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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Caboclo Mirim e Sua Sabedoria


 Fonte Wikipédia


História do Advento do Caboclo Mirim

Em 1920 no Rio de Janeiro, o médium Benjamin Gonçalves Figueiredo (26/12/1902 - 03/12/1986), teve a primeira manifestação de umaEntidade que identificou-se como Caboclo Mirim. Durante os primeiros anos de sua ligação com a Umbanda, Benjamin foi auxiliado no seu desenvolvimento pelo médium Zélio Fernandino de Morais. O Caboclo Mirim vinha com a finalidade de criar um novo núcleo de crescimento para a Umbanda e assim, toda a família do médium foi chamada a participar. Eram ao todo 12 pessoas que deram início em1924 ao que foi chamada a Seara de Mirim. Após 18 anos, em 1942, foi fundada a Tenda Espírita Mirim, à rua Sotero dos Reis, 101, Praça da Bandeira; mudou - se, posteriormente, para a rua São Pedro e depois para a Rua Ceará, hoje Avenida Marechal Rondon, 597. Ainda sob a orientação dessa entidade, deu-se a fundação do Primado de Umbanda [1], uma das primeiras federações umbandistas do Brasil, criada para difundir e estimular o estudo da religião de Umbanda e dos seus reais ensinamentos.

[editar]Instruções do Caboclo Mirim

Através de seu médium, o Caboclo Mirim apresentou várias orientações sobre o comportamento do filho de Umbanda, tanto na sua postura no terreiro como em sua vida , apresentamos os conselhos :
  • Abra o seu corpo, esqueça a vida material e fale somente o necessário.
  • Não interceda no comportamento de ninguém, por mais estranho que seja, respeitando a todos indiscriminadamente, pois assim estará respeitando a si próprio. Não ria nem caçoe de ninguém, mantendo o silêncio absoluto e total. Não ache graça nas Entidades incorporadas, pois as mesmas comportam-se de diversas maneiras, dependendo do cavalo, isto faz parte dos trabalhos. Respeite o Iniciante incorporado, mesmo achando que o mesmo não esteja firme com o Guia, pois os mesmos estão em Evolução como todos nós e fazem parte importante nos nossos trabalhos.
  • Evite o contato físico com os outros, não ponha a mão na cabeça de ninguém, pois você desconhece o que as pessoas trazem consigo mesmo de bom ou de ruim. Somente os Médiuns Juramentados podem fazer isto, assim assumindo esta Responsabilidade.
  • É perigoso dar consulta, pois no momento da consulta você assume uma Responsabilidade Espiritual séria consigo mesmo.
  • A alimentação, bem como o zelo pelo seu corpo físico, é fator preponderante para a boa captação dos Fluídos que emanam do Aspiral Ascendente formado pela Ectoplasmia de todos e que de lá vem à verdadeira quota para cada um, de acordo com seus merecimentos. O valor da Entidade depende do Corpo Físico e Mental do cavalo e se o mesmo não tiver uma boa saúde Psico-Físico e Mental a Entidade não terá nada para dar a quem necessite.
  • Acompanhe mentalmente e cante as Curimbas, pois as mesmas são Orações cantadas e trazem nas suas palavras verdadeiras Filosofias de Vida e Ensinamentos. Não interceda nos Curimbeiros solicitando cantar esta ou aquela Curimba simplesmente porque você acha bonita ou que rima bem. A Curimba é fator de importância nos trabalhos, cabe a quem estiver comandando a Gira ordená-las de acordo com a necessidade.
  • Abra o seu coração, Oxalá veio ao mundo e não o virou, trouxe a sua Doutrina e foi um observador, não será você que poderá julgar os outros. Seja, portanto, um observador oculto da vida, pois viemos ao Mundo para sermos comandados e não comandantes. Seja um pequeno homem num Mundo grande e não um grande homem num Mundo pequeno.
  • Mediunidade é uma coisa e Doutrina Espírita é outra. A Mediunidade processa-se de diversas maneiras, quer na audição, tato, visão, olfato, incorporação e etc... Doutrinação é o que fazemos nas Giras com as Entidades, pois: Trabalhamos para as Almas e não com as Almas.
  • A nossa Doutrina não conserta a vida de ninguém, mas cria condições para que cada um conserte a sua própria vida de acordo com o seu paladar.
  • Numa sessão todos são vistos e observados e cabe a cada um a Responsabilidade Espiritual de seus atos.
  • Abra a sua mente para que você possa verdadeiramente levar consigo e para os seus verdadeiros fluídos de Paz e Felicidade de acordo com seu merecimento.
  • Não interceda na vida dos outros os aconselhando, pois você não sabe dos merecimentos dos mesmos e assim procedendo você não assume Responsabilidades Espirituais. Lembre-se do Livre Arbítrio de cada um. Viva a Indiferença Construtiva da sua própria existência.
  • Não se esqueça do compromisso que você assume com o Caboclo Mirim desde que você resolveu freqüentar a sua casa. Escolha para você próprio os ambientes que freqüentar, não participando de trabalhos baixos, pois a responsabilidade será somente sua e você, um dia, prestará conta da mesma. O Mundo dos Mortos é incomensurável e nele habitam os mais diversos tipos de Espíritos, portanto não os invoque sem conhecimento de causa.
  • A Umbanda não faz matança, pois os animaizinhos são nossos irmãos e a Lei da Fraternidade Universal as proíbe.
  • Seja dono do Mundo Material que você possui não deixando que o mesmo seja o seu próprio dono. Goste do que lhe pertence, mesmo sendo pouco.
  • Viva a Vida como ela se apresenta para você na sua verdadeira beleza, prezando conscientemente pelo seu Corpo Físico e Espiritual. Não se esqueça que as cicatrizes do Corpo Físico logo saram, mas as cicatrizes da Alma cada um carregará pela Eternidade. Zele também por sua Alma enquanto lhe sobra tempo nesta Fase Corpórea. Leia o Livro da sua própria Existência todo dia.
  • A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bom para quem sabe ler...

