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O Blog "A Alma das Coisas", tem por objetivo principal, postar textos espiritualistas/espíritas.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

É necessário estudar a Umbanda?




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Olá!
Certamente muitos de nós já ouvimos dizer que o estudo acerca da Umbanda é desnecessário, que mais vale a pratica, a caridade em ação, que Umbanda se aprende no chão do terreiro, no convívio com as entidades, etc e tal.
Concordo com tudo isso, porém, discordo que o estudo seja desnecessário, muito pelo contrário, o estudo, o conhecimento teórico, na minha opinião, ampliam a possibilidade de auxilio, concedem ao estudioso, uma ferramenta a mais para que as entidades utilizem em beneficio de todos e do próprio médium.
Existem, porém, pessoas que sentem dificuldade em ler, em se concentrar numa leitura e isto deve ser respeitado. Como, então, essa pessoa poderá ter acesso ao estudo? A resposta é simples: Através de palestras, bate papos descontraídos, assim se aprende e muito também. 
Sabemos que a maioria dos terreiros não reserva um horário/dia para tal pratica e isso acaba fazendo falta para aquele que não tem acesso fácil à internet ou dificuldade de concentração para a leitura, ou, até mesmo dificuldade financeira que o impossibilita de adquirir livros. Nesses casos o médium faz o que pode, trabalha e procura aprender trabalhando, mas sempre, de alguma forma, estará em desvantagem em relação àquele que estuda ampliando o leque de possibilidades para as próprias entidades.
Apesar da velocidade que hoje tem a informação, muitos médiuns, principalmente de Umbanda, não conseguem acompanhar esse ritmo, nem mesmo selecionar as informações disponíveis, mesmo porque sabemos que nem tudo que está na rede é bom ou verdadeiro. É preciso muito cuidado com a informação e um profundo discernimento para separar o que nos serve e o que não.
Estudar a Umbanda, conhecer sua origem, compreender sua diversidade e principalmente o ritual aplicado no terreiro que se frequenta é fundamental para que o médium sinta segurança em si e na casa que escolheu para trabalhar respeitando o culto praticado em outros terreiros e, por fim, compreendendo que existem muitas Umbandas dentro da Umbanda sendo praticadas no Brasil e em alguns países estrangeiros.
Pensar que só é Umbanda aquela praticada no terreiro que se frequenta ou trabalha é ingenuidade. Temos uma enorme variação de casa para casa e, sem estudar, sem ouvir tais explicações, a pessoa se fecha em seu pequeno mundo, quando, na verdade pode ter um potencial imenso sendo represado pela dificuldade de bom acesso à informação.
Creio na evolução das religiões, numa forma mais simples de praticar a fé, portanto, creio que com a Umbanda isto já está acontecendo, porém, sempre dentro da imensa diversidade e crença de cada dirigente espiritual que assume o compromisso de abrir uma casa.
A Umbanda é uma só, porém sofreu, ao longo do tempo, influencias fortes que determinam como funcionará, ou funciona, cada terreiro. Isto, as vezes, dificulta a compreensão do leigo, por exemplo: Uma pessoa que frequente a Umbanda Esotérica e, um belo dia resolve visitar outro terreiro que em seu ritual traz uma influencia mais forte do candomblé, de pronto é capaz que fique chocada, pois é tudo diferente, mas, é Umbanda e a tal pessoa não entende e já rotula como candomblé, como uma casa de energia pesada, etc, etc.
Tudo isso por conta da falta de informação e preconceito, é claro.
Hoje em dia temos literatura de Umbanda, de boa qualidade, disponível para todos, porém, repito, nem todos têm acesso, facilidade ou recurso financeiro para acessar, diante do fato, façamos, quanto pudermos, nós que estudamos, que temos acesso fácil à informação, o melhor ao nosso alcance no sentido de compartilhar o que recebemos, isso também é Umbanda, é pratica da caridade.
É muito prazeroso, para quem gosta, tem facilidade e acesso relativamente fácil, o estudo da Umbanda. Só através do conhecimento é que se consegue entender, por exemplo, a dinâmica de uma gira, o por que da defumação, da guia (colar), do ponto riscado, do ponto cantado, quem são as entidades de Umbanda e por qual razão incorporam nos médiuns. 
Só o estudo desvenda e desmistifica o uso do álcool e do fumo nas giras e possibilita identificar um terreiro de Umbanda que pratica a caridade de outro que tem interesses escusos e menos nobres.
O conhecimento nos aproxima das entidades, facilita o trabalho delas quando estão em terra incorporadas, dilata o leque de possibilidades de auxilio ao próximo a partir do conhecimento adquirido pelo médium através dos estudos.
O estudo da Umbanda é apaixonante e inesgotável, assim como o é a sua pratica.
Dinâmica e atual, a Umbanda tem tocado corações jovens, pois é uma religião que tem na natureza o seu maior e principal rito.
Hoje não mais se aceita, como antigamente, entregas nas encruzilhadas, nem tampouco que se deixem nas matas, rios, mar, florestas, restos que possam agredir o meio ambiente, por isso a Umbanda evolui também no sentido de fortalecer a consciência ambiental de seus adeptos e, por sua vez, atrai o jovem já desperto para tais questões.
Talvez a Umbanda encante os jovens por conta de sua música, dança, intercambio mediúnico e por ser desprovida de preconceitos, recebendo, em seu meio, todo médium que por Ela se sinta tocado/atraído sem distinção de preferencia sexual, raça ou religião, na Umbanda todos são bem vindos, todos são recebidos com amor e de braços abertos, isso é Umbanda, assim determinou seu fundador/anunciador, o Caboclo das 7 Encruzilhadas.

