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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

Clara e Fernando ( Romance mediúnico )

Clara e Fernando (Quando a Guerra Acabar) primeiro romance mediúnico psicografado por Annapon ditado pelo espirito Nicolau ...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Orixá Adjunto (juntó)



O Orixá adjunto (juntó), é nosso segundo orixá, ou seja, temos um orixá de frente, pai/mãe de cabeça, e um outro orixá que é o adjunto (juntó).

Nosso orixá de frente comanda nosso lado racional e o adjunto (juntó), o emocional.

 Um vibra no chacra frontal, pai/mãe de cabeça, e o outro em seu lado oposto, adjunto (juntó).


Toda vez que você se desequilibra do seu racional, o Juntó lhe ampara. 

 Se você tem Oxum de Frente, você está o tempo todo recebendo as qualidades de Oxum.

 Quando você se desequilibra na qualidade do seu Orixá de Frente você passa a ser amparado pelas qualidades do seu Orixá de Juntó.

Outro exemplo: você está com Ogum de Frente, Ogum o está impelindo o tempo todo a agir, se impondo pela lei, pela emoção, algo que às vezes vai ser feito até pela força, qualidade de Ogum, de Frente. 

Como a sua natureza é outra, há momentos que você se desestabiliza e aí é o Juntó que vai lhe dar o equilíbrio.

 Se o teu Juntó é Oxum, no momento em que você se desequilibra nessa força de Ogum é o amor de Oxum que vai lhe dar equilíbrio. Se for Iemanjá são as qualidades maternais de geração com relação à vida que vão lhe equilibrar.

O filho de Ogum com Iansã, quando se desequilibra, tende a ser agressivo porque seus dois orixás são de "guerra" de temperamento forte. Esse filho só encontrará refugio em seu orixá ancestral, esse sim vibrará o equilíbrio necessário.

Mulheres que tem Iansã de Frente são guerreiras, não param quietas e são muito movimentadoras, agitadas e geralmente as pessoas as vêem como grandes batalhadoras. Essa filha de Iansã, no seu íntimo, por exemplo, se sente uma pessoa frágil, porque a sua natureza anterior e ancestral pode ser Oxum, pode ser Logunan, pode ser Iemanjá que não é tão guerreira. Então, intimamente, ela sente o Orixá de Ancestre, mas o que ela mostra para o mundo é o Orixá de Frente e assim é com todos nós.

Nós encarnamos tendo por Orixá de Frente a qualidade que temos por missão absorver/trabalhar nessa encarnação e temos por Orixá de Juntó aquele que nos dá o equilíbrio e a sustentação para lidarmos com o de frente.

 Por exemplo:  Alguém que há muitos anos é vegetariano.

Não come carne há muito tempo, não está acostumado mais com as proteínas da carne e principalmente em fazer digestão de carne. Vamos supor que por alguma razão ela procurou um médico e esse médico tem a crença de que essa pessoa precisa comer carne.

Ela vai começar a receber algo que ela não tem, que não está acostumada, vai começar a comer carne. Isso vai causar indisposição, indigestão e ela precisa de alguma coisa para equilibrar no momento em que ela está recebendo algo que não recebe há muito tempo, então, vai tomar um digestivo.

É uma comparação, é como se a carne fosse o “Orixá de Frente”, você está recebendo aquela energia que você não tem, que não está acostumado e o “de Juntó” entra como um digestivo, para você conseguir digerir, para conseguir absorver, compreender como lidar com essa nova realidade.

 O de Juntó vai ajudar você a lidar com questões que você não está mais acostumado, que não entende, mas que você está recebendo, você está sendo impelido.

 É como numa obsessão ao contrário, o Orixá de Frente está lhe oferecendo essas virtudes o tempo inteiro, ao contrário de um obsessor que oferece os vícios dele o tempo todo, se alimenta do seu vício, da sua energia, mas quando você está obsediado, está vibrando a qualidade do obsessor, sem perceber, você começa a se comportar como o obsessor.

 Não nos damos conta disso o tempo todo, mas temos o tempo todo o comportamento do nosso Orixá de Frente porque a gente nasceu, encarnou, para aprender as qualidades do Orixá de Frente. Isso é o que quer dizer Orixá de Frente, o Orixá de Juntó está sempre nos equilibrando.