[editar]Ritualística

A "Escola da Vida", fundada pelo Caboclo Mirim, possui uma ritualística diferente das conhecidas. De acordo com os seus ensinamentos, há iniciados do Primeiro ao Sétimo grau de iniciação. Estes graus são atribuídos aos médiuns e não às Entidades. Estes graus estão classificados em tupi-guarani, desta forma:
Bojá-mirim - 1ª grau: Médiuns iniciantes. Estes médiuns estão em desenvolvimento e devem procurar ensinamentos com os médiuns dos demais graus superiores e se aperfeiçoarem moralmente, evitando vícios de todas as espécies e desequilíbrios de qualquer ordem. Devem, ainda, estar firmes em seus propósitos de desenvolvimento, evitando que sugestões de espíritos inferiores cheguem às suas mentes em forma de sensação, pois os espíritos inferiores não gostam de iniciantes que se propoem a um desenvolvimento mediúnico sério para futuramente desfazerem os trabalhos de magia negra que estes espíritos inferiores teriam feito.
Bojá - 2ª grau: Médiuns de Banco. São os responsáveis pelo descarrego de energias negativas e pela doação de fluido vital para os espíritos necessitados que passarem pelo seu corpo durante uma sessão de caridade espiritual. Estes médiuns, assim como os iniciantes, devem estar atentos aos pensamentos de desestímulo em relação à continuidade de seu caminho na Umbanda, evitando assim que espíritos inferiores atrapalhem sua caminhada. Devem ser assíduos, estando na sua tenda sempre que possível para prestarem sua caridade.
Bojáguaçu - 3ª grau: Médiuns de Terreiro. São médiuns passistas. Este grau é uma grande mudança em relação às responsabilidades do médium no Terreiro, pois o médium deve saber aplicar um passe, a forma ideal de aplicá-lo, e os devidos resguardos antes da sessão.
Abaré-mirim - 4ª grau: Sub-chefes de Terreiro São médiuns que, além de já estarem firmes no passe e com conhecimento suficiente sobre a dinâmica das sessões e passarão a tomar conta do terreiro, orientando os médiuns de graus anteriores.
Abaré - 5ª grau: Chefes de Terreiro São médiuns que devem orientar os médiuns de graus anteriores sobre como proceder nos passes. Além disso, é neste grau que se inicia a trajetória do médiun para consultas espirituais. Já dizia o Caboclo Mirim que dar consulta é perigoso! Não se pode atuar no livre-arbítrio dos outros. Só dê consulta se for solicitado! Adicionalmente, médiuns deste grau já devem ter responsabilidades com os demais médiuns de graus anteriores durante as sessões e giras, orientendo-os sempre que necessário.
Abareguaçu - 6ª grau: Sub-comandante chefe de terreiro São médiuns que estão se preparando para Escola de Comando. Devem focar em obter experiência da ritualística dos trabalhos espirituais e se preparar para aprender a comandar sessões.
Morubixaba - 7ª grau: Comandante chefe de terreiro São os médiuns comandantes de terreiro. São os dirigentes de sessão e devem orientar todos os demais graus.