domingo, 24 de abril de 2016

A visão espírita da epilepsia



Na Bíblia, encontramos a passagem do “menino epiléptico”, narrada por Mateus (17: 14 a 19), na qual Jesus, “tendo ameaçado o demônio, fez com que ele saísse da criança, que foi curada no mesmo instante”. No livro A Gênese, Allan Kardec explica que a “imensa superioridade do Cristo lhe dava tal autoridade sobre os espíritos imperfeitos, chamados então de demônios, que lhe bastava ordenar que se retirassem para que não pudessem resistir a essa injunção”.
Para nós, espíritos em aprendizado, fazer uma desobsessão é mais complexo. Precisamos ter uma ajuda espiritual e muito carinho com nossos semelhantes, pois o verdugo de hoje foi vítima ontem. Para sabermos se o problema é um processo obsessivo ou carma, devemos analisar os tipos de reencarnação: expiação, provação e missão. A expiação é o resgate, por meio da dor, de erros cometidos em outras existências. Pela provação, temos provas voluntariamente solicitadas pelo espírito, as quais, se bem suportadas, resultarão em seu progresso espiritual. A missão é a realização de qualquer tarefa, de pequena ou grande relevância. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas.
A medicina descreve uma crise epiléptica como uma desordem cerebral, causada por descarga elétrica anormal, excessiva e transitória das células nervosas, decorrente de correntes elétricas que são fruto da movimentação iônica através da membrana celular. Existem diversos tipos de crises, como parciais, parciais e completas, generalizadas e tônico-clônicas.
Causas da epilepsia
As causas da epilepsia podem ser desde uma lesão na cabeça como um parto à fórceps. O uso abusivo de álcool e drogas, além de outras doenças neurológicas, também podem gerar a doença. Na maioria dos casos, entretanto, desconhece-se as causas que lhe dão origem. Muitas vezes, o paciente tem as convulsões e os exames realizados dão resultados normais. Divaldo Pereira Franco, no livro Grilhões Partidos, afirma que “mesmo nesses casos, temos que levar em conta os fatores cármicos incidentes para imporem ao devedor o precioso reajuste com as leis divinas, utilizando-se do recurso da enfermidade-resgate, expiação purgadora de elevado benefício para todos nós”.
Vale ressaltar que a medicina terrestre evoluiu, não só porque conta com a cirurgia, que é usada quando o resultado da medicação não foi satisfatório e o médico avalia as possibilidades de sucesso cirúrgico, mas por que os médicos têm se preocupado em adaptar o paciente à vida social e familiar, além da reabilitação aos estudos. Muitas vezes, envolvem vários profissionais de diversas áreas, como psicólogos, terapeutas etc., elucidando o paciente e sua família sobre a importância do uso dos remédios e o apoio dos pais nesta caminhada. Estes, inclusive, com receio das crises epilépticas, acabam dando uma superproteção ao filho, temendo que ele se machuque. Essa proteção é normal, mas deixa o epiléptico dependente dos genitores, tornando-o uma criança isolada e fechada.
Algumas pessoas, sem o devido estudo, alegam que a epilepsia é uma mediunidade que deve se desenvolver. Porém, conforme afirma Divaldo Pereira Franco em Grilhões Partidos, vale ressaltar que “não desconhecemos que toda enfermidade procede do espírito endividado, sendo a terapêutica espiritista de relevante valia. Porém, convém considerar que, antes de qualquer esforço externo, há que se predispor o paciente à renovação íntima intransferível, ao esclarecimento, à educação espiritual, a fim de que se conscientize das responsabilidades que lhe dizem respeito, dando início ao tratamento que melhor lhe convém, partindo de dentro para fora. Posteriormente e só então, far-se-á lícito que participe dos labores significativos do ministério mediúnico, na qualidade de observador, cooperador e instrumento, se for o caso”.
Existem processos perniciosos de obsessão que fazem lembrar um ataque epiléptico devido à igualdade da manifestação. Também com uma gravidade séria, ainda conforme as palavras de Divaldo, “ocorrência mais comum se dá quando o epiléptico sofre a carga obsessiva simultaneamente, graças aos gravames do passado, em que sua antiga vítima se investe da posição de cobrador, complicando-lhe a enfermidade, então com caráter misto”.
Independentemente do fato do epiléptico estar sob um processo obsessivo ou não, é importante a freqüência ao centro espírita para a reforma íntima e para receber aplicação de passes, que é uma transfusão de energias físio-psíquicas. Porém, mesmo com o tratamento espiritual, o epiléptico deve manter controle com a medicina terrestre, com a aplicação de anticonvulsivos, pois cada caso é um caso.
Reforma íntima
Pode-se fazer um tratamento de desobsessão e o inimigo do passado ser doutrinado, mas a dívida persistirá enquanto não for regularizada, como explica Divaldo no livro. “Considerando-se que o devedor se dispõe à renovação, com real propósito de reajustamento íntimo, modificando as paisagens mentais a esforço de leitura salutar, oração e reflexão com trabalho edificante em favor do próximo e de si mesmo, mudam-se-lhe os quadros provacionais e providências relevantes são tomadas pelos mensageiros encarregados de sua reencarnação, alterando-lhe a ficha cármica. Como vê, o homem é o que lhe compraz, o que cultiva”, descreve.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Duvidas frequentes sobre Exu (questionário) Por Annapon




