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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Poder do Pensamento Reconhecido pela Ciência

Olá amigos!
Foi com grande alegria e esperança que assisti no Bom Dia Brasil, jornal matinal da Rede Globo, à essa sensacional reportagem! Por essa razão a compartilho com vocês lembrando que há muito tempo ouvimos nossos mentores espirituais nos alertarem quanto ao poder do pensamento. Energia pura, o pensamento pode curar, se locomover no tempo e no espaço. Quando bem direcionado, opera maravilhas e hoje, com a Graça de Deus, a ciência prova o que a espiritualidade afirma há tempos!
Compartilho com alegria desejando a todos muita paz!
Annapon


Ciência e Saúde


Neurocientista brasileiro diz que força do pensamento poderá tratar doenças

Neurocientista brasileiro diz que força do pensamento poderá tratar doenças
Miguel Nicolelis conversou com o Bom Dia Brasil sobre as descobertas da ciência e os estudos sobre os mistérios do cérebro humano. (Foto reprodução/Portal G1)Clique para ampliar a imagem
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Miguel Nicolelis conversou com o Bom Dia Brasil sobre as descobertas da ciência e os estudos sobre os mistérios do cérebro humano.

Já pensou controlar máquinas com a força do pensamento e usar o poder da mente para reabilitar pessoas com qualquer tipo de paralisia?

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis já pensou nisso tudo. Ele conversou com o Bom Dia Brasil sobre as descobertas da ciência e os estudos sobre os mistérios do cérebro humano.

Foi uma daquelas conversas que nos enchem de esperança e até de orgulho por ter um cientista brasileiro com pesquisas que chamam tanta atenção. Miguel Nicolelis está no Brasil para expor as mais recentes descobertas da neurociência, entre elas a possibilidade de uma pessoa tetraplégica recuperar a capacidade de andar. Para o cientista, o que parece ficção hoje pode se tornar realidade em um futuro não muito distante.

Se um auditório fosse o cérebro humano, as pessoas nas poltronas seriam os neurônios. A visão, a fala e as emoções: cada função do corpo é controlada por uma parte dessas células. É o que diz a corrente da neurociência que predominou por mais de 200 anos.

Até que avançaram os estudos de Miguel Nicolelis. O cientista brasileiro e um grupo de pesquisadores provaram que a cabeça do nosso corpo é como uma orquestra. Trabalhando juntos, os neurônios transformam energia em ação, percepção e memória; tudo o que fazemos e somos.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis vive na Carolina do Norte nos Estados Unidos. Ele teve de viajar até o Brasil para nos conceder essa entrevista, mas em algumas décadas, em um futuro não tão remoto, esse encontro poderia acontecer em qualquer lugar do universo, só pela ação do pensamento.

"É, mais ou menos isso, nos últimos dez anos os estudos experimentais demonstram que nós estamos iniciando uma era na qual a ação do nosso cérebro vai se libertar dos limites físicos do nosso corpo. Nós á demonstramos a possibilidade de extrair sinais elétricos do cérebro e controlar máquinas a distância, só pela ação do pensamento", afirma o neurocientista Miguel Nicolelis.

Os testes usam nossos parentes mais próximos. Por mais de um mês, a macaca aprendeu a jogar videogame, enquanto os cientistas liam os pensamentos dela. Com os estímulos cerebrais, ela mexia também um braço mecânico. O mais surpreendente é que logo percebeu que não precisava se mover e controlava a prótese só com o cérebro.

Em outro experimento, a macaca na esteira fazia o robô andar do outro lado do globo. Os estímulos navegavam via internet. O próximo passo é para humanos.

"A primeira aplicação imediata dessa tecnologia, chamada interface cérebro maquina, vai ser na reabilitação de pacientes que sofrem de um grau de paralisia muito grande do corpo. Para paraplégicos ou quadriplégicos que estão paralisados do pescoço para baixo, a ideia é ler os sinais do cérebro, que continuam a ser produzidos, mesmo que o corpo não consiga acompanhar o pensamento, e transferir esses desejos motores para uma veste robótica que vai devolver e restaurar a mobilidade que esses pacientes perderam", explica.

Um mundo em que o corpo não é limite para o cérebro. Conectados, viajamos à velocidade do pensamento, como no filme Avatar. O cientista garante: não é ficção. "Meu sonho predileto é estar na frente do mar em Natal, experimentando o que é passear pelos vales de Marte. Talvez no final da nossa vida a gente veja", diz Miguel.

Miguel Nicolelis diz que as pesquisas também podem ajudar no tratamento da epilepsia e do Mal de Parkinson. Os primeiros testes com humanos devem ser feitos no Brasil em dois anos. Um dos sonhos do neurocientista é ver uma veste robótica ajudando um paciente com lesão na medula a dar o chute inicial da primeira partida da Copa do Mundo de 2014.

Assista ao vídeo no Portal G1



Fonte: Portal G1

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Encontre o Caminho




Basicamente, o ser humano tem, ao renascer na Terra, duas opções, dois caminhos a seguir em sua existência, são eles o bem e o mal. Tanto o bem, quanto o mal, têm seus atalhos e pontos neutros, significa dizer que, às vezes, o ser humano não escolhe apenas se imobiliza num desses pontos neutros que nada acrescentam à sua evolução.
Os atalhos que os dois caminhos oferecem são as ilusões. Ninguém pode fazer mal a outro alguém justificando fazê-lo pelo seu bem; e ninguém pode fazer bem a outro alguém se esse bem mascarar uma segunda intenção ou tolher do outro a oportunidade de buscar, por si só, as soluções para os seus problemas. Esses atalhos são perigosos e iludem com facilidade. Muitas vezes, os seres humanos preferem viver iludidos para não terem de se encontrarem, face a face, consigo mesmos, com sua real situação diante da vida.
A preferência pelos atalhos é arriscada, causa frustração, desespero, desânimo, tudo isso por conta de uma escolha cega e não raciocinada, medida e equilibrada.
As decisões que os seres humanos tomam, ao longo de suas vidas, lhes pertencerão para sempre, farão parte dos arquivos de suas histórias passadas, presentes e futuras, por essa razão é que toda e qualquer decisão necessita cautela, raciocínio. O egoísmo é uma das pedras no caminho da evolução humana, ele impulsiona a pessoa a decidir pelo “melhor” para si, sem atinar no mal que tal decisão pode causar e a quantos outros pode afetar de maneira negativa, é o atalho que ilude, que se mascara de bem sendo mal.
Fique bem claro, porém, que não ceder a caprichos dos outros, com vistas ao seu bem, não significa tomar um dos atalhos do mal, nem tampouco é uma situação na qual se esteja fazendo mal a alguém, mas sim esse é um dos atalhos do bem que pode ser interpretado, por aquele que lhe sofre a aplicação, equivocadamente, por mal.
Na verdade, o ser humano encarnado na Terra, trafega, a todo o instante pelos caminhos do bem e do mal, uma vez que aqui se encontra em fase de aprendizado, porém, o que determinará que ele viva relativamente em paz e prosperidade intima, é por qual caminho costuma com mais frequência trafegar.
O mal não apenas se faz, se pensa, e ao pensar mal, a pessoa se impregna dele, contagiando-se pela sua ação nociva e lançando, ao Universo, mais um mal pensamento que poderá vir a se unir a outros, formando assim uma força contrária ao bem.
Encontre o caminho. Não se iluda caindo nas armadilhas dos atalhos. Viva bem com os recursos que te foram confiados. Trace o seu roteiro, escolha a estrada, porém, seja responsável, pois só você responderá pelo bem, ou pelo mal que fizer, sentir ou pensar.
Decida, porém faça-o de forma consciente, pese, na balança da justiça, o resultado de suas decisões hoje, para que o futuro te seja, ou não, favorável.

