas com igualdade.


Problema de rico ou pobre
Ali era resolvido
Com a mesma atenção
Prestando o mesmo sentido
Quem fosse a Mãe Menininha
Voltava favorecido.


Deu muita orientação
A mais de um Presidente
Getúlio e João Goulart
E na Bahia fez frente
Ajudando Antonio Carlos
Na política do presente.


Ex governadores foram
Assíduos no seu peji
O grande Ademar de Barros
Paulo Salim, Juracy
Bastava apertar um calo
Davam um pulo até ali.


O escritor Jorge Amado
E o pintor Carybé
Caymmi o grande cantor
Sabem dizer o que é
A força da Menininha
Rainha do Candomblé.


Com oito anos de idade
Ela já era envolvida
Nos rituais da Umbanda
E foi mais tarde escolhida
Para a missão que honrou
Até o final da vida.


Tinha vinte e oito anos
Quando ela foi convocada
Por Oxóssi e por Xangô
E em seguida aclamada
Por outros guias de luz
Dizendo a hora é chegada.


Obaluaê também
Deu seu aval favorável
Os Orixás lhe tornaram
Mãe-de-Santo incontestável
Representante altaneira
Vida longa e agradável.


Porém a doze de agosto
Foi Menininha internada
Com peritonite aguda
E bastante medicada
Na noite do dia treze
Morreu sem ser operada.


Ali na Clínica São Marcos
Dr. Edvaldo Brito
Convocou outro colega
Se esforçou fez bonito
Mas foi em vão o esforço
Que fez aquele perito.


Teve três dias de luto
A cidade de Salvador
O Prefeito Mário Kertész
Como grande seguidor
Disse eu sinto que a Bahia
Perdeu um grande valor.


Maria Bethânia disse
A Caetano seu irmão
Acho bom voce chorar
Abraçando o violão
Para ele absolver
A dor do seu coração.


Dona Hildegardes Viana
Professor Cid Teixeira
Camafeu que de Oxóssi
Também sustenta a bandeira
Disseram a morte é de fato
Muito ingrata e traiçoeira.


De cem em cem anos nasce
Um gênio para sua gente
Porém como Menininha
É bastante diferente
Com mil anos não se tem
Uma outra novamente.


Nós artistas agora estamos
Sem fonte de energia
E os políticos sem a fonte
De maior sabedoria
Só porque Mãe Menininha
Deu o último adeus a Bahia.


Deus faz, Deus pode e Deus quer
Todo seu povo amparado
Vai mandar outra rainha
Morar naquele reinado
Pra o Gantuá do futuro
Ser o mesmo do passado.


Adeus oh Mãe Menininha!
Vou sempre lembrar seu dia
Ter desgosto todo agosto
Ver em treze grosseria
Pois esta data deixou
Muita lágrima na Bahia.


É isso meus amigos, quando a alma é grande, a religião é apenas uma forma de se ter devoção e zelo!
Annapon

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A pemba

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Olá amigos!
Compartilho esse texto esclarecedor com todos que se interessem pelo assunto!
Mãe Mônica Caraccio sempre nos presenteia com esclarecimentos simples, mas muito importantes, como esse!
Boa leitura e bons estudos a todos que desejam conhecer para seguir avançando!
Annapon