 “Somos filhos de todos os Orixás” porque em cada chackra há um par de Orixás.

 “Orixá de Frente” é o que você mostra para o mundo, “Orixá de Ancestre” é a sua natureza íntima, “Orixá de Juntó” como você reage de forma emocional, mas, assim como numa carta astral, nós não temos só esses três.

Cada um deles está numa qualidade, dá para construir uma quadratura, nós temos um Orixá em cada chakra. E muito mais do que isso, em cada chackra tem um Orixá que vibra no centro, como aqui está o de Frente e temos mais seis vibrações em torno.

Cada chakra recebe as sete vibrações de Deus, mas uma vibração em específico está no centro que diz qual é o Orixá que vibra no centro, mas tem outras seis em volta e cada uma dessas seis é uma das seis vibrações de Deus de forma universal ou cósmica. Então, nós temos sete Orixás vibrando em cada chakra gerando uma configuração única, é como um código de DNA.

Se você pensar que tem sete Orixás (coroa), sete Orixás (frontal - parte da frente), sete Orixás (frontal - parte de trás), cada chakra tem uma configuração de sete Orixás. Então, pode ser Oxalá ou Logunan, Oxum/ Oxumaré, Oxóssi/ Obá, no qual um está no centro e os outros seis estão em torno, isso é uma leitura que nunca é feita, é só para você ter uma ideia de como funciona.

 “Você é filho de Xangô”, você continua sendo filho de todos os outros Orixás. No entanto, Xangô está de frente, isso quer dizer que você não deixou de ter os outros Orixás, somos filhos de todos Orixás e há momentos, circunstâncias e situações na vida em que inclusive outros Orixás tomam a nossa frente para nos ajudar a resolver certas situações.

Não basta saber qual é o seu Orixá, é importante você sentir-se filho e filha de todos os Orixás.


É preciso estabelecer uma relação de proximidade com o Orixá, criar intimidade,  intimidade não é você ser "amiguinho" do Orixá, é uma relação íntima, como a de sentir a presença do Orixá.

Você acende vela para Oxalá, Ogum, Oxum, Nanã, Obaluaiyê, ótimo, mas, você sente a presença de Oxalá na sua vida? Você sente a presença de Ogum, de Oxum, de Nanã? Mais do que acender uma vela é você elevar os pensamentos a Deus, mentalizar Oxalá e sentir a energia de Oxalá lhe tomando no momento em que você eleva os pensamentos, que você pensa em Oxalá, isso é proximidade, sentir que Oxalá está em você.

Elevar os pensamentos a Xangô, sentir a força de Xangô, a energia de Xangô vibrando nos seus músculos, no seu corpo, na sua corrente sanguínea, no seu peito, na cabeça.

 Trazer a força de Obaluaiyê, onde vibra Obaluaiyê no seu ser? Quem é Obaluaiyê? O que ele representa para você? Então, é importante também conhecer os Orixás. Conhecer os Orixás lhe ajuda a identificar que energia é essa que você está sentindo.

O que é que eu estou vibrando?

 Carga, todo mundo sente, demanda, todo mundo sente, todos sentem que estão com uma praga, com mal olhado, com quebranto, com inveja, todo mundo sente que tem uma demanda mental, tem alguém que não gosta muito de você, não para de pensar em você. Agora, sentir a presença dos Orixás na sua vida é que precisa um pouquinho mais de refinamento, de você afinar, perceber, precisa de estudo, é preciso sentir a presença do Orixá. É preciso quietude, discernimento, concentração e sinceridade de coração para que se estabeleça esse encontro entre você e seu Orixá regente.

 Segurar uma vela, oferecer para o Orixá e trazer essa energia para o alto da sua coroa, sentir essa energia, essa vibração. Rezar para aquele Orixá, firmar essa vela e sentir que essa energia está firmada, está colocada, está vibrando ali, chama-se “firmar força”.