[editar]Referências

domingo, 24 de julho de 2011

Desencarnes Coletivos






Mortes coletivas
Por estar relacionado a experiências evolutivas, o desencarne coletivo é previsto por entidades Benfeitoras Espirituais, que  acolhem os desencarnantes imediatamente, muitas vezes  em postos de socorro por eles montados através da vontade/pensamento, na própria região da catástrofe ou desastre. Mesmo assim, como são as figuras centrais da tragédia, os desencarnantes  sofrem o processo de comoção coletiva de espectadores e familiares, enfrentando dificuldades de adaptação, que o levam, não raro, a reviver dolorosos pormenores do funesto acontecimento, causando perturbação mental e desespero. Geralmente, só retornam à normalidade da vida espiritual quando o caso cai no esquecimento público e familiar.

OBSERVAÇÕES GERAIS
É necessário lembrar que cada caso é único e diferente do outro e que a pertubação pós-morte vai depender do grau de materialização ou de desprendimento material do desencarnante. Quanto menos apegado aos valores materiais, mais rápido irá reingressar na Vida Espiritual.
A compreensão dos familiares não evocando-os ou às circunstâncias do desenlace, também irá contribuir para uma recuperação mais rápida.
A prece é sempre de valiosíssimo auxílio para o desencarnante, em qualquer circunstância.
  
Revista Cristã de Espiritismo.


Olá amigos e leitores desse blog.
Com base no acima exposto, e diante da tragédia ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, só nos cabe, a nós que estamos impossibilitados de prestar auxilio e socorro aos nossos irmãos pessoalmente, doando de nosso tempo e trabalho em favor deles, o recurso não menos importante da prece. Vamos pedir juntos a Deus pelos que se foram e pelos que ainda permanecerão por mais algum tempo.
Sabemos que cada um de nós é responsável, de alguma forma, pela resposta violenta da natureza que não foi menos violentada. Não é hora, no entanto, de apontarmos responsáveis. É hora de trabalhar, orar e refletir. Esse é o momento de sermos solidários estendendo nossas mãos aos nossos irmãos da maneira que pudermos e uma das maneiras é a prece. A prece conforta, acalma e atrai a espiritualidade benfeitora que por sua vez prestará o auxilio espiritual necessário a todos os que estão sofrendo, inclusive aos animais que não estão sofrendo menos.
Esse também é um bom momento para pedirmos a Deus que ilumine os governantes de nosso País, bem como as pessoas que se expõem a riscos desnecessários e que desafiam as forças naturais. 
Unidos em oração tenho certeza que ajudaremos a minimizar o sofrimento de nossos irmãos que se foram e que ficaram. Dessa forma iluminamos o nosso coração e a nossa alma voa livre ao encontro daqueles que necessitam de nós.


Annapon

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Obras Postumas - Allan Kardec - O homem bom e o homem mau

Olá amigos!
Compartilho com vocês desse excelente trecho do livro Obras Póstumas de Allan Kardec. Refleti muito sobre essas palavras e minha conclusão é que nenhum filho de Deus é tão perverso a ponto de ser irrecuperável. Mesmo que o dia a dia nos mostre o contrário.
Annapon 






