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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Pomba Gira do Oriente fala sobre Exu e Pomba Gira Mirim

Olá amigos leitores!

É com muita satisfação que apresento meu mais recente trabalho de psicografia. Dessa vez, a grande amiga e guardiã, Pomba Gira do Oriente, nos trouxe algumas palavras de esclarecimento.
Espero que suas palavras inspirem reflexão.
Annapon

Entidades polêmicas de Umbanda, Exu e Pomba Gira sempre geram comentários sem fundamento. Há muito preconceito no que se refere ao trabalho dessas entidades mesmo no meio "Umbandista".
Se com Exu e Pomba Gira é assim, imaginem com relação a Exu e Pomba Gira Mirim, nesse quesito o que encontramos são explicações sem nexo, sem base sólida e sem fundamento algum.
O imaginário do ser humano por vezes chega a ser fértil demais e por falta de maiores estudos e observações, lançam mão de teorias embasadas em achismos que complicam o que deveria ser simples e aceito a partir da palavra dos experientes Exus e Pombas Giras que podem, em momento oportuno, revelar o campo de ação dos Mirins.
Por que Exu e Pomba Gira se valem do trabalho dos "mirins", que seriam seres viventes em outra dimensão, outra realidade, se convencionou nomeá-los de mirins, quando, na verdade, nada se sabe sobre sua origem e qual seria a forma mais adequada de se dirigir aos mesmos.
O que nos confunde, e muito, é a importação de culturas, é a mistura de crenças.
O anunciador da Umbanda em terras brasileiras, o Caboclo das 7 Encruzilhadas, nos deixou o legado africano do culto aos Orixás a partir de suas virtudes e das Leis de Deus que regem a humanidade.
 Assim como existem pares vibratórios para cada Orixá, Exu e Pomba Gira vêm juntos representar uma das Leis Divinas e são Orixás tendo, nas entidades que incorporam, seus representantes assim como todos os outros Orixás, porém, Exu e Pomba Gira Mirim ainda estão sob o véu do mistério, do não revelado talvez porque não estejamos prontos e aptos a compreende-los.
 Se são Orixás que irradiam e vibram alguma virtude porque então seus representantes incorporantes são de outra realidade que não a nossa humana? Nesse caso não existe o Orixá irradiando, vibrando, apenas a colaboração de uma outra dimensão interagindo com a nossa e na qual o comando está com Exu e Pomba Gira, portanto, não há muito o que especular e sim compreender que os "mirins" estão sob custódia desses Orixás e a eles respondem dentro da Lei Universal e de Umbanda, mais que isso, creio eu, caímos nas malhas inconvenientes dos achismos que nada acrescentam.

Vejamos um pouco sobre o Orixá Exu para que nos situemos melhor dentro desse assunto:


Existe sim a possibilidade de cultuar o “Orixá Exu” na Umbanda.

Para tanto, é importante desenvolver uma concepção Umbandista de quem é o Orixá Exu, assim como os outros Orixás são cultuados em outras religiões, na Umbanda nós temos a nossa maneira de cultuá-los, existe uma forma Umbandista de relacionar-se com Oxalá, Oxum, Xangô, Oxóssi, Obaluayê, Nanã, Oxumaré, Obá, que é diferente da maneira Candomblecista, diferente do Culto de Nação.

Da mesma forma com relação ao Orixá Exu, é importante desenvolver toda uma concepção, um pensamento acerca de quem é “Exu”, o “Orixá Exu” e que esse pensamento seja Umbandista.
                                                                                                                           
Quem é o Orixá Exu?

“Exu”, enquanto Orixá na Umbanda, não perde suas qualidades, a questão é: nós devemos entender compreender e explicar Exu não apenas por mitologia porque essa é uma forma Candomblecista, do Culto de Nação explicar, precisamos entender: Qual é o mistério de Exu? Quais são as suas qualidades? Onde ele se insere na gênese? Como identificar a presença desse Orixá na minha vida? Como ele pode me auxiliar? Como eu me relaciono com ele independente da entidade Exu que trabalha comigo?

Se eu trabalho com Seu Tranca Ruas, Seu Tiriri, Seu Marabô, Seu Capa Preta, Seu Sete Encruzilhadas, com Exu da Meia Noite, eles trazem essa força do Orixá Exu, mas, existe um contato, uma relação que se pode estabelecer de uma forma direta entre você e o Orixá Exu e a primeira coisa e mais importante é: você conseguir entender “quem é o Orixá Exu”, “onde ele atua, que campo”, “quem é o Orixá Exu na criação, na origem das coisas, na gênese”, começamos com um olhar para o Orixá Exu na “Gênese Divina de Umbanda Sagrada”, ou seja, na criação, na origem: quem ele é?

Existe uma sequência lógica na gênese em que identificamos, no
início dos tempos, quando nada existia, a única coisa que era real e presente é Deus.

O “vazio” é considerado o primeiro estado da criação, Deus tem a intenção de realizar a sua criação e o primeiro estado que surge no exterior dele é o “vazio”, este é o estado de “Exu”, pertence a “Exu”, ao “Orixá Exu” o “vazio”.

O nome “Exu” em algumas traduções é lido como a palavra “esfera” e esse “vazio” é aquilo que envolve o exterior da criação, primeiro surge o “vazio” e esse “vazio”, por dentro, é preenchido com o “espaço infinito” que pertence a “Oxalá”.