Muita Luz,

Shàa e Anna em 24.08.2010

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Novo Ângulo



Na pressa do dia a dia, coisas, lugares e situações passam facilmente despercebidas. A pessoa normalmente, envolta em seus pensamentos, não percebe as mudanças à sua volta e os detalhes do caminho que percorre diariamente.
A pressa não permite a observação e o pensamento, voltado às obrigações e tarefas, não deixa espaço para que a mente relaxe. Temos ai uma das tantas causas do estresse, doença da mente que afeta a alma e a vida de milhões de pessoas.
Se, ao invés de ceder aos estímulos da pressa e das pressões cotidianas, a pessoa, ao menos por alguns minutos, poucos, olhasse a sua volta, se espantaria com as mudanças ocorridas no caminho que percorre há tempos. Perceberia, então, uma nova construção já em fase de acabamento, por exemplo, ou talvez, com um pouco mais de boa vontade, perceberia como são belas as arvores e as mudanças que sofrem a cada estação.
Cada dia é um novo dia e, cada dia é uma nova oportunidade de ver as coisas, situações e as outras pessoas, sob um novo ângulo. Se a pessoa exercitasse sua mente, como exercita seu corpo, muito mais descobriria sobre si mesma e sobre os outros, além das belezas do caminho que percorre às cegas, no afã de cumprir metas.
A meditação é simples, requer apenas um pouco de boa vontade e traz inúmeros benefícios às pessoas que têm o habito de praticá-la. Tapetes e incensos são dispensáveis, pois se pode meditar caminhando, lendo ou simplesmente não pensando, algo considerado muito difícil para a grande maioria das pessoas, porém, tudo é exercício. Da persistência surge o hábito.
Exercite sua mente no silencio dos pensamentos e descobrirá, surpreso, o novo ângulo, observe mais detidamente o caminho, voce e os outros. Muitas surpresas estão reservadas àquele que se propõe a tão saudável exercício.
Corpo e mente necessitam de exercício e, muitas vezes, o melhor exercício é silenciar, relaxar, afrouxar as tensões, não lutar, permitir que tudo passe naturalmente, até mesmo a dor física se rende ao silencio e ao relaxamento, experimente.
Observe os detalhes do caminho que voce percorre, ou coisas, pessoas, sem julgar, simplesmente observe, esse é um excelente exercício para relaxar a mente, silenciar os pensamentos que julgam, além de ser uma maneira de ver tudo a sua volta sob uma nova perspectiva. Vá um pouco além, observe, enquanto caminha, o que vai adiante de voce, olhe o mais longe que sua vista alcançar e fixe-se num ponto, depois, a medida que voce desse ponto se aproximar, vai perceber a incrível diferença entre o distante e o próximo, quantas mudanças entre a distancia e a proximidade existem, nesse momento sua mente já relaxou e o seu poder de observação aumentou, é simples.
Com o tempo voce vai observar que a cada dia, o mesmo caminho está um pouco diferente, que algo novo surgiu ou que alguma coisa foi retirada modificando o cenário, assim, cultivando o hábito da observação sem julgamentos, sua mente se tornará mais apta aos enfrentamentos que exigem dela o raciocínio e o bom desempenho de suas faculdades.
Cuide de sua mente e em pouco tempo verá os excelentes resultados que seu corpo apresentará, procure sempre, porém, observar tudo de um novo ângulo, aquele que voce jamais havia pensado em observar, surpreenda-se então e viva com base nesses conceitos de observação, transportando-os para novas maneiras de enfrentar as situações de seu cotidiano e de sua vida.

Muita Luz,
Shàa e Anna em 28.09.2010


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sacerdócio de Umbanda



Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que desejo, e nada mais.Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em vários pontos:

a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.
b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.
c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.
d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.
e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.
f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.
g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.
h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.
i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.
j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.
Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:
a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.
b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão.
c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.
d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.
e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.
f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.
g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.
h) todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.
i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.
j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.
Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.
Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma “escola”, e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.
Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas.
E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente acusado de charlatão, embusteiro, aproveitador e outros termos pejorativos.
Eu mesmo, só porque montei um “colégio” sob orientação espiritual e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda (muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm escolas preparatórias dos seus sacerdotes.
Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os verdadeiros umbandistas.
O texto acima faz parte do livro Tratado Geral de Umbanda / Rubens Saraceni / Ed. Madras e foi publicado na edição de Julho do Jornal de Umbanda Sagrada
-Site Espiritualidade e Sociedade-
Olá amigos!
Bom esse texto do Rubens, não é mesmo? Quero apenas acrescentar à ele algumas palavras a saber:
Creio que além de tudo o acima exposto, um bom e responsável dirigente, seja de Umbanda ou de outras religiões, deve estar muito atento ao trato com o ser humano no sentido de saber ser líder. Saber a hora certa de chamar a atenção e a hora certa de elogiar, bem como saber discernir sobre como se posicionar diante do grupo que irá liderar.
O sacerdote, a princípio, é uma pessoa normal e exatamente igual às outras, porém, o que o diferencia dentro da casa e do grupo que lidera é justamente seu papel ali, naquele instante no qual se determinou que ele comande. Nos momentos de trabalho, ele é o líder, chefe, sacerdote, como queira, mas, a partir do momento que os trabalhos se encerram, ele é uma pessoa como as outras e assim é preciso que se comporte.
Sacerdotes não são infalíveis assim como os chefes de grandes empresas também não o são, porém, o bom sacerdote, assim como o bom chefe, assume para si próprio que não é infalível e de forma inteligente e equilibrada, como se espera que ele seja, aprende com seus erros e procura não mais cometê-los pelo seu próprio bem e pelo bem do grupo que lidera.
Liderar pessoas não é tarefa fácil, mas a partir do momento que alguém assume a posição de liderança, deve saber que com ela vêm muitas outras responsabilidades, pois pessoas estarão ali confiantes e até dependentes de suas ações e, o que é mais importante, pessoas passarão a seguir os exemplos do líder. Conclui-se então que a liderança é para poucos e, como bem disse Rubens em seu texto acima, o líder, no caso o Sacerdote, já vem pronto desde seu nascimento para assumir tal papel na encarnação que entra. Seja na religião seja na profissão, a pessoa já vem preparada para tal função, essa é uma das razões pelas quais alguns dizem que tal pessoa é um líder nato, e é mesmo, pois já vem impressa em sua alma essa sua natureza que ao longo da encarnação vai desabrochando.
No caso do Sacerdócio, penso que a missão de líder é ainda mais complicada, pois pessoas depositarão nas mãos do Sacerdote, suas esperanças e sua fé. No caso da Umbanda e do Espiritismo, além da esperança e da fé, pessoas confiarão ao Sacerdote ou Dirigente, seu dom mediúnico. Esperam nesse momento o esclarecimento a fim de lidarem com a sutileza e a delicadeza que envolve as questões mediúnicas e, se a pessoa que as conduz não for honesto, humilde, amoroso e atento às necessidades imediatas de seus liderados, logo um grande abismo de insegurança se abre aos pés do médium novato ou até mesmo do mais experiente.
Por isso acredito que, além das escolas preparatórias, como cita Rubens em seu texto, todo aspirante a Sacerdote deveria estudar a Obra de Kardec e buscar vivenciar seus ensinamentos de maneira prática, no seu dia a dia observando sua conduta diante dos reveses da vida e das situações difíceis com as quais se depara no cotidiano, além de assimilar, aprofundando-se nesses estudos, a psicologia humana para bem cumprir sua missão.
O Sacerdote ou Dirigente, no cumprimento de seu mandato mediúnico de liderança, seja de ordem material ou espiritual, deve antes de qualquer coisa ou ação, ajudar e conhecer a si mesmo antes de pretender estender sua mão ao próximo.
A liderança espiritual, embora se assemelhe à material, é muito mais delicada e requer muito mais que preparo de meditação e de ritual para o seu bom cumprimento e sucesso, requer amor muito mais que disciplina e energia, oportunidade e sabedoria para lidar com pessoas, desapego, dissolução do ego, do contrário será apenas mais um entre tantos que não compreenderam a Sagrada Missão do Sacerdócio e que se comprometem ainda mais com seus carmas, somando negativo ao invés de positivo.
Muita Luz!