Duvidas frequentes sobre Exu (questionário)
Por Annapon

P: Na umbanda se diz que Exu foi criado antes dos outros seres, o que isso quer dizer?

 R: Exu é mensageiro dos Orixás, é aquele que se movimenta em todos os planos e sub planos. Diz a lenda africana, que Exu foi criado antes de tudo e de todos, pois ele representa o vazio que posteriormente Oxalá preencheu e essa é uma lenda do Candomblé que foi, de certa forma, adequada à Umbanda.
P: Como poderia ser da forma Acima, se todos foram criados simples e ignorantes e se os anjos e santos, por exemplo, somente se tornaram seres de luz, após muitas jornadas? Em tese, não fomos todos criados exatamente da mesma forma?

R:
Não confundir a criação dos Orixás com a criação do ser humano. Orixás são vibrações/virtudes exteriores de Deus, são Sua própria manifestação e Exu é uma delas, pois é um Orixá, mas, os espíritos que incorporam como Exus são seres em evolução assim como todos nós, humanos.

P: Procede a informação de que sem Exu não se faz nada?

R: A afirmação umbandista: “Sem Exu não se faz nada”, significa que, ritualisticamente e magisticamente, ao abrir-se uma gira de Umbanda, Exu é saudado primeiro, pois ele é a segurança da gira em todos os sentidos, é ele quem abre e fecha portais, quem dá estabilidade ao trabalho, é o grupo de Exus que faz o cordão de proteção no terreiro e no seu entorno, é ele quem encaminha àqueles que não necessitam passar pela gira, Exu traz e leva espíritos encarnados e desencarnados, é quem observa e garante o bem estar de todos. Exu barra os mal intencionados e aplica a Lei a todos que mereçam ou necessitem não confundir, porém, tal afirmação, com o cotidiano do médium onde o livre arbítrio garantirá uma mediunidade saudável ou não, ou seja, Exu não está presente o tempo todo nos processos da encarnação atual das pessoas, mas sim quando e onde pode, ou deve atuar.

