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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os Elementais




Também conhecidos por Espíritos da Natureza, os Elementais podem ser compreendidos, sob uma definição laica, como seres (criaturas físicas ou espirituais) que habitam os quatro reinos da natureza (água, fogo, terra e ar) e podem exercer influência sobre os seres vivos.


O fundamento que conceitua e aborda a existência de seres da natureza teria origem noBramanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do hinduísmo. Do mesmo modo, desde as primeiras civilizações surgidas, há referências sobre seres oriundos e habitantes da própria natureza. Na Grécia, Roma, Egito, China e Índia, acreditava-se na existência de seres que habitavam as águas, o ar, o fogo e a terra. Os gregos antigos referiam-se a estes seres comodaemon (demônios). Entre os romanos, eram chamados de Genius Loci (Gênio Local) e eram alvos de adoração pela qual erigiam-se templos. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d’água) possuem características comuns aos elementais.


A palavra elemental pode significar mente de Deus. Sendo assim, a origem destes seres poderia também estar diretamente associada a Deus. Neste caso, seriam "emanações" diretas da entidade criadora, que foram lançadas na Terra e encontram-se em processo constante de aprimoramento espiritual e moral. Ainda, antigas tradições afirmavam que todos os elementos da natureza possuem um "princípio inteligente". Deste modo, os elementais seriam diferentes.


Há alguns pontos curiosos sobre as lendas que circundam os elementais. Um ponto interessante é que mesmo pertencendo a reinos distintos, de modo que um não tenha possibilidade de penetrar nos outros reinos, os elementais poderiam travar verdadeiras batalhas entre si em "campo neutro"; ou seja, o mundo físico em que vive o ser humano. Os antigos acreditavam que, por exemplo, quando um raio atingia uma montanha, era um sinal de que elementais do ar atacavam elementais da terra. Ainda, uma mulher que gere uma criança sem que tenha ocorrido a copulação, terá este fato atribuído à ação dos elementais.


Através de um ponto de vista moderno, a crença na existência dos elementais pode não encontrar espaço e relevância. Embora, em diversas citações de notáveis da história da humanidade, há várias referências, como os filósofos Sócrates e Platão, o escultor renascentista Benvenuto Cellini, Santo Antônio, Napoleão Bonaparte e Sheakespeare.

O Alquimista e os Gnomos

Paracelso, em toda sua extensa obra, fez várias citações diretas a respeito dos elementais. O alquimista teria tomado conhecimento e interessado-se pelo tema em suas viagens ao oriente. Segundo ele, os quatro elementos originais do universo eram constituídos de dois princípios distintos: um metafísico (sutil e vaporoso) e outro físico (substância corporal). Os elementais seriam seres compostos do primeiro princípio, uma substância conhecida por éter. De outro modo, os corpos dos elementais são constituídos de uma matéria trans-substancial; que, em momento algum, se assemelha ao corpo físico dos homens.


Ainda, segundo Paracelso, "os Elementais não são espíritos porque têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, conseqüentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma, e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção"; ainda "Os Elementais possuem habitações, roupagens, costumes, linguagem e governo próprios, no mesmo sentido que as abelhas têm suas rainhas e os bandos e/ou comunidades animais têm seus líderes" (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).


O alquimista medieval ainda afirma que os elementais não são imortais. Sua longevidade estaria entre 300 e 1000 anos. Ao morrerem, se desintegram e retornam a substância da qual se originou. Os elementais pertencentes ao plano terrestre têm uma probabilidade menor de vida; enquanto os elementais do ar tendem a viver por um período maior. Os seres humanos, por não disporem de total desenvolvimento de suas capacidades psíquicas e espirituais, não seriam capazes de ver ou se relacionar diretamente com os elementais.


Os reinos dos elementais

Segundo Paracelso, os elementais dividem-se em quatro "categorias" distintas, sendo que cada uma está associada a um reino da natureza. Em outras interpretações, os elementais também estão associados a um ponto cardeal e a um dos quatro principais signos do zodíaco; sendo os gnomos ao norte e ao signo de Touro, ondinas ao oeste e ao signo de Escorpião, salamandras ao sul e ao signo de Leão e silfos ao leste e ao signo de Aquário.


Na citação direta de Paracelso: "habitam os quatros elementos: Ninfas, na água; Silfos, no ar; Pygmies, da terra e Salamandras, no fogo. São também chamados Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar e locomover-se no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente à outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos" (Philosophia Occulta – Tradução de Franz Hartman).

Gnomos

Os gnomos são os elementais correspondentes ao reino da terra e subdividem-se em duas classes: os Pygmies e uma segunda classe denominada Espíritos das Árvores e das Florestas que abrange os silvestres, os sátiros, os pans, as dríades, hamadríades, durdalis, elfos e os duendes.


Os Pygmies atuam com pedras preciosas e metais que inclui o corte dos cristais de rocha e o desenvolvimento dos veios minerais. São guardiões de tesouros ocultos e habitam cavernas e subterrâneos que as antigas tradições escandinavas denominavam Land of the Nibelungen (Terra dos Nibelungos). Os Espíritos das Árvores e das Florestas estão associados a elementos da natureza terrena de um modo geral, como as Hamadríades que nascem e morrem com as plantas ou árvores das quais fazem parte.


De um modo mais abrangente, os elementais pertencentes ao reino da terra e à vida vegetal, atuam na própria criação e proteção dos indivíduos, rejeitando nutrientes, preservando as sementes, entre outras atividades.


Há uma organização social formada por famílias de gnomos e uma hierarquia encabeçada por um rei. Sobre seu comportamento, alguns autores afirmam que são seres hábeis, inteligentes e amigáveis ao ser humano. Outras fontes asseguram que podem ser extremamente maldosos. Entretanto, em qualquer situação, após conquistar sua confiança, o gnomo torna-se solícito e cooperativo. Seriam, ainda, excelentes companheiros para auxiliar no sucesso de tarefas mágicas, desde que estas fossem realizadas com propósitos benéficos. Caso contrário, ao perceber más intenções e sentir-se traído, o elemental volta-se contra o mago.

Ondinas

As ondinas são os elementais pertencentes ao reino da água. Por uma associação natural do simbolismo da água ao pólo feminino da criação, os seres deste reino são comumente representados como mulheres. Há diversas classes de ondinas, como oreádes, nereidas, náiades e as mais populares sereias. Estando cada classe relacionada a uma situação determinada, como rios, lagos, cachoeiras e oceanos.


As ondinas são capazes de interagir livremente com criaturas aquáticas. Em seu aspecto "físico", uma ondina possui o dorso de uma mulher e os membros inferiores substituídos por uma cauda de peixe. Embora, eventualmente, possam trans- figurar-se provisoriamente em humano e conviver normalmente entre os homens. Relatos sobre ondinas (geralmente classificadas como sereias) que emitem um canto hipnótico e atraem marinheiros às profundezas das águas são comuns em diversas culturas. Em seu comportamento, são consideradas seres emotivos e amigáveis com o homem, a ponto de servir aos humanos.


Salamandras


As salamandras estão relacionadas ao fogo. De acordo com as crenças dos místicos medievais, não há fogo ou calor sem que as salamandras atuem. Entre os elementais, são consideradas as mais poderosas e menos amistosas ao homem. Do mesmo modo que os outros elementais, as salamandras estão subdivididas em classes. A mais conhecida destas classes e denominada Acthnici.