Annapon





quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sincretismo na Umbanda por Mãe Mônica Caraccio -Site Minha Umbanda-


Devido à uma série de acontecimentos históricos, à opressão sofrida pelos negros na época da escravidão e à imposição da religião católica dos fazendeiros sobre seus escravos, hoje o sincretismo dos nossos Orixás com os Santos do Catolicismo é muito presente na Umbanda. Muitas vezes este sincretismo e a presença de imagens católicas em nossos terreiros torna-se muito importante para aquele consulente que não conhece muito sobre a Umbanda e vai para um terreiro cheio de medo e desconfiança, mas quando chega lá se sente confortável pois encontra algo que reconhece como sagrado. Sendo assim, seja pela importância para os trabalhos ou pelo fato histórico em si, cabe a nós conhecer e entender o sincretismo na Umbanda. Vamos lá ?
OXALÁ – Jesus Cristo, Nosso Senhor do Bonfim. O grande Pai da Umbanda. Senhor da compaixão, do perdão, da sapiência e da fé. Saudação: Oxalá yê, meu pai! ou Exê Babá! – significa: O Sr. Realiza! Obrigada Pai!
XANGÔ – São Jerônimo, São Pedro, São João. São Jerônimo foi quem traduziu alguns livros da Bíblia do hebraico e do grego para o latim e São João pregava a conversão religiosa e batizou Jesus. Xangô é o deus do trovão e da justiça. Saudação: Caô Cabecilê, meu Pai! – significa: Permita-me vê-lo, Majestade!
OGUM – São Sebastião (BA), São Jorge (RJ). Orixá do ferro, fogo e tecnologia. Ogum é o orixá guerreiro capaz de abrir caminhos na vida e quebrar nossas demandas. Saudação: Ogum Yê, meu Pai! – significa: Salve o Sr. Da Guerra!
OXOSSI – São Sebastião (RJ), São Jorge (BA). Orixá da caça e da fartura. Senhor das matas, da verdade e do conhecimento. O grande caçador de almas perdidas, grande curador e grande doutrinador. Saudação: Oke Arô, meu Pai! – significa: Dê seu brado, Majestade!
OBALUAYÊ – São Lázaro, São Francisco (BA). Senhor da cura, da evolução e da passagem. Saudação: Atotô, meu Pai! – significa: Peço quietude, meu Pai!
OMULU – São Roque, São Lázaro, São Bento. Senhor do fim, Senhor da paralização. Saudação: Atotô, meu Pai! – significa: Peço quietude, meu Pai!
OXUMARÉ – São Bartolomeu. Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras. Dilui e renova os sentimentos doentios e viciados. Saudação: Arroboboi, meu Pai! – significa: Senhor da Águas Supremas!
IBEJI - São Cosme e São Damião. Pureza, leveza, alegria e doçura. Saudação: Salve a Ibejada!
YANSà– Santa Bárbara. Orixá guerreira, deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. Liberdade, movimento e paixão pela vida essa grande orixá nos traz. Saudação: Eparrei, Yansã! – significa: Salve o raio, Yansã!
OXUM – Nossa Senhora da Conceição (RJ), Nossa Senhora das Candeias (BA). Orixá do amor puro e verdadeiro, orixá da alegria e da união. Senhora da águas doces e das cachoeiras. Saudação: Ora Yê iê, ô! – significa: Olha por nós, Mãezinha!
IEMANJÁ – Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes. É a deusa dos grandes rios, mares e oceanos. A grande mãe da Umbanda e dos Orixás. Representa vida e geração em todos os sentidos. Saudação: Odoyá Yemanjá! Adoci-yaba! – significa: Salve a Senhora da Água!
NANà– Sant’Ana. Senhora das águas paradas, do barro e da Sabedoria. Saudação: Saluba, Nanã! – significa: Salve a Sra. das águas Pantaneiras!
EGUNITA – Santa Sara de Kali. Senhora do Fogo vivo e divino. Sua maior qualidade é a purificação. Saudação: Kali Yê, minha Mãe! – significa: Salve a Senhora negra, minha Mãe!
OBÁ – Santa Catarina, Santa Madalena. Obá é a orixá que aquieta o racional dos seres e esgota o conhecimento desvirtuado. Saudação: Akirô Oba Yê! – significa: Eu saúdo o seu conhecimento, Senhora da Terra!
OYÁ – Joana D’arc. Orixá do Tempo, passado presente e futuro (tempo cronológico) e sua maior ação é no sentido religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso. Saudação: Olha o Tempo, minha mãe!
EXU -Santo Antônio, São Bartolomeu. Faz a guerra para trazer a paz. Atua sobre a dualidade do homem. Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Saudação: Laroyê Exu, Exu é Mojubá! – significa: Olhe por mim Exu, eu me curvo a ti. Exu é poder de Orixá!
Muito Axé a todos e um ótimo final de semana!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Kimbanda e Quimbanda



KIMBANDA e



QUIMBANDA






POR EDMUNDO PELLIZARI (RAS ADEAGBO)









Kimbanda significa algo como “cu­ran­deiro” em kimbundu, um idioma bantu falado em Angola.


O kim­banda é uma espécie de xamã africano.


O ofício do kimbanda é chamado de “umban­da”... Todos já ouvimos essa palavra por aqui.





Quimbanda é um culto afro-brasileiro com forte influência bantu e muito influ­enciado pela magia negra européia.





Kimbanda e Quim­banda se confun­dem, mas são cultos distintos e com objetivos dife­rentes.





O kimbandeiro é um membro ativo de sua comunidade,


um doutor dos po­bres e intérprete dos espíritos da Natureza.


Ético, ele sempre trabalha para o bem, a paz e a har­monia.





O quimbandeiro é um feiticeiro.


Nor­mal­mente vive afastado, não se envolve social­mente.


Na África, o kimbandeiro faz a ponte en­tre os Makungu (ancestrais divini­zados),


os Minkizes (espíritos sagrados da Natureza) e os seres humanos.





Ele entra em transe profundo, incorpora os seres invisíveis que consultam os necessitados e os aconselham na resolução dos proble­mas. Os espíritos no corpo do kimbanda falam, fumam e bebem.





Como autêntico xamã, ele sabe que a mata é um ser vivo que respira, come e sen­te.


Ela é densamente habitada por diversos tipos de entidades, que trans­mitem seu conhecimento aos sacerdotes eleitos.


Alguns destes seres se parecem a “duendes”.


Eles tem uma perna só, um olhos só ou falta algum braço.


Moram dentro da mata e podem cruzar o caminho de algum caçador.


Um Ponto Cantado para os exus na Umbanda, diz:





“Eu fui no mato,


oh ganga!


Cortar cipó,


oh ganga!


Eu vi um bicho,


oh ganga!


De um olho só,


oh ganga!”





Ganga vem de Nganga, um dos no­mes pelo qual o kim­banda é conhecido.





Nosso querido Saci Pererê é um de­les.





Ele usa o filá (gor­ro) vermelho dos kim­­bandas, o ca­chim­bo dos pretos velhos e o tabaco dos caboclos!





O quimbandeiro centra seu trabalho na figura de Exu, que é um Orixá yoruba e não um Nkizi bantu.





A entidade que se assemelha a Exu entre os bantu é chamada de


Aluvaiá, Nkuvu-Unana, Jini, Chiruwi, Mangabagabana e Kitunusi dependendo do dialeto e da região.





Aluvaiá pode ser “homem” ou “mu­lher” e sua energia permeia tudo e todas as coisas.


Ele se adapta muito bem à noção umbandista de exu (entidade masculina) e pomba gira (entidade masculina).





O quimbandeiro também invoca e incorpora as entidades associadas ao culto do magnífico Orixá Exu, os exus e pombas giras.


Pode haver sincretismo com nomes como Lúcifer, Asmodeus, Behemoth, Bel­zebu e Astaroth da Cultura Européia.





A visão das entidades também pode mudar... O kimbandeiro invoca as almas dos antigos


Tatas (pais espirituais ou sa­cerdotes curandeiros) e Yayas (mães espi­rituais ou sacerdotisas curandeiras).





Estas almas transcenderam o limite da mate­rialidade e da ignorância.


Elas possuem bondade, conhecimento e luminosidade.


Algumas não precisam mais encarnar, pois, já evoluíram o suficiente neste mundo.