"Dizemos primeiro que os bons, sobre a Terra, não são inteiramente tão raros quanto se crê; os maus são numerosos, isto infelizmente é verdade; mas o que os faz parecer ainda mais numerosos, é que são mais audazes, e sentem que essa audácia mesma lhes é necessária para triunfarem; e, todavia, compreendem de tal modo a preponderância do bem que, não podendo praticá-lo, dele tomam a máscara.
Os bons, ao contrário, não exibem as suas boas qualidades; não se colocam em evidência e eis porque parecem tão pouco numerosos; mas sondai os atos íntimos, realizados sem ostentação, e, em todas as classes da sociedade, encontrareis ainda bastante boas e louváveis naturezas para vos tranquilizar o coração e não desesperar da Humanidade. E, depois, é preciso dizer também, entre os maus há muitos que não o são senão por arrastamento, e que se tornariam bons se fossem submetidos a uma boa influência. Coloquemos em fato que, sobre 100 indivíduos, há 25 bons e 75 maus; sobre estes últimos, há deles 50 que o são por fraqueza, e que seriam bons se tivessem bons exemplos sob os olhos, e se, sobretudo, tivessem tido uma boa direção desde a infância; e que sobre os 25 francamente maus, nem todos são incorrigíveis.
No estado atual das coisas, os maus estão em maioria e fazem a lei para os bons; suponhamos que uma circunstância leve à conversão dos 50 medianos, os bons estarão em maioria e farão a lei por seu turno; sobre os 25 outros francamente maus, vários sofrerão a influência, e não ficarão senão alguns incorrigíveis sem preponderância.
Tomemos um exemplo para comparação: Há povos entre os quais o assassínio e o roubo são o estado normal; o bem ali é exceção. Entre os povos mais avançados e os melhores governados da Europa, o crime é exceção; perseguido pelas leis, e sem influência sobre a sociedade. O que ali ainda domina são os vícios de caráter: o orgulho, o egoísmo,a cupidez e seu cortejo.
Por que, pois, esses povos progredindo, os vícios ali não se tornariam a exceção, como o são hoje os crimes, ao passo que os povos inferiores alcançariam novo nível? Negar a possibilidade dessa marcha ascendente seria negar o progresso.
Seguramente, tal estado de coisas não poderia ser a obra de um dia, mas se há uma causa que deve apressar-lhe o advento, sem nenhuma dúvida, é o Espiritismo. Agente por excelência da solidariedade humana, mostrando as provas da vida atual como a conseqüência lógica e racional das ações realizadas nas existências anteriores, fazendo de cada homem o artífice voluntário de sua própria felicidade, de sua vulgarização universal resultará, necessariamente, uma elevação sensível do nível moral atual.
Os princípios gerais de nossa filosofia estão apenas elaborados e coordenados, e já reuniram , numa imponente comunhão de pensamentos, milhões de adeptos disseminados sobre toda a Terra. Os progressos realizados sob a sua influência, as transformações individuais e locais que provocaram, em menos de quinze anos, nos permitem apreciar as imensas modificações fundamentais que são chamados a determinar no futuro.
Mas se, graças ao desenvolvimento e à aceitação geral dos ensinos dos Espíritos, o nível moral da Humanidade tende constantemente a se elevar, enganar-se-ia estranhamente supondo-se que a moralidade se tornará preponderante com relação à inteligência. O Espiritismo, com efeito, não pede para ser aceito cegamente. Ele apela para a discussão e a luz.
"Em lugar da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele disse: Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade. À fé, é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita do que se deve crer; para crer, não basta ver, é preciso sobretudo compreender." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.) É, pois, com justiça que podemos considerar o Espiritismo como um dos mais poderosos precursores da aristocracia do futuro, quer dizer, da aristocracia intelecto-moral."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"A Imensidão dos Sentidos" - Obra altamente recomendada aos médiuns e a todas as pessoas que desejam evoluir e se conhecer -



Olá amigos!