 O primeiro estado da criação que é o “vazio” pertence a “Exu”, esse “vazio” é preenchido, ele se torna pleno por meio do “espaço infinito”, essa é a condição para que surja a criação. Primeiro o “vazio” e depois o “infinito”, a “plenitude”, é uma dualidade, uma relação dual entre Oxalá que é o espaço infinito e o vazio de Exu, que recebeu o espaço.

Exu é guardião dos exteriores, por isso também é assentado e firmado do lado de fora, do lado exterior, ele guarda a criação do lado externo, ele é anterior a tudo e a todos, essa é a presença, o papel do “Orixá Exu” na Gênese, ele é o “Senhor do vazio”.

Entendemos que Exu é anterior a Oxalá, Exu é anterior a todos os outros Orixás. A partir do momento que existe um espaço infinito, então as coisas serão criadas.

 A partir do espaço infinito, vão sendo assentados todos os outros Orixás, todas as outras divindades e então começa a criação dos mundos. Essa é uma visão, um olhar sobre a Gênese Umbandista, sob esse olhar temos Exu enquanto a divindade do vazio e ele é também a vitalidade, o vigor.

 É ele quem vitaliza os sete sentidos da vida, o “Orixá Exu” é a própria vitalidade da criação, o vigor da criação, nós temos um olhar para ele enquanto o “vazio”, o olhar da “gênese” e o olhar do “mistério” vitalidade em Exu, se nós conseguimos imaginar Exu, a divindade Exu, olhar para ele e entendê-lo como o a Vitalidade, isso traz uma nova interpretação, uma nova forma de ver, enxergar e compreender o “Orixá Exu”.

Ele é a divindade que dá toda vitalidade para a criação, é ele quem nos vitaliza, quem nos dá força, quem nos dá vigor. E ao mesmo tempo ele faz par com “Pomba gira”, ela é o estímulo e o desejo, ela é a força.

Ele é o vitalizador, a divindade vitalizadora da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração.

A afirmação que “Exu rege o vazio”, que “ele envolve toda a criação”, que “ele é o Guardião do lado externo da criação”, isso nos faz entender que Exu está em todos os lugares. Exu é “Senhor da Encruzilhada” porque ele está ali onde os caminhos se cruzam, onde as realidades se cruzam e ao mesmo tempo ele está em todos os lugares, não há um lugar onde não tenha Exu.

Podemos considerar a “encruzilhada” como um ponto de força de Exu porque ela simboliza os momentos da vida onde os caminhos se cruzam - a “encruzilhada” simboliza o encontro de duas realidades, a “encruzilhada” simboliza a descida vertical que cruza com uma realidade horizontal, ali está o Orixá Exu, mas, ao mesmo tempo ele está em todos os lugares.

Exu é vazio e Oxalá é plenitude, os Orixás formam outros tipos de pares e não apenas aqueles pares que um com o outro formam um casal, há outros tipos de polaridades.

Exu tem uma atuação chamada de tripolar, ele atua de forma positiva, de forma negativa e de forma neutra por isso ele é tripolar, ele é dual, ele atua a partir do aspecto universal e do aspecto cósmico, ou seja, junto e em parceria com os Orixás universais e com os Orixás Cósmicos.


Nas lendas, nos mitos, Exu mexe com sua emoção, mexe com seu brio, mexe com seu ego, essa é também uma relação entre Oxalá e Exu - que aqui pra nós será uma relação entre direita e esquerda: direita é a razão, esquerda é a emoção.

Exu é o “Senhor da esquerda” porque ele mexe com as nossas emoções.

Cada um de nós é um universo, cada um de nós é o “micro” que repete o que existe no “macro”. No macro temos: uma coroa Planetária onde está Deus – na coroa Planetária está Deus e estão os Orixás, acima de mim eu tenho Deus e tenho a minha coroa na qual existem sete irradiações, a partir da minha coroa eu tenho sete chakras, cada um desses chakras simboliza uma das sete forças da criação, em mim estão presentes todos os Orixás.

Eu sou um “mini universo”, meu corpo é a casa e a morada do meu espírito, da minha alma, que do lado de dentro é infinito, nós somos infinitos para dentro assim como a criação é infinita para fora. Do lado de fora quem guarda é Exu, o lado interno, a guardiã é Pombagira, no meu ser eu estou ligado e conectado a todos os Orixás, eu tenho uma coroa, eu tenho os chakras que são os pontos de força em mim.

Tudo isso se repete em nós, nós somos uma repetição daquilo que existe na criação, Exu é guardião da criação, guardião dos mundos, Exu é guardião do meu mundo, do meu universo, do meu trabalho, da minha casa, do meu corpo.

Temos Exu ligado à todos os Orixás.

Este é apenas um olhar pra gente começar a entender um pouco sobre o que é o “Orixá Exu”

Annapon

Texto baseado no curso de Teologia de Umbanda Sagrada – Desenvolvido por Rubens Saraceni – Ministrado por Alexandre Cumino -



 E foi pensando sobre essas questões que uma Pomba Gira se apresenta, através do meu campo mediúnico, a fim de falar um pouco conosco sobre o "mistério" dos mirins:

Ainda é muito cedo para que compreendam esses seres encantadores.