Axé turma!
Acredito que todos já perceberam as diferentesformas de manifestações da Umbanda, e também perceberam que existem terreiros que utilizam bebidas como elemento purificador, outros usam cigarros como potências energéticas expansoras, outros têm vestimentas próprias estimulando a fé, a crença e o conhecimento de forma mais visual, outros ainda têm o culto aos Orixás com manifestações, oferendas e obrigações mais acentuados e próprias. Aliás, são tantos aspectos, fundamentos, ritos e rituais diferentes que até as rezas diferenciam de terreiro para terreiro.
E é entre tantas diferenças que encontramos um elemento comum e fundamental em todos os terreiros de Umbanda: a Pemba.
Isso mesmo. Não conheço, aliás, nem imagino, que exista um terreiro de Umbanda que não utilize a Pemba, seja ela usada nos assentamentos e firmezas, nos pontos riscados e cruzamentos de médiuns, seja em forma de pós e amacis, nos rituais e cerimoniais como batismo, casamento, conversão religiosa… Enfim, a Pemba é um dos elementos mais importante para um Terreiro e todo o trabalho espiritual/magístico que ele realiza.
Saber usar, os fundamentos, os cuidados, é portanto, obrigação para todos aqueles que bem querem manifestar e bem querem estar na Umbanda.
Tal sua importância, a Pemba é um dos poucos elementos que pode tocar a coroa de um médium, deste modo é utilizada na lavagem de coroa, em amacis, nos banhos de descarrego, de harmonização etc. Fato que faz com que sua nomenclatura seja utilizada como referência à Lei Divina, a LEI DE PEMBA, ou ainda, relacionada com os trabalhadores da Umbanda, os FILHOS DE PEMBA.
Devido sua matéria prima, o calcário - rochas sedimentadas (encontradas no mar, rio, caverna etc),composto de ferro, argila, cálcio, calcita, fluorita, materiais orgânicos entre outros minerios naturais, é que os Guias Espirituais usam a Pemba para manipular as forças da natureza e a energia do fogo, da água, do ar e da terra.
A pemba branca pode ser usada continuamente por qualquer Entidade e pelo próprio médium, já as pembas coloridas têm uso quase que exclusivo no traçado de símbolos específicos propiciando a ação de determinado Orixá, o que requer cuidado, delicadeza, conhecimento e “permissão”.
Cada cor corresponde a um Orixá: OXALÁ – branca; YEMANJÁ – azul clara; XANGÔ – marrom; OXOSSI – verde; OXUM – rosa; OGUM – vermelha; YANSÃ – amarela; OBALUAYÊ – violeta; EXU – preta; POMBAGIRA – vermelha.
Os Pós de Pembas alcançam dimensões sutis e extensas, harmonizam, descarregam e energizam os médiuns, os consulentes, o terreiro e qualquer ambiente potentemente. São preparados dentro de rituais próprios usando ervas e sementes específicas.
Sem o conhecimento teórico, energético e ritualístico, os Pós de Pembas chegam a ser perigosos, causando danos dificilmente revertidos.
Os Cruzamentos de Pemba dão firmeza e proteção aos médiuns, ajudam no desenvolver mediúnico e no equilíbrio dos vórtices energéticos, os chacras. Com os chacras equilibrados e cruzados as emissões e as captações energéticas tornam-se harmoniosas e benéficas.
Os pontos cruzados e o tipo de cruz usados nesse ritual interferem potencialmente no real benefício desse ato ritualístico umbandista, portanto não deve ser feito sem real conhecimento. Um simples exemplo de Cruzamento do médium que favorece uma intensa proteção é a cruza da articulação do pulso direito, em seguida da articulação do pulso esquerdo finalizando com a cruza da nuca criando assim, um triângulo de força etérica na Lei de Pemba.
Até mesmo os pontos riscados devem e merecem nosso Conhecimento, mesmo porque através deles conseguimos saber qual Linha, qual Orixá e até qual a forma de trabalho de uma Entidade Espiritual. Aliás, antes de qualquer coisa precisa-se saber diferenciar os pontos simbólicos dos identificatórios e dos magísticos, não é mesmo?
Portanto, estudar é a melhor opção.
Não tem jeito, dizer que o Guia sabe tudo e que ele pode nos ensinar já sabemos, agora, saber cada detalhe dos pontos que abordei acima, saber fundamentar o porquê, saber mais a fundo e outros cuidados e possibilidades da Pemba, só com estudo, com dedicação, com vontade e senso de responsabilidade.
Enfim, espero que essas poucas linhas os ajudem no conhecimento sobre a Pemba e suas funções, assim como os estimulem na busca pelo Saber.
Não podemos esquecer, a Umbanda tem fundamento, tem lógica, tem sentido, tem o ‘porque’ e o ‘para que’, precisamos, portanto, fazer nossa parte se quisermos aproveitar bem essa grandiosa experiência de ser umbandista.
Por Mãe Mônica Caraccio site Minha Umbanda