P: As entidades que trabalham na vibração de Exu sempre trabalham na esquerda?

R: Existem espíritos que trabalham na esquerda, vibração de Exu, e ao mesmo tempo na direita, entenda-se esquerda como emocional e direita como racional, um exemplo é nosso querido e muito conhecido Zé Pelintra.

P: É indispensável o uso do álcool e do fumo no trabalho de Exu?

R: O uso do fumo e do álcool pelas entidades pode ser dispensável e substituído por outros meios energéticos similares, porém, quem define o material a ser usado é sempre a entidade. O álcool serve como anticéptico e o fumo como diluidor de energias deletérias, por exemplo.
P: Por que eles são (injustamente) vistos por outras religiões como "demônios"? Como surgiu esse preconceito?

R: O preconceito que Exu sofre, deve-se ao fato da “demonização”, por parte de algumas religiões, a tudo aquilo que não é conhecido, ou dominado, por elas. O conceito de Demônio ou “o mal” foi profundamente arraigado nas mentes pelas religiões predominantes no mundo, assim como a imagem com chifres e tridentes que, em outras culturas, não significam o mesmo mal cultuado por essas outras.
A falta de informação e boa vontade impedem as pessoas de se livrarem de velhos conceitos.
P: O que são exus?

R: Exus são entidades espirituais a serviço do bem no ritual de Umbanda. Outras práticas mediúnicas utilizam esse nome a fim de, a seu bel prazer, lidarem com energias densas, realizando trabalhos de baixa magia, o que, na Umbanda, não se faz.
Utilizam o nome Exu para mascararem suas práticas, dessa forma enganam muita gente mal informada. Exu, na Umbanda, trabalha no bem, pelo bem e progresso da humanidade.

P: Todos nós temos um Exu guardião? Nosso anjo da guarda seria um Exu?

R: A principio, todas as pessoas podem contar com a ajuda e a proteção de um Exu, mesmo que não saibam, pois eles são espíritos a serviço do bem e do progresso tanto das pessoas quanto do planeta.
Não confundir, porém, Exu guardião com anjo guardião, um trata de questões especificas na encarnação das pessoas e o outro, de outras.
P: Os Exus e os pretos velhos são parceiros? Eles trabalham juntos?

R: Exus são parceiros de outras entidades sim. Sempre que um Preto-Velho precisa da ajuda de um Exu para resolver algum caso, ele o chama sem problema algum, pois todos são parceiros na obra do bem.

P:Em outras crenças qual é o correspondente à função de Exu ?

R: Exu é uma divindade como todas as outras, todas as divindades tem origem em Deus, mas a origem cultural de Exu é Africana, Nagô Yorubá.

Na África, os Orixás aparecem na cultura Nagô Yorubá, cultura essa que fala a língua dos Orixás e que é a língua Yorubá, é uma cultura mitológica que explica o mundo, a religião, a fé, a forma de se relacionar com o sagrado, tudo é explicado por meio de mitos – os mitos são relatos.

Exu, Shiva, Hermes, Pã, Príapo, Dionísio, Min, Bes, Seth, Savitri, Lóki, Baal, Shulpae, Shullat, Kanamara Matsuri, Baco, Anzu, são correspondentes à Exu em outras culturas.
Exu — Divindade africana, da cultura Nagô que predomina na região da atual Nigéria e parte da República Popular do Benim. É o Trono da Vitalidade e também um Trono Tripolar (vitaliza, desvitaliza ou neutraliza toda e qualquer ação).
Orixá Exu tem origem Nagô, onde é Divindade fálica, age também no sentido do vigor físico e espiritual. Seu nome, na língua Yorubá, quer dizer Esfera, mostrando ser uma Divindade que atua em Tudo e em todos os campos.

P: O que seria um Exu não batizado?

R: O Exu Batizado é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.
Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de “Guias”.


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