Eles nos ajudam muito no extenso trabalho que realizamos na Terra (planeta) e fora dela.

Sou Pomba Gira, grau conquistado dentro da Lei de Umbanda a custa de muito trabalho e disciplina e digo com segurança que a maioria dos humanos ainda não consegue "enxergar" o que não seja devidamente reconhecido pelas suas humanas faculdades. Esse é o caso.

É na simplicidade que a Umbanda está pautada e toda vez que buscam novas realidades, sofisticando informações, mais distante da verdade vocês ficam porque, a verdade, é simples, objetiva, facilmente comprovada e assimilada não necessitando de métodos e palavras rebuscadas para que se revele e por fim seja aceita.

Não há nada que não se revele em momento oportuno, nada fica em segredo se a hora de se revelar for chegada e, por isso, pouco a pouco, trazemos essas informações a fim de que sejam úteis e com sabedoria sejam aplicadas em suas vidas e trabalhos mediúnicos.

Nossos amigos, que em algum momento foram denominados mirins porque à vidência de aluns médiuns se apresentam diminutos, em pequenas formas, são valiosos colaboradores, são valentes, porém não é a valentia humana, é realidade natural de sua constituição física totalmente diferente da humana.

Facilmente circulam de uma realidade para outra, simulam formas para adequarem-se ao meio onde estão como fazem alguns animais na terra para confundir seu predador. Por essa razão são de extrema importância na realização de alguns trabalhos aos quais nos dedicamos.

Entre eles não existe o bem e o mal, não há masculino ou feminino e só manipulam energias de oferendas quando a eles pedimos que assim façam, porém, sempre sob o nosso comando e supervisão porque são seres extremamente frágeis à realidade humana e seus hábitos alimentares.

Quanto à questão das oferendas, o que temos a dizer é que sim, são válidas, desde que haja bom senso e responsabilidade, mesmo porque a Umbanda se prepara para evoluir e tem evoluído malgrado a resistência de alguns que um dia se renderão ao novos tempos e às novas formas de rito e culto, isso é fato e a todos alcançará.

A melhor oferenda, queridos filhos de fé, é aquela que se consagra e compartilha, é assim que se alcança o Axé, a benção, a força de renovação, pois de nada vale jogar fora o alimento muitas vezes conseguido às custas de muito trabalho e sacrifício. Não é isso que garante o sucesso de uma oferenda e sim a intenção, a pureza de coração e a fé, portanto, sejam singelos nessas oferendas e respeitem o alimento que a mãe Terra e alguns animais lhes fornecem compartilhando com respeito e harmonia dentro de seus lares e casas de fé.

Nossos amigos não apreciam alimentos humanos nem tampouco cigarrilhas custosas e brilhantes, repito, sob nosso comando, manipulam algumas energias quando assim lhes solicitamos, porém, é com pesar que digo que a maioria dessas oferendas que têm sido destinadas a eles são meros desperdícios de forças e materiais porque onde não há o bem intencionado, logo vem aquele que tudo desfrutará para o mal, ou seja, muita cautela ao oferendar. Tenha sempre em mente que receberá em dobro o que desejar e que nem sempre aquele a quem foi destinada a oferenda a vem manipular em seu favor, principalmente se houver excessos que comprometam a saúde de suas finanças, muita cautela, bom senso. Espíritos evoluídos e trabalhadores no bem maior jamais comprometerão seus médiuns e simpatizantes receitando oferendas mirabolantes e de alto custo, jamais, nem tampouco indicarão receitas de acesso difícil aos filhos de fé.

Pensem sempre que tudo se alcança dentro de seu merecimento e necessidade, quando vocês se esforçam para conquistar seus sonhos e trabalham com afinco para os alcançar é que mãos invisíveis são estendidas até vocês sem necessidade de oferendas.

Oferende quando seu coração pedir e de forma simples, oferende junto a seus irmãos de fé e caminhada, junto ao sacerdote da casa que frequenta quando ele indicar, porém, observe sempre a simplicidade e a fé que anima a casa e a todos, isso sim garante sucesso, progresso e evolução.

Nossos amigos são seres tão especiais quanto o são os humanos, criados pelo mesmo Deus no qual cremos, estão à disposição da humanidade e não se atrelam a grupo algum, trabalham em prol da coletividade e onde houver necessidade de sua intervenção.

Alguns médiuns acreditam que os "mirins" são espíritos desencarnados de garotos(as) de "rua" e eu lhes digo: Não existe quem seja de rua, mas sim seres à merce de seu meio ou que estejam recolhendo sua semeadura. Não que tal estado seja punição, nem tampouco deve o ser, nessas condições, se deixar levar pela situação, não. Na verdade é justamente uma prova para o espirito e não se sujeita, esse teste de vida, à presente encarnação, mas sim ao conjunto da "obra" do ser como espirito imortal que é e que atravessa, pelo tempo, uma série de encarnações com vistas à evolução.

Crianças que desencarnam na situação de rua, ou indigência, são recolhidos, assistidos e esclarecidos em colonias espirituais especializadas e definitivamente não são os "mirins".

Essas crianças e jovens não são crianças e jovens, são espíritos imortais que em determinada encarnação, morrem nessas condições de desfavorecimento financeiro e social, repito, como uma das tantas provas às quais todos os espíritos estão sujeitos.

