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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

sábado, 10 de setembro de 2016

Clara e Fernando ( Romance mediúnico )

Clara e Fernando


(Quando a Guerra Acabar)

primeiro romance mediúnico psicografado por Annapon ditado pelo espirito Nicolau




SINÓPSE DA OBRA CLARA E FERNANDO
Romance mediúnico transmitido pelo espírito Nicolau.

Fernando é filho único de um casal problemático.
Assim que veio ao mundo, Fernando foi imediatamente rejeitado por seu pai que, ao tomá-lo nos braços pela primeira vez, se sentiu desconfortável com a presença do recém-nascido.
Helena, sua mãe, só veio a conhecer este desconforto que Carlos, seu marido, sentia pelo filho, anos mais tarde. Ela atribuía à profissão de Carlos o fato de ele ser sempre muito rígido, ausente e distante de Fernando.
Carlos era militar e a vida profissional o privava de maior convívio com a família. Helena, diante da situação, passa boa parte de sua vida se dedicando exclusivamente ao filho até que o desconforto inicial de Carlos por Fernando passa a ser intolerância culminando este sentimento na separação do casal.
Fernando se sente culpado e, de alguma forma, tenta sanar o mal que pensava ter causado aos pais decidindo também ele por seguir a carreira militar, dedicando-se totalmente a este objetivo até conhecer Clara e por ela se apaixonar.
O romance do filho abala Helena profundamente e, a partir daí, fatos se sucedem nos quais o ciúme da mãe, antes não manifestado, eclode como fosse algo já há muito conhecido e poderoso.
Helena tenta de todas as formas separar seu filho da mulher amada armando as mais vis e desumanas ciladas para a moça até que ela própria se torne vitima de seus atos vindo a adoecer seriamente.
A espiritualidade amiga atua no romance através da mediunidade de alguns personagens, como por exemplo: a avó paterna de Fernando, o médico que passa a cuidar da saúde de sua mãe, etc.
Carmas individuais e coletivos compõem a estória, uma vez que a mesma se passa na época da guerra do Vietnã. Guerra na qual os personagens principais, pai e filho, lutam juntos e, ali, em meio a condições hostis e violentas, descobrem o valor dos laços que os unem.
Resgates espirituais e responsabilidades presentes, as escolhas que todos temos a chance de fazer e as conseqüências destas mesmas escolhas são ensinamentos que esta estória traz consigo.
A vida em sua infinita continuidade através das reencarnações é o tema principal deste romance que conta ainda com muita emoção.



Índice

─ FERNANDO E SEUS PAIS –
─ AS ARMAS ─
─ O TORNEIO –
─ A SEPARAÇÃO DE HELENA E CARLOS –
─ UMA CONVERSA –
─ FERNANDO E CLARA -
─ REAPROXIMAÇÃO -
─ O DESENCARNE DE OTÁVIO -
─ ESCLARECIMENTOS-
─ A COMUNICAÇÃO DE OTÁVIO -
─ A TRAMA DE HELENA -
─ O VIETNÃ -
─ UMA VITÓRIA -
─ UMA NOVA CHANCE -
─ O DESCONTROLE DE HELENA -
─ A CONVOCAÇÃO -
─ O VIETNÃ E CARLOS -
─ MÁRIO -
─ UM PLANO CRUEL -
─ A DOENÇA DE HELENA -
─ A GRADUAÇÃO DE FERNANDO -
─ FERNANDO NO VIETNÃ -
─ A GRAVIDEZ DE CLARA -
─ CONFRONTO FATAL -
─ LEONARDO -
─ APÓS A MORTE -





Era um jovem cheio de esperanças e medos. Filho de pais separados e infelizes.
As armas chegaram-lhe cedo às mãos, ofertadas por seu próprio pai, um oficial do exército.
Seus pais chegaram à separação por conta de profundos choques e mágoas diárias causadas pela intolerância e incompreensão.

Apesar de sua aparente serenidade, Helena, como a maior parte dos seres humanos, tinha arestas a serem aparadas.
Não conseguia aceitar a posição do marido, oficial linha dura, odiado e temido por muitos jovens.
Discernir era difícil, o que era justo? O que era necessário? Seria a violência o melhor caminho? Ou a serenidade traria melhores resultados.
A mente do jovem vagava confusa.

A hora era chegada. Teria de apresentar-se às armas já que seguira os passos do pai e tornara-se sargento em detrimento à vontade da mãe.
O medo. Ele voltou. A insegurança. Esta nunca o havia deixado.
Por quê? Qual era o motivo?
Acreditava ser forte e capaz, acreditava tudo poder. Seus pedidos eram ordens  mas, onde estava a ordem das coisas neste momento?.
Nosso pobre rapaz não sabia. Debatia-se noite e dia, temendo enfrentar o dia, o dia da batalha, ou seria o dia da guerra?.