Não adianta querer colocar uma vela para um Orixá, firmar uma vela para algo que você não está sentindo. O que adianta dizer que é filho de Xangô se você não sente a energia de Xangô, se você não sente a presença de Xangô? Então, é importante sentir, criar uma relação de intimidade, de proximidade com o Orixá, do contrário, a revelação dos jogos será vazia, inócua na sua vida e na sua jornada espiritual.

Annapon

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Orixá de Frente - Umbanda -




Orixá de Frente 


Sou filho de qual Orixá? Qual Orixá me rege? Minhas características pessoais correspondem a qual Orixá?

 Seriam meus Orixás regentes um "casal"? Ou dois femininos/masculinos? Isso é possível? 

É preciso conhecer ao menos um pouco sobre nossa relação com os Orixás porque cada terreiro tem sua interpretação, portanto, cabe a você, filho de Orixá, reconhecer-se, ou não, como filho/protegido de Orixá até mesmo para fazer uma escolha adequada de terreiro para seguir se desenvolvendo espiritualmente.

Por conta da diversidade de rituais Umbandistas, onde cada casa trabalha a seu modo, ou seja, trabalha conforme o dirigente determina, há muita confusão na hora de determinar o orixá regente de seus filhos de fé.

Pode acontecer de uma mesma pessoa, que se consulte acerca de seu orixá de frente, receber, em cada casa onde busque essa informação, uma resposta diferente.

 Por isso é importante que o adepto, ou simpatizante, procure conhecer os orixás antes de sair em busca de um jogo que determine sua filiação, porque assim, quando for jogar búzios(candomblé) obi (Umbanda), ele saberá se está ou não de acordo com seu sentimento em relação ao orixá determinado pelo jogo.


O jogo de búzios não é um fundamento da religião de Umbanda.

O que quer dizer que não é um fundamento?

Isso quer dizer que a Umbanda não prescinde do jogo de búzios para existir e que em muitas casas se joga o obi para determinar o orixá regente da pessoa e não os búzios que são outro fundamento, fazem parte do culto de outra religião, muito embora alguns sacerdotes de Umbanda o utilizem.

No ritual de Umbanda, as consultas espirituais são feitas com as entidades incorporadas, diferente do Candomblé onde o sacerdote faz a consulta por meio de um oráculo. É por isso que na Umbanda não é tão comum usar o jogo de búzios, embora não seja proibido, é sempre bom não misturar fundamentos.

Conhecer-se e conhecer pelo menos os sete principais orixás é extremamente importante para que o filho de fé sinta segurança na informação que o jogo a ele trouxer. Lembrando que só se deve jogar com um sacerdote de confiança, seja obi, seja búzios.

Outro ponto, e esse bem importante, é saber por qual razão se quer descobrir o orixá regente. Motivado apenas pela curiosidade, essa informação de nada servirá. Vejamos o exemplo da astrologia: Para que buscamos saber nosso signo? Em que conhece-lo, nos ajuda? 

Eu diria que conhecer tanto nosso orixá regente, quanto nosso signo, só nos ajudará quando identificarmos neles as nossas virtudes e defeitos e, de posse de tal informação, buscarmos sermos pessoas melhores, valorizando nossas facilidades e explorando nossas limitações/dificuldades com o objetivo de trabalhar esse lado negativo que carregamos e que tanto o orixá, quanto o signo, nos revela.

Como já mencionado, cada casa de Umbanda possui seu panteão particular, ou seja, sete ou mais orixás ali cultuados, por isso, se a pessoa se identifica com Nanã, por exemplo, e encontra um bom terreiro, que toque seu coração, porém, nessa casa, o orixá com o qual se identifica, não é cultuado, naturalmente essa pessoa será direcionada ao orixá que mais se aproxima da energia de Nanã, que tomei como exemplo. No caso, provavelmente, esse filho de Nanã, será remanejado para Yemanjá ou Omulu. Este é apenas um exemplo.

É comum que se diga então que a leitura está errada, no entanto, se esquece de perceber que nada acontece por acaso, não existe leitura errada, existe leitura que faz parte daquele contexto, naquele contexto esta leitura é a mais adequada. Assim como há momentos na vida em que embora você seja filho de Xangô, por exemplo, outro Orixá toma a sua frente para lhe ajudar em alguma situação.