Tais espíritos podem se engajar, caso assim optem, aos trabalhos de Umbanda e, sendo devidamente preparados, normalmente escolhem falanges como as dos marinheiros, malandros, ciganos, mas nunca mirins porque mirins não são humanos trabalhando na Umbanda, se preferirem chama-los de encantados, que seja, mas, ainda assim, falta-nos recursos de palavreado para defini-los, mesmo porque a nós foi concedido acesso restrito aos seus reinos, constituição, etc.

Temos apenas com esses amigos uma relação de cooperação, não é troca, é colaboração com vistas ao bem da humanidade e universal. Vai além do mero "toma lá dá cá" dos humanos, não é barganha é soma de forças é trabalho para o bem maior sempre pensando na coletividade seja humana ou não.

Quando os "mirins" incorporam nos médiuns, estão sempre sob o comando de Exu ou Pomba Gira, costumam deixar nos médiuns uma sensação "estranha" indefinível, isso justamente porque não são humanos, têm outra constituição e suas sensações são muito diferentes das sensações humanas. Quando solicitam cigarros, bebidas, frutas, doces, não é para sua satisfação ou para despertar sensações e sim para manipular em beneficio do médium e do ambiente no qual foram chamados à atuar e usam tais materiais sob nossa orientação, do contrário não saberiam o que fazer com aquilo tudo, ou seja, junto aos nossos amigos sempre está um de nós.

A essa altura alguns perguntarão: " Mas então porque vocês mesmos não fazem o trabalho dos "mirins"? 

Respondo: Justamente porque não somos eles, somos espíritos que passaram pela encarnação humana, conhecemos as sensações do fumo, da bebida, do doce, mas, eles não e justamente por isso e por serem extremamente velozes e ágeis na manipulação desses materiais é que nos vem auxiliar nas giras que abrem campo à sua presença. O trabalho que realizam nós não conseguimos realizar, a velocidade que alcançam é impraticável ao ser humano encarnado e desencarnado, as dimensões que conseguem acessar jamais serão alcançadas por humanos e os recintos nos quais conseguem penetrar ao humano o acesso é vetado.

Alguns desses locais são fendas astrais, locais de acesso muito difícil onde atuam alguns "inimigos" da humanidade e do bem, como o conhecemos. Lá eles circulam e já conseguiram desativar vários laboratórios onde seres perversos, por exemplo, armazenavam cópias de seres humanos com finalidades nada boas. Esses normalmente são locais de densidade impenetrável ao ser humano e discorrer sobre esse assunto seria desvio de nosso tema. O fato é que "mirim" viaja no espaço, no tempo, atravessa portais, dimensões, com extrema velocidade e fluidez e nos traz informações preciosas que muito colaboram com nossos trabalhos. Numa questão de segundos, por exemplo, nos traz informações sobre futuros atentados contra o ser humano, em alguns casos, já conseguimos impedir atentados, de grandes proporções, pelo aviso recebido previamente dos nossos amigos. Esse é apenas um exemplo do trabalho desses preciosos amigos a quem dedicamos o mais profundo respeito e gratidão.

Para nós, Guardiões de Esquerda, e que essa esquerda se entenda como tudo o que envolve emocionalmente o ser humano e ainda todas as questões cotidianas às quais estão expostos, assim como os relacionamentos, interações, etc., entendemos que todo o trabalho ao qual somos solicitados é importante e grandioso demais porque quando atendemos uma pessoa, por intermédio de nossos médiuns, na verdade atendemos a muitos outros seres a ela ligados, ou seja, cada pessoa que chega até nós traz consigo uma infinidade de outras que são igualmente atendidas e ai está mais um belo trabalho dos "mirins", enquanto atendemos um, eles se encarregam dos restantes encaminhando-os e por vezes até curando-os de seus inúmeros males porque já aprenderam sobre o que fazer e a reconhecer cada necessidade humana com a grande vantagem de não se envolverem, apenas trabalharem e pronto, o trabalho os faz "felizes" se é que podemos usar essa palavra, porém, de alguma forma expressam bem estar em ação e nós, Exus e Pombas Giras, aprendemos, com o tempo, a entender um pouco suas reações, mas estamos longe de uma compreensão ampla.

Nossa comunicação não é verbal, nos entendemos por ondas, frequências, símbolos desconhecidos pela maioria dos humanos, mas, a nós, foi permitido esse aprendizado a fim de que juntos pudéssemos trabalhar em prol de muitas coletividades.

Vale ressaltar que, como já mencionado, entre nossos amigos não existe masculino e feminino, o que ocorre é que quando estão conosco, as Pombas Giras, assumem certa aparência e gestos femininos, quando estão em trabalho com os Exus, assumem modos, energias similares às masculinas, ou seja, moldam-se ao comandante da tarefa.

É comum, quando incorporados, trazerem à tona tudo o que vai no inconsciente dos médiuns, fazem emergir maneiras, gestos, que se encontram nos escaninhos das almas encarnadas justamente pelo fato de que são muito ágeis, sendo assim, é comum que acessem, ao incorporar, toda a história do médium como espirito e todas as suas encarnações com o objetivo de "zerar" digamos assim, possíveis influencias de vidas passadas que ressoam agora, na atual encarnação do médium aliviando-o assim de memórias pregressas que o impedem de evoluir com maior rapidez, seria como desativar uma lembrança, inconsciente, que atrapalha o progresso evolucionista do médium sem com isso remover essa lembrança que pertence ao espirito que é eterno e que, em tempo oportuno, e pelo seu bem, a ela terá acesso.