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Radiografia da Umbanda


Caboclo das Sete Encruzilhadas


Olá amigos!
Eis ai uma pesquisa bastante interessante!
Vamos refletir!
Annapon
Acreditamos que todos os Umbandistas tenham interesse em conhecer melhor a Religião que professam. Sabemos que infelizmente as informações sobre a nossa Religião são muito incompletas e devido a vários preconceitos, as informações divulgadas na imprensa de uma maneira em geral são distorcidas.
Entre os Umbandistas poucos são aqueles que conhecem profundamente a abrangência do Movimento Umbandista, talvez devido a falta de estudos e informações.
Infelizmente o tipo de literatura encontrada não satisfaz - ou são livros de "receitas" sobre os trabalhos, despachos e entregas, ou romances com excessos de "esoterismos" muito comum nesta "Nova Era".
Comum também são as informações completamente distorcidas da realidade e que acabam sendo divulgadas entre os adeptos da Religião, como informações verídicas.
Como exemplo podemos citar alguns destes disparates:

"A Umbanda é a maior Religião do Brasil"."Umbanda é uma religião da Raça Negra"
"Umbanda é Religião de pessoas analfabetas provavelmente de áreas rurais"
"O numero de participantes do Candomblé é muito maior que dos Umbandistas" etc...
Em função destas incoerências realizamos algumas pesquisas no IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, onde encontramos algumas informações atualizadas sobre o movimento Umbandista.
A maioria das informações apresentadas são referentes ao censo de 1991 e 2000.
Não pretendemos emitir nenhuma conclusão sobre os dados apresentados neste trabalho, somente achamos que as informações divulgadas deverão ser objeto de estudos e debates (nas listas de e-mail),para que se possa multiplicar as informações divulgadas neste ensaio.
A primeira pergunta que todos fazem é: Afinal quantos somos?Para responder a esta questão incluímos abaixo uma tabela com os dados de 1991:
Em 1991 o IBGE realizou as pesquisas e incluiu em seus questionários como opção única Umbanda e Candomblé, totalizando 648.463 pessoas que declararam que praticavam um destes cultos.
Candomblé ou Umbanda, quem tem mais adeptos?
É comum os adeptos da Umbanda , acreditarem que o número de praticantes de Candomblé seja maior do que o de Umbanda, pois é visível que nossa Religião irmã o Candomblé possui um espaço muito maior na mídia, inclusive com o apoio de políticos conhecidos ,Antropólogos, tombamentos de Terreiros etc...
O Candomblé trata-se de uma Religião originaria da África e que procura manter suas tradições, bem diferente do que chamamos Umbanda.
O censo 2000 esclarece esta situação, vejamos:

 
No censo de 2000, foram separadas as duas Religiões - Candomblé e Umbanda, onde observamos:
Candomblé: 139.328
Umbanda: 432.001
Um total de 571.329 praticantes.
A resposta a questão proposta acima é facilmente respondida: O número de adeptos da Umbanda é 3,1 vezes maior do que o do Candomblé. (210 %)
Uma questão para nossa observação: Houve uma diminuição de 648.463 para 571.329 ,num montante de 77.134 pessoas. (11,89%)
Se estudarmos com cuidado os dados acima veremos que praticamente todas as Religiões aumentaram seus números absolutos, com exceção da nossa. Porque?
Por que esta diminuição de adeptos, se a população do País aumentou?
Continuando nossa radiografia da Umbanda vejamos algumas informações referentes ao censo de 1991.
Numero de adeptos por estado:

Pela ordem os primeiros estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais totalizam 541.086 ( 83,44%).
Acredito ser uma grande surpresa um estado como Rio Grande do Sul, que possui uma colonização tipicamente Européia se desatacar em terceiro lugar neste Ranking, muito acima por exemplo da Bahia que possui fama de ser a terra dos Orixás.
Chama nossa atenção o número de estados da região Sul e Sudeste, em comparação as demais regiões.
Em relação as áreas Urbanas e Rurais o que temos?
Seguem abaixo dois quadros comparativos entre a religião Católica e a Umbanda/Candomblé (1991):


