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sábado, 23 de abril de 2011

Separação



Dicionário:

Separar: Desunir, dividir, isolar, afastar, apartar um do outro,…
Cap.XXII, O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Não separeis o que Deus juntou”.

Segundo o Evangelho, Deus criou o homem e a mulher para que, unidos pela afeição mutua, operassem a renovação dos espíritos que deixam a carne e que necessitam retornar a ela para evoluírem e, a Lei Divina que neste caso se deve aplicar é a Lei do amor, da afinidade sincera desprovida de preconceitos ou de quaisquer Leis instituídas pelos homens.

Quando a Lei de amor é observada e por ela se unem um homem e uma mulher é que a máxima “Não Separeis o que Deus juntou” faz todo o sentido, pois, é por esta lei que Deus quis que se unissem homem e mulher, não por interesses materiais ou por caprichos tão comuns aos seres imaturos.

Se a Lei de amor não preside a união, o que se une a força, contrariando de alguma forma a Lei, se separa por si só. (Evang.mesmo cap.).

Exemplos: Imposição por parte da família, interesses materiais, gravidez indesejada, sair da casa dos pais e afastar-se do convívio com os familiares, etc.

Todos os exemplos citados têm grandes chances de terminarem em dolorosas e exaustivas separações porque as escolhas foram erradas, portanto, podemos sim escolher equivocadamente os nossos parceiros quando não observamos a Lei de Amor.

Há os que crêem terem se unido ao outro respeitando a Lei de amor, mas, se fizerem uma analise fria sobre o assunto, interrogando a si próprios, fatalmente encontrarão nas entrelinhas de suas convicções algo de vaidade, orgulho ou ideal de vida que os outros esperam dele e aprovam, ou seja, a família e a sociedade esperam que o individuo que atingiu uma certa idade se case, tenha filhos e enfim forme uma família.

Muitas vezes as uniões acontecem para que não se frustrem as famílias nem a sociedade e, algumas vezes as pessoas envolvidas neste tipo de esquema totalmente humano, chegam a pensar que amam de verdade para minimizarem de alguma forma suas próprias frustrações, criando um mecanismo de defesa que o isenta de culpa naquele momento,mas, que a continuidade da vida, um dia cobrará, fazendo com que a mascara criada venha a cair.

Dessas uniões mal alicerçadas é que surgem as rupturas.

O Espiritismo é contra a separação?

Não. O Espiritismo não incentiva a separação mas, afirma que ninguém é obrigado a conviver com quem lhe desagrada, ainda que, por algumas vezes, seja essa convivência necessária.( resgates de dividas do passado, necessidade do casal em receber por filhos, espíritos a eles ligados e que necessitam desta união para progredirem, etc.).

Nesses casos, o planejamento que foi feito no plano espiritual, está sendo atendido, mas, dotado de livre-arbítrio, nem sempre o homem concretiza esta programação, fato que não o dispensa do pagamento das dividas contraídas com quem quer que seja.

Sem duvida o casamento é uma oportunidade de resgate, de provas, assim como o é igualmente a separação.

Uniões que ameacem a integridade física e psicológica de um dos cônjuges, que ameacem a sadia evolução dos filhos que por eles foram gerados, não devem ser estimuladas a continuarem, uma vez que, dessas uniões, o resultado pode vir a ser a morte, o desvio de conduta dos filhos e uma série de outras conseqüências nocivas ao progresso de todos.

Uma das principais razões de separações tão comuns nos dias de hoje é a imaturidade das pessoas.

Imaturidade emocional, psicológica e espiritual, pois, pouca importância se dá ao aspecto religioso, nos dias atuais, dentro dos lares.

A corrida pela sobrevivência e a competição acirrada são as grandes preocupações das famílias, relegando a terceiro ou quarto, ou até a plano algum a religiosidade, privando assim os jovens de buscarem a Deus no seu dia a dia e em suas dificuldades.

Há ainda o fator facilidade e aceitação quanto à separação hoje em dia. Tanto que, alguns já vão para o altar pensando que se a união não der certo, será fácil separar-se e, para a mulher de hoje, ser separada não a coloca à margem da sociedade, ela é aceita com naturalidade, como se fosse solteira.

Todos esses aspectos colaboram com as separações, mas, se colaboram tanto é justamente porque a Lei de Amor não foi observada, pois, onde há amor, a separação não é nem mesmo cogitada, ao contrário, onde há amor buscam-se soluções, e isso implica em maturidade.