A Umbanda é uma religião magica, mas magia não significa excesso porque a maior magia é aquela onde a mente é forte assim como a vontade do praticante. Toda consequência de um ato de magia recai sobre o mago e repercute pela eternidade, pode ou não ajuda-lo, mas o mago sempre arcará com a responsabilidade do ato que pratica e sobre ele prestará contas. Nessa questão, nossos amigos são exímios desarticuladores de magias, seja de que natureza forem, se assim dermos o comando, eles desativam rapidamente toda e qualquer magia considerada nociva por nós que labutamos pelo progresso e bem da Terra e de seus habitantes, são pouco dados a se mostrarem pela vidência e, caso sejam percebidos, instantaneamente modificam sua aparência assumindo formas assustadoras para que não sejam reconhecidos ou capturados pela mente humana.

Magos negros já tentaram, sem sucesso, captura-los, mas, desenvolveram um artificio de copias mal feitas, grosseiras de nossos amigos e as usam em seus infelizes intentos, porém, nunca quebrarão a barreira de proteção de nossos amigos porque as forças de renovação do planeta os protegem por serem seus mais habilidosos colaboradores,além de não possuírem acesso à sua dimensão de origem, portanto, seguiremos juntos nesse trabalho no bem e pelo bem até quando queira o poder de Deus, nosso Pai Criador.

Quanto às palavras que articulam quando incorporados, através de complexo mecanismo de conversão mental é que se comunicam, mas, sempre se valem das maneiras de se expressar do médium, por exemplo, caso falem "palavrões" estarão usando os falados pelo médium com mais frequência, revelando assim a real natureza de quem os incorpora.

Essa é uma questão a ser muito bem esclarecida junto aos médiuns incorporantes: cuidado com o que pensa porque nossos amigos, quando incorporados, revelarão seu padrão mental/vibratório pelo seu próprio bem, para que você médium reconheça suas próprias fragilidades e necessidades de mudanças e para que você aprenda a bem viver sua mediunidade com dignidade, amor e segurança.

A qualquer momento podemos voltar ao assunto.
Desejo Luz e progresso a todos,

Pomba Gira do Oriente
psicografia de Annapon 
26.07.2017



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Obsessão durante o sono e a prece - por Annapon -




Nem todo obsessor tem aparência grotesca, alguns, pelo contrário, iludem, seduzem, pela bela aparência.

A prece, antes de dormir, é uma boa forma de terminar um dia e de se preparar para o desligamento temporário do corpo quando nosso espírito, emancipado, vai em busca de algo que necessite como: estudar, visitar amigos, parentes, trabalhar, porém, nem sempre é assim, desligados da matéria o inverso também pode acontecer e nos remeter à paragens sombrias, tristes, à confrontos, enfrentamentos com desafetos ou visitas à locais de baixa vibração, tudo depende de como estejamos sintonizando nosso "rádio", ou seja, tudo depende em que faixa vibratória estejamos nos ligando.

De nada vale a prece antes de dormir se durante o dia nossas ações tiverem sido de destempero, raiva, impaciência, omissão, corrupção, se tivermos investido contra a vida alheia, humana ou não, mesmo através do pensamento que julga, deseja o mal, portanto, como já dizia nosso grande Mestre Jesus: " Antes que te ajoelhes no templo, vá e reconcilia-te com teu irmão". Isto quer dizer: Não sejamos hipócritas ao ponto de rezar, antes de dormir, e viver a vigília incoerente com tal ação.

É claro que todos nos irritamos, pronunciamos alguns palavrões, porém, tal desabafo é diferente do mal querer e pensar, de remoer velhos e deteriorados sentimentos negativos que acabam por sintonizar com espíritos que pensam e sentem o mesmo. O resultado é desastroso e nenhuma prece é capaz de anular o efeito nocivo de tudo isso, apenas a busca por melhorar é que funciona, apenas cultivar alguma paz na mente pode nos sintonizar com espíritos bons e nos aproximar mais de nossos anjos guardiões e guias, mentores espirituais, conservar alguma tranquilidade em nosso cotidiano é que nos distancia da obsessão.

Preferir a paz à razão as vezes ajuda muito porque todas as vezes que nos enfrentamos uns aos outros nos distanciamos de Deus e dos bons espíritos, todas as vezes que responsabilizamos o outro pela nossa falta de paz estamos mascarando nossas ações que muitas vezes contribuem para que o outro nos trate mal ou com indiferença.

Somos, na maioria das vezes, responsáveis pelas obsessões que sofremos e, mais comum que se imagina, é que somos obsessores de nós mesmos e dos outros, encarnados ou desencarnados porque, ao nos emanciparmos durante o sono podemos muito bem ir ao encontro de quem obsedamos sem nos darmos conta disso.

Certamente é muito mais confortável se dizer obsedado, mas, numa analise mais critica e apurada, somos quase sempre obsessores.

Quanto aos espíritos que hipnotizam os encarnados no momento do sono, só o fazem porque a pessoa viveu seu dia em sintonia com os mesmos, portanto, nenhuma prece o distancia das horas que vibrou e pensou mal, dos momentos que julgou ou maldisse alguém por alguma razão.