Enquanto a religião Católica (predominante no país) possui 73,65% dos seus adeptos na área urbana a Umbanda possui 96,36% dos seus fiéis na área urbana, onde podemos concluir sem sombra de dúvidas que a Umbanda é uma religião tipicamente Urbana.
Seguem abaixo os dados referentes a idade e ao sexo dos praticantes:

Percebe-se pela analise do quadro acima que a Umbanda é uma Religião de adultos, sendo a faixa compreendida de 30 a 34 anos é a que possui maior numero de praticantes.Se levarmos em consideração do 1º ao 5º lugar teremos uma faixa etária de 20 a 44 anos (46,75%).
Em relação ao sexo:

Em 1991 tínhamos 57,14% mulheres e 42,86% de homens, uma situação equilibrada com uma pequena diferença a favor das mulheres.
Para finalizar este ensaio queremos chamar a atenção daqueles que realmente estão preocupados com o movimento Umbandista para a questão da diminuição de seus adeptos.
O que está acontecendo com a Umbanda?
Por que seus seguidores se afastaram?
Alguns dirão que a maioria dos Umbandistas não se identificam como Umbandistas e sim como Espíritas.
Será verdade? Ou trata-se de outro mito?
Podemos melhorar a imagem da Umbanda?
Devemos caminhar com nossas próprias pernas, ou ainda devemos nos apegar aos demais tipos de cultos afro-Brasileiros?Ou será que são eles que se apegam a Umbanda?

Este ensaio pode e deve ser divulgado por todos aqueles que quiserem, pedimos somente citarem a fonte.

Nitrix.........
São Paulo, 13/10/2002

Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network
 

Medicina reconhece obsessão espiritual




Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos.

Medicina reconhece obsessão espiritual

Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra e coordenador da cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade na USP:

Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira,

A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade dedoença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:

biológico, psicológico e espiritual.



Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessãoe estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra emtranse durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos- nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar umaalucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira(hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como umaenfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.



Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da

Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, deBiologia e de Espiritismo.

Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.

Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatite que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outroscristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenómeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que odesdobramento fora facilmente apontado.

Segundo a revista Espiritismo & Ciência,[1] "o mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.

Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres. Numa apresentação na Universidade de Caxias do Sul, o pesquisador afirmou ter recebido vários estímulos para estudar a glândula pineal quando ainda estava concentrado em pesquisas na área de física e matemática. Um desses estímulos foi uma visão em que lhe apareceu o professor Zerbini, renomado médico cardiologista e pioneiro dos transplantes de coração no Brasil. Zerbini, a quem Sérgio teria substituído em seus dois últimos compromissos acadêmicos, sugeriu a Sérgio insistentemente (durante a visão) que estudasse a glândula pineal, conforme o relato do pesquisador.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Contate sua criança interior



Entre em contato com a criança que existe em você!



:: Rosemeire Zago ::





"A imagem da criança representa a mais poderosa e inelutável ânsia em cada ser humano, ou seja, a ânsia de realizar a si próprio".
Jung

Geralmente, lembramos de todas as crianças que estão à nossa volta: filhos, primos, netos, sobrinhos, vizinhos, filhos de amigos, mas, provavelmente nos esquecemos da principal: nossa criança interior. É isso mesmo, existe dentro de cada um de nós uma criança de 3, 4 ou 7 anos precisando muito de nós. Embora isso possa parecer estranho, é muito importante esse reencontro para nosso crescimento emocional, pois através do contato com nossa criança podemos curar muitas de nossas feridas e compreender muitos de nossos conflitos.


A criança interior representa a nossa totalidade psíquica, a parte genuína que vamos perdendo quando adultos. Ela está presente em nossos sonhos, fantasias, desejos, imaginações, intuições, em nossa capacidade de brincar, imaginar, criar e principalmente, na sensibilidade. Para cuidarmos dela é preciso reconhecer sua presença e perceber suas necessidades.