Encerrei hoje, 14.07.2011, a leitura do livro " A Imensidão dos Sentidos" de Francisco do Espírito Santo Neto ditado por Hammed.
O título me foi sugerido por amigo espiritual e, como foi minha primeira experiência intuitiva nesse sentido, tratei de adquirir sem demora a obra por acreditar que o livro continha uma mensagem para mim. Eu estava certa, aliás, o livro traz muitas mensagens, ensinamentos ricos em sabedoria.
No decorrer da excelente leitura, pude me "ver" nas tantas situações narradas e compreender melhor os mecanismos psicológicos nos quais por vezes nos atrelamos sem necessidade.
Hammed, mentor de Francisco, fala claramente sobre temas muito sérios como; mediunidade e religião, ser bom, auto percepção, sintonia e homogeneidade, etc.
O livro, apesar de ter como sub título " aprendendo a lidar com a sua mediunidade", é roteiro seguro de vida e comportamento humano, ou seja, tanto esclarece os médiuns em atividade quanto as pessoas que jamais cogitaram a hipótese da mediunidade em suas vidas, antes sim é uma obra que trata do psique humano independente de crenças. Penso que até alguns "céticos" apreciariam a leitura que trata profundamente da psicologia.
No meu caso, essa obra veio a confirmar minhas convicções, além de me alertar quanto à assuntos adormecidos em meu subconsciente remetendo-me à infância e aos comportamentos que, algumas vezes, adotei.
Ao nos depararmos com as nossas fraquezas, pode ser que no primeiro momento as rejeitemos, porém, só amadurecemos quando nos "encaramos" de frente e nos compreendemos assumindo quem somos de verdade, sem máscaras ou a contra producente mania de querermos agradar a todos.
Esse é um dos temas que o livro aborda de maneira muito clara e acessível à compreensão de todas as pessoas, fato que considero de extrema importância.
Resumindo:
Recomendo a leitura dessa obra a todas as pessoas, porém, aos médiuns ativos principalmente.
Esses autores, Francisco e Hammed, são dois dos meus autores prediletos, com os quais muito aprendi e sigo aprendendo.
Espero sinceramente que essa minha recomendação possa ajudar a muitos, como ajudou e esclareceu a mim.
Boa Leitura!

Annapon

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sant'Anna - Nanã Buruquê na Umbanda -




Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, comoEpifânio e Gregório de Nissa.

Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.

Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue aBasílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ) era filha dePâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr.[1]. Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã eSabhrath.[1] Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.[1]

[editar]Devoção

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879.Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.

Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

[editar]Cultura popular

Pode se encontrar um retrato realístico de Santa Ana no filme, The Nativity Story, "Jesus, a História do Nascimento", em português.



26 de julho - França. Sant´Ana, Mãe da Virgem Maria, e São Joaquim
Fonte Wikipédia


Eu sou Ana, a Mãe de Maria (II)

Aparição de Sant´ Ana em Auray, França



Yves Nicolazic, contam os historiadores, dormiu, tranqüilo. Havia que se esperar ainda um ano para que a primeira Missa de Sant´Ana, em Bocenno, fosse autorizada. O reitor o repreendera severamente - com efeito, não é fácil aceitar como real, tal acontecimento. Não obstante, dois cristãos laicos o animaram: eram eles, os senhores de Kermedio e de Kerloguen: este último, proprietário do campo de Bocenno, prometeu-lhe apoio, para a construção da capela, e aconselhou-o a reunir alguns testemunhos dos fatos miraculosos ocorridos.



Na noite de 7 para 8 de março de 1625, Sant´Ana apareceu-lhe, mais uma vez, recomendando-lhe que fosse chamar os vizinhos e que seguissem, todos, a luz que os guiaria: "Leva-os contigo: esta luz vos conduzirá e vós encontrareis a imagem que vos protegerá de todos os males do mundo, e o mundo conhecerá, enfim, a verdade daquilo que prometi."



Pouco depois, os camponeses encontraram, sob a luz da tocha, uma antiga imagem de Sant´Ana, em madeira, já bem desgastada, carcomida, com vestígios em tons brancos e azuis. Ao seu lado, a filha, a Virgem Maria, com o Menino Jesus ao colo. Três dias passados, os peregrinos começaram a chegar, copiosamente, para rezar a Sant´Ana, diante da estátua que serviria de sinal de conversão para o mundo. Era a realização da profecia - a multidão, zelosa, na caminhada. Peregrinações que, desde então, tornaram-se constantes. Apesar da discrição e das restrições do Cura, - que depois se desculpou - as pesquisas ordenadas por Monsenhor de Rosmadec, Bispo de Vannes, concluiriam a veracidade dos fatos, e a primeira Missa oficial foi celebrada , por decisão sua, no dia 26 de julho de 1625, diante de extraordinária multidão, estimada em cem mil pessoas.