A verdadeira prece é viver em harmonia o máximo que possamos conseguir, sem desmerecer, é claro, a prece que sempre nos alivia, desde que acompanhada por uma boa analise de nossas ações, reações e pensamentos durante o dia.

Obsessores não escolhem horário para cercar seus desafetos. É claro que trazer um encarnado, em desdobramento durante o sono para o plano espiritual desprovido de Luz, é uma das tantas formas que o sub mundo astral tem de prejudicar àqueles que são seus alvos, mas, dizer que somente a prece pode evitar isso é infantilidade. A prece é forte aliada desde que o obsedado reconheça suas "falhas", faltas, deslizes e busque se reconectar com o que seja bom, com o bem enfim durante as horas que estiver em vigília para que assim sua prece seja forte aliada à sua busca incessante por se melhorar como ser humano, vivendo em harmonia e buscando estar em paz consigo e com os outros. Tal postura não apenas afasta obsessores, mas, e isso é muito importante, colabora com aqueles que já estejam dispostos a evoluir e buscar a Luz em suas almas, isso é caridade também.

É muito triste a figura do diabo que a igreja católica tanto pregou transformada em grotescas imagens agora na lide espirita onde o velho medo é incutido nas mentes em forma de ferrenhos obsessores, ou seja, mudam-se os nomes para antigas ameaças esquecendo-se que demônios ou obsessores só ocupam lugares vazios, mentes sem alimento que só o Sagrado, no dia a dia, pode oferecer. Transferir ao demônio ou ao obsessor a falta de fé, a falta de uma compreensão maior que deve vir de nós mesmos como artífices de nossos destinos é imaturidade, desserviço na causa do bem que liberta das amarras e velhos conceitos através da auto analise, auto conhecimento para então ser verdadeiro colaborador da espiritualidade de Luz que nos inspira à prece como aliada ao processo de nossa auto iluminação.

Sem essa compreensão a prece é inócua e fortes, dominantes, se tornam os obsessores que nos espreitam à hora sagrada do sono a fim de nos vampirizar a seu bel prazer.

Annapon

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Médiuns de Transporte


Olá!


Abaixo três orientações sobre a polemica mediunidade de transporte na Umbanda.
Lembrando sempre que tal procedimento deve ser feito por médiuns experientes e com autorização dos dirigentes espirituais e materiais da casa.

Annapon



DOUGLAS RAINHO

A mediunidade de transporte – em alguns casos também chamada de descarrego – é uma mediunidade que ou caiu em desuso nos terreiros ou é bem mal-explicada e trabalhada. Alguns referenciam que o cambone é um médium de transporte nato, pelo simples fato do mesmo doar energia ectoplasmática durante as sessões ou giras de Umbanda. Porém isso está incorreto.

O cambone tem sim um papel de extrema importância e pode – geralmente o faz – doar ectoplasma para os guias que ali estão para que os mesmos manipulem em prol do assistido. Veja, o ectoplasma aqui citado é a energia vital em excesso. Jamais será tirado algo que fará mal para o indivíduo e também sem a concordância deste. Quando se aceita ser cambone, tacitamente se “assina” esse tipo de contrato de doação energética. Porém, a mediunidade de transporte é bem distinta, apesar de utilizar-se do princípio do ectoplasma também.

Sabemos que o ser humano não é constituído apenas de matéria, dentro das tradições orientais mais populares, nos é dito que possuímos sete corpos: Atma (espírito), Búdico, Mental Superior, Mental Inferior, Corpo Astral (Espiritual), Duplo-Etéreo e Material. Dentro da classificação espírita, Kardec sintetizou os corpos Búdico, Mental Superior e Inferior, o Corpo Astral e o Duplo-Etéreo em um só denominado Perispírito, deixando a sua definição assim: Espírito, Perispírito e Matéria. Ele simplificou a estrutura energética do ser humano, mas sem desqualificar a sua essência.

Dentre esses corpos, o que podemos denotar é que ao desencarnar perdemos dois deles: Duplo-Etéreo e o Material. Apesar do Duplo-Etéreo ser um corpo invisível a olho nú, ele ainda é em parte material e será desagregado após o desencarne, depois de aproximadamente 48 à 72 horas. Isso pode variar, conforme o apego a matéria ou a espiritualização do indivíduo.

Em muitos casos os espíritos obsessores ou negativados (desequilibrados, desarmonizados e alguns até mesmo sem saber que estão mortos), acabam interferindo na vida material das pessoas. Trazendo perturbações de ordem espiritual, manifestações fenomênicas, etc. Alguns, precisam se nutrir da energia da vida (duplo-etéreo) para lembrar como era na matéria. Outros tantos, acabam simplesmente por obsedar pela maldade e pela vingança. Seja qual for o caso, o espírito em desequilíbrio ou em embrutecimento consciencial, acaba se esquecendo de certas particularidades da vida material. Nesses casos, quando alguns procedimentos falharam é que entra o médium de transporte. O médium cederá seu instrumento mediúnico, para que um espírito embrutecido ou desequilibrado possa “incorporar” e tomar um CHOQUE anímico. Ou seja, ele irá sentir as dificuldades e restrições da matéria e em alguns casos isso é o suficiente para colocar determinadas entidades nos trilhos novamente.