Ao estabelecer contato com sua criança interior, sem dúvida irá conseguir libertar muitas emoções que estão presas em você desde a infância. Em alguns momentos, esse encontro pode ser muito doloroso, pois não é fácil recordar o que nos fez sofrer, mas ao mesmo tempo é libertador lamentar com ela suas dores reprimidas, deixá-la chorar livremente e principalmente descobrir que não é verdade o que nos fizeram acreditar sobre quem somos. Mas é possível transformar toda a dor ao reencontrar com essa criança que está dentro de você e que apenas espera por seu amor.

Em nossa criança interior, tanto os momentos bons como ruins estão gravados. O objetivo de reencontrar essa criança é resgatar o que houve de bom e elaborar o que houve de ruim. Quando perdemos a conexão com nossa criança, nos sentimos abandonados, sozinhos, mesmo quando acompanhados, ou ainda, nos tornamos duros, inflexíveis, frios, agressivos. A criança interior abandonada nos torna adultos com medo de errar, sempre buscando aprovação, reconhecimento, enfim, sempre buscando amor. Quando choramos, é nossa criança abandonada chorando.


O modo como fomos tratados quando crianças é o modo como nos trataremos pelo resto da vida e o modo como muitos ainda tratam seus filhos. Inconscientemente, transformamos nossa vida numa eterna corrida, buscando desesperadamente encontrar o que julgamos não termos recebidos, e tentando resgatar depois de adultos, ainda que muitas vezes de forma destrutiva, aquilo que acreditamos não ter tido quando crianças. Mas isso pode mudar ao reencontrar sua criança interior abandonada e perdida.

Todos aqueles que têm uma relação negativa com a figura de pai e/ou mãe podem ter essa origem na infância, quando registraram que não receberam atenção e afeto suficiente quando crianças. Quando adultos, continuam sentindo-se indignos de amor, e por isso, punem-se, mantendo relações destrutivas ou ainda, repetindo os padrões que ficaram registrados. Outras pessoas deixam-se influenciar por toda a vida por frases como "criança não dá palpite" ou "criança não sabe o que diz"; e mesmo depois de adultas, omitem suas opiniões e continuam a achar que suas idéias não têm qualquer valor. Outras ainda passam o tempo inteiro pedindo desculpas por existirem, como se fossem incapazes de parar de ouvir aquela frase ouvida na infância: "É tudo culpa sua".


Em geral, levamos dentro de nós uma imagem da infância ideal, aquela em que o acolhimento e demonstrações de amor foram perfeitos. Essa imagem muitas vezes poderá ser projetada nos outros e lamentando por um ideal, idealizamos relacionamentos e aumentamos nossa solidão e dor.


A criança só pode expressar seus sentimentos quando existe alguém que os possa aceitar completamente, sem críticas, julgamentos, comparações, entendendo-a e dando-lhe apoio. O que raramente tivemos. Quando a criança não sente permissão para expressar sentimentos, sejam estes quais forem, ela aprende que seus sentimentos não importam, não se sentindo valorizada, amparada, amada. A criança pensa que para satisfazer suas necessidades não deve demonstrar que tem necessidades, reprimindo assim seus sentimentos mais puros e com isso uma parte de seu verdadeiro eu.


Para curar nossas emoções reprimidas, temos de sair do esconderijo, enfrentar as defesas, as máscaras e confiar em alguém. Sua criança ferida precisa também de um aliado que não a envergonhe e que apóie para testemunhar o abandono, a negligência, o abuso e a confusão. Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não pode sentir!

Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança. Cabe a você dar isso a ela hoje, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você.

Quando criança, talvez não pudéssemos modificar ou entender a realidade, mas agora, adultos, podemos e devemos nos tornar responsáveis por essa criança, como se fôssemos nosso próprio pai e mãe.


Como tem se tratado? Com compreensão, amor? Quando vai ouvir a você mesmo? Espero que você tenha autoconfiança suficiente para ser o aliado da sua criança interior no trabalho com a dor. Você pode não confiar absolutamente em ninguém, mas você pode confiar em si mesmo. De todas as pessoas que você conhece na vida, você é a única a quem nunca vai abandonar e a única que nunca vai perder.