O quimbandeiro invoca almas de entidades que em vida foram feiticeiros, malandros, mercadores, homens ou mu­lheres comuns, etc...


Na África o sangue é um elemento sacrificial.


O kimbandeiro oferece um ani­mal a uma entidade, prepara a carne e entrega a primeira porção ao espírito.


O resto do animal, que se tornou agora ali­mento, é compartilhado com a comuni­dade se isto acontece em data festiva.





O quimbandeiro, não está interessado em “sacrificar” (tornar sagrado), ele está preocupado com os poderes mágicos do sangue, vísceras e couro do animal. Por­tanto, teologicamente falando, ele não sacrifica.





As imagens utilizadas no culto do kim­bandeiro são feitas de pedra, madeira e barro.


Os artesãos procuram modelar as entidades da Natureza de forma natural e simples.


A imagem é consagrada cerimo­nial­mente e uma porção do espírito da entidade passa a habitar a efígie.





Na Quimbanda, na maioria das vezes, são utilizadas imagens de gesso que re­presentam os espíritos aliados.


Comu­mente estas imagens tem aspecto aver­melhado, podendo ter chifres ou não.





O kimbandeiro é um agente social.


Ele depende da comunidade e a comu­nidade depende dele.


Quando aceita um pagamento para seu trabalho, ele retira do mesmo a sua sustentabilidade.


Todo mundo sabe e pactua com isso.


Não existe abuso.


Trocas de mercadorias e favores podem substituir o dinheiro como paga­mento.


As pessoas empobrecidas são aten­didas sem nada precisar dar em troca.





As vestes do xamã bantu são normais e naturais.


Quando está trabalhando usa filá, guias de sementes, cinturão com amuletos e roupas sóbrias.


Três são os pilares do kimbandeiro: amor, honra e caridade.





O universo da Kimbanda é composto por tês mundos que se interpenetram:


o mundo celeste onde moram os espíritos celestiais e originais (alguns Minkizis e ancestrais divinizados),


o mundo natural habitado pelos homens e pelos espíritos da natureza (elementais)


e o mundo sub­terrâneo da morte e dos ancestrais.





O médium na Kimbanda é um canal entre os espíritos e os que precisam dos espíritos.


Ele é um instrumento mágico, um servidor da humanidade que pratica um transe profundo,


pois, somente ador­mecendo o ego o divino pode fluir.





Os espíritos utilizam o médium com gentileza e cuidado, sem esgotar suas reservas de energia psíquica.





A Umbanda, certamente, bebeu das águas tradicionais da Kimbanda.





Os negros bantus trouxeram sua herança espiritual, legítima, luminosa, ecológica e antiqüís­sima.


Oramos para que as antigas almas dos Tatas e Yayas nos ajudem a separar o trigo do joio.





Nzambi primeiro!





Nsala Malekun!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Mediunidade de Santo Antonio

Santo Antônio

Olá! Bom dia amigos queridos!

Hoje é Dia de Santo Antonio e, ao navegar pela Net, em busca de boas informações para compartilhar com voces sobre essa grande e iluminada pessoa que foi Santo Antonio, me deparei com parte de sua história, mais especificamente com um bom texto que relata alguns de seus milagres.
Ao ler tal relato, pensei: " Que grande médium foi Santo Antonio!"
Interessante é a maneria que cada religião tem de ver as coisas! Para os espiritualistas e espíritas Santo Antonio foi, em vida, médium dos mais incontestáveis, já para os católicos Santo que operava milagres. Na verdade muda-se somente o nome, porém, os fatos jamais.
De forma linda e pelo poder que só o amor confere às criaturas humanas, ele falou aos peixes que o ouviram, salvou seu pai da morte desdobrando-se até o local onde o mesmo fora condenado injustamente fazendo voltar à vida, por alguns instantes, a vítima que confessou a inocência de seu pai que logo após foi libertado e salvo da forca que seria seu destino não fosse a interseção de seu filho pelas vias da mediunidade que confere aos médiuns dedicados e amorosos o fenômeno da bilocação ou transporte, além de outros.
Médium dotado dos mais belos dons, viveu em plenitude de amor, por isso era capaz de colocar em prática os dons que Deus lhe confiou.
Imaginando como seriam seus sermões e como era capaz de cativar as pessoas através da palavra e de seu exemplo, logo podemos sentir Jesus a conduzir-lhe os passos e a vida, iluminado sua mente para que ele levasse aos filhos de Deus a paz do consolo, o alimento da alma simbolizado na humilde figura de um pequeno pão que sacia a fome, pois liberta o espírito para que viva em comunhão com o amor do Pai.
Ele viveu 36 anos, porém seu legado de amor e dedicação sobrevive vivo até hoje, 13 de junho de 2011, levando aos aflitos o alento, aos fiéis o reforço da fé, às moças, mulheres, a esperança de um amor que traga paz, que some bons momentos às suas existências através do companheirismo, do compartilhar de um teto e de uma vida onde o amor, o respeito e a cumplicidade sejam os alicerces de um bom e saudável relacionamento, aos que labutam pelo pão de cada dia, a esperança do alimento para a manutenção da vida na justa medida.
Muita festa nesse dia! Quermesse com fogueira, comida e bebida, verba revertida muitas vezes a obras de caridade. Seja como for ele está presente entre nós nesse e em todos os dias que busquemos sinceramente e com muita fé a sua ajuda. Seja nos bolos imensos, nas festas, nas orações, nos pedidos silenciosos, seja como e onde for, certamente ele ouvirá os pedidos dos filhos de Deus que o buscam e cada um receberá, certamente, o que for de seu merecimento, segundo a vontade e a permissão de Deus.

Salve Santo Antonio!

Annapon

sábado, 11 de junho de 2011

Compromissos Verdadeiros





Nosso mais urgente compromisso é com nossa felicidade. Por confundirmos os reais fundamentos da nossa existência é que tentamos controlar os outros, acreditando que isso levará a melhores resultados em nossa vida.


Ninguém consegue dirigir ninguém; ninguém consegue educar ninguém sem a sua permissão. O que nos é consentido é a ajuda desinteressada e não a intromissão na vida alheia e o desrespeito ao modo de pensar dos outros.

Auxiliar as pessoas é dispor de carinho e apoio a suas motivações, porém, se isso não for possível, abstenhamo-nos de simplesmente aceitar incondicionalmente.

Nossa felicidade depende unicamente de nós mesmos; não nos agarremos aos outros numa corrida louca e desenfreada que chamamos de "paixão amorosa". Isso somente nos trará frustração e decepção. 

Busquemos em nós mesmos a alegria de viver. O que buscamos fora de nós é passageiro e irreal. Repito: Nossa felicidade é compromisso com nós mesmos.