Sobre estes seres, Paracelso diz que "salamandras têm sido vistas de diversas formas desde bolas de fogo até línguas de fogo, correndo sobre os campos ou espreitando nas casas". Outras crenças atribuíam aparições de salamandras em uma forma esférica flutuando pela noite acima das águas; também como forquilhas de chamas sobre os rebanhos de ovelhas (esta segunda situação é conhecida como o Fogo de Santelmo).


Seu aspecto assemelha-se à lagartos. Ainda, para que um humano possa conectar-se com estes seres, eram fabricados incensos que, através da fumaça produzida, estes elementais poderiam se manifestar.

Silfos


Os silfos pertencem ao quarto reino da natureza, o ar. Porém, o ar (como elemento) referido não é a atmosfera propriamente dita, e sim uma substância muito mais sutil e intangível ao homem. Entre os silfos, enquadram-se as conhecidíssimas Fadas.


Era comum a crença de que estes seres habitavam o cume das mais altas montanhas da Terra ou as nuvens. Segundo as antigas crenças, os silfos têm por função modelar os cristais de gelo para que transformem-se em flocos de neve. Sua longevidade atingia em torno de 1000 anos e teriam a capacidade de transmutar temporariamente sua aparência de modo a se assemelharem aos humanos. Seu comportamento é alegre, volúvel e excêntrico.


Elementais & Culturas


Sob o ponto de vista dos primeiros anos do cristianismo, todas as classes de elementais foram reunidas e consideradas como daemon (demônios). Por conseqüência, a estes seres foi atribuída uma imagem negativa que, em alguns casos, permanece atualmente. Elementais também foram confundidos com Súcubos e Incubos.


Há um registro interessante, atribuído a São Jerônimo, de um sátiro (elemental pertencente ao reino da terra) que havia sido capturado durante o reinado do imperador romano Constantino. Esta criatura seria fisicamente semelhante a um humano; entretanto, possuía chifres e pés de caprinos. O sátiro, após a morte, teria tido seu corpo preservado em sal e sido entregue ao imperador.


As tradições pagãs europeias promoviam rituais para conectar-se com os elementais de modo que estes pudessem intervir na prosperidade das colheitas. Sob a análise da angelologia, os elementais seriam formas inferiores de anjos. Do mesmo modo que os anjos atuam conduzindo a energia criadora sobre os homens, os elementais seriam responsáveis pela condução desta energia e direcioná-la aos reinos minerais, vegetais, etc.


No início do século XX, precisamente em 1917, duas crianças inglesas, Frances Griffiths e Elsie Wright, apresentaram fotografias nas quais, supostamente, brincavam com fadas em um bosque na região em que moravam. A farsa foi dissolvida apenas no início da década de 80, quando as mesmas garotas, já idosas, confessaram: as fadas haviam sido feitas de papel e presas por alfinetes.


Atualmente, os elementais estão fortemente associados a doutrinas esotéricas bastante diversificadas entre si, e a imagem de gnomos e fadas tornou-se quase um arquétipo no ocidente. É possível, aos mais céticos, negar a existência destas criaturas; entretanto, não é possível ignorar a significância e profundidade da influência que os elementais exercem em diversos aspectos culturais das sociedades ao longo dos tempos.






Por Spectrum site

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A Linha das Crianças na Umbanda





CRIANÇAS: ENERGIA TRANSBORDANTE



BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJI.

BEIJIS – IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; também são assim designados os santos Cosme e Damião, os Orixá africano IBEJI e as falange das crianças na Umbanda.

ERÉ: vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”.Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.

Os erês são entidades puras e que nos ajudam de forma única e especialmente doce. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, tem a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas, pelo ar inocente que traz na face do médium. Por sua natureza pura e pelos patronos a linha de Cosme e Damião também traz a cura para os males do corpo e do espírito, além de darem proteção e benção extra as crianças. Sua energia é transbordante de vitalidade e alegria, sendo capaz de derramar as maiores bênçãos de harmonia cotidiana.A festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).Nos Terreiros de Um­banda, a festa é muito bonita, há distribuição de balas, doces e guaraná para as crianças, os médiuns incorporam as crianças espirituais com a exteriorização atitudes infantis como o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas. Mas infelizmente e erroneamente, muitos interpretam a ‘gira de criança’ como uma diversão, afinal normalmente elas são realizadas somente em dias festivos como também, muitas vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes das queridas crianças, momentos únicos de alegria e descontração que os Guias Espirituais, as crianças, aproveitam para nos curar de nossas amarguras. Ainda há muita deturpação com relação às falanges de crianças na Umbanda, onde acredita-se que são espíritos de crianças que morreram prematuramente, o que na verdade, as “crianças” são espíritos elevadíssimos que trabalham na falange de Yori e “simplesmente” se adaptam suas formas espirituais às formas astrais de crianças, assim de forma doce, ingênua e com muita alegria esses Espíritos de Luz conseguem nos envolver intimamente e desagregar energias densas enraizadas em nosso campo aurico que nos deixa cada vez mais doente de corpo e de alma.No dia 27 de setembro, dê uma pausa para a reflexão. Seu comportamento tem sido como das crianças espirituais da Umbanda? Você tem sido alegre, bem humorado e puro de coração? Ou pelo menos exercita o aprimoramento de viver sempre com alegria e esperança? Reflita sobre a sua missão.Nesse dia especial, faça uma promessa para si mesmo; seu lado infantil e puro não deve morrer! Deve renascer em bondade, amor por todos os seres e gratidão pela vida. Se for a uma festa de Cosme e Damião no terreiro de Umbanda, leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria e pureza da sublime falange de Yori!

Salve as Crianças! Salve os Erês! Salve Cosme e Damião!Salve Oni beijada!

A MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são…TODOS, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa.As preces dirigidas às “Crianças da Umbanda”, são prontamente atendidas, afinal, são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.Uma curiosidade: Cosme e Da­mião foram os primeiros santos a terem uma igreja no Brasil. Ela foi cons­truída em Igarassu, Pernam­buco, e ainda existe.