A partir daquele dia, Yves Nicolazic tornou-se construtor. Passou a dirigir os trabalhos; conduzia as carroças - oferecidas pelo povo - cheias de pedras ou de ardósia, lenha do derrube das árvores, pagamento dos fornecedores e tudo, com sabedoria e probidade, de um homem que não sabia nem ler nem escrever, e que só falava bretão (língua céltica daquela província francesa). Quando a capela ficou pronta, ele se eclipsou, deixando a aldeia de Keranna e cedendo lugar a Sant´Ana e aos peregrinos, cada vez mais numerosos. Até hoje, Sant´Ana é venerada na Igreja de Auray, dedicada à avó de Jesus.

Em 1996, o papa João Paulo II fez uma visita ao local e na ocasião estiveram presentes cerca de 150 mil pessoas. Após sua visita, aumentou o número de peregrinos para cerca de 800 mil pessoas por ano, sendo que não há um dia sequer que não haja peregrinos.



Site um minuto com Maria

A História é algo realmente maravilhoso de se conhecer. Saber dos fatos e estabelecer relações, nos conduzem ao conhecimento profundo de nossa fé e religiosidade.
Nessa breve História sobre Sant'Anna, nós, Umbandistas, podemos encontrar a razão pela qual Nanã Buruquê, sincretizada com Sat'Anna na Umbanda, é a Orixá mais velha, a Senhora das Senhoras, a mãe/avó, a mãe das Mães.
Simboliza sabedoria, paciência, mas, acima de tudo, a fé que não se abala e a tudo resiste porque crê e espera, assim é a vibração de Nanã em nossas vidas, a força que nos inspira à fé sólida, à paciência e à sabedoria que nasce quando adotamos essas posturas em nossa vida.
Sendo estéril, Sant"Anna foi agraciada com a maternidade pelo poder da fé .Unidos pela fé, Sant'Anna e São Joaquim trouxeram ao mundo a "Luz", Miriam, Maria, Mãe de Jesus. 
Abaixo oportuno texto que estabelece justamente o paralelo entre Sant'Anna e Nanã Buruquê:
"É a senhora de muitos búzios, que simbolizam a morte por estarem vazios e a fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos. Nanã sintetiza em si a vida e a morte, a fecundidade e a riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para o povo Jeje da região do antigo Daomé, Nanã significa mãe, a grande Mãe da Sabedoria." 
Trecho do texto de Mãe Mônica Caraccio-Site Minha Umbanda-

Certamente Sant'Anna venceu, pelo poder de sua fé e acima de tudo, pelo poder de Deus, a limitação da esterilidade e da idade mas, não apenas isso, foi eleita por Deus para trazer ao mundo aquela que geraria, mais tarde, o Senhor do nosso planeta.
Percebemos a essas alturas que Jesus, antes mesmo de nascer, já contava com seres especiais para cumprir sua missão. Pessoas de muita fé e devoção.
Por isso, no próximo dia 26.07.2011, peçamos a nossa Mãe/Avó, que nos ajude a adquirir mais sabedoria, paciência, calma e, nesse momento, possamos fortalecer a nossa fé lembrando sempre que:

"A ostra nasce do lodo, domínio de Nanã, gerando pérolas finas". Para refletir!

Saluba Nanã! Salve Nossa Senhora Sant'Anna!

Annapon

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pensamentos de Allan Kardec e comentários de Annapon




Allan Kardec,
escrevera sobre a sua bandeira estas palavras: Trabalho, solidariedade, tolerância. Sejamos, como ele, infatigáveis; sejamos, segundo os seus desejos, tolerantes e solidários, e não temamos em seguir o seu exemplo repondo vinte vezes entre as mãos os princípios ainda discutidos. Apelamos a todos os concursos, a todas as luzes. Tentaremos avançar com certeza antes que com rapidez, e os nossos esforços não serão infrutíferos, se, como disso estamos persuadidos, e como lhe seremos os primeiros a dar o exemplo, cada um se empenhar em cumprir o seu dever, colocando de lado toda questão pessoal para contribuir ao bem geral.


Observação de Annapon:
É lamentável observar que nos grupos espíritas e espiritualistas, ou ainda, em tantos outros que se reúnem pela mesma fé, tais observações, tão sérias e necessárias ao bom andamento dos trabalhos aos quais se propõem, sejam meramente palavras ditas ao vento. Vemos muito poucos as praticarem, porém, há os que as praticam com sinceridade de coração. Triste constatar que sejam poucos.