Hammed


Texto de Hammed Extraído do blog Um Novo Amanhecer

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Envelhecer



Processo natural da vida humana é envelhecer. A uns causa pavor, a outros indiferença e há alguns que anseiam pela fase. Cada ser humano tem a sua maneira própria de se relacionar com o envelhecimento físico.
A medicina, evoluindo como tudo na Terra, hoje dispõe de meios para amenizar os efeitos que o envelhecimento causa no corpo humano e o que vemos é uma frenética corrida aos consultórios a fim de postergar os sinais do envelhecimento e poucos são os que, aos primeiros traços da passagem do tempo, refletem sobre saber envelhecer.
Quando o corpo não acompanha a mente da pessoa, essa muitas vezes se revolta e nega o natural, recorrendo a todo e qualquer artifício para burlar a natureza que segue seu curso.
 Nada temos contra a auto estima ou contra a melhoria da aparência das pessoas, pelo contrário, o cuidado com a aparência e com a saúde demonstra boa disposição, alegria de viver e isso é positivo, nosso alerta é tão somente para que se não cometam excessos nesse sentido. Todo excesso é fonte de desequilíbrio.
A alma, porém, tem aparência? Que aparência teria a alma? Será que as pessoas estão cuidando da “aparência” de suas almas? O que estão projetando no espaço as almas que estão esquecidas, pois que muito estão envolvidas com a aparência do corpo? Qual seria a aparência da alma de quem a negligencia? Pela foto da aura humana, recurso disponível na Terra, se pode ter uma idéia de como vai a alma da pessoa.
Cuidar do corpo é bom, como já dissemos, porém, negligenciar a alma é grave, pois o corpo na Terra ficará, porém a alma seguira vivendo em outros planos e qual aparência terá quando lá chegar? Que se reflita sobre  a questão.
Cuidar da alma é observar atos, palavras, gestos, ações e reações, submetendo-as ao crivo da auto reflexão para que o bisturi da dor não lhe venha ao encontro e, se vier que seja menos agressivo, que realize a cirurgia com sucesso para que não deixe cicatrizes incomodas. Cuida da alma quem eleva o pensamento, pelo menos uma vez ao dia, ao Mais Alto, Àquele que tudo é e que o criou quem recorre à terapia da oração, do respeito, do amor e do perdão. Esses são cuidados essenciais para quem deseja cuidar da “aparência” de sua alma imortal. Quem cuida da alma e do corpo envelhece melhor, não se inquieta pelos sinais, apenas os suaviza e vive, a cada dia, a sua realidade em conformidade com as Leis Naturais.
Envelhece o corpo, mas a alma rejuvenesce sempre que a alimentamos com o bem. Se o corpo requer alimento saudável para ter longa e boa vida, a alma, por sua vez também necessita alimentar-se com o mesmo esmero e cuidado, portanto, alimente bem a sua alma, de a ela alimentos saudáveis como boa leitura, fé, amor, compaixão, caridade e, em breve tempo verá que o resultado desse cuidado se refletirá em seu corpo tornando-o muito mais jovial e saudável.

Muita Luz,

Shàa e Anna em 05.10.2010

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tua Medida Texto psicografado por Francisco do Espíito Santo Neto - ditado por Hammed -

Olá amigos!
Excelente esse texto que compartilho com voces, aliás, excelente e oportuno devido à proximidade do dia dos namorados. É para refletir!
Annapon




Segundo Paulo de Tarso, "é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, como seu julgamento".
O "Apóstolo dos Gentios" manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa "real medida": como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo antipatizam com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Com frequência, escolhemos, avaliamos e emitimos opiniões e, consequentemente atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acontece de modo automático, ou seja, através de macanismos não perceptíveis. É quase inconsicente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso "arbítrio", mas, na verdade, estamos optando por um julgamento predeterminado e estabelecido por "arquivos" que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um coportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexiveis, não estão estruturadas em preconceitos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
Se criaturas afirmarem "idosos não tem direito ao amor", limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.
Se pessoas decretarem "homossexualidade é abominável" e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homosexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.
Se indivíduos decretarem "jovens não casam com idosos", estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.
Se alguém subestimar e ironizar "o desajuste emocional dos outros", poderá, em breve tempo, deparar-se em sua próprioa existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizados e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.
Se formos juízes da "moral ideológica" e "sentimental", sentenciando veementemente o que consideramos como "erros alheios", estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusermos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.
"Não julgueis, a fim de que não sejais julgados", ou mesmo, "se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles", quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no "auditório da vida" todos somos "atores" e "escritores" e,a ao mesmo tempo, "ouvintes" e "espectadores" de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres imortais, é necessário observarmos e concaternarmos nossos "pesos" e "medidas", a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.


RENOVANDO ATITUDES
Francisco do Espirito Santo Neto
ditado por HAMMED



terça-feira, 7 de junho de 2011

Entrevista com o escritor espírita Francisco do Espírito Santo Neto



Olá amigos!
Espero que apreciem, tanto quanto eu, as palavras desse médium! Tive a alegria de ouvi-lo pessoalmente quando esteve em minha cidade numa palestra. Foi simplesmente muito bom ouvi-lo. Suas obras, junto ao espírito Hammed, são para mim roteiros seguros de vida. Aprendi muito com a leitura de seus livros e recomendo a todos!

Annapon

ENTREVISTA COM
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
(Quico)

Cortesia de www.boanova.com

Aproveitando a recente passagem de Francisco do Espírito Santo Neto pela cidade de Belo Horizonte (MG) a serviço da Doutrina, Weller­son Santos, amigo estimado e trabalhador espírita solicitou esta entrevista com o médium psicógrafo catanduvense. Confira:



Maria João de Deus no livro Cartas de Uma Morta nos diz que a mediunidade é como uma harpa melodiosa que quando parada enferruja. Cada médium tem o início do seu trabalho mediúnico de uma forma. Como foi a sua?

Quico: O meu início nas tarefas mediú­nicas, ou seja, o despertar da mediu­ni­dade, deu-se quando eu era muito jovem. Quando criança, morava com minha família na fazenda de meus pais, numa casa muito antiga onde, durante a noite, eu registrava alguns fenômenos curiosos. Naquela época, os eventos mediúnicos eram para mim completamente desconhecidos, pois sempre recebi uma educação religiosa católica.

À noite, eu escutava passos e ruídos. Pessoas atravessavam os assoa­lhos de madeira, pois a casa possuía um porão imenso, e vinham dialogar comigo sobre vários assuntos. Algumas pessoas saíam dos quadros pendurados na parede do quarto, principalmente de um que ficava bem em frente de minha cama, o de São Domingos de Sávio, um dos santos considerados protetores da juventude católica. Com o tempo fui me acostumando com esses fenômenos e logo eles já nem me assustavam mais. Eu atribuía isso tudo a minha mente imaginativa de criança que soltava o pensamento, esperando o sono chegar. Foi, portanto, na fase infanto-juvenil que os primeiros fenômenos mediúnicos aconteceram comigo.

Depois, mais adiante, eu me lembro que a minha mediunidade aflorou ostensivamente quando eu fui assistir, com um grupo de amigos, a um terreiro de Umbanda. Na época, eu tinha aproximadamente 18 anos. Fomos assistir curiosamente à reunião umban­dista, como qualquer jovem, ávido de aventuras, experiências e com uma postura muito crítica. Todos os meus amigos participaram do círculo formado, segundo os rituais umbandistas, a fim de ver os transes, os cantos e tambores, enfim, como aconteciam as coisas ali naquele momento. Foi enorme surpresa. Os meus braços começaram a formigar, como se eu tivesse dormido em cima deles, tinha uma sensação de estar sem braços, ou seja, “braço bobo” como se diz no ditado popular, e depois esta sensação tomou conta do meu corpo inteiro. Os meus amigos disseram que eu havia recebido o espírito de um preto velho. No entanto, não me lembrava de nada, absolutamente. Aquilo me assustou muito e nunca mais voltei em qualquer terreiro de Umbanda, pois eu receava que o fenômeno se repetisse.

De nada adiantou. A partir desse fato, começaram a acontecer cada vez mais essas sensações mediúnicas que antecedem a incorporação. Fui atraído, como o ímã atrai os alfinetes.

No entanto, foi em 1973 que, pela primeira vez, tomei contato com as obras O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, e Voltei, do Irmão Jacob, psi­cografia de Chico Xavier, presentes do querido Diomar Zeviani – amigo que muito me orientou na questão doutrinária espírita.

Quando eu li esses livros, registrei que seus ensinamentos eram para mim muito familiares. Era meu primeiro contato com as obras, mas a sensação era de que já havia lido ou ouvido tudo aquilo em algum lugar. “Nada acontece por acaso”. Assim refletindo, consigo visualizar claramente toda a fase de preparação pela qual passei, a fim de poder, hoje, contribuir humildemente com meus poucos recursos de médium no trabalho iluminado do Espiritismo.

Allan Kardec em O Livro dos Médiuns no capítulo XV nos fala que na psicografia existem médiuns mecânicos, intuitivos, semimecâ­nicos, inspirados e de pressentimentos. No seu trabalho mediúnico, como isso se manifesta?