Helena seguia sua vida, tentando enfrentar seu maior medo. O dia que levaria o filho ao ápice de sua criação quase violenta. O dia no qual o rapaz teria de partir. Partir para a guerra.

Fernando, filho único de uma união mal sucedida sentia-se confuso e debilitado. Em vão procurou aconchego ao lado do pai que, excitado, dava-lhe instruções de procedimentos de guerra. Não demonstrando nenhuma preocupação quanto ao bem estar do filho. Qual fosse ele próprio, criava situações, matava, corria, tornava a matar. Derrotava, era condecorado. Era o máximo.

Fernando  passou a refletir. Por quê? Qual era o motivo pelo qual ele teria de matar ou morrer solitário em um campo de batalha frio e desconhecido?
Qual era o sentido disso tudo?.
As respostas viriam doloridas, mas, viriam.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

É necessário estudar a Umbanda?




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Olá!
Certamente muitos de nós já ouvimos dizer que o estudo acerca da Umbanda é desnecessário, que mais vale a pratica, a caridade em ação, que Umbanda se aprende no chão do terreiro, no convívio com as entidades, etc e tal.
Concordo com tudo isso, porém, discordo que o estudo seja desnecessário, muito pelo contrário, o estudo, o conhecimento teórico, na minha opinião, ampliam a possibilidade de auxilio, concedem ao estudioso, uma ferramenta a mais para que as entidades utilizem em beneficio de todos e do próprio médium.
Existem, porém, pessoas que sentem dificuldade em ler, em se concentrar numa leitura e isto deve ser respeitado. Como, então, essa pessoa poderá ter acesso ao estudo? A resposta é simples: Através de palestras, bate papos descontraídos, assim se aprende e muito também. 
Sabemos que a maioria dos terreiros não reserva um horário/dia para tal pratica e isso acaba fazendo falta para aquele que não tem acesso fácil à internet ou dificuldade de concentração para a leitura, ou, até mesmo dificuldade financeira que o impossibilita de adquirir livros. Nesses casos o médium faz o que pode, trabalha e procura aprender trabalhando, mas sempre, de alguma forma, estará em desvantagem em relação àquele que estuda ampliando o leque de possibilidades para as próprias entidades.
Apesar da velocidade que hoje tem a informação, muitos médiuns, principalmente de Umbanda, não conseguem acompanhar esse ritmo, nem mesmo selecionar as informações disponíveis, mesmo porque sabemos que nem tudo que está na rede é bom ou verdadeiro. É preciso muito cuidado com a informação e um profundo discernimento para separar o que nos serve e o que não.
Estudar a Umbanda, conhecer sua origem, compreender sua diversidade e principalmente o ritual aplicado no terreiro que se frequenta é fundamental para que o médium sinta segurança em si e na casa que escolheu para trabalhar respeitando o culto praticado em outros terreiros e, por fim, compreendendo que existem muitas Umbandas dentro da Umbanda sendo praticadas no Brasil e em alguns países estrangeiros.
Pensar que só é Umbanda aquela praticada no terreiro que se frequenta ou trabalha é ingenuidade. Temos uma enorme variação de casa para casa e, sem estudar, sem ouvir tais explicações, a pessoa se fecha em seu pequeno mundo, quando, na verdade pode ter um potencial imenso sendo represado pela dificuldade de bom acesso à informação.