Matéria extraída JUCA – Jornal de Umbanda Carismática, edição 13 setembro 2007



Postado por Centro Espiritualista de Umbanda Esperança

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A APOMETRIA E O ENTROSAMENTO COM A DOUTRINA ESPÍRITA E UMBANDA




A APOMETRIA E O ENTROSAMENTO COM A DOUTRINA ESPÍRITA E UMBANDA 

A APOMETRIA nasceu, desenvolveu-se e fundamentou-se científica e tecnicamente dentro de uma instituição espirita, o Hospital Espírita de Porto Alegre (HEPA). Este escriba é testemunha vivo de sua história. À época (1968-1984) era membro da diretoria do HEPA e colaborador nos trabalhos de APOMETRIA.Dr. LACERDA sempre foi um espírita convicto e atuante. Realizou, durante mais de 50 anos de sua existência, um trabalho dedicado, persistente, assíduo e profícuo na área espiritual. Não considerava o Espiritismo uma religião. Afirmava que a Doutrina Espírita é uma realidade cósmica, infinitamente superior a qualquer religião. Excluía qualquer laivo de misticismo ou fanatismo e muito fez para difundir esta doutrina, como ciência e filosofia. Não obstante Dr. LACERDA sabia, como nós, que o Espiritismo tem conseqüências religiosas por religar o homem a Deus. Ensinava que o Espiritismo é uma doutrina de libertação, embasada em método científico, constituindo-se numa tentativa racional, capaz de estabelecer uma ponte entre a ciência materialista e imaterialidade do Espírito. Para ele o codificador do Espiritismo – ALAN KARDEC – estabeleceu uma ponte entre dois universos e possibilitou o estudo e o melhor entendimento do Homem, em seu duplo aspecto material e espiritual. Pelo Espiritismo, dizia ele, Leis foram reveladas, iluminado o conhece-te a ti mesmo. O homem passou a ser visto como um continuam espaço-temporal com todo um cortejo de implicações. Como resultado, novas concepções nasceram e os ensinamentos evangélicos, dizia ele, "deixaram a poeira dos altares para se transformarem em filosofia de vida". Tal como as correntes filosóficas orientais o Espiritismo se embasa nos princípios da Palingenesia ou Reencarnação, com o que se explica a Lei da Evolução. Além disso, o espiritismo, incorpora em seus ensinamentos a antiquíssima e bramânica Lei do Karma ou lei da responsabilidade pessoal, através da qual débitos e desvios morais são resgatados ao longo de múltiplas existências em que também se adquirem os valores imprescindíveis ao aperfeiçoamento de nosso Ser Imortal. Dr. LACERDA constumava dizer que KARDEC criou o Espiritismo e que os espíritas brasileiros criaram o "kardecismo", uma prática ou tentativa de vivência da Doutrina Espírita, permeada de religiosidade, com tendência a se transformar em crença ou seita.Quanto a Umbanda, ele, via a mesma como uma filosofia de vida e prática mediúnica útil e necessária ao povo brasileiro, ainda, tão apegado a liturgias e rituais. Dizia que a Umbanda era uma ponte, entre o Catolicismo dominante e o Espiritismo libertador. Assim pensando, ele compreendia, permitia e estimulava quando necessário, a manifestação de entidades nas faixas de pretos-velhos, caboclos, etc. Usava cantar pontos de Umbanda que, hoje sabemos, funcionam como poderosos mantras liberadores de energias poderosas. Os sons harmônicos ou a música, constituem-se poderoso meio auxiliar à APOMETRIA. Dado a essa visão larga e liberal, e a não aceitar imposições ou normas de trabalho e pesquisa, que não aquelas "comprometidas com o amor e a verdade", como costumava dizer, Dr. LACERDA foi incompreendido pelas elites diretoras do movimento espírita brasileiro e, como conseqüência, a APOMETRIA até os dias de hoje, não é aceita por muitas casas espíritas que cumprem a orientação da Federação Espírita Brasileira e de suas congêneres estaduais.Lamentável é que a maioria dos que criticam e se opõem à APOMETRIA, jamais leram seus textos básicos ou seguir assistiram um trabalho apométrico bem orientado. Julgam, por ouvir dizer, e anematizam uma técnica que, em muito, pode auxiliar os propósitos do Espiritismo. A APOMETRIA é apenas uma técnica de trabalho. Não propõe qualquer alteração nem acrescenta nada aos fundamentos filosóficos e éticos da Doutrina Espírita.Felizmente o número dos que estudam e compreendem a APOMETRIA multiplica-se a cada dia. Hoje, os espíritas e espiritualistas em geral que aplicam a APOMETRIA, com amor e por amor, constam-se às centenas. Acreditamos que, muito em breve, incompreensões e resistência, comuns à toda idéia nova e revolucionária, face a clareza de propósitos e fidelidade ao amor e a verdade em que se fundamenta a APOMETRIA, caírão. A APOMETRIA, será então mais um dos muitos instrumentos de trabalho espiritual, pelos quais a Misericórdia Divina nos socorre e ampara. Na CASA DO JARDIM, Instituição Espírita Assistencial, criada pelo Dr. LACERDA em março de 1987, que colaboram homens e mulheres de boa vontade, oriundos a maioria do Espiritismo, muitos da Umbanda, outros da Teosofia, Esoterismo ou Maçonaria. Isso não tem sido impedimento para que a APOMETRIA, usada com amor, sirva em nome do Cristo. As falhas e dificuldades devem-se as nossa imperfeições humanas.




Texto extraído do site Casa do Jardim (berço da Apometria)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Desafios nas Casas Espiritas/Espiritualistas e demais grupamentos religiosos




Olá amigos!
Esse é um excelente texto de alerta a todos aqueles que se reúnem em casas espiritas/espiritualistas, etc, a fim de praticar a caridade e evoluir espiritualmente. Boa leitura,
Annapon



Muito freqüentemente queixam-se os companheiros que militam na Casa Espírita acerca dos distúrbios que se operam nas engrenagens administrativas da Instituição, impondo a deserção de vários tarefeiros e a abertura de áreas de guerra intestina, em que a maledicência e a revolta surda, o azedume e o melindre surgem por colheita infeliz, fruto da sementeira invigilante dos trabalhadores envolvidos. Aqui, aparece a discussão estéril, levando os trabalhadores a ruidosos atritos pessoais, desencadeando o malogro de idéias louváveis, e ao abortamento de projetos de crescimento da própria Casa.


Mais adiante, observa-se a frieza de corações no trato uns para com os outros, estabelecendo nevoento e propício campo para as disputas de arena e os duelos espirituais nas faixas dos sentimentos inferiores, prenunciando a ruína de tudo quanto já foi construído pelos obreiros da primeira hora.


Mais acolá, a inveja ganha espaço entre os servidores da colméia espírita, onde passa a haver disputa pelo mel das vantagens imediatas e dos aplausos do mundo, ante a ânsia de se estar nos postos de comando, abandonando-se a simplicidade e a humildade que deveriam viger por bandeiras de vivência cristã na seara que se escolheu para militar.


E assim vários focos infecciosos vão minando a Instituição Espírita, sempre sob a aparência de simples divergências de pensamentos, a ocultar uma ameaça muito maior, qual seja a evidência perturbadora da inferioridade humana, buscando espaço para as alucinações do Ego e para a tirania do espírito.


Nesse meio termo, surgem os que alertam que a Casa Espírita está sob assalto da obsessão coletiva, necessitando de uma maior vigilância dos tarefeiros encarnados, a fim de se minimizar o assédio das sombras sob açodamento das paixões humanas. Recomenda-se a prece e a vigilância por antídoto a semelhante flagelo de natureza espiritual.


Certamente que têm razão os que assim se pronunciam, alertando aos demais para que não caiam mais profundamente nas malhas sutis da influência fascinatória exercida pelos Espíritos desencarnados sobre o psiquismo humano em tresvario.O próprio Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, já nos tinha alertado que a influência obsessiva sempre se dá quando o indivíduo se coloca predisponente para que semelhante sintonia se estabeleça no campo pessoal, ameaçando soçobrar a tranqüilidade e a paz vigente na seara espiritista.


Todas as vezes que a obsessão se insinua, imperioso é reconhecer que os obsedados vulgares dão repasto a semelhante enfermidade da alma. A invigilância aos próprios sentimentos, a ausência de autocrítica, o despeito em relação aos demais companheiros de militância, a disputa por espaços de poder e de influência pessoal abrem campo para que a obsessão, seja individual ou coletiva, se instale na intimidade da Instituição qual erva daninha em solo fértil, sendo esta praga rasteira disseminada pelos próprios semeadores da Casa Espírita, ante o fascínio de poder e comando que muitos trazem de existências transatas fracassadas.


Necessário que, em vez de uma olhada simplista para a janela do invisível, ante a investigação mediúnica, que será simplesmente confirmar o que já se sabe e se suspeita, fundamental se faz que os causadores do distúrbio abram os portais da alma e se voltem para dentro de si mesmos, reavaliando suas condutas ante a doutrina lida e estudada, mas ainda evidentemente não vivida.