A reencarnação não nos obriga a nada, somos livres para escolher os nossos caminhos e as pessoas que a nós se unirão na jornada.

Se escolhermos e não formos escolhidos, não devemos por esta razão unirmo-nos a primeira pessoa que aparecer em nosso caminho disposto a assumir compromisso conosco. A rejeição de alguém para conosco pode ter significados dos mais diversos, mas, certo é que devemos refletir, analisar e respeitar as escolhas dos outros traçando novos caminhos para nossas vidas, seguindo sempre adiante.

Se temos compromissos espirituais com alguém, o fato de não nos casarmos com essa pessoa não nos dispensa do compromisso com ela. Outras formas de assumirmos e resgatarmos esses compromissos contraídos surgirão.

Assim como o fato de nos separarmos fisicamente de alguém não significa que rompemos com o outro vínculos emocionais e espirituais só porque passamos a viver em casas separadas, antes sim, necessário é que se refaçam esses vínculos sob bases positivas, ou seja, quer vivamos juntos ou separados, necessitamos viver bem, dando oportunidade a todos de usufruírem boa convivência conosco, principalmente dando esta oportunidade aos nossos filhos que, totalmente fragilizados diante destas questões, necessitam do equilíbrio dos pais para que possam compreender com clareza e verdade os motivos pelos quais seus pais estão se separando.

Atendendo ou não à uma previa combinação espiritual quanto ao casamento, a família é e sempre será a mais valiosa oportunidade de progresso dos seres humanos porque é através dela que os sentimentos de amor, solidariedade, compreensão e afeto, afloram nos seres humanos, desde os mais rudes até os mais cultos e educados dos homens sobre a Terra.

Em palestra proferida na Fed.Esp. do Estado do RJ, em Niterói no dia 29.08.2004, a Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Nancy Andrighi, abordou o tema “Juizados de Família e o Espiritismo”.

Uma das suas citações mais felizes e que “deveria” nortear todos aqueles que buscam o litígio para separarem-se é a seguinte:

“Tenho plena consciência que o ideal seria que as leis nunca precisassem ser aplicadas e que os tribunais nunca viessem a proferir sentenças”.

A Ministra defende e luta pela criação de um Juizado Especial para atender casais que buscam a justiça para separarem-se.

Enfatiza que o ideal seria que os casais resolvessem entre si e de forma amigável, as questões materiais e principalmente as questões emocionais que envolvem a separação. Como a realidade ainda está distante deste ideal, luta para que a justiça se reforme e ofereça aos litigantes, meios e tempo para que esse ideal aconteça aos poucos, ou seja, propõe que juizes e advogados busquem humanizar as questões que envolvem a separação litigiosa formando equipes de acompanhamento com outros profissionais durante o processo.

Esses profissionais seriam; assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, psico-terapeutas, terapeuta familiar.

O que se pretende quando equipes como essas se formam, é a diluição do conflito, não a sua solução onde sempre existirá a idéia de ganhos e perdas de causas quando uma sentença é proferida.

O que se pretende é que, mesmo diante de uma situação limite como é a separação litigiosa, estimular entre as partes um acordo amigável, esclarecendo que poupa-se assim tempo e eventuais desgastes emocionais que sempre acompanham estes processos.

A Ministra coloca ainda que o juiz ideal para as questões de família deveria ser assim:

Pacificador, Serenador de almas, esforçando-se ao máximo para se despir da postura moralista ou apenas critica, proporcionando ao casal em litígio, o conforto e a solidariedade necessárias à humanização desta verdadeira arena gladiatória que vive o casal naquele momento.

Estimular separações amigáveis onde a relação pai e mãe deve continuar além da separação e com vistas à estabilidade emocional, financeira e psicológica dos filhos, é o grande desafio da justiça moderna e é o nosso dever como Cristãos.


Fontes de Pesquisa:

O Evang.Seg.o Espiritismo-Cap.XXII-

Site: Terra Espiritual – www.terraespiritual.locaweb.com.br

Site: Fundação Espírita André Luiz – Feal – www.feal.com.br

Site: Federação Espírita Brasileira – www.cura.metafisica.com.br

Site: Juizados Especiais de família e o Espiritismo – http://bdjur.stj.gov.br

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