domingo, 24 de abril de 2016

A visão espírita da epilepsia



Na Bíblia, encontramos a passagem do “menino epiléptico”, narrada por Mateus (17: 14 a 19), na qual Jesus, “tendo ameaçado o demônio, fez com que ele saísse da criança, que foi curada no mesmo instante”. No livro A Gênese, Allan Kardec explica que a “imensa superioridade do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os espíritos imperfeitos, chamados então de demônios, que lhe bastava ordenar que se retirassem para que não pudessem resistir a essa injunção”.
Para nós, espíritos em aprendizado, fazer uma desobsessão é mais complexo. Precisamos ter uma ajuda espiritual e muito carinho com nossos semelhantes, pois o verdugo de hoje foi vítima ontem. Para sabermos se o problema é um processo obsessivo ou carma, devemos analisar os tipos de reencarnação: expiação, provação e missão. A expiação é o resgate, por meio da dor, de erros cometidos em outras existências. Pela provação, temos provas voluntariamente solicitadas pelo espírito, as quais, se bem suportadas, resultarão em seu progresso espiritual. A missão é a realização de qualquer tarefa, de pequena ou grande relevância. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas.
A medicina descreve uma crise epiléptica como uma desordem cerebral, causada por descarga elétrica anormal, excessiva e transitória das células nervosas, decorrente de correntes elétricas que são fruto da movimentação iônica através da membrana celular. Existem diversos tipos de crises, como parciais, parciais e completas, generalizadas e tônico-clônicas.
Causas da epilepsia
As causas da epilepsia podem ser desde uma lesão na cabeça como um parto à fórceps. O uso abusivo de álcool e drogas, além de outras doenças neurológicas, também podem gerar a doença. Na maioria dos casos, entretanto, desconhece-se as causas que lhe dão origem. Muitas vezes, o paciente tem as convulsões e os exames realizados dão resultados normais. Divaldo Pereira Franco, no livro Grilhões Partidos, afirma que “mesmo nesses casos, temos que levar em conta os fatores cármicos incidentes para imporem ao devedor o precioso reajuste com as leis divinas, utilizando-se do recurso da enfermidade-resgate, expiação purgadora de elevado benefício para todos nós”.
Vale ressaltar que a medicina terrestre evoluiu, não só porque conta com a cirurgia, que é usada quando o resultado da medicação não foi satisfatório e o médico avalia as possibilidades de sucesso cirúrgico, mas por que os médicos têm se preocupado em adaptar o paciente à vida social e familiar, além da reabilitação aos estudos. Muitas vezes, envolvem vários profissionais de diversas áreas, como psicólogos, terapeutas etc., elucidando o paciente e sua família sobre a importância do uso dos remédios e o apoio dos pais nesta caminhada. Estes, inclusive, com receio das crises epilépticas, acabam dando uma superproteção ao filho, temendo que ele se machuque. Essa proteção é normal, mas deixa o epiléptico dependente dos genitores, tornando-o uma criança isolada e fechada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Duvidas frequentes sobre Exu (questionário) Por Annapon




Duvidas frequentes sobre Exu (questionário)
Por Annapon

P: Na umbanda se diz que Exu foi criado antes dos outros seres, o que isso quer dizer?

 R: Exu é mensageiro dos Orixás, é aquele que se movimenta em todos os planos e sub planos. Diz a lenda africana, que Exu foi criado antes de tudo e de todos, pois ele representa o vazio que posteriormente Oxalá preencheu e essa é uma lenda do Candomblé que foi, de certa forma, adequada à Umbanda.
P: Como poderia ser da forma Acima, se todos foram criados simples e ignorantes e se os anjos e santos, por exemplo, somente se tornaram seres de luz, após muitas jornadas? Em tese, não fomos todos criados exatamente da mesma forma?

R:
Não confundir a criação dos Orixás com a criação do ser humano. Orixás são vibrações/virtudes exteriores de Deus, são Sua própria manifestação e Exu é uma delas, pois é um Orixá, mas, os espíritos que incorporam como Exus são seres em evolução assim como todos nós, humanos.

P: Procede a informação de que sem Exu não se faz nada?

R: A afirmação umbandista: “Sem Exu não se faz nada”, significa que, ritualisticamente e magisticamente, ao abrir-se uma gira de Umbanda, Exu é saudado primeiro, pois ele é a segurança da gira em todos os sentidos, é ele quem abre e fecha portais, quem dá estabilidade ao trabalho, é o grupo de Exus que faz o cordão de proteção no terreiro e no seu entorno, é ele quem encaminha àqueles que não necessitam passar pela gira, Exu traz e leva espíritos encarnados e desencarnados, é quem observa e garante o bem estar de todos. Exu barra os mal intencionados e aplica a Lei a todos que mereçam ou necessitem não confundir, porém, tal afirmação, com o cotidiano do médium onde o livre arbítrio garantirá uma mediunidade saudável ou não, ou seja, Exu não está presente o tempo todo nos processos da encarnação atual das pessoas, mas sim quando e onde pode, ou deve atuar.

P: As entidades que trabalham na vibração de Exu sempre trabalham na esquerda?

R: Existem espíritos que trabalham na esquerda, vibração de Exu, e ao mesmo tempo na direita, entenda-se esquerda como emocional e direita como racional, um exemplo é nosso querido e muito conhecido Zé Pelintra.

P: É indispensável o uso do álcool e do fumo no trabalho de Exu?

R: O uso do fumo e do álcool pelas entidades pode ser dispensável e substituído por outros meios energéticos similares, porém, quem define o material a ser usado é sempre a entidade. O álcool serve como anticéptico e o fumo como diluidor de energias deletérias, por exemplo.

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