É o Espiritismo o mais sublime roteiro de reforma íntima e renovação moral que se conhece nos caminhos terrestres, nos convidando a abandonar os velhos mantos da vaidade milenar e do egoísmo primitivista, sendo ele poderoso antibiótico a agir nos tecidos infeccionados da alma, ensejando que façamos ainda hoje a nossa autocura através da renúncia a propósitos hegemônicos e autoritários, buscando uma postura madura e responsável diante das tarefas abraçadas livremente e dos demais irmãos de jornada, a fim de que não nos façamos instrumentos da perturbação, a introduzir no seio da Casa Espírita os pegajosos tentáculos do escândalo e da viciação, a matar as florações segadas por mãos abnegadas e dedicadas, escândalo este pelo qual responderemos mais tarde.


Que cada trabalhador se conscientize de que é importante sem ser imprescindível.


Que é útil, mas nunca indispensável.


Que mais vale ajudar do que desajudar.


Que toda crítica ao que já existe deve vir acompanhada das possíveis alternativas ou soluções de como deveria ser, e que nosso verbo, ao analisar fatos e pessoas, deve estar marcado pelo selo da mansuetude e da tolerância, ante a inequívoca constatação de que não sendo perfeitos, não podemos exigir dos demais a perfeição que eles igualmente estão a buscar.


Dessa forma, cada um vai percebendo sua real posição na Casa Espírita que elegeu para trabalhar, evitando interferências desastrosas nas lides alheias, e assim operando individualmente para o êxito da atividade coletiva, que deve sempre refletir o espírito do Cristo, que nos convida permanentemente ao combate sem tréguas às nossas paixões, nos estimulando a evoluir com a ferramenta da Doutrina Espírita e a conviver harmoniosamente no meio dos desafios por que passa periodicamente a Casa Espírita, bem como o Movimento Espírita, já que estamos cientes de que não somos melhores nem piores do que os demais que comungam conosco a seara a que nos entregamos voluntariamente: somos simplesmente pessoas diferentes umas das outras, em graus de entendimento próprio, em incessante marcha para dias melhores, depois de superadas, as refregas da Terra, que nos impõe a convivência em grupo para que nos exercitemos na arte de aceitar o companheiro que marcha conosco, aprendendo igualmente a ser feliz.





Mário H. de Luna


(Página psicografada pelo médium Marcel Mariano, em 11/11/2005, em Brasília (DF), durante a Reunião do CFN/FEB.)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Homem Apaixonado







Olá amigos!

Navegando por ai encontrei esse texto lindo e verdadeiro! Por ter me apaixonado por ele, texto, o compartilho com vocês!

Boa leitura e reflexão a todos!

Annapon




Se você conheceu um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado, você conheceu o que há de melhor nesse mundo.
É fácil e comum, nos dias de hoje, encontrar uma mulher apaixonada. As mulheres parecem ter sido feitas para a paixão (ao menos é o que nos dizem desde que nascemos). Mas homens, esses foram feitos para as batalhas sangrentas do dia a dia, para as dificuldades financeiras, para a luta pela sobrevivência, para o silêncio de sentimentos (assim pensa a nossa sociedade).
Os homens foram tão massacrados de responsabilidades e estigmas de carregar o mundo nas costas, que nem se deram conta de sua própria necessidade de amor e paixão. Fingem tão bem não ligar, reduzem o amor a conquistas, a disputas, a objetivos práticos a serem alcançados que, assim que atingem tal objetivo, o objeto passa a não exercer o mesmo fascínio.
Tudo bem, é por aí. Mas e quando Cupido decide flechar de verdade o coração masculino? Como reage esse coração, tão pouco acostumado a sofrer por amor, a manter alguém 24 horas por dia em seu pensamento?
Gente, é lindo! É tão lindo quanto ver uma criança dando seus primeiros passos, ou vendo um passarinho dar seu primeiro vôo, ou como namorados dando seu primeiro beijo.
Ele (o homem) é pego de surpresa e reage de forma surpreendente. Torna-se vulnerável, emotivo, passa a prestar atenção em letras de músicas, em flores, em poemas, em vitrines, em praças, em crianças. Ele passa subitamente a gostar de lojas, de receitas, de moda e perfumaria. Fica entendido em cremes e cheiros, em livros, em drinks. Passa a ser expert em assuntos exóticos. Acorda e dorme cantarolando. Isso tudo porque a amada tem seu mundo e é seu mundo.
O espelho passa a exercer atração. Geralmente muda o corte do cabelo, a barba e o bigode (tira, se tem, deixa crescer, se não tem). Fica vaidoso, sensível e bobinho. Adorável bobinho. Mas… esconde!
Ah, parece ser pecado se apaixonar!
Deve ser uma terrível gafe demonstrar sentimentos.
Aparentemente é condenável ser simplesmente humano.
Sabe aquela coisa do “lado feminino”? Balela. Não existe essa dicotomia. Todos temos de tudo dentro de nós. O poder, a beleza, o bem, o mal, o masculino e o feminino, o yin e o yang.
Mas esse homem apaixonado passa a ser exigente, a ter carências e vicissitudes. E se você souber manter essa chama acesa, souber lidar com esse homem enfeitiçado, será uma mulher abençoada, porque ele é capaz de tudo para ver você feliz.
Ah, esse homem não medirá esforços. Não haverá obstáculos capazes de detê-lo na empreitada da sua felicidade. Ele acordará com a força de um Hércules, a disposição de um atleta, a perseverança de um monge, e a fragilidade de uma criança.
Acolha-o. Sinta-o. Mime-o. Ame-o.
Deixe-o sentir seu amor fluir.
Alimente-o de afagos, de agrados, de elogios.
Mostre a ele a correspondência de sentimentos, mas não o prenda.
Deixe-o livre para escolher você, escolher estar com você, preferir você a qualquer coisa. Mas por vontade dele.
Creio que o erro de muitas mulheres é querer prender seu homem, controlar seus passos, cercá-lo não de afeto, mas de desconfiança.
O homem apaixonado é seu. Está apaixonado, encantado, tem um mundo novo e muitas das vezes não sabe lidar com ele.
Também fica inseguro, ciumento, quer agradar, quer inundá-la de carinhos, mas quer manter sua habitual liberdade.
E em nome desse novo amor, desse sentimento que o fragiliza tanto, talvez sufoque essa liberdade que sempre teve e que sempre foi-lhe ensinado assim. Mas isso, com o tempo, certamente o deixará limitado e cansado, levando a um desgaste no relacionamento.
Então, o que fazer?
Não há fórmulas. Não há receitas de bolo.
Há sim uma necessidade de entendimento, de espaço, de respeito mútuo.
Há que se lidar com a liberdade assim como se lida com a delicadeza da paixão.
Há que se estabelecer limites. O outro é o outro, você é você.
Não se pode amar ao outro se não se ama a si próprio.
O outro não é seu espelho e nem seu ideal e objetivo.
Nada de se anular em função do amor.
Essa é a diferença entre a mulher apaixonada e o homem apaixonado.
Ele não ama menos, não sente menos, não sofre menos por amor.
Apenas ele sempre teve sua individualidade. A sociedade o permitiu desde o início dos tempos, enquanto nós, mulheres, aos poucos vamos ganhando terreno na igualdade de direitos, inclusive o direito de se amar, o direito a seu espaço individual na relação a dois.
Sendo assim, ao dar de cara com um homem apaixonado, ao se apaixonar por ele, não abra mão de seu espaço, de sua individualidade, porque só assim poderá entender a postura dele e aproveitarão tudo o que a paixão e o amor correspondidos podem fornecer de forma sadia a ambos.
Curta seu homem, estrague-o de tanto amá-lo, e seja feliz!…




Texto de Lilian Maial

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O Veneno da Traição








Texto de:
EDUARDO AUGUSTO LOURENÇO
eduardoalourenco@hotmail.com
Americana, São Paulo (Brasil)



O veneno da traição
“Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério.” (Mateus 5:32)



A traição foi motivo de muitos escândalos em todas as épocas da humanidade, não somente a traição no campo do sentimento, mas nos negócios, nas amizades, nos ideais em todos os aspectos humanos. Trair, seja a confiança, um relacionamento, uma amizade, sempre deixa marcas profundas, sequelas difíceis de apagarem das lembranças; só nos ofendemos por aqueles a quem realmente amamos e que por uma ocasião tenha nos ferido.