Nascido na religião católica, mas estudante em um país protestante, os atos de intolerância que ele teve que sofrer a esse respeito, lhe fizeram, em boa hora, conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou no silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar à unificação das crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável para a solução desse grande problema.


Observação de Annapon:
Kardec tinha um sonho. E esse sonho era o de reunir, sob a mesma bandeira, todas as religiões. Sem se importar com a forma, mas sim com a essência de cada uma, pois já compreendia que todas as formas levavam ao mesmo fim. Triste constatar a intolerância religiosa por alguns seres humanos que pensam ser espíritas, porém, longe se encontram da real mensagem do Codificador de sua Doutrina.
Melhor é saber que muitos o compreendem e praticam não apenas seus pensamentos, mas já desenvolveram a consciência que nos une e reúne, em torno do banquete farto de Jesus que é todo o bem, a paz, a tolerância e por fim o amor que haveremos de um dia, desenvolver em nós.


De 1835 a 1840, fundou, em seu domicílio, à rua de Sèvres, cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um bem pequeno número de inteligências se aventurava a entrar nesse caminho.


Observação de Annapon:
Kardec, em 1835, já compartilhava conhecimentos sem remuneração e sem perguntar sobre a religião a qual pertenciam seus alunos. Apenas possuia a consciência clara do compartilhar que em si é uma das maiores caridades que podemos prestar aos nossos semelhantes, porém, sem orgulho, soberba ou vaidade, do contrário não seria caridade, seria interesse.


"Em lugar do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que entretém a divisão e a animosidade entre as diferentes seitas, e que fez derramar tanto sangue, o Espiritismo tem por máxima: Fora da Caridade não há salvação, quer dizer, igualdade entre os homens diante de Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.


Observação de Annapon:
Quem dera todos os que ostentam a bandeira de uma religião, Doutrina, seita, ou seja lá que rótulo for, seguissem, em seu coração e consciência, essa sublime orientação.


Conclusão:


Estamos caminhando a passos muito lentos rumo à evolução e ao progresso, porém, estamos tentando caminhar. De alguma forma estamos nos esforçando, nós, que cremos no Poder de Deus, no amor de Jesus e na presença da espiritualidade benfeitora em nossas vidas, mas, e os que não crêem, não meditam, nem tampouco pensam sobre o assunto. Será que estão "condenados" ao eterno inferno ou à infelicidade?
Penso que não. Sei que muitos ateus e não seguidores de religião alguma são pessoas muito melhores e mais dignas do amor de Deus que muitos religiosos ou seguidores de Doutrinas e Seitas que se dizem Cristãos.


Annapon ( apenas a título de meditação ), sem com isso me excluir de tal necessidade e revisão de posturas e conceitos.

domingo, 3 de julho de 2011

Os Senhores da Escuridão




Olá amigos.