Isso tudo vai tornando a leitura de Orixá uma coisa cada vez mais complexa, mais complicada. Qual é o ideal? O ideal é: você conhecer os Orixás, identificar os Orixás e você se identificar com eles, reconhecer em você as qualidades dos Orixás.

Ser filho de Orixá também é algo que no primeiro momento parece tão simples quanto ser Geminiano, Canceriano, Taurino, mas olhando mais de perto é tão complexo quanto um mapa astral que vai lhe dar uma série de características.

 O caminho mais seguro para você saber qual é o seu Orixá é o caminho do autoconhecimento e do conhecer os Orixás.

Há de se conhecer os Orixás, o maior número de Orixás para que se chegue a uma conclusão acertada, mesmo porque tal informação deverá lhe ser útil de alguma forma.

Conhecendo os Orixás, identificando qual é ou quais são as qualidades desses Orixás e como elas se refletem nos seus filhos é o caminho para que se determine o orixá regente de cada filho de fé.

Conhecendo essas qualidades você vai se identificar com elas ou não, então irá em busca da melhor informação em seu caso particular, mesmo porque pode-se encontrar fragmentos de nossa personalidade em vários orixás, porém, apenas um falará mais alto e se parecerá, sem equívocos, conosco, inclusive trazendo traços de nossas características físicas e emocionais.

Assim como nos signos existem os ascendentes, na Umbanda temos nosso orixá adjunto (juntó), que também exercerá forte influencia sobre nós, por isso tantos filhos de Ogum, por exemplo, diferentes uns dos outros. Essa diferença é determinada pelo orixá adjunto (juntó).

Como saber qual é o meu Orixá?

 É importante estabelecer uma relação entre as qualidades do Orixá e as minhas qualidades, isso se chama “autoconhecimento”.

Estudar os Orixás, saber qual é o meu Orixá dentro da Umbanda é um campo de estudos e conhecimento.

Não é simplesmente jogar o búzio ou obi ou ainda perguntar para um Caboclo:

“Qual é o meu Orixá?”

E depois ficar em dúvida “Será?”, “Será que é esse mesmo o meu Orixá?”.

Quem é o seu Orixá?

É aquele que lhe dá as suas características, suas qualidades principais, inclusive físicas, emocionais, psicológicas. É um auto conhecimento que nos levará a sermos melhores, mais equilibrados. 

E quem é esse Orixá?

Esse é o seu Orixá de Frente, é aquele que é chamado: “Pai de cabeça”.

No entanto, somos filhos de todos os Orixás.

Há, porém,  um Orixá que está de frente para mim, chakra frontal,  e outro que vibra no chakra posterior, que é o Orixá de Juntó. O de frente rege nosso racional e o juntó o nosso lado emocional.

Nossos Orixás Ancestrais são aqueles que dão a nossa natureza, uma natureza mais íntima. É o Orixá Ancestral que diz quem você é na sua essência primeira e mais íntima. 

São aqueles que nos receberam no momento que fomos criados e ainda não estávamos inseridos na roda reencarnatória.

Quanto ao Orixá de Frente e o Orixá de Juntó são aqueles Orixás que regem esta encarnação. Então, em cada encarnação, nós temos um par de Orixás diferentes, regendo aquela encarnação no aspecto de Frente e de Juntó ou Adjunto.

Se observarmos os chakras, nós teremos, então, o Orixá Ancestral dominante vibrando  na nossa coroa.

O Orixá de Frente vibrando na parte da frente do chakra frontal e o Orixá Juntó ou Adjunto vibrando na parte posterior do chakra frontal. 

Isso forma um triângulo de forças, esse triângulo de forças é formado: com Orixá Ancestral no vértice de cima, Orixá de Frente no vértice da Direita e Orixá de Juntó no vértice da esquerda, a gente chama isso de: “triângulo de forças do médium”.

O Orixá de frente e de Juntó formam um par, qualquer Orixá pode estar de frente e qualquer Orixá pode estar de Juntó, a única questão é: deve formar um par vibratório masculino e feminino.

 Homem pode ter Orixá de Frente feminino e de Juntó vai ser masculino.