O termo traição pode ser entendido como deslealdade, desapontamento da expectativa de alguém; é desvendar os segredos de outrem, entregar um amigo aos seus inimigos; distanciamento; é também decepcionar um amigo, além de ser contada como engano e infidelidade, perfídia, desonestidade. A traição é baseada na mentira. É um dos piores, senão o pior golpe que alguém pode receber de um amigo ou de uma pessoa que se considera ou que se ama.

Há personagens que simbolizam tal atitude, o traidor Joaquim Silvério dos Reis, que entregou Tiradentes, o Alferes mártir do movimento separatista da Inconfidência Mineira, aos seus julgadores e executores, os representantes da Coroa Portuguesa. Por razões políticas, Joana D'Arc foi traída por companheiros franceses. Aprisionada, foi acusada pelos ingleses de heresia e bruxaria, para depois ser condenada por um tribunal da Igreja e queimada viva em Ruão em 1431.

Antes da publicação do “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec é orientado pelo Espírito de Verdade. Ele diz no livro “Obras Póstumas” que: “a missão dos reformadores é cheia de escolhos e perigos; a tua é rude; previno-te, porque é ao mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar. Não creias que te seja suficiente publicar um livro, dois livros, dez livros, e ficares tranquilamente em tua casa; não, é preciso te mostrares no conflito; contra ti se açularão terríveis ódios, implacáveis inimigos tramarão a tua perda; estarás exposto à calúnia, à traição, mesmo daqueles que te parecerão mais dedicados; as tuas melhores instruções serão impugnadas e desnaturadas; sucumbirás mais de uma vez ao peso da fadiga; em uma palavra, é uma luta quase constante que terás de sustentar com o sacrifício do teu repouso, da tua tranquilidade, da tua saúde e mesmo da tua vida, porque tu não viverás muito tempo”.

Allan Kardec então escreve uma nota, no dia 1° de janeiro de 1867, dizendo que: “Passados dez anos e meio depois que esta comunicação me foi dada, e verifico que ela se realizou em todos os pontos, porque experimentei todas as vicissitudes que nela me foram anunciadas. Tenho sido alvo do ódio de implacáveis inimigos, da injúria, da calúnia, da inveja e do ciúme; têm sido publicados contra mim infames libelos; as minhas melhores instruções têm sido desnaturadas; tenho sido traído por aqueles em quem depositara confiança, e pago com a ingratidão por aqueles a quem tinha prestado serviços. A Sociedade de Paris tem sido um contínuo foco de intrigas, urdidas por aqueles que se diziam a meu favor, e que, mostrando-se amáveis em minha presença, me detratavam na ausência. Disseram que aqueles que adotavam o meu partido eram assalariados por mim com o dinheiro que eu arrecadava do Espiritismo. Não mais tenho conhecido o repouso; mais de uma vez, sucumbi; sob o excesso do trabalho, tem-se-me alterado a saúde e comprometido a vida”.

O discípulo Judas Iscariotes entregou o Cristo aos seus inimigos, os sacerdotes hebreus, com um beijo em sua face, ele é preso pelos romanos. É considerado culpado de sacrilégio pelo sumo sacerdote e entregue ao aparelho judicial romano, na pessoa de Pôncio Pilatos. Jesus é condenado, como se fosse um vulgar criminoso, à morte na cruz.

No momento mais difícil da vida do Mestre, Pedro sequer admite que havia convivido com ele, negando por três vezes. Judas, por sua vez, aproveita-se da proximidade de Jesus para denunciá-lo de modo mais eficaz e seguro. Se analisarmos bem, ambos são traidores porque traíram o Mestre, suas atitudes até podem ser explicadas, Pedro estava com medo e inseguro, sentindo-se fragilizado e inútil diante da prisão de Jesus, Judas enganou-se completamente sobre a mensagem do Mestre e por sua ação pacífica e mansa, esperando mais um líder político e belicoso, como o rei Davi.

Pedro e Judas eram seguidores do Mestre, indivíduos que foram escolhidos por ele para ajudar na divulgação da Boa Nova, exemplificando através das ações altruístas e pela conduta reta divulgando a mensagem libertadora e transformadora do Cristo. Muito mais do que apóstolos eram seus amigos, sujeitos que compartilhavam na sua mais profunda intimidade.

Todos nós invariavelmente possuímos imperfeições e fraquezas humanas e temos que entender os erros dos outros, porque podemos passar pela mesma situação. Podemos errar pelos mais diversos motivos, o que torna compreensíveis os erros, mas isso não altera e nem justifica a realidade gerada por uma ação errada.

No entanto, aquele que comete este ato tão condenável que é traição, por si só, já se condenou, pois o sofrimento, o abandono, a discriminação e o escândalo do ato são, às vezes, muito piores, gerando uma prisão íntima que é alimentada pelo remorso e pela própria consciência. Quando não vem, a “dor moral” que custa muito a passar. Às vezes doendo muito mais em quem cometeu o ato, do que na própria vítima. O algoz pelo erro se condena e se julga por duas vezes, por si mesmo e pelo outro.

O arrependimento e a culpa frequentemente são tão dolorosos processos que martelam nossos pensamentos; pelo relato de Mateus, não foi Jesus quem sofreu, mas Pedro e Judas é que sentiram o forte impacto do erro que cometeram. Porque o Mestre sabia o peso da reação perante as duas consciências, Jesus lhes perdoou.

Contudo, é evidente a diferença no modo como os dois lidaram com o erro que cometeram e com o remorso e o sentimento de culpa que sentiram. Judas não aguentou a pressão e suicidou-se, já Pedro tornou-se um grande líder da comunidade cristã. Judas infelizmente não suportou a força do próprio erro e caiu nas malhas da autodestruição, enquanto Pedro foi capaz de superá-lo e ir adiante.

Judas simboliza uma maneira destrutiva e pessimista de encarar as próprias faltas e imperfeições, enquanto Pedro mostra um modo mais altruísta de reagir.
A diferença entre os dois é que Judas não foi capaz de perdoar a si mesmo, de encontrar forças para ter esperança e coragem de seguir adiante, buscando no suicídio uma alternativa para fugir de suas falhas, gerando pelo ato mais dor e sofrimento.

O perdão é uma força libertadora e regeneradora, na medida em que nos dá uma oportunidade de tentarmos de novo e melhorar sempre. Rejeitar a si mesmo é negar a reabilitação íntima, é jogar fora a possibilidade de uma nova oportunidade de ser feliz e fazer diferente, é abandonar os sonhos, a esperança, é desperdiçar aquilo que temos de mais precioso: a vida que o criador nos deu, e isso já é, por si mesmo, uma punição estrondosa. Judas é um pouco de todos nós. Sua figura, por todo desespero e angústia que sofreu, não merece malhação, merece compaixão e compreensão.