Quico:Eu acredito que tanto minha me­diunidade de psicografia como a de psicofonia funcionam numa fusão de alguns aspectos mediúnicos. Eu classifico a minha mediunidade como semi­mecânica. Em muitas ocasiões, sinto que eu escrevo inspirado. Em outras, vejo e escuto os espíritos e escrevo. Em outras oportunidades, eu durmo, sonho, converso com pessoas que me dizem coisas e as registro, prontamente, ao acordar. Geralmente, quando eu estou escrevendo um livro, os espíritos utilizam muito o fenômeno do desdobramento durante o sono físico para conversarem comigo. Quando eu estou levando a mensagem por um caminho inadequado ao contexto do livro, ou seja, não está como os espíritos desejam, sonho e eles me dizem que algo precisa ser mudado ou reescrito. Ao acordar, faço a correção necessária, tal qual o Espírito me orientou.

Na incorporação, quase sempre, as mensagens que recebo dos Benfeitores Espirituais são gravadas e transcritas para o papel. Acredito que a minha me­diunidade funciona como uma união íntima resultante de combinação de várias mediunidades que me facilitam o desempenho medianímico.

Tenho relativa facilidade para escutar nomes, frases inteiras ditadas pelos espíritos. Registro mensagens de entidades familiares, ouço nomes e fatos que ocorreram com os espíritos. Essa mediunidade auditiva facilita muito o recebimento de mensagens.

Alguns médiuns, quando estão psicografando um livro, têm um horário preestabelecido para execu­tarem esse trabalho. No seu caso, existe ou somente acontece quando vem a inspiração de Hammed?

Quico:Hammed quis no início estabelecer um horário. Mas depois ele percebeu que a minha mediunidade funciona mais por inspiração. No entanto, isso não significa que não obedeço a horários estabelecidos pelos Benfeitores. Às vezes escrevo inspirado e depois, quando algo precisa ser modificado, a Espiritualidade avisa-me no sono ou em momentos de prece. Na realidade tenho alguns horários: duas ou três vezes por semana, durante a tarde, deixo reservado um espaço para o trabalho de psicografia.

Regularmente tenho trabalhos às quartas e às quintas-feiras à noite. Nas quartas-feiras realizo um trabalho de psicografia durante uma tarefa pública, ou seja, psicografo durante as pales­tras. Nas quintas-feiras temos reunião de desobsessão, nas quais recebo algumas mensagens escritas e no final, através da psicofonia. Esses são infalíveis, são horários marcados. Nos outros dias da semana, fica assim por conta da inspiração.

As obras do espírito Hammed como as do espírito Joanna de Ân­ge­lis conjugam com maestria conceitos da psicologia inseridos na perspectiva da Doutrina Espírita. Como vê esse trabalho, inclusive na ajuda junto aos psicólogos e psiquiatras, que indicam os livros desses espíritos aos seus pacientes?

Quico: Vejo com muita alegria o trabalho de Hammed e a obra extraordinária de Joanna de Ângelis, porque, na realidade, tenho como formação profissional o curso de Administração de Empresas: não tenho nenhuma formação na área da psicologia. Tenho muitos amigos psicólogos, alguns fazem parte das Associações de Psicólogos Espíritas do Estado de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, outros tantos do Nordeste, e todos são unânimes em me dizer que fui um elemento utilizado pelos espíritos, porque não tinha qualquer conhecimento de psicologia, o que de certa forma me facilitou o recebimento destas obras mediú­nicas. Para os espíritos eu era papel “virgem” ou “em branco”. Esses meus amigos psicólogos me dizem, precisamente no livro As Dores da Alma, que não tenho noção da validade e da diversidade de conceitos e exemplos lúcidos que foram ali registrados pelas minhas mãos, através do lápis mediú­nico. O livro A Imensidão dos Sentidos é também muito admirado por eles pela abordagem psicológica com que Hammed analisa os diferentes aspectos da personalidade dos médiuns e a influência desses mesmos aspectos nas mensagens por eles transmitidas.

É bem verdade a sua afirmação, os livros de Hammed estão sendo utilizados por diversos psiquiatras e psicólogos espíritas no tratamento de seus pacientes, ou mesmo no estudo de diversas casas espíritas. Isso me traz muito contentamento, porque vejo que as pessoas estão retirando conceitos importantes para a reforma íntima ou transformação moral. Digo isso sem qualquer conotação de orgulho, porque sei que estas tais não me pertencem, e sim, aos espíritos superiores.

Essas obras muito me consolam, principalmente nos meus dias de conflito. Por isso, sempre tive um grande interesse em estudar o comporta­mento humano. Neste momento recordo-me de algo: toda vez que fazia as minhas preces, para aliviar minhas dores morais, pedia para os “psicólogos do além” para me auxiliarem. Eu acredito piamente que eles me ajudaram. Atenderam aos meus pedidos.

Poucos documentos se têm a respeito da vida de Hammed. Afinal, quem é esse Espírito que vem de uma forma tão sábia e simples nos trazer tantos ensinamentos? Você pode trazer mais alguma informação?

Quico: Realmente, Hammed é um Espírito de muita sabedoria e eu tive o privilégio da sua convivência em algumas de minhas encarnações e, na atual, a convivência mediúnica no dia-a-dia. Obviamente, é por isso que temos esta parceria nos livros psicografados. Certa feita ouvi Chico Xavier dizer que “de nada não sai nada”. Nossa relação é muito estreita. Às vezes, ele me solicita para que me organize melhor, leia algum texto, um livro, o qual supostamente ao acaso eu pego em uma livraria. Depois ele me diz assim: “Você alcançou o livro certo, porque era isso que você tinha que ler para poder aprender e poder melhorar, fa­cilitando os nossos encontros para a psicografia dos livros”. Então, toda essa orientação intuitiva acontece. Hammed tem sido para mim um professor, um pai, um terapeuta e, acima de tudo, um amigo. No entanto, eu acredito que a sua amizade para comigo é o item mais importante, pois ele respeita as minhas questões pessoais, o que eu sou, o que eu sinto, a minha forma de ser e de pensar. Ele também me indica caminhos, no entanto, não impõe e nem espera que eu os siga. Quer dizer, ele me aponta meta e sugere decisões e como não sou bobo nem, nada eu sempre sigo (risos).

Em uma de minhas encarnações eu convivi com Hammed na Índia, em Calcutá, no ano 1000. Ele era um sacerdote de uma seita hinduísta, por isso tem bagagens nas áreas da meditação, reencarnação, concentração e outras tantas adquiridas nas vidas pretéritas no oriente. É o que eu também registro: percebo que nós tivemos uma vida intensa e calorosa, no sentido de lutar por idéias, religiões, filosofias. Participamos juntos em conflitos religiosos, por exemplo, no Jansenismo, uma facção católica nascida na França no século XVII. Os jansenistas eram pessoas extremamente rígidas e inflexíveis quanto as suas idéias e ideais. Acreditavam numa verdade absoluta, ou seja, diziam que algumas pessoas nasciam pré-destinadas por Deus para serem salvas e, as outras que não tivessem sido pré-destinadas, por mais que fizessem nunca entrariam na glória divina. Era uma doutrina nascida no catolicismo, uma facção religiosa muito puritana e conservadora. Hammed participou desse movimento. Morava em um convento nos arredores de Paris onde residia a grande massa janse­nista da época, isto no século XVII. Inclusive Pascal, o grande cientista e matemático, pertenceu a facção e outros tantos indivíduos de grande signi­ficância na França daquela época.

Na segunda metade de 1600 esse convento foi dizimado por ordem do Rei Luis XIV da França. Após a morte do rei, ficou como regente sua esposa, Ana da Áustria, assessorada pelo iluminado São Vicente de Paula que é uma personagem da mesma época. Hammed, nesta existência como jan­senista, obteve amplos conhecimentos a respeito do catolicismo, do cristianismo, pois desde essa época ele fazia pontes entre as religiões orientais e as ocidentais.