Mulher pode ter Orixá de Frente masculino, logo de Juntó vai ser feminino.

Orixá de Ancestre é muito difícil de fazer leitura porque é uma qualidade íntima, quase imperceptível pois trata de nossa essência como espíritos.

A leitura de Orixás costuma ser:

O de Frente e o de Juntó, mas às vezes surge uma leitura de dois Orixás masculinos. 

Então, pode ser que numa leitura que dá “Ogum e Xangô”, não pode ser de Frente e de Juntó. O que é que pode ser uma leitura dessas?

“Você é filho de Ogum e Xangô”, pode ser que você tenha Ogum de Frente e que seu Ogum pessoal está na vibração de Xangô. Isso acontece demais, identificar que esse filho de Ogum é um filho de Ogum vibrando no campo de Xangô dá uma leitura: “Ogum e Xangô”.

Ou uma leitura: “Iemanjá e Oxum”, uma filha de Iemanjá que está vibrando no campo de Oxum; “Oxum e Iansã”, uma filha de Oxum que vibra no campo de Iansã. Esses, porém, são casos raros.

Muito raramente se faz leitura do Orixá Ancestral.

Geralmente, o mais comum quando a leitura revela dois Orixás do mesmo “sexo”, é que esse Orixá de Frente está trabalhando na sua vida atualmente.

Nós temos um problema na Umbanda de linguagem, cada um fala uma língua, ou seja, interpreta a sua maneira tudo o que se refere à religião.

Cada um faz leitura diferente e, às vezes, ainda diz: “Não, meu filho. No Candomblé o seu Orixá é tal, na Umbanda o sei Orixá é outro”. Então, quem é filho de Ogum é filho de Ogum na Umbanda e é filho de Ogum no Candomblé. Quem é filho de Oxalá é filho de Oxalá em qualquer lugar.

Não existe ser filho de Orixá numa e em outra religião, ou somos ou não somos filhos desse ou daquele orixá.

Diz-se também: “Todos somos filhos de Oxalá”, pois é, mas há aqueles que nascem com Oxalá de Frente, porque, na verdade, todos somos filhos de todos os Orixás. E se eu tenho um par que forma Orixá de Frente e Orixá de Juntó porque o Orixá de Frente está vibrando no chakra frontal e de Juntó está vibrando atrás do chakra frontal, também, temos outro Orixá vibrando na frente do chakra cardíaco e outro atrás do chakra cardíaco, temos um Orixá vibrando na frente do chakra esplênico e outro atrás do chakra esplênico, na frente do umbilical e atrás do umbilical e no básico temos o Ancestral.

Esta é uma leitura que não se faz, é quase impossível fazer uma leitura dessas, já é difícil chegar numa leitura de um Orixá para algumas pessoas, de dois Orixás, de três ou uma leitura de quadratura.

 Qual é o objetivo de ter um Orixá de Frente?

 É que durante toda aquela encarnação, este Orixá vai lhe orientar para você aprender aquilo que,  para ele é natural. Por exemplo, em cada encarnação você é filho de um ou outro Orixá diferente.

 Se eu nasci, encarnei tendo por missão aprender as coisas do amor, então, eu vou nascer com Oxum de Frente. E ela vai me orientar de forma racional, isso quer dizer que o tempo todo ela está vibrando: é o meu Orixá de Frente, ela vai  vibrar as qualidades dela em mim.

É como se fosse o contrário de um médium obsediado, um médium obsediado vibra as qualidades do obsessor, aqui é como se fosse uma obsessão divina, o tempo todo você está vibrando as qualidades do Orixá, que ao contrário de um obsessor  que tira a sua energia, o Orixá está lhe dando a energia dele o tempo todo.

Você tem dificuldade em lidar com questões racionais?

 Você nasce com Xangô de Frente.

Tem dificuldade de tomar a frente nas situações?

 Você nasce com Ogum de Frente.

Agora, você tem a missão de tomar a frente, de aprender a tomar a frente, de ter essa energia, o impulso de Ogum e o teu campo de atuação nessa vida deve ser o campo da fé, então, você nasce com Ogum de Frente trabalhando no campo de Oxalá.

Axé a todos!