São experiências dolorosas que nos pedem reconciliação com a nossa consciência e com aqueles que ferimos; nada pior do que lesar o outro no campo do sentimento; é uma das lições mais complexas de serem superadas, muitas vezes são décadas para se reconstruir um relacionamento rompido pelas marcas da traição, outras vezes são inúmeras reencarnações para se acertar os desatinos ocorridos no passado. A instituição chamada família sempre é o palco destes resgates, maridos e esposas, filhos e pais vão polindo as arestas e desfazendo as diferenças criadas em muitas existências pregressas.

As atitudes de uma pessoa estão diretamente ligadas à sua condição moral e evolutiva, a vida terrena gera as situações onde precisamos nos corrigir, surgindo de forma natural em consequência da nossa conduta, vítimas e algozes se encontrão e aí caberá a cada um lutar ou recair no mesmo erro.

A traição provém de vários fatores que levam para este ato: questões culturais, carências, insatisfação em relação a desejos e expectativas com o (a) parceiro (a), vingança, a busca pelo novo, o estímulo provocado pela sensação de perigo, ou mesmo de poder.

O ato de trair não precisa necessariamente consumar o ato sexual. Não compartilhar mais as regras de fidelidade com o parceiro já pode ser encarado como traição. Uma terceira pessoa presente nos pensamentos é uma traição. Cobiçar a mulher ou o homem alheio é uma forma de adultério, como nos orienta Mateus “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Como tratou Jesus a mulher adúltera?” (5:27-28).

Todo pensamento, palavra e ação que tomamos têm na sua consequência uma direção psíquica voltada para nós mesmos, porque todo pensamento é vida, com isso, tudo aquilo que projetamos retorna à sua origem, iniciando um tipo de comportamento condizente com aquilo que pensamos. Devemos ser responsáveis pelos nossos pensamentos e entender que podemos contribuir com os nossos mais íntimos desejos com a infelicidade ou a felicidade do outro.

Tudo começa no pensamento, Jesus fala da força do pensamento, considerando-o como algo concreto e real. Entendemos que tudo o que sai da mente como pensamento, sentimento, palavra e finalização da ação, retorna na mesma intensidade, pois projetamos os nossos desejos, sonhos e toda vontade, direcionando nossa fé, crenças e os nossos verdadeiros tesouros. Fé não é apenas algo relacionado ao divino, fé é tudo aquilo que você acredita, seja por temor ou amor.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Surra dos guias


Surra dos Guias



Muitos são os mitos que surgem dentro da Umbanda e a “surra” dos Guias é um deles.


Infelizmente esse mito insiste em perdurar no meio umbandista.


Várias são as pessoas que nos procuram porque “alguém” disse que sua vida não está correndo bem (falta de trabalho, saúde, relacionamento, clientes, etc.) porque os Guias estão lhe dando uma surra pelos mais variados motivos: não fez sua obrigação, não desenvolveu sua mediunidade, etc.


Bom, vamos entender isso: os Guias de Lei da Umbanda, tanto os de Direita como os da Esquerda são espíritos altamente evoluídos, são espíritos de luz a serviço da Luz.


Possuem um grau de compreensão e conhecimento muito acima do nosso, por isso tem a missão de nos guiar, conduzir, nos ensinar, nos amparar e nos fortalecer para que possamos fazer nossa caminhada.


Isso quer dizer que ninguém pode caminhar e evoluir por nós.


Se essa não for a acção do “guia” que você esteja se aconselhando, preste atenção!


Muitas vezes, os Guias nos cobram atitudes e padrões de comportamento que deveríamos tomar para o nosso crescimento e desenvolvimento, e automaticamente para melhoria de nossa qualidade de vida. Pois muitas vezes nos acomodação a processos internos ou externos e estagnamos em nossa jornada.


Mas nunca um Guia irá criar problemas na vida de alguém que esteja querendo se melhorar, crescer, aprender e evoluir. Ele está lá para nos ajudar e nos orientar, não para decidir por nós e de forma nenhuma serem causadores de intrigas, confusões e discórdias.


Se essa não for a acção do espírito que você esteja se aconselhando, preste atenção!


Acontece que muitos médiuns por falta de conhecimento, vaidade, etc. … Se desvirtuam em seus padrões de comportamento, tanto espiritual como material. Com isso começam a negativar seu campo vibratório e mediúnico e começam a perder o amparo e a protecção espiritual dos Guias de luz. Não porque eles se afastam, mas sim por não conseguirem manter uma linha de ressonância e afinidade com seus tutelados.


Quando isso começa a acontecer os Guias muitas vezes nos chamam a luz da razão, nos alertando para o nosso comportamento. Mas se são ignorados, pois temos o direito livre de escolha, tentam nos mostrar de outras forma que nossas atitudes não são ou não estão coerentes.


Mas, se mesmo assim teimamos em não perceber, nos permitem ficar a mercê das consequências de nossas próprias acções.


Entendam, não são os Guias que se afastam de nós, somos nós que nos afastamos deles!


Com isso, podemos criar um linha de afinidade com espíritos negativos que se afinizam com nosso padrão espiritual, consciencial e energético.


Muitas vezes esses espíritos, se aproveitam da leviandade dos médiuns e se fazem passar por seus Guias, criando muitas vezes grandes confusões na vida tanto do próprio médium como daqueles que se “aconselham” com ele.


Porém isso nada mais são do que consequências de uma postura leviana.


A cada um suas obras, já dizia o Divino Mestre.


Sabemos que toda a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.


Caso você esteja tendo algum problema de ordem espiritual ou mediúnica, procure ajuda e esclarecimento, mas saiba que a causa muitas vezes pode estar numa atitude que você insiste em não querer mudar.


Extraído do site Lendas de Aruanda.

Eteriatria ( cura do corpo espiritual ou etérico )






Eteriatria é a técnica ou pratica que promove a limpeza, harmonização, equilíbrio e cura do corpo etérico, duplo etérico ou corpo energético.


Assim como a Medicina Tradicional estuda e trata do corpo biológico, a Eteriatria trata do Corpo ou Duplo Etérico.


Esta técnica é usada com grande sucesso pelos alunos e terapeutas que trabalham com Apometria.


O nosso Planeta, Sistema Solar e Estelar estão sendo atomizados por uma série de raios e freqüências cósmicas as quais provocam importantes oscilações e mudanças do campo magnético, alterando as freqüências de todas as malhas dimensionais e temporais planetárias.


Estas mudanças afetam também os seres humanos provocando sérias transformações a nível físico, energético, emocional e psíquico. Uns dos veículos ou corpos que mais sofre essas mudanças é o Duplo Etérico, pois o mesmo se encontra em ressonância com o campo magnético planetário.


A Eteriatria Quântica é a Técnica pela qual podemos equilibrar e harmonizar e curar o Duplo Etérico, permitindo a assimilação das novas freqüências cósmicas e a transmutação de todos os bloqueios e doenças.


Assim como a Medicina Tradicional estuda e trata do corpo biológico, a Eteriatria trata do Corpo ou Duplo Etérico. Esta técnica é usada com grande sucesso pelos alunos e terapeutas que trabalham com Apometria.


A Eteriatria Quântica é formatada a partir da Experiencia, Estudo e Prática da Apometria Quântica e Cura Quântica Estelar, assim como outras técnicas holísticas como Reiki, Cura Prânica, Medicina Chinesa, Radiestesia entre outras.