Existe até dentro dos tratamentos de passes dos centros espíritas o passe chamado Choque Anímico (CH). Que tem o mesmo princípio, vitalizar o ser desencarnado para que ele lembre-se de como é estar aqui, em uma terra de expiação.

Logo após o trabalho do médium de transporte, o espírito é então retirado do campo mediúnico do mesmo e levado para as zonas de recuperação, pelas falanges que cuidarão do espírito agora em estado de choque ou ao menos temeroso.

Hoje em dia, muitos dizem que esse tipo de artifício não é mais necessário, pois evoluímos e não precisamos mais utilizar dessa mediunidade. Outros, acabam por dizer, que é necessário, mas que qualquer pessoa pode se tornar um desses tipos de médium de transporte e pode fazê-lo. Ambos, na minha visão estão enganados.

A mediunidade de transporte ainda é necessária, mas assim como era no passado, os casos em que ela é necessária são escassos. Não é regular fazer transporte em TODAS as giras e sessões e também não é qualquer um que pode doar a sua matéria para esse tipo de atividade. Os mais antigos da tradição umbandista, chamavam esses médiuns de médiuns de descarrego ou médiuns de Exus, pois tratavam todos os espíritos em desequilíbrios, negativos, negativados, etc. como espíritos de exus catiços. Existem pessoas que tem uma certa “vitalidade espiritual” diferente, mais abundante, que são os ideais para esse tipo de trabalho.

Com essa mania das novas Umbandas de que todos são médiuns, seja de incorporação ou de transporte, estão criando verdadeiros casos de obsessões complexas e até mesmo coletivas nos terreiros. Pessoas que acabam perdendo a sua própria vitalidade, sua energia vital, entrando em colapso nervoso, psicológico, emocional e até mesmo manifestando desordens físicas. Em outros casos, o terreiro inteiro acaba sendo desvitalizado e perdendo a força! Quantas vezes não ouvimos dizer que determinado terreiro era bom, mas que de uns tempos pra cá parece que ficou fraco? Que os pedidos e ajudas não são mais atendidas? Inúmeros!

Então, médium de transporte (ou de descarrego ou de exu) é um indivíduo com uma constituição físico-espiritual diferente, que passará por um processo de aprendizado e saberá utilizar da melhor maneira possível sua mediunidade sem que está lhe traga prejuízos em sua vida cotidiana ou a sua saúde.

Já para o Espiritismo, codificado pelo pedagogo francês Allan Kardec, a mediunidade de transporte é outra coisa. Usa-se a mesma nomenclatura, mas para um fenômeno diferente, que é conhecido nos meios de estudos parapsicológicos como “Apport”. Para a Doutrina Espírita, mediunidade de transporte é a capacidade de fazer com que um objeto material seja levado a outro local. Por exemplo, dentro de uma gaveta trancada, há um pequeno objeto (anel por exemplo). Através da manifestação fenomênica da mediunidade de transporte, tal objeto é desmaterializado de dentro da gaveta e levado até outro local. Isso podendo ocorrer também, com o objeto sendo deslocado “manualmente” sem proceder a desmaterialização, ou seja, determinado espírito manipulando a matéria (lembrando que é necessário ter um médium de efeitos físicos próximo) pega o anel e o carrega (como um ser humano encarnado o faria de forma ordinária) até outro local.

No livro do espírito encontramos também dentro da categoria de médiuns especiais, como médiuns de aporte:


Médiuns de aportes – Os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedade dos médiuns motores e de translação. Excepcionais. (Ver nº 96).

Dentro da categoria dos fenômenos mediúnicos de característica física, existem diversas subdivisões. Recomendamos a leitura do Livro dos Médiuns, para mais informações.

Dentro dessa lógica, podemos traçar um paralelo com os inúmeros relatos sobre aparições de objetos em travesseiros ou dentro de tufos de algodão. Ramatis, ponderá sobre isso em seu livro Magia de Redenção, quanto as magias negras, feitiçarias e macumbas feitas com objetos que depois se materializam em alguns locais, geralmente nos objetos que já citamos acima. Para causar um efeito magnético e uma perturbação no campo espiritual e energético do alvo dessas magias negativas.

Podemos então, claramente dizer, que determinados espíritos sob a batuta de um mago negro, feiticeiro maligno, etc. pega certos objetos de uso pessoal do médiuns – que contém sua impressão energética – e os levam até o mago negro. Esse, por sua vez, agirá com todo seu conhecimento sobre essas artes negras para que impregne com energias nocivas tais objetos, ou até mesmo, os utilizar para criar um elo (link) com o alvo. Depois ordenará a seus asseclas espirituais que devolvam os tais objetos a seus locais de origem. Em alguns casos, há ainda outro tipo de manifestação, como uso de pregos, pregos de caixão e outras coisas, sendo magnetizados negativamente junto com “links” pessoais, como cabelo, unhas, sangue, etc, do alvo. Esses serão materializados depois dentro de seu travesseiro, pela proximidade com o campo energético e também com o aparelho mental, para que possa perturbá-lo e que tenha mais eficácia em seu sórdido objetivo.

As manifestações de mediunidades de transporte são distintas pro Espiritismo e para a Umbanda, porém, acho que conseguimos deixar claro sobre as mesmas. Caso ainda persistam dúvidas, leiam os livros indicados.