Hoje falarei sobre algo que há algum tempo venho pensando.
Assistindo aos noticiários internacionais, desde a queda do líder egípcio, esse tema, Senhores da Escuridão, ronda o meu pensamento.
Robson Pinheiro, em seu livro de mesmo título, obra a ele transmitida pelo espírito de Ângelo Inácio, repórter do Astral, nos fala muito sobre espíritos que dominam no plano espiritual, verdadeiros exércitos de consciências malignas de forma tão moderna que surpreenderia o mais cético dos cientistas.
O livro é parte da trilogia O reino das Sombras, rico em detalhes, deixa claro que a ambição ao poder não cessa com a morte física do individuo, pelo contrário, o acompanha além tumulo e justamente ai é que “mora o perigo”.
Relembrando a leitura e acompanhando os noticiários, pensei:
- Os Senhores da Escuridão não estão apenas no livro, nem tampouco apenas no plano extra físico, eles estão aqui e agora arquitetando planos vis com vistas ao domínio, ao poder que escraviza e mata não apenas corpos, mas almas.
Quem são eles afinal? Quem são os Senhores da Escuridão? E por qual razão lhes atribuir o título de Senhores? Por serem seres de extraordinária inteligência? Por terem sido doutores, cientistas, lideres políticos, comandantes de exércitos, etc.? Por utilizarem seus conhecimentos e dons para o mal, seriam eles “Senhores”?
Esse é um questionamento cuja resposta deve ficar a critério de cada um, mesmo porque alguns Senhores da Escuridão encarnados ostentam títulos muito mais significativos aqui na Terra, pelo menos assim pensam.
A eterna luta do bem contra o mal está em seu auge, é assim que estou sentindo quando, através dos noticiários, vejo lideranças opressivas, de longos anos de domínio, começarem a ruir pela sede de um mundo melhor que a humanidade vem sentindo, pela necessidade e urgência de amor e da não violência, tão bem representada por Gandhi em nosso planeta, é que sinto a luz da esperança se acender em oposição ao horror que o mal causa em suas mais diversas formas de expressão.
É triste e lamentável, porém, constatar que os Senhores da Escuridão estão entre nós representando poderosas nações, por isso, nós que, de alguma forma despertamos para a espiritualidade, temos de assumir o compromisso de vibrar o bem aos lideres nacionais e mundiais, pedindo ao que é Soberano e realmente Poderoso, Deus, por todos eles e por todos nós.
Nosso planeta se prepara para grandes transformações e os sinais desses tempos já são visíveis. Infelizmente, esses sinais chegam de forma trágica ao nosso entendimento, porém, há muito sabemos que não apenas a natureza responderia à violência a ela imposta pelo ser humano, mas o ser humano também, de alguma maneira, responderia à imposição da violência que o escravizou por séculos, portanto, nesses tempos de mudanças, responde a natureza e responde o ser humano sedento de libertação e necessitado de respirar paz e direitos antes negados.
Observando a resistência de alguns “Senhores” encarnados em abandonar seu suposto “reino”, logo me vem à memória o livro de Robson Pinheiro que tão bem ilustra essa resistência. Apegados de forma ferrenha que são ao domínio que supostamente detêm, são capazes de tudo e de mais um pouco para não perderem o poder que julgam, por pura infantilidade espiritual, deter. Dessa maneira complicam seu carma e, muito provavelmente, quando desencarnam, buscam seus iguais nas regiões densas de nossa crosta, engrossando assim as fileiras dos Senhores da Escuridão desencarnados.
Uma das mudanças, porém, que a Terra sofrerá, segundo os espíritos que representam Jesus nas questões relativas à evolução de nosso planeta, é que não mais o mal em nosso orbe habitará, ou seja, os espíritos endurecidos e ainda resistentes ao bem serão remanejados a mundos ainda menos evoluídos do que o nosso, justamente para que a Terra deixe de ser um planeta de provas e expiações para se transformar em regenerador, onde o bem imperará.  Sendo assim, conclui-se que os Senhores da Escuridão terão de recomeçar suas jornadas de forma primitiva, emprestando a mundos menos evoluídos os conhecimentos que adquiriram e dos quais não fizeram bom uso.
Podemos imaginar, ou supor, a imensa frustração que experimentarão sendo constrangidos a viver num meio totalmente rudimentar, tendo de refazer todo o caminho, desde a descoberta do fogo, até a alta tecnologia existente nos dias de hoje. Mas, sempre a tempo de retomar o caminho do bem e da paz, para tanto, Deus dá a todos, sem exceção, o direito de escolha e, naturalmente, na exata hora da separação do joio e do trigo, aquele que fez a sua escolha habitará o meio mais adequado à sua condição.
Àqueles que amam a paz, que lutam pelo bem, pelo progresso, que estão engajados na reconstrução do planeta, bem como nas questões ambientais de preservação e proteção à natureza e aos animais, certamente o Pai reserva bons tempos, bem como aos que levam a palavra do Mestre aos que ainda não o conhecem que compartilham sendo solidários sempre diante das necessidades e carências de seus irmãos, aos que trabalham incansavelmente nas lidas espirituais nos inúmeros núcleos ao redor do planeta, certamente o Pai e o Mestre, já reservaram lugar, assim como Ele mesmo, Jesus, disse um dia.
Possam os Senhores da Escuridão, ao refazerem seus caminhos, encontrar os Senhores da Luz que habitam em seus corações temporariamente desviados do bem e que o Poder de Deus os acolha, os conforte e lhes permita recomeçar.

Annapon em 24.03.2011
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