Todo esses detalhes foram por mim registrados através da mediu­nidade, ou seja, por meio dos relatos dos Amigos Espirituais. Aliás, quando ele me falou do convento Port-Royal de Paris, disse-me também do outro convento que era denominado Port-Royal des Champs (do campo). Este último foi destruído e o de Paris ainda existe. Outros detalhes, eu os sei por meio de uma sociedade francesa denominada “Amigos de Port-Royal” a qual descobri por “acaso” na internet. Não sei falar francês, mas tenho uma amiga que traduz muitas coisas para mim. Esse pessoal da França me perguntava porque eu era a única pessoa da América do Sul a ser filiada a tal sociedade. Eles achavam curioso, mas nunca expliquei a verdadeira razão: só disse que me interessava pela história das religiões. Lourdes Catherine, que escreveu o livro Conviver e Melhorar em parceria com o Espírito Batuíra, foi contemporânea de Hammed nesta época. Enfim, depois de algum tempo, recebi deles relatos e fotos dos retratos pintados a óleo destes dois espíritos amigos e, eram idênticos aos que eu já tinha obtido por meio da mediunidade (retratos falados deles, pintados por um amigo, por meio de minha vi­dência). Realmente, quando recebi as fotos dos dois, da França, enorme foi minha alegria por ver que o quadro de Lourdes Catherine e o de Hammed eram praticamente iguais aos pintados por meu amigo pintor. Isso me deu mais uma certeza de que a mediu­nidade é algo surpreendente e maravilhoso, porque todo médium precisa ser também crítico da própria mediu­nidade. Tenho um lema comigo: nunca vou de cabeça nas coisas que faço. Creio que a mente tem um poder muito grande de imaginação e nós precisamos contro­lá­-la para evitar delírios ou distorção das coisas. Nossa mente é fantástica, mas desconhecida.

Isto me certificou das autênticas personalidades deles nesta época. O Espírito Lourdes Catherine foi uma condessa pobre, que vivia aos cuidados de uma duquesa rica no convento. E Hammed foi sacerdote e ao mesmo tempo médico (atualmente Hammed trabalha na área das idéias, da filosofia, e não da medicina ou da cura). Sempre que eu falo de Hammed, regis­tro a vivência no Jansenismo. Inclusive, recentemente fui conhecer o convento de Paris, que ainda existe e está em excelente estado de conservação. Graças a Deus, eu consegui visitá-lo e foi uma experiência emocionante, uma coisa maravilhosa.

O nome Hammed é um pseudônimo?

Quico: É um pseudônimo.

O livro Renovando Atitudes é todo inspirado em O Evangelho Segundo o Espiritismo. É uma obra fantástica porque traz de uma forma contundente a Reforma Íntima, que é um dos pilares para a evolução humana. Como é feito o trabalho de psico­grafia nesse caso? É o Espírito quem escolhe os versículos e depois os explica ou é feito todo um trabalho de pesquisa pela editora e/ou médium e depois o espírito psicografa discorrendo sobre o assunto?

Quico: Os livros do Hammed são confeccionados da seguinte forma: ele traz o esqueleto do livro. É ele quem escolhe os capítulos e os itens a serem comentados. De que forma? No caso do Renovando Atitudes, peguei o Evangelho e fui lendo. Ele ia me dizendo e através da audição eu anotava os textos escolhidos. Portanto, é ele quem marca, quem sinaliza para todos os capítulos e itens. Eu os coloco em uma folha em branco e ele começa a tecer os comentários através da psico­grafia. Hammed está sempre presente, seja nas reuniões públicas de psico­grafia ou por meio da psicofonia nas reuniões de quinta feira. Esta última é uma reunião de de­sob­sessão e, no término da tarefa, Hammed transmite a mensagem final, ou também, nos dias de semana, durante a tarde, período em que eu me predisponho ao recebimento de mensagens me­diúnicas. Ele comenta e ao término coloca o título das mesmas. Acho fantásticos os títulos escolhidos por Ham­med, porque ele consegue sintetizar e ser muito original. Quer dizer que ele programa o livro e depois o recheia. Ou seja, ele escolhe os ingredientes do bolo e depois coloca o chocolate, o glacê, ele confeita o bolo.

Nós gostaríamos que você nos desse a sua opinião: como lidar com as dores de nossa alma no dia-a-dia tumultuado que temos vivenciado atualmente?

Quico: Para lidarmos ou termos sob controle as dores da alma é preciso prestar atenção em nossos sentimentos e emoções. Nós os relegamos a segundo plano: precisamos ser auto reflexivos.

Hammed me diz: “Nós não sentimos errado, mas sim, interpretamos errado”. Qualquer sentimento sempre é verdadeiro, pois, na realidade, eles sempre querem nos dizer alguma coisa, mas nem sempre nossa percepção é correta. Os espíritos dizem: “Nós não somos aquilo que pensamos ser, mas sim, somos o que sentimos”. Não adianta pensarmos que somos algo se sentimos o inverso. É a maior briga que travamos com nós mesmos: querermos ser o que pensamos ser e não o que nós sentimos.

Eu acredito que cada um de nós tem uma missão peculiar, única, e que cada um vem provido pela Divindade de sentimentos específicos para caminhar na própria estrada, ou seja, rea­lizar tudo aquilo para o qual foi predesti­nado. Observando esses conceitos e colocando-os em prática é que conseguimos realmente abrandar as dores da alma. As dores da alma ou aflições só aparecem em nossa vida quando nós nos desviamos de nossa trajetória existencial. Ninguém é imperfeito, ninguém é errado, não precisamos ter medo ou receio de nossos sentimentos e emoções, porque dentro de nós não há nada de feio ou incorreto, dentro de nós existe nós mesmos - a alma em evolução. Às vezes, o nosso medo é que propicia a má interpretação de nossos sentidos internos. É preciso que prestemos muita atenção em nosso mundo íntimo. Particularmente, trago comigo uma frase interessantíssima de Buda: “Necessitamos ter presença, ou seja, estar presente em nós mesmos a todo instante.” Um dia os discípulos de um mestre indiano disseram aos discípulos de Buda: “Nosso mestre é um grande médium. O que vocês têm a dizer sobre o seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres ele faz?”. Os discípulos de Buda perguntaram: “Que tipo de milagres seu mestre tem feito?”. Os outros discípulos responderam: “O nosso mestre levita, o nosso mestre faz materializações extraordinárias. Nós mesmos presenciamos isso, somos testemunhas! O que seu mestre Buda o que é capaz de fazer”. Eles disseram: “Quando está com fome, ele come, e quando tem sono, dorme”. O nosso mestre nos ensina quando andar, andar, quando comer, comer, quando sentar, sentar. Os outros falaram: “Do que você está falando? Chama isso de milagres? Todos fazem essas coisas?”. Os discípulos de Buda responderam: “Engano de vocês. Ninguém faz isso. Quando vocês dormem, fazem mil e uma coisas. Ao comerem, pensam em mil e uma coisas. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: apenas o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele come. Ele está sempre exatamente no lugar onde está, ou seja, está sempre presente”.

O que nós estamos sentindo aqui e agora? Os nossos sentimentos e emoções nos dão sempre um recado porque eles vêm da profundeza do self, da alma, de nós mesmos. Nós precisamos sempre estar presentes, ou seja, com a auto-reflexão em funcionamento em nossa vida. Porque toda vez que nós dissermos assim: “Ah, não vou dar importância para esse sentimento, eu não ligo para aquele”, aquilo vai se avolumando de tal forma que se torna um enorme emaranhado, dificílimo de ser desvendado. Mas se fizermos como Santo Agostinho recomenda na questão 919a de O Livro dos Espíritos: “Toda noite reflexionar, pensar, analisar, o que você sentiu, o que você fez, o que você não fez.”, nós vamos deixando em ordem nosso armário mental. Se deixarmos o “armário bagunçado”, chegará um dia em que ele estará tão desorganizado que ficaremos estressa­dos para arrumar e não teremos tempo de deixar tudo aquilo organizado do dia para noite. Acredito que um item importante para nós não sentirmos as dores é seguirmos o próprio caminho, aliás, é essa a nossa missão aqui na Terra, somente essa. Nós fazemos tudo: fazemos caridade, lemos, casamos, descasamos, fazemos amigos, freqüentamos a casa espírita, fazemos estudos, só para certificarmos o nosso caminho, ou seja, aquele que Deus nos deu como missão. Na questão 115 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta à Espiritualidade Superior como é que fomos criados. E os espíritos respondem que nós fomos criados simples e ignorantes, mas Deus deu a cada um a própria missão. A causa de nosso sofrimento provém do desvio da nossa missão, do nosso caminho. Uma das nossas grandes vitórias sobre nós mesmos, que evita que as dores se avolumem (já que elas já são quase inevitáveis pelo grau evo­lutivo em que nós nos encontramos), é andarmos pelo caminho que é só nosso. A incorporação desse princípio, ou seja, a conscienti­zação desse princípio já é um grande alívio para as dores da alma.