O importante é sempre manter a responsabilidade sobre as questões espirituais e principalmente mediúnicas. Axé!




tenda de Umbanda Pai Joaquim de Angola e Caboclo Tupinambá



O transporte na Umbanda é um procedimento de desobsessão onde o médium, geralmente através de um toque com a mão, transfere para si o egun (espírito obsessor) que acompanha o paciente incorporando-o momentaneamente. Trata-se de um ato de caridade, pois além de livrar o paciente de sua obsessão espiritual, durante a incorporação (que deve ser breve), o egun recebe o que se designa como Choque Anímico, que provoca melhora em seu estado de sofrimento, facilitando e incentivando sua disposição em receber ajuda e ser encaminhado. Nesse momento, durante o transporte, é possível uma breve tentativa de doutrinação do egun (obsessor), para que entenda sua situação e siga com os espíritos socorristas.

Divaldo Pereira Franco afirma que a terapia desobsessiva pela doutrinação do obsessor incorporado no médium, independentemente da eficácia da doutrinação propriamente considerada, já traria em curto prazo uma melhoria de 30% a 40% no nível vibratório do obsessor só pelo choque anímico.

Blog: Umbanda, aprecie com moderação

Para que a puxada tenha objetivo e finalidade correta é importante ressaltar;


1- Que exista mediunidade de fato (não seja um anímico);


2- Não tenha medo, e confie naqueles que vão ampará-lo neste trabalho, tanto na parte material como na espiritual - se não confiar, nem é bom tentar;

3- Tenha recebido treinamento adequado ou, se for iniciante, que tenha à sua volta uma corrente muito bem firmada por espíritos que tenham este tipo de treinamento;

4- Que saiba controlar moderadamente as atitudes do "puxado" para que não haja excessos. O exemplo da ilustração acima em azul é uma pista;

5- Tenha protetores de fato que tanto o prepare para a (s) puxada (s) quanto para a limpeza posterior, sempre necessária (fator imprescindível);

6- Entenda que ele é um intermediário e que está ali para permitir ou facilitar o contato do obsessor com os espíritos que vão encaminhá-lo depois e que, por isto mesmo, não pode entrar em sintonia máxima com o obsessor sob pena de dificultar a sua retirada por parte dos espíritos auxiliares em casos em que esses obsessores se tornam ou se mostram muito obstinados.


No processo de puxada, dependendo muito do treinamento do médium para isto, ele vai sentir a aproximação; vai sentir a "entrada" da entidade até o ponto em que ele médium permitir, sem perder a consciência. Mantendo-a, mesmo que parcialmente, não poderá deixar que todas as sensações "físicas" da entidade, bem assim como os comportamentos sejam expostos em toda a sua plenitude, fato este que denotará que, mesmo parcialmente incorporado, o dono do corpo é ele - o médium - o que fará ver à entidade que "ela não é tão forte como quer parecer", nos casos em que isto se torna evidente.

Se o médium se deixar comandar totalmente é sinal de que ele é "mais fraco" que a entidade, o que por si só já transmite a ela a ideia (quase sempre correta) de que pode "mandar no pedaço" e fazer o que bem quer com este médium.


Indicação Chave: Neste tipo de processo, tudo o que o médium não pode é FICAR TENSO. Pelo contrário, deve deixar fluir por seu corpo todas as sensações que forem necessárias de uma forma que ele mesmo não acabe prendendo-as e com isto continue a senti-las após a saída do "invasor". Se sentir enjoo, não deve se ligar a ele; se sentir ânsia de vômitos não deve forçá-lo, mas se ele vier, deve deixar vir o mais naturalmente possível, sem se importar com o que os outros vão pensar porque, de outra forma, prenderá toda a energia que provoca a ânsia dentro de si dificultando o trabalho dos espíritos que o assistem de fora. De uma forma geral, num processo bem coordenado, essas sensações (e possíveis outras) PASSAM pelo médium e, se ele não as bloquear dentro de si por tensões e medos, vão embora assim como vieram.


Liberdade de comando do corpo só se dá aos espíritos seguramente amigos (Ou seja, seus Protetores de fato e direito) e nunca aos que apenas passam por nós, temporariamente, para que possam vir a ser encaminhados. Questão de segurança!

Médiuns em desenvolvimento, em sua maior parte já tendem a não deixarem QUALQUER ENTIDADE lhes tomar adequadamente (por medo mesmo, quase sempre). Se aprenderem com a prática a deixarem se tomar por Protetores e não se deixarem tomar por "invasores", já terão um bom caminho andado nesta prática.

Os médiuns mais antigos que não tiveram este tipo de treinamento inicial, costumam ter maiores dificuldades e às vezes não conseguem se livrar de todas as sensações que esses espíritos trazem consigo e passando mal, após, por conseguinte. Em casos mais problemáticos, digamos assim, não conseguem nem se livrar do próprio obsessor, de tanto que lhe deram permissão de invasão.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lenda da bilha de São Jorge - Portugal -

Olá!
Essa é uma história de fé, amor e coragem!
Que São Jorge possa valer sempre a todos aqueles que nele depositam a sua fé!
Lembrando que só alcançamos a vitória se formos merecedores da mesma e se tivermos fé firme e forte!
Salve São Jorge Guerreiro! Que ele nos proteja, nos valha e nos ensine a caminhar com muita fé, esperança e amor!!!
Annapon


Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.

Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.

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