Annapon

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Culto a Yemanjá


Culto a Yemanjá


Texto de Luiz Antonio Simas


Como virou quase uma tradição de fim de ano e uma turma já me pediu para circular novamente, vai aí o meu velho textinho instrumental para os macumbeiros de ocasião, que sofrem do que chamo de "síndrome de Vinicius de Moraes" (não entendia patavina de orixá, inquice e vodum - como vários letristas da MPB - errou tudo nas letras dos afro-sambas, transformou Ossain em traidor, pintou os cavacos e fez coisas lindas e absolutamente eternas sobre o babado): a turma que aproveita o réveillon para virar subitamente - no que, aliás, faz muito bem - devota de Iemanjá.


IEMANJÁ PARA OS DEVOTOS DE OCASIÃO


Eis que chega o fim do ano e o babado se repete: muitos cariocas e turistas se transformam em devotos potenciais de Iemanjá. Mesmo aqueles que não fazem a mais vaga ideia sobre o que é um orixá jogam flores no mar, pulam ondas, fazem pedidos, chamam, cheios de intimidade, o orixá de Mamãe Sereia e o escambau. Celebridades de ocasião, então, adoram a papagaiada e gostam de lançar barquinhos no réveillon da Ilha de Caras. É a folclorização – para o bem e para o mal – do rito. Há os que, sem saber cantar ou saudar a orixá, apelam logo para o refrão do samba de 1976 do Império Serrano e mandam na lata, achando que é ponto de macumba:


Ogunté, Marabô,

Caiala e Sobá

Oloxum, Inaê

Janaína, Iemanjá


Resolvi, portanto, prestar um serviço de utilidade pública aos devotos de ocasião e explicar o que é que o refrão acima significa, palavra por palavra. Ao trabalho:


Ogunté – É uma qualidade importantíssima de Iemanjá entre os nagôs. Em alguns mitos é a mãe de Ogum; em outros é a mulher de Ogum Alabedé. É uma Iemanjá guerreira, jovem, que quando dança porta uma espada. Cuidado com ela; está muito longe de ser a sereia maternal que o sincretismo consagrou. Ogunté ensinou a Ogum como se guerreia e se apresenta sempre ao lado dele. Imaginem. As filhas de Ogunté que conheço não são moles.


Marabô – Aqui temos um probleminha bobo. Iemanjá Marabô simplesmente não existe. Marabô é uma corruptela de Barabô, um dos nomes de Exu. A denominação vem de um famoso cântico muito executado no Brasil e em Cuba : Ibarabô, agô mojubá, Elegbara… ( algo como “Eu homenageio e peço a proteção de Elegbara” ) . O que significa, então, o Marabô no samba ?


É provável que a citação do samba venha de um dos cânticos mais famosos de Iemanjá no candomblé: Awá ààbò à yó, Yemanja … Em geral, o povo de santo canta o início ( awá ààbò ) dizendo “Marabô a yó…” , o que não tem sentido preciso em português. A frase yorubá significa algo como “estamos protegidos, Yemanjá.” Quebrei a cabeça para saber de onde saiu esse Marabô. Acho que a citação provavelmente vem do início desse canto. Justifico, portanto, o Marabô no samba dizendo que é uma adaptação para a sonoridade do português da saudação "Iemanjá nos protege".


Kayala – Essa é mole. É um dos nomes de Quissimbe, o inquice banto ( quase a mesma coisa que o orixá para um nagô ) responsável pelos mistérios das águas. É corruptela de Nkaia Nsala, que significa literalmente “avó da vida”. É uma entidade velha e maternal, cujo culto desenvolveu-se na região do Congo-Angola. Seu culto no Brasil permanece, em larga medida, graças aos conhecimentos da venerável casa de Angola Kupapa Unsaba e pelos descendentes de Tatetu Apumandezo, patriarca do culto muxicongo no Brasil. Mojubá.


Sobá – É uma das formas de se chamar no Brasil uma qualidade de Iemanjá denominada “Assabá”. Orixá velho e poderoso, aparece nos mitos de Ifá mancando e fiando algodão. Sua dança é venerável e lenta.