A proposta trazida pelos autores espirituais do livro Conviver e Melho­rar é a de buscar auxiliar o ser humano para que ele tenha um bom relacionamento consigo mesmo, para que, em seguida, possa lidar melhor com as personalidades difíceis com as quais convive no dia-a-dia. Como é psicografar dois espíritos distintos numa mesma obra? Como se deu o contato com eles? Existe a possibilidade de outros livros serem escritos por eles?

Quico: Sim, existe possibilidade, no entanto, é preciso que haja programas espirituais para que isso ocorra. O grande detalhe é que eu não sei se vou dar conta do recado, mas, se eles fizerem nova proposta, vou me esforçar.

É muito gratificante psicografar dois espíritos com personalidades completamente diferentes. Batuíra é um trabalhador espírita que viveu recentemente em São Paulo, ou seja, no século XIX e desencarnou em 1909. Ele possui uma bagagem doutrinária eminentemente alicerçada nas obras básicas e um amplo conhecimento do Movimento Espírita. Conseguiu colocar um aspecto muito interessante no livro que é a organização e a administração da Casa Espírita. Pode-se dizer que ele fez um trabalho de administrador de empresa. As pessoas que lêem o livro Conviver e Melhorar aprendem a lidar com os amigos e parentes no social e com os trabalhadores e voluntários na Casa Espírita e a fazer uma boa gestão administrativa nas áreas sociais, doutrinárias e de divulgação espírita.

Lourdes Catherine viveu em sua última encarnação no século XIX, em Bordeaux, na França. Nessa época, ela conheceu Allan Kardec, pois ele fazia divulgações do Espiritismo em algumas cidades do sul da França, inclusive em Bordeaux, e ela teve a oportunidade de assistir a uma palestra proferida por ele. Tornou-se espírita depois desse encontro. Lourdes Catherine também é um pseudônimo. Ela é um Espírito meigo, muito doce, é uma alma que fala de flores, colocando em suas escritas toda uma explicação por meio de metáforas, usando a mitologia, o simbolismo das flores. Batuíra já é um Espírito mais enérgico. Posso dizer que psico­grafar o livro Conviver e Melhorar foi de certa forma um trabalho árduo, porque ora tinha que colocar minha mente na personalidade de Batuíra, ora na de Lourdes Cathe­rine. Não foi muito fácil, mas eu acredito que eles conseguiram exprimir da maneira clara o que se propuseram a fazer, ou seja, escrever o livro Conviver e Melhorar.

No livro A Imensidão dos Sentidos, o espírito Hammed além de fazer um trabalho voltado ao Livro dos Médiuns envolve-nos numa aná­lise dos cinco sentidos. E o sexto sentido, como analisá-lo em todo este conceito da sensibilidade humana?

Quico: Allan Kardec faz um trabalho genial em O Livro dos Médiuns. Nós acreditamos que seja uma obra basilar na orientação para todos aqueles que têm sensibilidade mediúnica. Nessa obra, Hammed não só estuda o cinco sen­tidos, mas, especificamente, o sexto sen­tido. Ele diz: “Os cinco sentidos humanos são a base de todas as percepções físicas, mas, quando somamos a eles o “sexto sentido”, não só experimentamos um maior grau de consciência existencial como também passamos a descortinar os mistérios da vida invisível”, ou seja, diz que os cinco sentidos ajudam o sexto, e o sexto sentido ajuda os cinco numa relação recíproca. Existe uma fusão, fusão essa que proporciona ao indivíduo uma lucidez mental para se guiar na vida. Ele coloca o sexto sentido como sendo um elemento natural do ser humano que deve ser usado convenien­temente. Em mediunidade nunca devemos descartar a auto-análise dos cinco sentidos, pois “para desenvolver a mediuni­dade, é necessário, inicialmente, aprender a comunicar-se com os próprios sentimentos para, a partir daí, entrar em contato com os de outras pessoas (encarnadas ou não). O Criador guia suas criaturas utilizando a capacidade intelectual/sensorial delas de avaliar seu reino íntimo”, diz Hammed.

O que eu vejo, escuto, falo, o que percebo com o tato, o olfato, o paladar são sensações que interagem no transe mediúnico. Nesse livro, ele faz um estudo do comportamento dos médiuns e, ao mesmo tempo, exemplifica-o. Por exemplo: se o estilo pessoal ou o modo de expressar do sensitivo for de caráter intolerante, perfeccionista, melindroso, o indivíduo não entra plenamente em transe mediúnico com as Esferas Superiores, mas, sim, identifica-se com seu próprio mundo de mágoa, inflexibilidade.

Como é que o sexto sentido funcio­na? Como age sua personalidade ou área anímica nas comunicações espi­rituais? No médium mais flexível, segu­ro, conscientizado, os espíritos conseguem encontrar maior facilidade no transe, sem grandes interferências do sensitivo. Sucessivamente, Ham­med vai fazendo estudos da personalidade, do conteúdo psicológico dos médiuns, do caráter e vai fazendo pontes com o sexto sentido e com as mensagens recebidas - que são subproduto dessas estruturas íntimas. Eu acho tudo muito interessante. Por exemplo, Hammed diz que nosso entendimento é limitado. Muitas vezes não compreendemos porque muitos médiuns têm facilidade de receber mensagens de cunho inovador e outros médiuns possuem sérias dificuldades, permanecendo no mesmis­mo. Apesar de toda aquela classificação que Allan Kardec descreve em O Livro dos Médiuns: médiuns historiadores, poetas, recei­tistas, científicos, filósofos, religiosos, etc., ainda é preciso acrescentarmos a estrutura psicológica do médium nas comunicações recebidas. Vejamos: um médium historiador pode produzir muito bem, mas se ele for conservador, suas mensagens históricas terão uma atmosfera de conser­vadorismo. Já um médium historiador com comportamento aberto e flexível poderá transmitir mensagens históricas sobre um aspecto novo, ou seja, envolvidas em uma visão nova. Um médium poeta pode receber mensagens de uma forma tradicionalista, mas se ele for flexível ele pode trazer poemas de um cunho mais original, renovador, inédito. Eu acredito que A Imensidão dos Sentidos é um livro muito interessante. Eu o utilizo muito para os meus estudos pessoais e com a equipe com a qual trabalho mediuni­camente. Eu o aprecio muito, sempre o leio para saber lidar com meus pontos fracos, meu lado inflexível. Porque nós sempre estamos atraindo criaturas (encarnadas ou não) com nosso lado que está em evidência na época. Nós somos uma fusão de vários sentimentos e emoções.

Em determinada época nós esta­mos mais ciumentos e atraímos espíritos ciumentos. Isso é anímico. Aliás, aní­mico vem de animus (alma): nós atraímos com a nossa aura determinados espíritos, eles sentem-se atraídos pela nossa área frágil. Se nós estamos depressivos, em certas épocas da vida em que sofremos algumas “quedas vibratórias ”, atraímos, certamente, espíritos depressivos. A mediunidade é sempre um termômetro para sabermos como estamos indo interiormente, o que temos que mudar. O que nós estamos atraindo revela como está o nosso mundo íntimo.

Quando começo atrair alguns tipos de pessoas (encarnadas ou não) para a minha vida, aí eu me pergunto: “Quico, o que é que você está emitindo energeticamente. Porque estão aparecendo muitas pessoas em sua vida com este tipo de problema? Onde tudo isso está em você? Você está percebendo, você já se deu conta de que de certa forma a sua antena está captando ou atraindo estas emissões.”

Tudo isso que falei é uma visão muito pálida do que Hammed me transmitiu ao escrever o livro A Imen­sidão dos Sentidos. No entanto, minha me­diunidade funciona em tantos outros aspectos que seria impossível transmiti-los numa entrevista.








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