Durante o curso de Eteriatria Quântica o aluno passa por um treinamento onde aprende a “mexer” com a sua própria energia, conhecendo a mesma em profundidade, equilibrando primeiramente seu corpo para depois poder aplicar a técnica em outras pessoas.


O curso complementa e unifica os conhecimentos da cura quântica estelar, cura prânica, apometria quântica, reiki e outras técnicas holísticas.


No que se refere a “Abordagem da Apometria Clinica” são ensinadas as técnicas e procedimentos para a projeção para as dimensões celular e atômica, promovendo a cura no nível do DNA e de todos os elementos e substâncias da estrutura física e energética do paciente.


Não existem pré-requisitos para o curso, apenas que a pessoa esteja aberta para as mudanças e transformações que caracterizam o momento planetário.


Para poder entender a proposta terapêutica da Eteriatria Quântica o aluno deve centralizar a atenção no coração, pois é a partir da expansão e consciência da sua Chama Trina que encontrara as chaves da compreensão e dos conhecimentos que irão transformar o mesmo num verdadeiro canal de Luz e de Cura o que ira permitir manifestar a sua essência amorosa a partir da sua Divina Presença Eu Sou.


Na eteriatria quântica não existem dogmas ou vínculos com qualquer religião ou seita. Apenas procuramos assumir a nossa responsabilidade perante o Universo aperfeiçoando a nossa tecnologia espiritual e desenvolvendo a maior e mais importante ciência de todos os tempos: a CIÊNCIA DO AMOR.


Eteriatria Quântica.

Dando continuidade a nossa proposta de expansão do conhecimento e principalmente a desmistificação de conceitos se abre mais uma “janela” que nos leva ao aprofundamento e potencialização das técnicas e terapias na área de cura energética e espiritual aplicadas nestes últimos 10 anos por nossa equipe de terapeutas e alunos de todos os estados do Brasil.


A Eteriatria Quântica é formatada a partir da Experiencia, Estudo e Pratica da Apometria Quântica e Cura Quântica Estelar, assim como outras técnicas holísticas como Reiki, Cura Prânica, Medicina Chinesa, Radiestesia entre outras.



A FILOSOFIA


Com o intuito de que o ser humano assuma cada vez mais a consciência de seu poder e força espiritual a Eteriatria Quântica alem de promover o equilíbrio e cura do Ser em geral a partir da manipulação das forças espirituais, procura que o paciente, aluno ou praticante conheça e ponha em prática as Leis da Criação.


Dessa forma nosso “paciente” se torna nosso aluno, aprendendo as técnicas e praticas que darão continuidade ao tratamento. Evitando que o mesmo fuja da responsabilidade da sua própria recuperação se apoiando apenas na terapia e energia do terapeuta.



FUNDAMENTO


Lembrando da nossa força e poder de criar a partir do pensamento que molda a energia cósmica e vital, criamos poderosos campos de energia usando a nossa “imaginação criativa” capazes de equilibrar e curar o Duplo Etérico.

A partir do uso dos fractais (mandalas curativas) essa energia resultante da junção da força do pensamento, força vital e cósmica que chamamos de BIOCÓSMICA é programada para atuar diretamente nessas dimensões de acordo com o desequilíbrio a resolver, interferindo na coesão molecular do Duplo alinhando e corrigindo qualquer bloqueio ou doença. Dessa forma “moldamos” órgãos, tecidos, sistemas etéricos que junto aos usos das praticas de meditação e cura que são passadas ao paciente permite a cura e alinhamento do corpo físico que passa a responder aos estímulos de um Duplo perfeitamente alinhado e saudável.







Texto extraído do site Magnus.

domingo, 11 de setembro de 2011

É demanda?




É DEMANDA???????


Texto de GÉRO MAITA


Ao longo destes 102 anos recém completados de fundação da Umbanda, nos deparamos com situações constrangedoras dentro do próprio movimento umbandista partindo de ditos "dirigentes de terreiro" onde a falsidade e acusação insana dominam mentes desprevenidas.

Com o desejo de fomentar ideias daninhas, oriundas de mentes ainda despreparadas não somente espiritualmente para o mediunato de Umbanda, mas moralmente no que tange o julgamento antecipado e mentiroso de um semelhante nos deparamos diariamente com os "adivinhos" da espiritualidade.

Movidos por interesses diversos sejam eles de ordem material, sentimental ou mesmo o senso de falta de noção de responsabilidade com o sagrado, usam e abusam do nome dos Sagrados Orixas e guias de lei, Búzios sem nenhum fundamento de jogada ou ainda o dom da clarividência ou vidência sem a menor noção de responsabilidade para envenenarem a manipularem mentes desprevenidas.

É fácil para um ato de tamanha covardia se utilizar de um dom dito DIVINO, onde o compromisso é com a caridade para denegrirem a imagem de "fulano ou Beltrano" alegando que "FOI FEITO UMA DEMANDA".

Tal acusação por parte de ditos "dirigentes de terreiro" foge da lei do bom senso e da responsabilidade, pois não medem os prejuízos morais e até físicos que tal ato que classificamos aqui como "mentira" pode causar na vida de quem acusam indevidamente.

O que mais nos assombra é que tais ditos "dirigentes de terreiro" dizem abrir suas casas para a caridade. Será?

Já é hora de refletirmos sobre o que estamos fazendo da Umbanda e principalmente com a Mediunidade, aja visto que MÉDIUM é aquele que INTERMÉDIA DOIS PLANOS.

Se determinado individuo usa de mentiras para atingir um objetivo doentio, então o leigo pode entender que o REINO DE OLORUM, ARUANDA ou como desejarem chamar o plano em que se projetam as energias divinas denominadas ORIXAS é composto também desta mentira.

Irmãos nos encontramos em um momento de nossa existência onde a transformação do espírito se faz essencial em nossas vidas, pois a mesma projetará o futuro que desejamos para o todo e não somente para o UNO.

Conduzir um dom Divino com tamanha irresponsabilidade, agredindo um dito "IRMÃO ou IRMÃ DE FÉ" para atender a um interesse pessoal é ato de atraso moral e desrespeito com o sagrado, é desrespeito com a LEI DE UMBANDA.

Mediunidade não é brincadeira que atende a "caprichos pessoais", mediunidade é coisa séria, muito séria!

Devemos lembrar que a critica e a mentira são o reflexo de nosso espelho da alma, que infalivelmente sempre mostra o que cada um carrega dentro de seu coração, ou seja, dentro de si mesmo.

Devemos também lembrar que tudo o que vibramos, seja bom ou ruim, age primeiro em nós de dentro para fora.

102 anos de Umbanda, ainda falta muito para conquistarmos o respeito dentro de nossa religião, por que devemos aprender a praticar este respeito com nosso irmão ou irmã de fé!

Mas ainda, devemos aprender a respeitas um dom tão divino que infelizmente é tratado a custa de "mentira e ilusão" por gente que se diz " do santo".




Vergonhoso, mas verdadeiro!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quem são as crianças da Umbanda (por Mãe Mônica Caraccio)




As Entidades Espirituais que incorporam em nossos terreiros de Umbanda com o arquétipo infantil e que formam a Linhas das Crianças, Erês ou Ibejada são representantes da alegria, da sinceridade, da inocência e de tudo que é puro, no entanto, essa Linha, e toda sua potência, é pouco conhecida pelos próprios umbandistas que, na maioria das vezes, só as veem como crianças peraltas ou submissas. Consequentemente os trabalhos religiosos com essa Linha ficam cada vez mais distantes dos terreiros ou ainda ligadas somente ao sentido da festa, das guloseimas, da bagunça e da extravagância em todos os sentidos.