Oloxum – É a denominação dada aos sacerdotes de Oxum, a senhora dos rios e cachoeiras. É também um dos nomes de Oxum no Xambá nordestino – culto em que minha avó foi iniciada. Achei interessante e meio fora de prumo a citação a Oxum – um outro orixá das águas ligado ao instinto maternal – no samba. Como, entretanto, é carnaval (sim, reveillon é carnaval), vale tudo, inclusive inventar essa Iemanjá Oloxum e pedir que ela, apesar de não existir, nos proteja.


Inaê - Um dos nomes da rainha do mar. Segundo Yeda Pessoa de Castro – grande conhecedora das línguas africanas no Brasil – o termo tem origem fon ( povo jeje, do antigo Daomé ) e deve vir de inon (mãe) e nawé (um título respeitoso).


Janaína - Uma das formas sincréticas de se falar de Iemanjá no Brasil. É muito citada nos pontos de umbanda.


Iemanjá – Eis a dona da festa! A poderosa orixá que, na África, comanda os rios que estão chegando ao mar. Para os iorubás, o orixá ligado ao axé dos oceânos é Olokum. Como o culto a esta poderosa entidade – Olokum – quase sumiu no Brasil, Iemanjá passou a ser considerada por aqui a senhora das águas marítimas. No país Yorubá, as oferendas a Iemanjá são feitas no encontro das águas do rio com o mar.


Para os que querem saudar devidamente Iemanjá, uma dica: vale pronunciar, sem dar piti e gritar a ponto de assustar a orixá, simplesmente "Èéru Iya": Mãe das espumas das águas – saudação que faz referência às espumas formadas pelo encontro das águas do rio com o mar.


(Postagem baseada em um texto do Pedrinhas Miudinhas. A turma podia parar de me pedir pra postar e comprar o livro, pô.)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Teoria e pratica na Umbanda - por Annapon -

A teoria é ótima e a prática sua mais fiel aliada no caminho de quem abraça o trabalho mediúnico.

Teoria e prática são irmãs inseparáveis! Nada vale a teoria sem sua irmã pratica. O conhecimento que não vive a experiencia é vão e a pratica, sem a teoria, é confusa e pode se tornar vazia, sem sentido, pois que lhe falta sempre o tempero.

Vale lembrar que, no caso da Umbanda, aventurar-se em sua pratica, sem teoria, sem conhecimento, sem norte, implica a graves riscos ao aventureiro.

Tudo o que se faz na Umbanda tem fundamento, razão de ser e acontecer.


Quem se arrisca a aplicar a teoria disponível na Internet, sem observar a fidelidade das fontes consultadas, se arrisca ainda mais.

Não basta querer fundar um terreiro, antes e principalmente, o candidato precisa de uma orientação firme de seu guia/mentor, depois precisa se engajar num trabalho/casa, de sua confiança e aprender com o sacerdote e os guias da casa, os fundamentos daquela linha especifica de trabalho, depois, dentro das orientações/conceitos desta mesma casa, precisa estudar, conhecer a si mesmo, os Orixás e guias que porventura com ele venham a trabalhar.

Um trabalho sério, de qualidade, compromisso, leva muito tempo para que se estruture e efetive tanto no plano material quanto no espiritual, portanto, fica ai a reflexão:
Na Umbanda, pise devagar, não queime etapas, não se antecipe aos fatos, não almeje o que não lhe convém. Confie no tempo, em você e na espiritualidade e tudo, no justo tempo, acontecerá.

Quanto à mistura de fundamentos, na minha opinião, causa muita confusão e desgaste desnecessário, portanto, melhor é fazer, de coração, sua escolha e depois começar a caminhar.

Aqui no blog dispomos de bom conteúdo teórico. Todos os textos são cuidadosamente analisados/filtrados para que somente nos chegue aos sentidos, o que de melhor há sobre o assunto e, ainda assim, nunca concordaremos com tudo.

Que possamos seguir estudando/analisando e escolhendo o que for melhor para cada um de nós. Reforço que cada um tem um compromisso/missão/tarefa a cumprir. Começar a compreender a tarefa que a cada um compete é a melhor forma de começar o trabalho na Umbanda.

Bons estudos e muito Axé a todos!

Annapon
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