Entre em contato com sua criança. Converse sempre com sua criança e procure agradá-la. Lembre-se do que gostava de comer na infância ou o que gostaria de comer hoje caso fosse criança. Vá comprar e delicie-se. Do que você gostava de brincar? Lembre-se de algumas brincadeiras e não se acanhe, vá brincar! Que tal se deixar rolar na grama? Melhor ainda se for junto com aquela pessoa especial que você ama. Ou ainda, fazer aquela pipa e sair para empinar. Relembre, invente!


O importante é você se permitir ficar mais relaxado e muito mais alegre. Você logo irá perceber a diferença dentro de você. O reencontro com a criança interior cura muitas doenças, feridas emocionais, diminui o estresse, pois te permite brincar, relaxar, enfim, te traz de volta à vida!


É importante lembrar que a necessidade desse encontro com a criança interior faz parte da jornada de todo ser humano que está em busca de crescimento. Na realidade, o processo desse reencontro é a busca de si mesmo, de seu self, de seu verdadeiro "eu".


Para encontrar essa criança abandonada o mais indicado é através do processo analítico, ou seja, da psicoterapia com base no inconsciente, amparando essa criança e compreendendo seus sentimentos, pois a cura só acontece quando lamentamos nossos sentimentos mais íntimos. Caso tenha dificuldade em fazer esse processo sozinho, busque a indicação de um profissional que trabalhe com essa abordagem.

Dia 12 é dia das crianças e o que você vai fazer nesse dia tão especial? Pense nas maneiras que poderá usar para entrar em contato com sua criança interior. Faça uma lista com 10 maneiras de se divertir. Que tal algumas atividades bem "infantis"? Você pode ir a um parque de diversões, no circo, desenhar com lápis de cor, enfim, escolha suas próprias brincadeiras. Feita a lista, procure se envolver em pelo menos algumas atividades toda semana. Espero que você descubra muitas maneiras de se divertir! Sua criança agradece! E lembre-se do escreveu Jean Paul Sartre:


"Não importa o que fizeram com nós,


o que importa é aquilo que fazemos


com o que fizeram de nós".


Indicação bibliográfica para quem deseja se aprofundar no assunto sobre criança interior:


- Jeremiah Abrams (org.). O Reencontro da Criança Interior, Ed. Cultrix.


- John Brasdshaw. Volta ao Lar, Ed.Rocco.


- John Brasdshaw. Curando a Vergonha Que Impede de Viver. Ed. Rosa dos Tempos.


- Alice Miller. O Drama da Criança bem Dotada. Summus Editorial.


- Dica de filmes:


Um filme muito interessante é Voltando a Viver, com Derek Luke e Denzel Washington. Baseado em fatos reais, conta a história de um marinheiro rebelde que recebe ordens para consultar-se com o psiquiatra da marinha, pois precisa aprender a dominar seu temperamento instável. Ao relembrar a história, ele faz uma viagem emocionante ao confrontar-se com seu doloroso passado e mudar toda sua trajetória de vida. O filme reflete muito bem as conseqüências emocionais de quem passou por maus-tratos na infância, com agressões físicas, sexuais e psicológicas. Para quem deseja assistir, vale à pena ficar atento ao momento que o marinheiro reencontra-se na porta da casa com a família que o "criou", e ao tentarem abraçá-lo, perceba sua atitude que demonstra o quanto passou a respeitar os próprios sentimentos. Mostra ainda que é possível aprender a lidar com um passado que tanto machuca.


Outro filme que gosto muito é Duas Vidas, com Bruce Willes. Apesar de ser uma gostosa comédia, mostra de maneira clara a importância dos acontecimentos durante a infância e suas conseqüencias emocionais quando adultos.

Você já imaginou como seria encontrar consigo mesmo quando tinha 8 anos? O que essa criança lhe diria? O filme mostra esse encontro, como se fosse real! Mas real mesmo é a mudança que isso tudo irá fazer na vida de Russ.

Observe com atenção a parte do filme em que o pequeno Russ chega da escola com sua mãe, e seu pai lha dá uma bronca daquelas, fazendo-o se sentir culpado pela morte dela. A partir desse momento, ele desenvolve um "tique" nos olhos e nunca mais chora... até completar 40 anos.

Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática.




Texto Extraído do Blog da Drika-Adriana
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