Na realidade essas Entidades são Seres Espirituais mestres nos conceitos do Bem e do Puro e muito ajudam para evolução moral dos médiuns ensinando que a única forma de se levar vantagem é sendo puro, como é a criança, também não admitem a mentira nem a maldade. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, têm a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas pelo ar inocente que traz na face do médium.

Saiba que é brincando e rindo que efetuam maravilhosos trabalhos de descarga fluídica, aliás, é no sacudir dos braços e pernas que atiram seus fluidos naturais afastando, assim, espíritos de baixa vibração que estejam prejudicando as pessoas. Com esses movimentos também desagregam energias densas enraizadas no corpo astral e áurico que proporcionam doenças no corpo e na alma.

A fala com as ‘Crianças’ é sempre cheia de brincadeiras e de “ingenuidade”, no entanto são profundas, sábias e altamente reveladoras, mesmo porque o que mais estimulam em nós é o autoconhecimento. Além disso, uma das suas maiores capacidades é nos fazer rir e é nesse riso contagiante que “eles” curam nossas amarguras.

As ‘Crianças’ gostam de sentar no chão, junto à terra, fonte de energia transmutadora e curadora, suas preces são cantadas em melodias alegres fazendo referência a Papai e Mamãe do Céu e em mantos sagrados. Seus pontos riscados são curtos e bastante cruzados pela Flecha, Coração, Chave e Raiz … são verdadeiros Magos Naturais. Quem já não ouviu a frase: “O que os Filhos das Trevas fazem, qualquer criança desfaz. O que a criança faz (no sentido do Bem, é claro) ninguém desfaz ou interfere”.

A festa das Crianças na Umbanda, conhecida como Festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando em 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando em 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).

Aproveite o dia, a energia, a vibração e todo o entusiasmo dessas maravilhosas Entidades, de uma pausa para pensar, abrir o coração e entenda, embora de forma simples e pura, as profundas e sábias mensagens desses verdadeiros SÁBIOS – Senhores da Pureza Cósmica. Aproveite também e determine algo especial para você. Determine que seu lado infantil e puro sempre influencie suas decisões e seus relacionamentos.

E, se for à uma festa de Cosme e Damião em um Terreiro de Umbanda, aproveite ao maximo a oportunidade e todos os ensinamentos e leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria dessa encantadora falange de Yori!

Salve as Crianças! Salve os Erês!
Salve Cosme e Damião!
Salve Oni beijada!

YORI: um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. Esse termo, assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através do Movimento Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo este vocábulo através do alfabeto Adâmico, temos: A Potência Divina Manifestando-se; A Potência dos Puros.

BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJIS

IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; os santos Cosme e Damião; o Orixá africano IBEJI e a falange das crianças na Umbanda.

ERÊ: Vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou Entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.


Mãe Mônica Caraccio

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aos Médiuns Trabalhadores - Mensagem do Mentor Indiano Shàa -




Curitiba, 31 de agosto de 2011

Aos médiuns trabalhadores.

Salve! Filhos de Deus!

Hoje me dirijo a vocês a fim de falar um pouco a respeito de compromisso mediúnico.

Muitas pessoas, aos primeiros sinais de sensibilidade ao mundo extra físico, buscam nas casas Espíritas ou Espiritualistas, as respostas aos fenômenos que lhes acontece. A principio o fazem com temor, outros com curiosidade, outros creem ainda serem portadores de dom muito especial, de qualquer forma, alguns, e não todos, acorrem a essas casas em busca de ajuda e esclarecimento.

Ao iniciarem essa busca, no afã de compreenderem melhor a mediunidade e sua real utilidade em sua jornada pessoal, costumam bater em muitas portas até que enfim encontram uma casa que lhes toque a sensibilidade com maior profundidade, falando fundo ao seu coração.

Nesse momento a pessoa passa a frequentar essa casa, observa e pouco a pouco vai se acomodando, se chegando mais às pessoas e à doutrina pregada.

Essa aproximação, no mais das vezes, encoraja a pessoa a se candidatar a membro do grupo. Segue-se então uma sucessão de etapas a serem seguidas conforme sejam as normas da casa até que a pessoa esteja devidamente preparada a fazer parte do corpo mediúnico.

A essas alturas, o recém chegado está em pleno entusiasmo, tudo é novo e inebriante, porém, é muito comum que, passado o entusiasmo dos primeiros meses, ou anos, a pessoa desista do mandato por uma infinidade de razões.

Ao dizer que falaria sobre compromisso mediúnico, certamente minha palavra, nesse momento, vai de encontro àqueles corações que souberam passar pela fase do entusiasmo e deslumbramento sem esmorecer. Sem pretensões de espécie alguma, quero falar aos corações que compreenderam  seu mandato mediúnico e o desejam cumprir com muita fé e bom ânimo.

Uma vez assumido o compromisso com sua consciência, a continuidade do trabalho acontece de forma natural, seja onde for.

Voltando ao cerne dessa mensagem, alerto aos filhos de Deus, médiuns trabalhadores, que sejam assíduos, observem as recomendações dos dirigentes quanto à necessária e esperada preparação de cada um antes do inicio dos trabalhos, porém, volto à questão assiduidade, por considerá-la, nesse momento, muito importante.

Espero que seja do conhecimento comum que, antes de todo e qualquer trabalho mediúnico, nós, os Espíritos, já preparamos o ambiente de trabalho de maneira adequada e esperamos que os médiuns comprometidos com o trabalho compareçam à reunião observando a pontualidade que é de fundamental importância para o bom andamento da sessão. Faltas injustificáveis, sem aviso prévio, causam quebras de corrente muitas vezes irreparáveis, não obstante, podem repercutir no aparelho físico do médium na forma de mal estar desde o mais leve, até o mais desconfortável.

Tal desconforto, ou mal estar, porém, não é castigo e nem punição, é simplesmente consequência do acumulo energético que deveria ser doado e não foi.

Se, por exemplo, preparamos um médium, no plano Astral, durante seu sono físico, para servir de mediador para um determinado espírito, ou mentor, e esse médium, sem justa causa, falta ao trabalho, o que pode ocorrer é que ele sinta, em seu corpo físico, algum desconforto no exato órgão que foi trabalhado no Astral para servir de interprete. Tais órgãos, mais comumente são: ouvidos, garganta, olhos, nuca, além de outros.

O objetivo dessa mensagem não é alarmar a nenhum médium, principalmente os iniciantes, mesmo porque tais sintomas não atingem a todos e sim aos mais sensíveis e aos que necessitam do intercambio mediúnico para se sentirem equilibrados e bem dispostos. Digo isso pelo simples fato de alguns médiuns produzirem considerável quantidade de ectoplasma, energia fluida muito utilizada nos trabalhos, que precisa ser doada, escoada, para que a pessoa não sofra as consequências físicas de seu acumulo.

Tais recomendações, porém, são mais precisamente dirigidas às pessoas que assumiram compromisso com sua mediunidade e que fazem parte de correntes ou grupos mediúnicos.

A saúde começa na alma, passa pela mente e se reflete no corpo.

Pensem nisso.

Deixo votos de Luz em suas jornadas e lembre-se que a Paz é uma conquista diária.

Shàa e Anna

  



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